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Dia dos Namorados, poemas, canções e flores – na visão de Paulo Peres

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Peres edita o site “Poemas&Canções”

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca Paulo Roberto Peres homenageia o dia de hoje através deste “Soneto dos Namorados” e festeja seu amor à bela Cristina Peres.

SONETO DOS NAMORADOS
Paulo Peres

Dia dos Namorados.
Corações iluminados,
Beijos, abraços, amores,
Poemas, canções e flores.

Nos salões dos sentimentos
Sob luz de velas e violinos
Casais eternizam momentos,
Sonhos reais, cristalinos.

O namorar é o vital sabor
Da idade, descoberta e valor
Cuja beleza maior está na grandeza modesta.

Invoco à bênção futura
Cultivar do passado a ternura
Aos hoje namorados em festa.

A relação entre o Amor e a Morte, na poesia de Ariano Suassuna

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O dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Vilar Suassuna, no poema “Noturno”, questiona-se sobre a ligação que faz entre amor e morte.

NOTURNO
Ariano Suassuna

Tem para mim Chamados de outro mundo
as Noites perigosas e queimadas,
quando a Lua aparece mais vermelha.
São turvos sonhos, Mágoas proibidas,
são Ouropéis antigos e fantasmas
que, nesse Mundo vivo e mais ardente
consumam tudo o que desejo Aqui.

Será que mais Alguém vê e escuta?

Sinto o roçar das asas Amarelas
e escuto essas Canções encantatórias
que tento, em vão, em mim desapossar.

Diluídos na velha Luz da lua,
a Quem dirigem seus terríveis cantos?

Pressinto um murmuroso esvoejar:
passaram-me por cima da cabeça
e, como um Halo escuso, te envolveram.
Eis-te no fogo, como um Fruto ardente,
a ventania me agitando em torno
esse cheiro que sai de teus cabelos.

Que vale a natureza sem teus Olhos,
ó Aquela por quem meu Sangue pulsa?

Da terra sai um cheiro bom de vida
e nossos pés a Ela estão ligados.
Deixa que teu cabelo, solto ao vento,
abrase fundamente as minhas mãos…

Mas não: a luz Escura inda te envolve,
o vento encrespa as Àguas dos dois rios
e continua a ronda, o Som do fogo.

Ó meu amor, por que te ligo à Morte?


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Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu…

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O  jornalista, escritor e letrista, nascido em Jaú (SP), David Nasser (1917-1980), autor de diversos clássicos do nosso cancioneiro popular, entre os quais “Mamãe” (em parceria com Herivelto Martins), que passou a ser considerada como o hino do Dia das Mães. A música foi gravada por Ângela Maria, em 1956, pela Copacabana.

MAMÃE
Herivelto Martins e David Nassser

Ela é a dona de tudo
Ela é a rainha do lar
Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra, que o mar

Ela é a palavra mais linda
Que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre
Das mãos do Senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor e de esperança
Ai, ai, ai, mamãe
Eu cresci, o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse
Eu queria, outra vez, mamãe
Começar tudo, tudo de novo

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DIA DA MÃES
Paulo Peres

Entre a razão e a emoção
Existe um ponto de interrogação
Chamado Humana Renovação:
Ventre bendito – coração MÃE,
Obra Suprema do Criador.

MÃE.
Neste dia dedicado a VOCÊ,
Quero parabenizá-la e pedir-lhe
Que continue a ser esta MÃE
MARAVILHOSA!

O voo do Carcará que consolidou a carreira de João do Vale

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Nara e João, na gravação de “Carcará”

O compositor e cantor maranhense João Batista do Vale (1933-1996), o Poeta do Povo, que representou o grito contido das massas contra todo o tipo de injustiça social, conforme revela a letra de “Carcará” que, simboliza a vida difícil dos sertanejos mortos de fome, comparando-a à ave de rapina carcará, que tem que matar para sobreviver. Entretanto, o ”Carcará” desta letra tinha também um outro significado, ou seja, era considerado herói, na época, porque simbolizava uma juventude que lutava contra a ditadura militar para defender o povo brasileiro.

Historicamente, em 1964, João do Vale participou do show Opinião, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso da música “Carcará” , a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora, substituindo Nara no espetáculo.

CARCARÁ
José Cândido e João do Vale

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião

Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada

Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

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É preciso sempre lembrar de Ivan Lins e seu parceiro Vítor Martins

Ivan e Vítor, compositores geniais

O químico, instrumentista, cantor e compositor carioca Ivan Guimarães Lins e seu parceiro Vitor Martins, na letra de “Lembra de Mim”, reiteram imagens/lembranças para quem tenta se manter vivo na memória da pessoa amada. Esta música foi gravada no LP Emílio Santiago, em 1997, pela Som Livre.

LEMBRA DE MIM
Vitor Martins e Ivan Lins

Lembra de mim
Dos beijos que escrevi
Nos muros a giz
Os mais bonitos
Continuam por lá
Documentando
Que alguém foi feliz

Lembra de mim
Nós dois nas ruas
Provocando os casais
Amando mais
Do que o amor é capaz
Perto daqui
Há tempos atrás

Lembra de mim
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar

Lembra de mim
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais
Lembra de mim


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No céu, no mar, na terra, canta Brasil!!

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David Nasser, um compositor de primeira

 

O  jornalista, escritor e letrista David Nasser (1917-1980), nascido em Jaú (SP), é autor de diversos clássicos do nosso cancioneiro popular, entre os quais o samba-exaltação “Canta Brasil”, em parceria com Alcir Pires Vermelho e gravado por Francisco Alves, em 1941 , pela Odeon, dois anos após o lançamento de “Aquarela do Brasil”, consolidando o prestígio do gênero. Para isso, adotava como modelo o samba de Ari Barroso e até o citava nos versos: “Na Aquarela do Brasil’ / eu cantei de Norte a Sul”.

CANTA BRASIL
Alcir Pires Vermelho e David Nasser

As selvas te deram nas noites teus ritmos bárbaros
E os negros trouxeram de longe reservas de pranto
Os brancos falavam de amor nas suas canções
E dessa mistura de vozes nasceu o teu canto

Brasil, minha voz enternecida
Já dourou os teus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções

Também, na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul

Mas agora o teu cantar
Meu Brasil quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar

Oh! Este rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!

Na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul

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E nos corações, saudades e cinzas foi o que restou…

Charge de J. Carlos, reproduzida do Arquivo Google

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta carioca Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes (1913-1980) escreveu com Carlos Lyra, em 1963, a “Marcha da quarta-feira de cinzas”. O lirismo melancólico dos foliões a espera do próximo carnaval, que imperava na letra, depois serviu também como música de protesto contra a ditadura militar de 1964. Embora consagrada pela voz de Nara Leão, essa marcha-rancho foi gravada, inicialmente, por Jorge Goulart, em 1963, pela Copacabana.

MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor.

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade…

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar.

Porque são tantas coisas azuis
Há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.

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Ao homem cabe pontuar a própria vida, ensina João Cabral de Melo Neto

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O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), no poema “Questão de Pontuação”, afirma que o homem que pontuar a sua vida é aceito por todos, mas ele só discorda do ponto final.

QUESTÃO DE PONTUAÇÃO
João Cabral de Melo Neto

Todo mundo aceita que ao homem

cabe pontuar a própria vida:

que viva em ponto de exclamação

(dizem: tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação

(foi filosofia, ora é poesia);

viva equilibrando-se entre vírgulas

e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem

que use a só pontuação fatal:

que use, na frase que ele vive,

o inevitável ponto final.

Caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento…

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O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, na letra da marcha “Alegria, Alegria” apresentada no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, rompe com os estilos vigentes na época, além de protestar contra o governo militar. A marcha “Alegria, Alegria” foi gravada por Caetano Veloso em compacto simples, em 1967, pela Philips.

ALEGRIA, ALEGRIA
Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes,
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e brigitte bardot
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento,
Eu vou

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou
Por que não, por que não…

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Lembrando uma canção de amor que jamais será esquecida

Resultado de imagem para antonio maria e fernando loboO cronista, comentarista esportivo, poeta e compositor pernambucano Antônio Maria de Araújo Morais (1921-1964) entusiasta de vida noturna carioca da década de 50, juntamente com seu parceiro Fernando Lobo, também pernambucano, lançou uma das mais famosas canções de amor – “Ninguém Me Ama”. Este samba-canção, gravado por Nora Ney em 1952, pela Continental, e depois por vários outros cantores, inclusive o norte-americano Nat King Cole, foi composto somente por Antônio Maria, que não acreditava que a música fizesse sucesso e deu parceria a Fernando Lobo, em troca de parceria em uma outra canção escrita por Lobo, que todos achavam que ia fazer sucesso, mas isso não aconteceu. Naquela época era comum a troca de parcerias entre amigos, como Maria e Lobo.


NINGUÉM ME AMA
Fernando Lobo e Antônio Maria

Ninguém me ama, ninguém me quer
Ninguém me chama de meu amor
A vida passa, e eu sem ninguém
E quem me abraça não me quer bem

Vim pela noite tão longa de fracasso em fracasso
E hoje descrente de tudo me resta o cansaço
Cansaço da vida, cansaço de mim
Velhice chegando e eu chegando ao fim

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Um samba inesquecível, que celebra a amizade e companheirismo

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Aldir Blanc, um dos maiores compositores da MPB

O psiquiatra, escritor e compositor carioca Aldir Blanc Mendes notabilizou-se como letrista de muitos sucessos, entre eles o samba “Amigo é prá essas coisas”, em parceria com Silvio da Silva Júnior, em que a letra expõe uma conversa entre dois amigos, da forma mais coloquial possível, usando gírias, inclusive, uma inovação para a época. Além disso, amor e amizade dialogam entre si, enquanto o primeiro geralmente fala de desilusão, o segundo celebra o companheirismo. O samba “Amigo é pra essas coisas” foi classificado em segundo lugar, no III Festival Universitário de Música Popular Brasileira, em 1970, interpretado pelo grupo MPB-4 que, no mesmo ano, o gravaria no seu LP Deixa Estar, pela Elenco/Philips.

AMIGO É PRA ESSAS COISAS
Silvio da Silva Júnior e Aldir Blanc

– Salve!
– Como é que vai?
– Amigo, há quanto tempo!
– Um ano ou mais…
– Posso sentar um pouco?
– Faça o favor
– A vida é um dilema
– Nem sempre vale a pena…
– Pô…
– O que é que há?
– Rosa acabou comigo
– Meu Deus, por quê?
– Nem Deus sabe o motivo
– Deus é bom
– Mas não foi bom pra mim
– Todo amor um dia chega ao fim
– Triste
– É sempre assim
– Eu desejava um trago
– Garçom, mais dois
– Não sei quando eu lhe pago
– Se vê depois
– Estou desempregado
– Você está mais velho
– É
– Vida ruim
– Você está bem disposto
– Também sofri
– Mas não se vê no rosto
– Pode ser…
– Você foi mais feliz
– Dei mais sorte com a Beatriz
– Pois é
– Pra frente é que se anda
– Você se lembra dela?
– Não
– Lhe apresentei
– Minha memória é fogo!
– E o l´argent?
– Defendo algum no jogo
– E amanhã?
– Que bom se eu morresse!
– Prá quê, rapaz?
– Talvez Rosa sofresse
– Vá atrás!
– Na morte a gente esquece
– Mas no amor a gente fica em paz
– Adeus
– Toma mais um
– Já amolei bastante
– De jeito algum!
– Muito obrigado, amigo
– Não tem de quê
– Por você ter me ouvido
– Amigo é prá essas coisas
– Tá…
– Tome um cabral
– Sua amizade basta
– Pode faltar
– O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
– O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
– O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará

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Festa da Padreira de Espírito Santo, RN 2017; confira a programação de shows

Tá no Blog do VNT online

Divulgação

VNT – A tradicional Festa de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Espírito Santo, no Rio Grande do Norte será animada com shows nesta, terça, 31/01 e quarta-feira, 1º/02.

Confira a programação de shows:

Terça-feira, 31/01:
Forró Resenha
Cavalo de Aço
Memel Diferente

Quarta-feira, 01/02:
Guga Playboy
Banda Grafith
Thiago Teixeira

Serviço:

Entradas na Arena de Shows:
Shows na terça-feira, 31/01, entrada 1kg de alimento
Shows na quarta-feira, 1º/02. senhas antecipada 10,00 reais.

Veja cartaz da festa:

A anunciação de um anjo travesso chamado Alceu Valença

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Alceu Valença, um compositor muito inspirado

O pernambucano Alceu Paiva Valença é formado em Direito e pós-graduado em Sociologia, mas por causa da música desistiu dessas carreiras, para ser cantor e compositor. Segundo Alceu Valença, a letra de “Anunciação” teve duas inspirações: a ditadura militar de 1964 e a chegada do seu filho que estava para nascer.  A música faz parte do LP Anjo Avesso, gravado por Alceu Valença, em 1983, pela Ariola.

ANUNCIAÇÃO
Alceu Valença

Na bruma leve das paixões que vêm de dentro
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal
No teu cavalo peito nu cabelo ao vento
E o sol quarando nossas roupas no varal

Tu vens, tu vens
Eu já escuto os teus sinais

A voz do anjo sussurrou no meu ouvido
E eu não duvido já escuto os teus sinais
Que tu virias numa manhã de domingo
Eu te anuncio nos sinos das catedrais

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Um caso de amor que inspirou Zé Ramalho da Paraíba

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O cantor e compositor paraíbano José Ramalho Neto, mais conhecido como Zé Ramalho, na letra de “Chão de Giz”, fala de desilusão, de superação, frustrações, recordações, uma vez que conta uma história verídica que aconteceu  na sua juventude. Zé Ramalho,teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com um homem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde  morava. “A conheci no carnaval e fiquei perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar comigo,  um garoto pé-rapado que ela apenas usava”, disse ele. Assim, acabou o caso que tomava proporções enormes. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs a música Chão de Giz, gravada no Lp Zé Ramalho, em 1978, pela EPIC/CBS.

CHÃO DE GIZ
Zé Ramalho

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há, meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that’s over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica por que o sexo é assunto popular.

No mais
Estou indo embora
No mais
Estou indo embora
No mais

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Um amor como água de chuva, na visão de Nilson Chaves e Vital Lima

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Nilson Chaves e Vital Lima compõem e gravam juntos

O filósofo, instrumentista, cantor e compositor paraense Euclides Vital Porto Lima, em parceria com Nilson Chaves, na letra de “Flor do Destino”, invocou fenômenos da natureza para descrever sua noite de amor. Essa música foi lançada no LP Interior, em 1986, pela Visom.

FLOR DO DESTINO
Nilson Chaves e Vital Lima

Te amei assim como água de chuva
que vai penetrando pra dentro do mundo
Te bebi assim como poço de rua
que eu olhava dentro mas não via o fundo
Tu me deste um sonho
eu te trouxe um gosto de tucumã
tu me deste um beijo
e a gente se amou até de manhã.
Veio o sol batendo e nos despertou
da gente virando terra, mato, galho e flor

Água de riacho é clara e limpinha
mas as vezes turva com a chuva violenta
Teu amor é um papagaio que xina
dentro do silêncio da tarde cinzenta
E o amor é um rio, profundo rio
de muitos sinais
onde os barcos passam
conforme o vento deseja e faz
Ai, que ainda me lembro
disso que ficou:
da gente virando terra, mato, galho e flor

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O segredo da eterna juventude de um poeta chamado Ariano Suassuna

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Ariano era totalmente contrário à morte e nunca irá morrer

O dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Vilar Suassuna (1927+2014), no soneto “Abertura Sob Pele de Ovelha”, explica as razões que o levavam a nunca envelhecer.

ABERTURA SOB PELE DE OVELHA
Ariano Suassuna

Falso Profeta, insone, Extraviado,
Vivo, Cego, a sondar o Indecifrável:
e, jaguar da Sibila – inevitável,
meu Sangue traça a rota desse Fado.

Eu, forçado a ascender, eu, Mutilado,
busco a Estrela que chama, inapelável.
E a pulsação do Ser, fera indomável,
arde ao Sol do meu Pasto – incendiado.

Por sobre a Dor, Sarça do Espinheiro
que acende o estranho Sol, sangue do ser,
transforma o sangue em Candelabro e Veiro.

Por isso, não vou nunca envelhecer:
com meu Cantar, supero o Desespero,
sou contra a Morte e nunca hei de morrer


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Hoje é o Dia dos Santos Reis, que encerra a Folia do Natal brasileiro

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Na Folia de Reis, uma festa de danças e cantorias

A Folia de Reis faz parte do Natal no folclore brasileiro, ela se inicia na noite de 24 de dezembro e se estende até 6 de janeiro, com a Festa dos Santos Reis. A letra desta folia pertence ao folclore da cidade de Urucaia, MG.

FOLIA DE REIS

Porta aberta, luz acesa,
Recebei com alegria
A visita dos Reis Magos
Com sua nobre folia

Lá vai a garça voando,
Lá no céu bateu as asas
Vai voando e vai dizendo
Viva o dono desta casa

Entra, entra, minha bandeira,
Por essa porta adentro
Vai fazer sua visita
À senhora lá de dentro

Os três reis quando saíram
Cantando sua folia
Eles cantavam de noite
E de dia recolhia

Quando era boca da noite
A estrela aparecia
Os três reis se alevantava
Em seu caminho seguia

Foram saudar o Deus Menino
Que nasceu pro nosso bem
Ô bendito louvado seja,
Para todo sempre Amém

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Um marco da Bossa Nova, na genialidade de Tom, Vinicius e João Gilberto

Resultado de imagem para Tom, vinicius e joao gilbertoVinicius, Tom e João, um trio que deixa saudades

O maestro, instrumentista, arranjador, cantor e compositor carioca Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994) é considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira e um dos criadores do movimento da Bossa Nova. A música “Chega de Saudade”, foi um marco da Bossa Nova, na interpretação de João Gilberto. Parceria de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, a letra valoriza a passionalidade da canção diante da separação dos amantes, com vistas para o reencontro feliz. A música teve várias gravações, inclusive, a do Milton Nascimento no CD Novas Bossas, em 2008, pela EMI.

CHEGA DE SAUDADE
Tom Jobim e Vinícius de Moraes

Vai minha tristeza,
e diz a ela que sem ela não pode ser.
Diz-lhe, numa prece
que ela regresse,
porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade,
a realidade é que sem ela não há paz,
não há beleza,
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca

Dentro dos meus braços
os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos, e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim
Não quero mais esse negócio de você longe de mim

Site Poemas & Canções

Hoje, trago em meu corpo as marcas do meu tempo…

Resultado de imagem para taiguaraO cantor e compositor Taiguara Chalar da Silva (1945-1996) nascido no Uruguai durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandoneonista e maestro Ubirajara Silva, foi um dos melhores compositores da MPB e considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar, tanto que teve, aproximadamente, 100 músicas vetadas, razão que o levou a se auto-exilar na Inglaterra em meados de 1973. A letra da música “Hoje” quase foi censurada, porque fazia alusão ao governo militar, à tortura (trago em meu corpo, as marcas do tempo) e insinuava que a sociedade era infeliz sob o comando da ditadura militar. A música foi gravada por Taiguara no LP Hoje, em 1969, pela EMI-Odeon.

 

HOJE
Taiguara

Hoje
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero, a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo…

Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos,

Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas…
Na solidão das noites frias por você.

Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte

Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte

Sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim como eu te amei.

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

 

Baia Formosa RN – Inscrições para o Festival de Cinema encerram dia 31

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No Concurso de 1 minuto, o público vai poder inscrever vídeos produzidos com qualquer equipamento digital, como câmera de vídeo, câmera fotográfica ou celular. O material editado deve ter duração de 60 segundos, incluindo os créditos. O candidato poderá participar com quantos vídeos quiser, obedecendo o regulamento e dentro da temática “SOU BRASILEIRO”. Os melhores vídeos serão premiados durante o Festival.

O vencedor do Concurso de 1 minuto terá seu filme exibido no Festival NETIA OFF CAMERA 2017, em Cracóvia, na Polônia. Além disso, um dos representantes da equipe vencedora terá todas as despesas da viagem pagas, e vai poder participar do Festival, um dos mais importantes eventos de produção audiovisual da Europa. Os 10 primeiros colocados serão contemplados com a exibição dos seus filmes na edição do NETIA OFF CAMERA 2017.

Os alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) vão poder participar de uma categoria especifica. Uma parceria firmada entre o Festival e o IFRN, vai possibilitar aos alunos, a inscrição com vídeos de um minuto na categoria Concurso de 1 minuto IFRN. O aluno e professor orientador, responsáveis pelo melhor vídeo, serão premiados com uma viagem para a Polônia, onde poderá participar do Festival NETIA Off Camera (http://www.offcamera.pl/en/), um dos maiores festivais de cinema independente da Europa.

Nesta terça feira (11) shows de Solteirões, Dorgival, Leonardo e Eduardo Costa na Festa do Boi em Parnamirim

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No Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, a véspera de feriado será de muito agito com a programação badalada da Festa do Boi para a noite. Com quatro shows imperdíveis no line-up desta terça-feira (11), a maratona de shows conta com apresentações da banda Solteirões do Forró, Dorgival Dantas e Os Gonzagas. Trazendo para o público potiguar o seu novo projeto musical ‘Cabaré’, a dupla Leonardo e Eduardo Costa promete arrastar multidões na Festa do Boi com um show animado e super alto astral.

Os ingressos estão à venda nas lojas Online do Norte Shopping, Hiper Prudente, Via Direta, Parnamirim e Macaiba. Na internet, o público pode adquirir através do site www.ingressando.com.br. Nos três dias de festa, a expectativa é de atrair público de mais de 500 mil pessoas. Informações: (84) 3620-5262 Telepesquisa.

Serviço:

Festa do Boi 2016

Atrações: Leonardo e Eduardo Costa, Solteirões do Forró, Dorgival Dantas e Os Gonzagas

Dia: 11 de outubro (terça)

Horário: 21h abertura dos portões

Local: Parque Aristófanes Fernandes

Vendas: Lojas Online do Norte Shopping, Hiper Prudente, Via Direta, Parnamirim e Macaíba.

Montanhas RN – Izaias Cordel, faz lançamento de mais dois livros em Parnamirim

izaias

Tive a satisfação de ser convidado pelo professor e poeta cordelista Izaias, para estar presente no lançamento de seus livros: O primeiro livro JACÓ E JASMIM e segundo livro DICIONÁRIO NORDESTINÊS.

Izaias já morou aqui na terrinha, e é muito conhecido por amigos que simpatizam e valorizam a cultura.

O lançamento será apresentado, neste sábado 08/10/2016, a partir das 19:00 horas,  na Escola Estadual Maria Cristina, Rua Manoel Costa, 455 – bairro Boa Esperança – Parnamirim

Este acontecimento é muito importante para a cultura nordestina, será apresentada uma peça teatral na escola, juntamente com seus alunos, onde trata da história de Jacó filho de Natal RN e Jasmim do Estado de Pernambuco, ambos vindo de Portugal para o Brasil e mais precisamente para nossa região nordeste.

Audio que nos foi enviado pelo autor Izaias: CLIQUE AQUI

Assista a reportagem levada ao ar pela Inter TV no Bom dia RN AQUI

Vale conferir esse trabalho cultural, vamos valorizar a cultura nordestina.

livro

 

Por tanto amor, por tanta emoção, a vida me fez assim…

Resultado de imagem para luiz Carlos Sá e sergio magrãoLuiz Carlos Sá, um compositor de sucessos

Site Poemas & Canções  O advogado, cantor e compositor carioca Luiz Carlos Pereira de Sá, o Sá do trio Sá, Rodrix e Guarabira, com seu parceiro Sergio Magrão, fala na letra de “Caçador de Mim” sobre os pólos da vida: momentos de doçura, bondade, ferocidade e agressividade. Portanto, a vida tornou o eu lírico do compositor um “buscador” de si mesmo, a procura daquilo que, realmente,  faz-lhe sentir-se em paz e harmonia consigo mesmo. A música “Caçador de Mim” transformou-se em um grande sucesso, gravada por Milton Nascimento, em 1981, no LP Caçador de Mim, pela Ariola.

CAÇADOR DE MIM
 Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções, entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito à força numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu caçador de mim.

Site Poemas & Canções 

Montanhas RN – Nesta quarta-feira 20 de julho Emancipação Política do Município

3Imagem ilustrativa: Divulgação/internet

Parabéns Montanhas pelos seus 53 anos, que seu dia seja tão lindo, quanto a esperança que está no desejo de cada um em ver-te cada dia mais bela, que a sua simpatia possa contagiar ainda mais pessoas, que o seu brilho sempre esteja a frente de muitas realizações e que sua luz seja compartilhada.

Muito me orgulha em estar presente em cada dia que renova a confiança, buscando acertar, servir melhor. Quem ama, cuida! Façamos uma prece neste aniversário de Montanhas, vamos pedir a Deus por todos nós, saúde e sabedoria, para que toda energia positiva de um povo seja absorvida pela nossa cidade. Montanhas merece que lutemos por ela, pela saúde, educação, segurança, transportes, pela infra-estrutura, pela ação social, pelo emprego e renda. Mais cidadania, habitação, proteção ao meio ambiente, apoio as iniciativas comunitárias, às crianças, aos jovens, adultos e à melhor idade. Mais entusiasmo, esperança e satisfação pessoal tanto para os homens do campo, como da cidade. Tudo isso, ainda é pouco para quem merece muito mais.

Neste 20 de julho, com braços fortes defendemos a esperança de um povo humilde que acredita no amor…

PARABÉNS MONTANHAS!

Autor: Ubiratan de Melo Gonçalves (Bira de Montanhas)

De acordo com a Lei Orgânica do Município de Montanhas RN, Parágrafo Único Art. 2º do Req. 004/2005 – Aprovado em 22/06/2005 – Apresentado pela Vereadora Elizângela Cristina do Nascimento (Branca). Foi instituído o Hino Municipal de Montanhas/RN.

Letra:

Apresentação1

 

parabens!_4034

 

Cidade de meu andar

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…

Quem não gosta do samba, diz Caymmi, bom sujeito não é…

O violonista, cantor, pintor e compositor baiano Dorival Caymmi (1914-2008), construiu sua obra inspirado pelos hábitos, costumes e tradições do povo baiano. Teve como forte influência a música negra, desenvolveu um estilo pessoal de compor e cantar, demonstrando espontaneidade nos versos, sensualidade e riqueza melódica. Estas características aparecem no “Samba da Minha Terra”, cuja letra explica a magia que o samba acarreta sobre todas as pessoas. Este samba foi gravado pelo Bando da Lua, em 1940, pela Columbia.

SAMBA DA MINHA TERRA
Dorival Caymmi

O samba da minha terra
Deixa a gente mole
Quando se canta todo mundo bole,
Quando se canta todo mundo bole

Eu nasci com o samba
E no samba me criei
Do danado do samba
Nunca me separei
Quem não gosta do samba
Bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça
Ou doente do pé

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