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Família Farias comemora nesta quinta feira (13) 102 anos do patriarca Antônio Farias

Em Montanhas nesta quinta feira 13 de janeiro de 2022, o patriarca da Família Farias, Senhor Antônio Farias estaria completando 102 anos e em momento de grande recordação pelas ações e atitudes que durante toda a sua vida se dispôs a atender o povo de Montanhas, com o seu comercio de secos e molhados desde o Sítio Pedra do Navio, seguindo por Montanhas com um grande atacado de tecidos e outros derivados, em Natal enveredando na distribuição de alimentos em atacado e oportunamente formou seus filhos em diversos segmentos acadêmicos e com retorno para Montanhas com Farmácia e outros atendimentos correlatos, a família fez uma homenagem celebrando este acontecimento.

Um espaço que hoje está localizado na Rua Manuel Maricota, denominado SOBEM (Sociedade Beneficente de Montanhas) funciona uma Associação em homenagem ao Senhor Antônio Farias. A SOBEM foi fundada em 1981 e nessa nova retomada de atividade traz uma história muito bem oportuna, Pois o objetivo dela é continuar com os mesmos ideias de Seu Antônio Farias, que procurava promover ajudas aos mais carentes e principalmente aos necessitados portadores de doenças como hipertensão, diabetes e similares, além de outras linhas de colaboração que sempre aconteceram nos inúmeros pedidos de ajuda em sua residência.

A SOBEM, ainda não está funcionando com todo afinco, assim como começou na época. Pois ela está apenas pouco menos de 2 anos em atividade nessa nova retomada de abertura por parte dos familiares, mas que o sentido é dar continuidade com muita possibilidade de colaborar com as pessoas mais carentes de Montanhas.

Ocorre que nesta quinta-feira, familiares, juntamente com colaboradores amigos e amigas, realizaram um movimento em homenagem aos 102 anos do Patriarca e convidou pessoas residentes das Ruas no entorno da sede da Associação da SOBEM, Rua Manoel Maricota, Rua Emídio Gomes, Vitorino Ferreira e adjacentes, para participarem dessa homenagem e lá foi distribuído bolos, comidas diversas, salgadinhos, frutas, enfim um café da manhã cheio de brincadeiras e muitas diversões para todos os convidados, além de brindes distribuídos aos que participaram do evento.

Foi um momento muito gratificante em que a Família Farias agradece a presença de todos e destaca a sua satisfação ao reconhecer o valor desse trabalho e ter sido aplaudida no momento mais sublime quando realmente reconhecemos que existe motivo para muita alegria e recordação de felicidade.

Acompanhe nas fotos toda dinâmica:

Veja Ficha do Sócio Fundador em 14/10/1981

Veja fotos no evento em 13/01/2022

Fotos Encaminhadas por Luzia Farias

Em 1982, o cantor e compositor Vital Farias já previa o que viria acontecer na Amazônia

Capa do LP “Sagas Brasileiras”, de Vital Farias

O músico, cantor e compositor paraibano Vital Farias lançou, em 1982, pela Poligram, o LP Sagas Brasileiras, que traz o épico “Saga da Amazônia”, cuja letra expressa a preocupação do artista com a degradação das espécies, a exploração desenfreada da mão de obra infantil, a poluição galopante dos rios e mananciais e, consequentemente, a defesa da preservação da natureza e a sustentabilidade das ações do homem, antecipando o movimento ecológico que tomaria força no final daquela década.

Logo, foi uma visão vanguardista do mestre Vital Farias que, além de construir uma belíssima letra, ainda conclamava as pessoas a repensarem as suas atitudes, sob pena de inviabilizarem a vida no planeta para as gerações vindouras. Atitudes estas, não praticadas pelos governantes atuais.

SAGA DA AMAZÔNIA
Vital Farias

Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas
Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, pra comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, pra acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé pra andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar
e o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, pra onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nana tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:
Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador…

Nascimento de Jesus Cristo serviu de inspiração para grandes mestres da pintura

A cena da Natividade, na visão de Caravaggio

Na iconografia cristã, os grandes mestres da pintura sempre deram relevada importância em registrar com talento, criatividade e interpretações diversas, o episódio da Natividade (o nascimento de Cristo) com seus personagens – a Virgem Maria, São José, o Menino Jesus, os animais, os pastores e os Reis Magos. Essas imagens, um dos temas mais comuns na arte cristã, mormente na Idade Média e no Renascimento, estão sempre impregnadas de símbolos, como ressaltam Emile Male e seu discípulo Louis Réau, em livros iconográficos que decodificam a poética dos artistas.

A Virgem, o Menino Jesus e São José, personagens principais do ato passado na estrebaria, o Nascimento de Cristo, conforme a época e os pintores, a cena, bastante conhecida, sofre variações de um para outro artista. No Retábulo Portinari, do flamengo Reoger der Weuden, ou na Natividade, do alemão Hans Baldung, há uma inovação: a do Menino iluminado, adorado por seus pais e os pastores.

“Do corpo do pequeno Cristo irradia intensa luz que ilumina a face extasiada dos personagens”, diz Emile Male. “Não é apenas um menino comum, que jaz no chão ou na manjedoura, reverenciado por Reis Magos e Pastores, olhado e farejado com certa indiferença por dois animais principais: o asno e o boi”.

OUTROS SERES – Neste painel, outros seres ainda podem ser acrescentados, como na pintura da brasileira Rosina Becker do Vale: pavões, leões, corujas, borboletas, além de anjos cantores. “E com tal fidelidade são estes seres representativos do Renascimento que, na Natividade de Piero Della Francesca, identificam-se as palavras do canto gregoriano que pronunciam pelo formato de suas bocas”, afirma Emile Male.

Os livros iconógrafos relatam que tudo na arte cristão medieval possui caráter simbólico, testemunhos da divindade de Cristo e das verdades do Novo Testamento. E, por isso, existe um verdadeiro zoológico nos quadros primitivos flamengos, nos renascentistas e no de alemães e espanhóis.Giotto – A NATIVIDADE - VÍRUS DA ARTE & CIA.

Assim o mestre Giotto retratou a Natividade

Segundo os especialistas, as fontes do bestiário vieram, principalmente, da Bíblia, dos Salmos e da Lenda Dourada, a hagiografia dos santos (história dos santos) tão consultada pelos artistas da Idade Média. Nelas os animais não são classificados por espécies, família e gênero, como fez Carlos Lineu, no início do século XVIII, e sim por suas virtudes ou malefícios morais.

OS SIGNIFICADOS – “Na Idade Média”, diz Emile Male, “tudo é signo e o visível só vale porque esconde o invisível. Logo, temos o significado de alguns animais que sempre aparecem em quadros de mestres que pintaram o tema Natividade”.

O Cordeiro (Agnus Dei), por sua mansidão ante a morte inevitável, geralmente, simboliza Cristo e seu sacrifício pela humanidade, sobretudo quando aparece imóvel, salienta Emile Male. “Mas também pode significar a Ressurreição do Cristo. Todavia, devemos nos lembrar que Ele não simboliza, exclusivamente, a imagem de Jesus imolado ou ressuscitado. Ele pode ser o símbolo místico do Apocalipse que se aproxima, ou a inocência dos santos”.

O asno e o boi são animais inevitáveis em todas as Natividades. O asno, que mais tarde ajudará a Sagrada Família a fugir para o Egito, na iconografia do Natal tem vários significados. Humilde o doce, ele era chamado “o cavalo do pobre” e tem sempre um papel simpático na Bíblia. Na gruta natalina, ele esquenta com seu hálito o Menino Jesus na manjedoura.

POVO JUDEU – O asno, entretanto, tem também seu lado perverso, constata Emile Male. “Iconograficamente, ele simboliza a ignorância, a obstinação e até a lubricidade. Sua teimosia simboliza o povo judeu que, mantendo-se fiel a sua milenar crença, não quis seguir Jesus Cristo. No caso, o asno é o símbolo da Sinagoga que renegou o Messias Cristão. E foi o asno que carregou Cristo para Jerusalém no Dia da Páscoa”.

Já o boi, como São José, tem um papel humilde de Natalidade. Seu hálito também ajuda a acalentar o Menino na noite de inverno natalino. Ele, iconograficamente, simboliza ainda o sacrifício de Jesus, assimila a ideia de reprodução humana e é a vítima nos sacrifícios religiosos. Por isso, o boi não tinha boa reputação na Bíblia, que condenava o sacrifício dos animais aos deuses. Foi aproveitando a ausência de Moisés que os judeus adoraram o Bezerro de Ouro ao pé do Monte Sinai.

RIQUEZA DO MUNDO – Os cavalos dos Reis Magos, ricamente, adornados, significam a riqueza do mundo em comparação à do Filho de Deus, explica Emile Male.

“A este bestiário luxuoso, vários artistas como Ticiano, Rubens e Veronese, acresceram outros animais simbólicos: pomba, pavão, cervo, galo e leão, além dos anjos que evoluem como símbolos da pureza velando pela Sagrada Família”.

A pomba, símbolo da paz que reinará um dia sobre a humanidade após o Juízo Final, foi a emissária da Anunciação e do término do Dilúvio Universal. “Signo do Espírito Santo, da alma do penitente purificada pela morte, ela se opõe ao negro corvo, encarnação do Diabo. A pomba também simboliza a Igreja nascida no Pentecostes”, sustenta Emile Male.

OUTROS ANIMAIS – O cervo, segundo o Salmo 41, após beber no regato, brame pela presença do Messias. Ele é também o matador da serpente tentadora. Já o pavão de caudas é um breve contra o mau olhado.

“Os cristãos primitivos o reverenciavam ainda como símbolo da redenção e da vigilância contra o pecado. Mas em pintura, era também um animal que permitia vivas combinações de cores”, constata Emile Male.

O galo não significa apenas o símbolo da regeneração e do remorso de São Pedro, é também a imagem de Cristo que, no terceiro dia, ressurgiu das trevas para a Ressureição. Seu canto matinal não apenas acorda o homem para o trabalho, mas serve para lembrá-lo que mais um dia passou e a morte se aproxima.

BEM E MAL – E o leão, símbolo da coragem e da força, paradoxalmente, significa a sepultura, tal como a baleia, onde um dia os restos mortais irão repousar.

Emile Male revela que além desses símbolos iconográficos da Natividade, outros foram adotados para significarem o bem ou o mal.

“Na Idade Média e, desde a Arte Cristã Primitiva, o importante das imagens não eram suas qualidades físicas, mas seu conceito metafísico, pois a metafísica, no mundo medieval, era a única filosofia que explicava o Universo”.

Por Paulo Peres

“O que acontecerá aos corações, se o tempo não passar?”, perguntam Vital Lima e Nilson Chaves

Lima e Chaves, grandes compositores paraenses

O cantor e compositor paraense Carlos Nilson Batista Chaves, na letra de “Tempo e Destino”, em parceria com Vital Lima, retrata etapas, acontecimentos e conquistas que obtemos no passar do tempo. Essa música foi gravada por Sebastião Tapajós e Nilson Chaves no CD Amazônia brasileira, em 1997, pela Outros Brasis.

TEMPO E DESTINO
Vital Lima e Nilson Chaves

Há entre o tempo e o destino
Um caso antigo, um elo, um par
Que pode acontecer, menino,
Se o tempo não passar?
Feito essas águas que subindo
Forçaram a gente a se mudar
Que pode acontecer, meu lindo,
Se o tempo não passar?
O tempo é que me deu amigos
E esse amor que não me sai
Que doura os campos de trigo
E os cabelos de meu pai
Faz rebentar as paixões
Depois se nega às criações
E assim mantém a vida…
(Que acontecerá aos corações
Se o tempo não passar?)
Não mato o meu amor, no fundo,
Porque tenho amizade nele
Que já faz parte do meu mundo
O tempo entre eu e ele…

Por: Paulo PeresPoemas & Canções

“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!”, dizia Jobim, na Era da Bossa Nova

Tom fez a canção para sua mulher, Teresa Hermanny

O arranjador, instrumentista e compositor carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), na letra da música “Corcovado”,  faz um retrato do Rio de Janeiro visto da janela do apartamento em que morava em Ipanema, na Rua Nascimento Silva, 107, de onde se avistava o Corcovado e se podia sonhar em encontrar um grande amor e, consequentemente, fazê-lo conhecer o que é a felicidade, depois de sonhos, tristezas e descrenças deste mundo.

CORCOVADO
Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado,
O Redentor que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

Paulo Peres Poemas & Canções

Documentário conta história dos 420 anos da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Catedral Antiga), na Cidade Alta — Foto: Alex Regis/PMN/Secom

Com G1 RN

A história da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta, em Natal, será contada em documentário que tem pré-estreia marcada para quarta-feira (17). “A Matriz de Natal” vai destacar registros e recordações através de relatos e resgate histórico sobre a construção da paróquia, sua importância para o desenvolvimento do município de Natal, as reformas, restauros e tesouros da primeira igreja erguida no Rio Grande do Norte, em 1601.

A sessão de pré-estreia reúne convidados do clero, jornalistas, equipe técnica e influencers, em sala de cinema, na quarta-feira. O documentário, que tem 30 minutos de duração e foi produzido pelo Orne Estúdio Criativo, estará disponível para o público em geral a partir do dia 20, nas redes sociais da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação e da Arquidiocese de Natal.

Como parte da programação da festa de Nossa Senhora da Apresentação, o foyer esquerdo da Igreja Matriz (antiga Catedral) recebe até o dia 21 uma exposição alusiva ao documentário, apresentando os bastidores da produção e também a linha do tempo da construção da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação. Uma das atrações é a pedra fundamental original da construção do templo, devolvida pela Funcarte. A visitação é gratuita, e pode ser feita das 15h às 18h.

Coração de Poeta marcou a amizade entre Paulinho Tapajós e Nelson Cavaquinho

TRIBUNA DA INTERNET | Coração de poeta uniu Paulinho Tapajós e Nelson  Cavaquinho

Paulinho Tapajós era parceiro de grandes sambistas

O arquiteto, produtor musical, escritor, cantor e compositor carioca Paulo Tapajós Gomes Filho (1945-2013), em parceria com Nelson Cavaquinho, revela a dádiva divina existente no seu “Coração de Poeta”. Este samba foi gravado por Beth Carvalho no LP Traço de União, em 1982, pela RCA Victor.

CORAÇÃO POETA
Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós

Deus me deu um coração poeta
E a alma inquieta de um cantor
Pra que eu vigiasse a madrugada
Acordasse o sol e o beija-flor

Cantar me faz
Viver bem mais
Soltar a voz
Que nem um passarinho
Que ninguém prenderá jamais
Se eu sou feliz
Ou infeliz
São lindas minhas penas
Vale a pena ser quem sou
Se eu tenho o céu
Aqui no chão
Se eu tenho o mel no coração

Paulo Peres Poemas & Canções 

Proclamação da República: entenda por que 15 de novembro é feriado nacional

Por Eduardo Pierre, g1 Rio


Praça da República, ou Campo de Santana, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Praça da República, ou Campo de Santana, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Rioturhttps://9b14b775bb933bc06839d5de15bd5087.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O Brasil comemora nesta segunda-feira, 15 de novembro, o Feriado da Proclamação da República.

Há exatos 132 anos, em 1889, o marechal Deodoro da Fonseca se juntava a tropas de rebelados no Campo de Santana, no Centro do Rio, com os quais depôs o gabinete de Dom Pedro II. O imperador e sua família partiriam em exílio para a Europa no dia seguinte.

O 15 de novembro é feriado nacional desde 1949, segundo a Lei Federal 662, do presidente Eurico Gaspar Dutra.

‘Abram esta merda!’

Palácio Duque de Caxias, Quartel-General do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Palácio Duque de Caxias, Quartel-General do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Rioturhttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Ao contrário do grito do Ipiranga de Dom Pedro I no 7 de setembro de 1822, com o qual declarou a Independência, Deodoro não foi de muitas palavras naquele novembro, 67 anos depois.

“O problema é que não houve uma ‘proclamação da República’”, ensina o historiador Milton Teixeira.

Na tarde daquele 15 de novembro, Deodoro, mesmo se recuperando de uma crise de asma, decidiu apoiar o crescente movimento contra Pedro II. Vizinho do então chamado Campo da Aclimação, desceu de casa e se encontrou com militares enfileirados diante do Quartel-General do Império — onde hoje é o Palácio Duque de Caxias.

“Deodoro não proclamou a República de imediato. Ele queria derrubar o presidente do conselho de ministros, Afonso Celso de Assis Figueiredo. Derrubou, mandou prendê-lo. E pediu que o imperador designasse um substituto. Aí o imperador designa Gaspar da Silveira Martins, que era arqui-inimigo do Deodoro”, lembra o professor.

“Deodoro recebe a notícia, à noite, e diz: ‘Então derruba logo todo o sistema’”, emendou.

Quando Deodoro chegou ao Quartel-General do Exército, a porta estava fechada. “‘Abram esta merda!’”, cita Milton.

Afonso Celso acabou deposto. Não muito longe dali, no Arco do Teles, na Praça 15, a Câmara de Vereadores realizava a solenidade que pôs fim ao Império do Brasil.

“A República, na verdade, foi proclamada à noite. Por isso, na bandeira do Brasil, estão as estrelas visíveis na noite do dia 15”, destaca.

Quadro do Marechal Deodoro da Fonseca montado em um cavalo baio — Foto: TV Globo/Acervo

Quadro do Marechal Deodoro da Fonseca montado em um cavalo baio — Foto: TV Globo/Acervohttps://9b14b775bb933bc06839d5de15bd5087.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Contexto para a queda do Império

O regime monárquico já não correspondia às vontades da população. Em paralelo, desde a Guerra do Paraguai, nos anos 1870, o Exército pleiteava mais participação no governo — no que não era atendido.

Também havia atritos entre Pedro II e a elite agrária, que exigia indenização pela libertação dos escravos com a Lei Áurea, de 1888.

E crescia no Sudeste, que substituiu o Nordeste como polo econômico, a influência do positivismo — de onde veio o lema “Ordem e progresso” estampado em nossa bandeira.

” TEM UM DITADO, TIDO COMO CERTO, QUE CAVALO ESPERTO NÃO ESPANTA BOIADA” DIZ BOLDRIN

Rolando Boldrin: "84 anos e estou 'inteiraço', quero trabalhar mais!"

Abençoado, Boldrin é a alegria personificada

O ator, cantor, poeta, contador de causos, radialista, apresentador de televisão e compositor paulista Rolando Boldrin, na letra de “Vide Vida Marvada”, descreve os boatos que correm onde ele mora, que na verdade, é a descrição da vida calma e mansa de todo matuto. Quanto ao verso “a baba sempre foi santa e purificada”, trata-se de uma alusão ao fato de que o matuto fica lá “sem fazer nada”, tocando a sua violinha e a baba deixada no capim pelo boi quando ele pasta, faz com que o capim nasça de novo sem que o matuto tenha que fazer muito esforço, segundo o boato que corre por lá. Essa música foi gravada pelo próprio Rolando Boldrin no LP Caipira, em 1981, pela Som Brasil.

VIDE VIDA MARVADA
Rolando Boldrin

Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro
São mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi
Santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho
Fraco e mirradinho
A ração da estrada
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando
Essa vida marvada

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remedio pro meu desengano
É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda magoa é um misterio fora desse plano
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê

Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto
Não espanta boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando
Essa vida marvada

Cumpade meu que envelheceu cantando
Diz que ruminando
Dá pra ser feliz
Por isso eu vagueio ponteando
e assim procurando
Minha flor de lis

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remedio pro meu desengano
E toda magoa é um misterio fora desses planos
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê

Paulo Peres Poemas & Canções

Viajando a seu lado no trem do Pantanal, seguindo a canção de Paulo Simões

Simões é um dos mestres da música pantaneira

O cantor e compositor carioca Paulo Simões mora em Campo Grande, MS, onde passou parte da adolescência descobrindo amigos e futuros parceiros, como os irmãos Geraldo e Celito Espíndola, Geraldo Roca e Almir Sater.A bonita letra de “Trem da Solidão” é um convite à alguém que também se encontra solitário para juntarem os seus corações e seguirem em frente. A música foi gravada por Paulo Simões no CD Arrasta pé – volume II, em 1997, produção independente.

Paulo Peres
Poemas & Canções

TREM DA SOLIDÃO
Paulo Simões

Rodar junto ao seu
E vamos atrás do sol que nasceu
E se o seu coração
Acompanhar o meu
Nós vamos formar o trem da solidão

Pelos trilhos dourados da aurora
Vamos embora
Pelos trilhos vermelhos do poente
Vamos embora, vamos em frente

Deixe o meu vagão
Rodar junto ao seu
E vamos atrás do sol que nasceu
E se o seu coração
Acompanhar o meu
Nós vamos até a última estação

Vamos embora
Com o sangue na veia
Pelos trilhos azuis da lua cheia
Pelos trilhos dourados da aurora
Pelos trilhos vermelhos do poente
Vamos embora, vamos em frente

Secretaria de Assistência Social realiza festinha para as crianças

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Habitação, Trabalho e Lazer, através de sua equipe do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, festejam neste dia 28 de outubro, o dia da criança, com muitas brincadeiras, lanches, músicas, danças e muita alegria.

O fato deste acontecimento nesta tarde de quinta-feira (28) foi para não passar despercebido o dia da criança, onde normalmente é comemorado no dia 12 de outubro, o que não aconteceu por motivos outros naquela oportunidade.

Importante é que toda equipe está de parabéns pela realização do evento e a satisfação de todas as crianças estão espontaneamente visíveis, basta conferir os cliks.

Do site Oficial do Município de Montanhas
http://montanhas.rn.gov.br

Parabéns para todos os funcionários públicos de Montanhas

Nesta data de 28 de outubro em que se comemora o dia do Funcionário Público, o Prefeito do Município de Montanhas, Manuel Gustavo de Araújo Moreira, vem parabenizar todos os Funcionários públicos!

São profissionais que atendem a sociedade com destaques importantes no dia a dia. Afinal, estes se empenham e dedicam uma parte de sua vida no trabalho e nos acontecimentos diversos que envolvem a comunidade.

Parabéns pelo seu dia! Vamos juntos na esperança, sempre, de dias melhores.

Do: site Oficial do Município de Montanhas
http://montanhas.rn.gov.br

Com: Blog Montanhas em Ação

“Metade de mim é a lembrança do que fui, e a outra metade, não sei”, canta Oswaldo Montenegro

Quando eu não estiver por perto canta... Oswaldo Montenegro - Pensador

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro inspirou-se no poema “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar, que traduz nossa dualidade na existência, ou seja, somente somos completos no amor. “Metade” foi gravado por Oswaldo Montenegro no CD Ao Vivo – 25 Anos, em 2004, pela Warner.

METADE
Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

Com Paulo Peres
Poemas & Canções

Uma canção com jeito de mato, para falar de sofrimentos e também de amores


Paula Fernandes abre caminho para novas musas sertanejas - Famosos - Extra Online

Paula Fernandes é a musa sertaneja de Minas Gerais

Em parceria com Maurício Santini, a arranjadora, cantora e compositora mineira Paula Fernandes de Souza retrata, peculiarmente, na letra da música “Jeito de Mato”, o universo paralelo que existe dentro de cada ser. A música faz parte do CD Paula Fernandes – Ao Vivo, gravado em 2011, pela Universal Music Brasil.

JEITO DE MATO
Maurício Santini e Paula Fernandes

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
Onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória
E acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.

Paulo PeresPoemas & Canções

Dois inesquecíveis clássicos da música brasileira prestam homenagem ao Dia da Criança


René Bittencourt e Francisco Alves

O empresário artístico, jornalista e compositor carioca René Bittencourt Costa (1917-1979), na letra de ”Canção da Criança”, homenageia a garotada brasileira no seu dia. Essa valsa foi gravada por seu parceiro Francisco Alves, apelidado de “O Rei da Voz”, em 1952, pela Odeon.

CANÇÃO DA CRIANÇA
Francisco Alves e René Bittencourt

Criança feliz
Feliz a cantar
Alegre a embalar
Teu sonho infantil
Oh Meu Bom Jesus
Que a todos conduz
Olhai as crianças do nosso Brasil!

Crianças com alegria
Qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia:
Vinde a mim as criancinhas
Hoje dos céus, num aceno
Os anjos dizem: ”Amém”,
Porque Jesus, nazareno,
Foi criancinha também

Ataulfo Alves se apresentava com suas pastoras

O cantor e compositor mineiro Ataulfo Alves de Souza (1909-1969) utilizou grande beleza poética para compor o nostálgico samba “Meus tempos de criança” (conhecido também como “Meu pequeno Miraí”), gravado por ele próprio, em 1956, pela Sinter, cuja letra traz lembranças de sua infância feliz em Miraí.

MEUS TEMPOS DE CRIANÇA
Ataulfo Alves

Eu daria tudo que tivesse
Pra voltar aos tempos de criança
Eu não sei pra que que a gente cresce
Se não sai da gente essa lembrança

Aos domingos missa na matriz
Da cidadezinha onde eu nasci
Ai, meu Deus, eu era tão feliz
No meu pequenino Miraí

Que saudade da professorinha
Que me ensinou o beabá
Onde andará Mariazinha
Meu primeiro amor onde andará?

Eu igual a toda meninada
Quanta travessura que eu fazia
Jogo de botões sobre a calçada
Eu era feliz e não sabia

Uma mulher do tipo estrela afoita, que insiste em provocar saudades no poeta

Nando Cordel, grande compositor pernambucano

O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, faz versos para diversos estilos musicais: xotes, forrós, frevos etc.A bonita letra de “Estrela Afoita” fala de uma mulher, cujas práticas amorosas e suas consequências Nando Cordel afirma já conhecer. A música deu título ao LP Estrela Afoita gravado por Nando Cordel, em 1983, pela Barclay/Ariola.

ESTRELA AFOITA
Nando Cordel

Sai, sai de mim
Conheço sua intenção
Não pense que eu vou deixar
Você plantar saudade no meu coração


Estrela afoita
Sai do meu céu
Vai refazer-se de mel
Minha pureza já percebeu
Pega o desvio
Adeus

Deixa de comer meu tempo
Deixa meu verde florir
Meu sorriso ficar doce
Quando eu quiser dividir

Paulo Peres Poemas & Canções

Prêmio Sanfona Potiguar tem final surpreendente

Com PN Noticias

A final do festival Prêmio Sanfona Potiguar realizada na última sexta-feira 01 de outubro, no espaço EccoVille Food Park em Cidade Verde foi carregada de muita emoção, além de forró de auto nível executados pelos concorrentes do concurso. O evento, que foi realizado no formato híbrido, apresentou os vencedores ao público presente no local e também através das redes sociais. Cada artista habilitado à final, tiveram suas obras publicadas no site da Oficina Livre de Música e participaram dos 04 programas transmitidos, ao vivo, direto dos estúdios da PNTV play, para divulgação das músicas inscritas, apreciação e fase votação popular. 

Extremamente democrático e de largo alcance social o Prêmio Sanfona Potiguar em sua primeira edição tornou-se uma verdadeira vitrine para todos os artistas participantes e o site da Oficina Livre de Música recebeu milhares de votos de diversas partes do mundo e ainda alcançando um pico de quase 500 reproduções simultâneas na transmissão da final. Confira acessando o link: https://youtu.be/kjwU6NH5oHY 

Os vencedores foram: 1º Lugar Gilson do Acordeon (Espírito Santo) com a Música instrumental Forró para seu João Pedro; 2º lugar Thiago Sanfoneiro (Natal) com Andando e Amando, música de Arnaldo Farias e o 3ºlugar (Natal), Elton Lins com a música Estar com você. Os vencedores irão participar de uma gravação do EP cujas músicas serão publicadas na plataforma de streamings e sites de distribuição digital. A abertura da festa ficou por conta da Sanfoneira de 11 anos, Bel Spínola, aluna da Professora e Musicista Suzete Sales Sanfoneira de 79 anos. 

Ainda no início do evento a Produção foi surpreendida com a presença inesperada do Roberto do Acordeon, músico conhecido e respeitado entre os artistas e, principalmente, pelos os sanfoneiros do mundo inteiro. Roberto do Acordeon gravou seu primeiro LP em 1981 o “Arrasta pé fantástico” com a Continental formando o grupo Roberto do Acordeon e Seus Cabra da Peste, sendo sucesso nacional e internacionalmente. Na ocasião, o artista falou um pouco de sua carreira artística e com a sua sanfona de 120 baixo relembrou sucessos de carreira, ato que contagiou e motivou todos participantes do Festival. 

O Prêmio Sanfona Potiguar é uma realização da Oficina Livre de Música com o Patrocínio do SEBRAE/RN, através do Edital de Economia Criativa 2021, apoio cultural da Insight, Potiguar Notícias e Ecco Ville Food Park. 

Do: PN Notícias   

Musica autentica

Reprodução internet

O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, ou simplesmente, Gilson, nasceu em 1952 na cidade de Macau-RN. Aos 11 anos tem início sua trajetória na música. Como cantor e músico profissional surgiu em 1978 e o reconhecimento pelo grande público ocorreu a partir de 1979, através de seu primeiro sucesso. Casinha Branca, foi gravada por mais de 100 artistas e uma das versões mais bonita é a gravação de Roberta Campos!

Casinha Branca (Gilson)

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo à minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente

Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
@robertacamposoficial

Um prelúdio de Luiz Vieira, que sintetiza, em poucas palavras, a força de um grande amor

Luiz Vieira, um músico que deixou muita saudade

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções


A letra de “Paz do meu amor (Prelúdio nº 2)” idolatra de uma forma poética a conquista do amor infindo pelo radialista, cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho. Um dos maiores sucessos de Luiz Vieira, que ele próprio gravou, em 1963, pela Copacabana. O grande músico morreu em 2020, aos 91 anos.

PAZ DO MEU AMOR (Prelúdio nº 2)
Luiz Vieira

Você é isso: Uma beleza imensa,
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: Uma nuvem calma
No céu de minh’alma; é ternura em mim.

Você é isso: Estrela matutina,
Luz que descortina um mundo encantador.
Você é isso: É parto de ternura,
Lágrima que é pura, paz do meu amor

CAMINHADAS DE VERÃO, Margens do Tejo…

Com PN Notícias

Por: Liliana Borges

Caminhar faz muito bem ao corpo, a mente, aos nossos sentidos… 

Ao longo dos percursos a natureza sempre marca sua presença e muitas vezes pincelada com belas edificações complementam a paisagem, pois a beleza do ambiente ilumina nossa alma que nos fortalece com novas energias e alimentam o nosso espírito.  

E por estas Terras Lusitanas, uma caminhada rotineira é comum depararmos com o antigo e o novo, o passado e o presente, juntos compondo o mesmo cenário harmonicamente. Pertinho de minha residência a cerca de 5 Km está situado Alcochete em uma das margens do Rio Tejo, aproximadamente 36 Km de Lisboa, onde gosto muito de praticar a modalidade. 

No caminho vou apreciando o panorama a minha volta como o rio, os pássaros, monumentos, o verde constante, o azul celeste, o espetáculo do crepúsculo e até mesmo os passantes. Usualmente alterno meu roteiro ou o horário da atividade, assim, vejo o ambiente em outra perspectiva e naturalmente me surpreendo com mais uma descoberta e novas emoções.  

Uma destas caminhadas mudei um pouco meu trajeto e me deparei com o Poço de São João que por sinal muito bem protegido por uma estrutura de vidro, metal e mais uma placa chantada explicativa, onde nos reporta ao século XV, datado de 1498 sendo a referência mais antiga que se conhece, nem o Brasil tinha sido descoberto. Este foi o principal ponto de abastecimento público de água na região durante vários séculos e daí a localidade ficou conhecida como o Largo do Poço. 

Outro dia entrei na Igreja Matriz, Igreja de São João Baptista, localizada no centro da cidade que aproveitei minha caminhada para conhecer e conversar um pouco com Deus. É um belo edifício de traça tardo-gótica, provavelmente construído no século XV conforme o registro no local. 

Em outro momento observei no “Passeio do Tejo”, a Igreja da Misericórdia, um imóvel da segunda metade do século XVI, o qual ainda nem mesmo havia parado para ler a descrição contida na placa, onde menciona que segundo a tradição oral, terá suplantado a antiga capela do Palácio dos Infantes de Beja, no qual nasceu D. Manuel I, em 1469. Atualmente está sendo restaurada. 

Mais adiante, a suntuosa estátua de D. Manuel I. O monarca nasceu em Alcochete, pois em decorrência de epidemias na capital do reino na altura dos séculos XIV e XV levou a realeza residir na localidade. Ele é nominado como “O Venturoso”, quem governou no período dos descobrimentos sendo considerado um dos mais ricos e poderosos impérios daquele tempo. 

Ainda, em outra oportunidade que a maré estava baixa me possibilitou a admirar o trabalho árduo dos colhedores de amêijoas, o qual é muito bonito de ver, trabalham cavacando o solo repetidas vezes com muita rapidez e habilidade. Amêijoas é uma espécie de molusco, inclusive possui trinta por cento mais proteína do que o mexilhão, a iguaria é muito apreciada na região. 

Mudando novamente o horário de minha caminhada fui presenteada como mais um espetáculo da natureza que é o pôr sol visto desta margem do Tejo, as luzes de Lisboa a acender ao fundo e as luzes de Alcochete complementando o panorama. 

Ademais as ruelas aconchegantes nas imediações com seus restaurantes e cafeterias a funcionar ao todo vapor, a noite chegando para ocupar seu lugar com o movimento dos passantes, o burburinho das pessoas ao som do tilintar dos talheres e cheiro agradável das iguarias portuguesas. Tudo isto aguçando nossos sentidos…  

E assim, por aqui vou conhecendo cada recanto que me alegra, conforta meu espírito e desperta meus sentimentos. Conhecer outros lugares não necessariamente precisamos viajar e sim apenas perceber um pouco mais o que está sempre a altura dos nossos olhos…

Consórcio público Trairi/Agreste

Evandro Borges

A Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e o Executivo Municipal de São José do Campestre promoveram uma reunião do Agronordeste na Câmara Municipal daquela cidade na terça-feira passada, dia 21 de setembro de 2021, contando com o Prefeito de Boa Saúde, José Wellington da Rocha e da Prefeita de Serra de São Bento, Wanessa Gomes de Morais e do Secretário Municipal de Agricultura de Serrinha, Régio de Souza. 

Esteve presente a Prefeita de Jandaíra, Marina Marinho, Presidenta e com o Secretário Executivo, Francisco Joseraldo do Consorcio SIM SERTÃO e MAR, que envolvem os Municípios de Guamaré, Jandaíra, Pedro Avelino e Galinhos, quando fez um testemunho da criação daquele consórcio, dando ênfase a necessidade de se unir para fazer frente os desafios da comercialização da produção animal para consumo e nutrição de boa qualidade para o ser humano. 

Estava prestigiando o evento a Coopercacho através do Presidente Expedito Alexandre, a Escola Agrícola de Jundiaí – EAJ com os Professores Ivan Max e Andréia Barbosa, a FETARN, Jocelino Dantas e Erivan de Carmo que é de Coronel Ezequiel, a APOERN – Associação dos Produtores e Produtoras de Orgânicos do Rio Grande do Norte, através do seu Presidente, Marcos Sena, o Banco do Nordeste, o SEBRAE por Elton Alves e a EMATER,  

Ainda estavam no evento representativo os Secretários Municipais, técnicos, personalidades, autoridades locais, representantes de associações rurais e assentamentos, sindicatos, Vereadores de São José do Campestre, de Serra de São Bento, de Boa Saúde foi uma reunião plural, aberta, representativa e acima de tudo democrática, respeitosa e aberta ao diálogo. 

A abertura ficou a cargo do Prefeito Municipal Joseilson Borges da Costa (Nénem) e do Superintendente Roberto Carlos Papa, e pronunciamento de toda a Mesa, para em seguida falar Marina Marinho discorrendo sobre o Consórcio Mar e Terra. Em seguida o advogado Evandro Borges falou sobre Consórcio Público, Roberto Papa sobre a importância do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produção de Origem Animal – SISBI e finalizando Gustavo Fonseca pela Fácil Empreendimento falou sobre o rastreamento da produção. 

A fala do Superintendente do MAPA foi essencial para a importância da comercialização dos produtos de origem animal (corte de boi, porco, caprinos, ovinos, frangos e pescados) para os produtores de todos os portes, pois precisam da inspeção, para o transito e comercialização nos Municípios, Região, no Estado e no país, corroborando todos os presentes na importância de se conseguir o selo SISBI, que outros Municípios do Estado obtiveram  como é o caso de Mossoró/RN. 

Gustavo Fonseca na sequencia falou da importância do rastreamento da produção, para o consumidor/cidadão final, saber como ocorre a produção, quem participa, quais as relações trabalhistas e familiares com a produção, o modo de produção, os quantitativos, as contribuições tributárias, os métodos produtivos, o respeito ambiental,  os insumos produtivos, de fato, de quem participa da cadeia produtiva. 

O resultado final e encaminhamento, o Prefeito de São José do Campestre foi disponibilizar o advogado Evandro Borges e em conjunto com o Vereador Eduardo Fernandes, Presidente da Câmara Municipal e do técnico em agroecologia Xandão, residente em Tangará pela Coopercacho percorrerão os Municípios tratando sobre o Protocolo de intenções, a transformação em Projetos de Lei para aprovação pelas Câmaras Municipais, para poder tratar do contrato de consórcio que viabilizará a inspeção intermunicipal Agreste/Trairi. 

O evento deixou todos participantes com muita esperança do acontecimento, na certeza das tarefas legais que precisam tramitar, pois precisa haver desprendimento para se concretizar os acontecimentos, com o fim de melhorar a qualidade de vida nutricional da população com a possibilidade da inspeção dos produtos animais e a capacidade da cadeia produtiva da alimentação adequada a saúde humana para puxar o desenvolvimento sustentável da Região.

Do: PN Noticias
Por: Evandro Borges

MONTANHAS/RN REPRESENTADA EM EVENTO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARÁ

Por Assessoria de Comunicação
http://montanhas.rn.gov.br

O Município de Montanhas esteve representado por seu filho natural Jean Firmino, popularmente e profissionalmente conhecido por Jean Suave, no evento da mais nova modalidade olímpica o “Breaking” em Fortaleza – CE.

Jean Suave, participou da seletiva que classifica os ganhadores para o Mundial da Red Bull BC One City Cypher na possibilidade de participação no campeonato na Polônia.

Com o apoio cultural do Município de Montanhas que colaborou com patrocínio para o competidor Jean Suave, autorizado pelo Prefeito Manuel Gustavo junto com a Secretaria Municipal de Esporte, Turismo e Cultura – SEMETUC, foi dada a importância do evento que promete resultados satisfatória para levar a nossa cultura aos demais eventos na esfera nacional e internacional.

Jean, já participou de outras competições relativas a danças nessa mesma ordem e categoria, onde foi patrocinado também pelo Município de Montanhas sendo vitorioso na competição, recebendo o primeiro lugar, fato ocorrido no Maranhão – MA em 2019, e na mesma oportunidade também foi campeão nacional na modalidade disputada.

Suave, ainda ressalta que dia 25 de setembro provavelmente estará entre os competidores em outra seletiva que será realizado em Curitiba – PR, afirma que sempre levará o nome de Montanhas com ele e a gratidão de incentivo pela cultura local.

Parabéns e veja o vídeo que ele nos repassou, além de fotos de alguns momentos do evento em Fortaleza – CE.

A estimativa populacional dos Municípios publicada pelo IBGE

Por: Evandro Borges

O IBGE publicou a estimativa populacional dos Municípios, sempre esperado pelos Prefeitos Municipais e que corresponda ao crescimento em face dos serviços prestados a população.  Os serviços considerados essenciais muitas vezes são custosos exigindo dos gestores muita austeridade para cumprir os compromissos. O SUS com a pactuação e os consórcios de atendimento entre os entes federativos contribuem em muito para a diminuição das despesas e melhora a eficiência. Parnamirim e Mossoró se destacaram no crescimento populacional. 

Parnamirim segundo a estimativa atingiu uma população de 272.490 habitantes revelando um êxodo dos Municípios para o Município “Trampolim da Vitória”, mas, também, um transbordamento da capital do Estado. Em Natal muitos culpam o Plano Diretor que está por ser revisado em adiantada tramitação,  como um dos culpados pela evasão da população, consistindo em um dos pontos de “conurbação” entre Natal Parnamirim e Natal. A população de Natal praticamente não cresceu está com uma estimativa de 892.708, não chegou à casa de um milhão como se esperava. 

Mossoró atingiu 303.792 habitantes um crescimento considerável em virtude da atração do retorno da indústria, do fortalecimento do agronegócio e da agricultura familiar, do comércio e serviços, dos negócios das petroleiras, do sal, da construção civil e da modernização do setor imobiliário, das universidades, principalmente e em especial da UFERSA e do Instituto Federal com a possibilidade de geração de empregos e oportunidades diretas e finalmente, do crescimento regional com a energia renovável e limpa já instaladas. Em outro aspecto, a preocupação dos Prefeitos Municipais que fazem frentes aos serviços essenciais são os limites populacionais para a subida no percentual do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, principalmente aqueles que se encontra como: 0,6; 0,8; e 1.0 com uma estimativa que não correspondem, sequer aos números das famílias e habitantes que recebem a prestação dos serviços da saúde. 

Os honorários médicos são considerados custosos, embora reconhecidamente merecidos, e os profissionais médicos em face às alternativas que existem fazem falta no mundo do trabalho na administração pública municipal. Os médicos são disputados e levam os Municípios mais organizados, austeros e que são bons pagadores. Contudo, não é apenas isto na dimensão da saúde, há também, medicamentos, e exames mais complexos consistem em uma verdadeira “via crucis”, principalmente com transportes para os munícipes com doenças crônicas, aumentando as despesas consideravelmente no segmento. 

O prazo para contestar e impugnar a estimativa já começou, cabendo aos Prefeitos responsáveis tomar todas as providências de direito e necessárias para não causar prejuízo a Municipalidade e poder melhorar o atendimento dos serviços essenciais as suas populações, principalmente na seguridade (saúde, educação e assistência social), a fim de garantir os recursos que muitas vezes podem melhorar a qualidade de vida. 

Com: Potiguar Notícias

“Carinhoso” já era sucesso quando Braguinha colocou a belíssima letra no chorinho

João de Barro das eternas construções - Rede Brasil Atual
Braguinha, autor de letras que serão eternas

O compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907-2006), conhecido como Braguinha ou João de Barro, fez uma belíssima declaração de amor ao colocar letra no famoso choro “Carinhoso”, um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.  “Carinhoso” foi gravado por Orlando Silva, em 1937, pela RCA Victor.


CARINHOSO

Pixinguinha e João de Barro


Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.


Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

Com: Paulo Peres
Poemas & Canções

SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE MONTANHAS REALIZA CONFERÊNCIA NESTA QUINTA FEIRA (26)

Com:  Assessoria de Comunicação
http://montanhas.rn.gov.br

Hoje, quinta-feira (26), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Habitação, Trabalho e Lazer promove durante todo o dia a realização da sua IX Conferência Municipal de Assistência Social. Conforme foi anunciado dia 18 de agosto. IX CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (montanhas.rn.gov.br).

A abertura se deu por volta das 9:00h e contou com a participação de muitos conferencistas que se inscreveram no formulário disponibilizado para os representantes das entidades governamentais, civis, e afins.

O evento foi muito bem elaborado e muito organizada toda sua dinâmica. Parabéns para toda equipe colaboradora, que desde o início já distribuía as pastas para a implantação dos grupos de trabalho nos eixos temáticos habilitados para discussão, passando por uma oferta de um café da manhã, apresentação dos hinos do Brasil e do Município e, diga-se de passagem, uma bela apresentação da equipe de jovens do grupo de fortalecimento de vínculos que brilhantemente encenou e representou ao som da música inédita que evidencia o Município de Montanhas com o título “Montanhas terra querida”.

Esteve presente compondo a mesa, o Vice-prefeito Antonio Duarte, Presidente do Conselho Social, Edinólia, Secretária Municipal do Desenvolvimento Social, Socorro Adelino, Secretária de Educação, Marta Lopes, Secretária Municipal de Saúde, Maria José, Assessor de Governo, Ubiratan de Melo Gonçalves, vereadores Edson Junior (Dinho) e Eduardo Paz Coutinho.

O Palestrante, Marcio Francisco de Andrade, presidente do CEAS – Conselho Estadual de Assistência Social, compareceu e fez uma bela explanação onde muitos pontos foram aclarados para na oportunidade das oficinas temáticas as propostas de trabalho fluírem com mais facilidade. O Presidente do CEAS, ainda, destacou em sua fala, o agradecimento pela bela recepção que lhe foi dada e ressaltou quão bela encontra-se Montanhas, disse: “A melhoria se ver ao entrar na Cidade, com as ruas em perfeito estado de conservação e sinalização, além da limpeza pública, parabéns pela administração que Montanhas recebeu”. Enfatizou.

Depois do almoço, servido aos participantes no CCI – Centro de Convivência dos Idosos, iniciou o processo de discussão e debates para elaboração das propostas que serão possivelmente introduzidas no Plano Plurianual – PPA e por esse caminho, novas perspectivas poderão chegar a população com muito mais resultados, afinal, a participação da sociedade nessas atividades é motivo de orgulho para um município que envolve todos por um só objetivo: O melhor para Montanhas!

Neste momento ainda continua a reunião, vamos aguardar o desfecho e mais notícias teremos na sequência.

Vejamos algumas fotos enviadas por Nelson Aranha: