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Em 1982, o cantor e compositor Vital Farias já previa o que viria acontecer na Amazônia

Capa do LP “Sagas Brasileiras”, de Vital Farias

O músico, cantor e compositor paraibano Vital Farias lançou, em 1982, pela Poligram, o LP Sagas Brasileiras, que traz o épico “Saga da Amazônia”, cuja letra expressa a preocupação do artista com a degradação das espécies, a exploração desenfreada da mão de obra infantil, a poluição galopante dos rios e mananciais e, consequentemente, a defesa da preservação da natureza e a sustentabilidade das ações do homem, antecipando o movimento ecológico que tomaria força no final daquela década.

Logo, foi uma visão vanguardista do mestre Vital Farias que, além de construir uma belíssima letra, ainda conclamava as pessoas a repensarem as suas atitudes, sob pena de inviabilizarem a vida no planeta para as gerações vindouras. Atitudes estas, não praticadas pelos governantes atuais.

SAGA DA AMAZÔNIA
Vital Farias

Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas
e os rios puxando as águas
Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores
os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores
sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir
era: fauna, flora, frutos e flores
Toda mata tem caipora para a mata vigiar
veio caipora de fora para a mata definhar
e trouxe dragão-de-ferro, pra comer muita madeira
e trouxe em estilo gigante, pra acabar com a capoeira
Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar
pra o dragão cortar madeira e toda mata derrubar:
se a floresta meu amigo, tivesse pé pra andar
eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá
O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar
e o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar?
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar
Mas o dragão continua a floresta devorar
e quem habita essa mata, pra onde vai se mudar???
corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá
tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura
No lugar que havia mata, hoje há perseguição
grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão
castanheiro, seringueiro já viraram até peão
afora os que já morreram como ave-de-arribação
Zé de Nana tá de prova, naquele lugar tem cova
gente enterrada no chão:
Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro
disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro
roubou seu lugar
Foi então que um violeiro chegando na região
ficou tão penalizado que escreveu essa canção
e talvez, desesperado com tanta devastação
pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa
dentro do seu coração
Aqui termina essa história para gente de valor
prá gente que tem memória, muita crença, muito amor
prá defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta
era uma vez uma floresta na Linha do Equador…

Documentário conta história dos 420 anos da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Catedral Antiga), na Cidade Alta — Foto: Alex Regis/PMN/Secom

Com G1 RN

A história da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, na Cidade Alta, em Natal, será contada em documentário que tem pré-estreia marcada para quarta-feira (17). “A Matriz de Natal” vai destacar registros e recordações através de relatos e resgate histórico sobre a construção da paróquia, sua importância para o desenvolvimento do município de Natal, as reformas, restauros e tesouros da primeira igreja erguida no Rio Grande do Norte, em 1601.

A sessão de pré-estreia reúne convidados do clero, jornalistas, equipe técnica e influencers, em sala de cinema, na quarta-feira. O documentário, que tem 30 minutos de duração e foi produzido pelo Orne Estúdio Criativo, estará disponível para o público em geral a partir do dia 20, nas redes sociais da Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação e da Arquidiocese de Natal.

Como parte da programação da festa de Nossa Senhora da Apresentação, o foyer esquerdo da Igreja Matriz (antiga Catedral) recebe até o dia 21 uma exposição alusiva ao documentário, apresentando os bastidores da produção e também a linha do tempo da construção da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação. Uma das atrações é a pedra fundamental original da construção do templo, devolvida pela Funcarte. A visitação é gratuita, e pode ser feita das 15h às 18h.

Coração de Poeta marcou a amizade entre Paulinho Tapajós e Nelson Cavaquinho

TRIBUNA DA INTERNET | Coração de poeta uniu Paulinho Tapajós e Nelson  Cavaquinho

Paulinho Tapajós era parceiro de grandes sambistas

O arquiteto, produtor musical, escritor, cantor e compositor carioca Paulo Tapajós Gomes Filho (1945-2013), em parceria com Nelson Cavaquinho, revela a dádiva divina existente no seu “Coração de Poeta”. Este samba foi gravado por Beth Carvalho no LP Traço de União, em 1982, pela RCA Victor.

CORAÇÃO POETA
Nelson Cavaquinho e Paulinho Tapajós

Deus me deu um coração poeta
E a alma inquieta de um cantor
Pra que eu vigiasse a madrugada
Acordasse o sol e o beija-flor

Cantar me faz
Viver bem mais
Soltar a voz
Que nem um passarinho
Que ninguém prenderá jamais
Se eu sou feliz
Ou infeliz
São lindas minhas penas
Vale a pena ser quem sou
Se eu tenho o céu
Aqui no chão
Se eu tenho o mel no coração

Paulo Peres Poemas & Canções 

Proclamação da República: entenda por que 15 de novembro é feriado nacional

Por Eduardo Pierre, g1 Rio


Praça da República, ou Campo de Santana, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Praça da República, ou Campo de Santana, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Rioturhttps://9b14b775bb933bc06839d5de15bd5087.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O Brasil comemora nesta segunda-feira, 15 de novembro, o Feriado da Proclamação da República.

Há exatos 132 anos, em 1889, o marechal Deodoro da Fonseca se juntava a tropas de rebelados no Campo de Santana, no Centro do Rio, com os quais depôs o gabinete de Dom Pedro II. O imperador e sua família partiriam em exílio para a Europa no dia seguinte.

O 15 de novembro é feriado nacional desde 1949, segundo a Lei Federal 662, do presidente Eurico Gaspar Dutra.

‘Abram esta merda!’

Palácio Duque de Caxias, Quartel-General do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Palácio Duque de Caxias, Quartel-General do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio — Foto: Alexandre Macieira/Rioturhttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Ao contrário do grito do Ipiranga de Dom Pedro I no 7 de setembro de 1822, com o qual declarou a Independência, Deodoro não foi de muitas palavras naquele novembro, 67 anos depois.

“O problema é que não houve uma ‘proclamação da República’”, ensina o historiador Milton Teixeira.

Na tarde daquele 15 de novembro, Deodoro, mesmo se recuperando de uma crise de asma, decidiu apoiar o crescente movimento contra Pedro II. Vizinho do então chamado Campo da Aclimação, desceu de casa e se encontrou com militares enfileirados diante do Quartel-General do Império — onde hoje é o Palácio Duque de Caxias.

“Deodoro não proclamou a República de imediato. Ele queria derrubar o presidente do conselho de ministros, Afonso Celso de Assis Figueiredo. Derrubou, mandou prendê-lo. E pediu que o imperador designasse um substituto. Aí o imperador designa Gaspar da Silveira Martins, que era arqui-inimigo do Deodoro”, lembra o professor.

“Deodoro recebe a notícia, à noite, e diz: ‘Então derruba logo todo o sistema’”, emendou.

Quando Deodoro chegou ao Quartel-General do Exército, a porta estava fechada. “‘Abram esta merda!’”, cita Milton.

Afonso Celso acabou deposto. Não muito longe dali, no Arco do Teles, na Praça 15, a Câmara de Vereadores realizava a solenidade que pôs fim ao Império do Brasil.

“A República, na verdade, foi proclamada à noite. Por isso, na bandeira do Brasil, estão as estrelas visíveis na noite do dia 15”, destaca.

Quadro do Marechal Deodoro da Fonseca montado em um cavalo baio — Foto: TV Globo/Acervo

Quadro do Marechal Deodoro da Fonseca montado em um cavalo baio — Foto: TV Globo/Acervohttps://9b14b775bb933bc06839d5de15bd5087.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Contexto para a queda do Império

O regime monárquico já não correspondia às vontades da população. Em paralelo, desde a Guerra do Paraguai, nos anos 1870, o Exército pleiteava mais participação no governo — no que não era atendido.

Também havia atritos entre Pedro II e a elite agrária, que exigia indenização pela libertação dos escravos com a Lei Áurea, de 1888.

E crescia no Sudeste, que substituiu o Nordeste como polo econômico, a influência do positivismo — de onde veio o lema “Ordem e progresso” estampado em nossa bandeira.

” TEM UM DITADO, TIDO COMO CERTO, QUE CAVALO ESPERTO NÃO ESPANTA BOIADA” DIZ BOLDRIN

Rolando Boldrin: "84 anos e estou 'inteiraço', quero trabalhar mais!"

Abençoado, Boldrin é a alegria personificada

O ator, cantor, poeta, contador de causos, radialista, apresentador de televisão e compositor paulista Rolando Boldrin, na letra de “Vide Vida Marvada”, descreve os boatos que correm onde ele mora, que na verdade, é a descrição da vida calma e mansa de todo matuto. Quanto ao verso “a baba sempre foi santa e purificada”, trata-se de uma alusão ao fato de que o matuto fica lá “sem fazer nada”, tocando a sua violinha e a baba deixada no capim pelo boi quando ele pasta, faz com que o capim nasça de novo sem que o matuto tenha que fazer muito esforço, segundo o boato que corre por lá. Essa música foi gravada pelo próprio Rolando Boldrin no LP Caipira, em 1981, pela Som Brasil.

VIDE VIDA MARVADA
Rolando Boldrin

Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro
São mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi
Santa e purificada

Diz que eu rumino desde menininho
Fraco e mirradinho
A ração da estrada
Vou mastigando o mundo e ruminando
E assim vou tocando
Essa vida marvada

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remedio pro meu desengano
É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda magoa é um misterio fora desse plano
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê

Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto
Não espanta boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando
Essa vida marvada

Cumpade meu que envelheceu cantando
Diz que ruminando
Dá pra ser feliz
Por isso eu vagueio ponteando
e assim procurando
Minha flor de lis

É que a viola fala alto no meu peito humano
E toda moda é um remedio pro meu desengano
E toda magoa é um misterio fora desses planos
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
Que no verso ou no reverso da vida inteirinha
Há de encontrar-me num cateretê

Paulo Peres Poemas & Canções

Prêmio Sanfona Potiguar tem final surpreendente

Com PN Noticias

A final do festival Prêmio Sanfona Potiguar realizada na última sexta-feira 01 de outubro, no espaço EccoVille Food Park em Cidade Verde foi carregada de muita emoção, além de forró de auto nível executados pelos concorrentes do concurso. O evento, que foi realizado no formato híbrido, apresentou os vencedores ao público presente no local e também através das redes sociais. Cada artista habilitado à final, tiveram suas obras publicadas no site da Oficina Livre de Música e participaram dos 04 programas transmitidos, ao vivo, direto dos estúdios da PNTV play, para divulgação das músicas inscritas, apreciação e fase votação popular. 

Extremamente democrático e de largo alcance social o Prêmio Sanfona Potiguar em sua primeira edição tornou-se uma verdadeira vitrine para todos os artistas participantes e o site da Oficina Livre de Música recebeu milhares de votos de diversas partes do mundo e ainda alcançando um pico de quase 500 reproduções simultâneas na transmissão da final. Confira acessando o link: https://youtu.be/kjwU6NH5oHY 

Os vencedores foram: 1º Lugar Gilson do Acordeon (Espírito Santo) com a Música instrumental Forró para seu João Pedro; 2º lugar Thiago Sanfoneiro (Natal) com Andando e Amando, música de Arnaldo Farias e o 3ºlugar (Natal), Elton Lins com a música Estar com você. Os vencedores irão participar de uma gravação do EP cujas músicas serão publicadas na plataforma de streamings e sites de distribuição digital. A abertura da festa ficou por conta da Sanfoneira de 11 anos, Bel Spínola, aluna da Professora e Musicista Suzete Sales Sanfoneira de 79 anos. 

Ainda no início do evento a Produção foi surpreendida com a presença inesperada do Roberto do Acordeon, músico conhecido e respeitado entre os artistas e, principalmente, pelos os sanfoneiros do mundo inteiro. Roberto do Acordeon gravou seu primeiro LP em 1981 o “Arrasta pé fantástico” com a Continental formando o grupo Roberto do Acordeon e Seus Cabra da Peste, sendo sucesso nacional e internacionalmente. Na ocasião, o artista falou um pouco de sua carreira artística e com a sua sanfona de 120 baixo relembrou sucessos de carreira, ato que contagiou e motivou todos participantes do Festival. 

O Prêmio Sanfona Potiguar é uma realização da Oficina Livre de Música com o Patrocínio do SEBRAE/RN, através do Edital de Economia Criativa 2021, apoio cultural da Insight, Potiguar Notícias e Ecco Ville Food Park. 

Do: PN Notícias   

Musica autentica

Reprodução internet

O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, ou simplesmente, Gilson, nasceu em 1952 na cidade de Macau-RN. Aos 11 anos tem início sua trajetória na música. Como cantor e músico profissional surgiu em 1978 e o reconhecimento pelo grande público ocorreu a partir de 1979, através de seu primeiro sucesso. Casinha Branca, foi gravada por mais de 100 artistas e uma das versões mais bonita é a gravação de Roberta Campos!

Casinha Branca (Gilson)

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo à minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente

Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
@robertacamposoficial

Um prelúdio de Luiz Vieira, que sintetiza, em poucas palavras, a força de um grande amor

Luiz Vieira, um músico que deixou muita saudade

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções


A letra de “Paz do meu amor (Prelúdio nº 2)” idolatra de uma forma poética a conquista do amor infindo pelo radialista, cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho. Um dos maiores sucessos de Luiz Vieira, que ele próprio gravou, em 1963, pela Copacabana. O grande músico morreu em 2020, aos 91 anos.

PAZ DO MEU AMOR (Prelúdio nº 2)
Luiz Vieira

Você é isso: Uma beleza imensa,
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: Uma nuvem calma
No céu de minh’alma; é ternura em mim.

Você é isso: Estrela matutina,
Luz que descortina um mundo encantador.
Você é isso: É parto de ternura,
Lágrima que é pura, paz do meu amor

MONTANHAS/RN REPRESENTADA EM EVENTO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARÁ

Por Assessoria de Comunicação
http://montanhas.rn.gov.br

O Município de Montanhas esteve representado por seu filho natural Jean Firmino, popularmente e profissionalmente conhecido por Jean Suave, no evento da mais nova modalidade olímpica o “Breaking” em Fortaleza – CE.

Jean Suave, participou da seletiva que classifica os ganhadores para o Mundial da Red Bull BC One City Cypher na possibilidade de participação no campeonato na Polônia.

Com o apoio cultural do Município de Montanhas que colaborou com patrocínio para o competidor Jean Suave, autorizado pelo Prefeito Manuel Gustavo junto com a Secretaria Municipal de Esporte, Turismo e Cultura – SEMETUC, foi dada a importância do evento que promete resultados satisfatória para levar a nossa cultura aos demais eventos na esfera nacional e internacional.

Jean, já participou de outras competições relativas a danças nessa mesma ordem e categoria, onde foi patrocinado também pelo Município de Montanhas sendo vitorioso na competição, recebendo o primeiro lugar, fato ocorrido no Maranhão – MA em 2019, e na mesma oportunidade também foi campeão nacional na modalidade disputada.

Suave, ainda ressalta que dia 25 de setembro provavelmente estará entre os competidores em outra seletiva que será realizado em Curitiba – PR, afirma que sempre levará o nome de Montanhas com ele e a gratidão de incentivo pela cultura local.

Parabéns e veja o vídeo que ele nos repassou, além de fotos de alguns momentos do evento em Fortaleza – CE.

2ª edição de poscast com poetas potiguares estreia nesta quinta-feira

Com PN Notícias

A partir do dia 12 de agosto de 2021, os amantes de podcast e literatura poderão acompanhar a segunda edição do projeto “Um poeta em cada esquina”, um podcast que nasceu com o intuito de apresentar poetas do estado do Rio Grande do Norte, compartilhando vivências, escritos e sonhos durante a conversa. Serão seis artistas convidados para abordar a cena potiguar em torno de um bate-papo entre poetas. O conteúdo estará disponível em todos os serviços de streaming de música, no canal do projeto.  

O destaque dessa edição é que ela contará com as conversas gravadas também em vídeo, com apresentação de Gonzaga Neto e Gessyka Santos, que estarão disponíveis no canal do Youtube do projeto. O podcast tem o objetivo de contribuir para uma maior visibilidade de artistas atuantes no ofício literário, que historicamente encontram diversas barreiras para acesso a espaços de divulgação, objetivando garantir diversidade territorial, de gênero, raça e sexualidade. Para Gessyka Santos, poeta, produtora cultural e coordenadora do projeto, o podcast tem o intuito de aproximar artistas e ouvintes. “Nosso grande objetivo com o ‘Um Poeta em Cada Esquina’ é trazer o poeta para perto do ouvinte, como se eles estivessem trocando uma ideia lado a lado, e mostrar a quantidade, qualidade e diversidade de escritores que o RN possui”, enfatiza Gessyka.  

Nesta edição, cada episódio terá aproximadamente uma hora de duração, com poetas norte-rio-grandenses, refletindo assuntos que versem sobre arte, vivências, publicações, criatividade e todas as relações da poesia com o território. Os episódios são lançados quinzenalmente, sempre às 18h e nesta edição todas as conversas estão sendo gravadas pela Nobir Produtora e estarão disponíveis no Youtube. Foram convidados seis artistas, o primeiro episódio estará disponível a partir do dia 12 de agosto com a convidada Michelle Ferret, autora do livro “Febre”, que há mais de 10 anos atua na área da leitura.  

A primeira temporada de “Um poeta em cada esquina” foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, contando com a participação de seis poetas, dentre eles Regina Azevedo, Thiago Medeiros e Rosy Nascimento.   

Para conferir os episódios basta seguir o canal “Um poeta em cada esquina” nas plataformas de música e acompanhar os episódios. A segunda edição de “Um poeta em cada esquina” é uma produção de Anzóis Produtora Potiguar e conta com o apoio do Sebrae através do edital Economia Criativa 2021 – Edital Nº 05/2021 de literatura. Além disso, o projeto conta com o apoio de Bolo de Mainha, Marca Fart, Estúdio Carlota e Livraria Cooperativa Cultural.  

Lançamentos dos episódios: 

12/08 – Michelle Ferret 
26/08 – Abaeté do Cordel 
09/09 – Bia Exagerada
23/09 – Karollen Potyguara
07/10 – Stéphanie Moreira
21/10 – Carmen Vasconcelos

Terça-feira 20 de julho alguns momentos na solenidade de aniversário de Montanhas – 58 anos

Foto: Jailson Cordeiro

Veja alguns momentos da solenidade de Emancipação Política de Montanhas completando 58 anos. Solenemente iniciado um pequeno desfile com alunos da comunidade escolar do Município ao som de banda musical com trajetos em vias públicas. Condicionou o acesso para entrega das Bandeiras do Brasil, Rio Grande do Norte e Município de Montanhas, na sede da Prefeitura Municipal e, assim, cumprir o ato institucional de celebração de hasteamentos das bandeiras e por conseguinte a execução dos seus respectivos hinos.

O Prefeito Municipal, Manuel Gustavo de Araújo Moreira recebeu a Bandeira do Brasil, o Padre Jorge Alves Cardoso a Bandeira do Rio Grande do Norte e o Presidente da Câmara Municipal, Ronaldo Moreira de Oliveira a Bandeira do Município de Montanhas.

O momento foi marcante com as crianças entregando as Bandeiras, execução dos hinos, a presença da Primeira Dama, Alenuska Câmara Moreira, de todos os Secretários e Secretárias Municipais, Vereadores, alguns visitantes e populares.

Em virtude da crise que atravessamos, foi tudo dentro das orientações da Vigilância Sanitária, dentro do limite possível de distanciamento social e uso de máscaras, além das festividades, em quase sua totalidade, ser transmitida virtualmente pelas redes sociais do Município e por simpatizantes que disponibilizaram o seu tempo e espaço para mostrar Montanhas aos mais longínquos recantos do Brasil.

PARABÉNS MONTANHAS PELOS 58 ANOS!!!!!

Fotos: Por Jailson Cordeiro

Montanhas RN neste 20 de julho comemora 58 anos de Emancipação Política

Parabéns Montanhas pelos 58 anos de Emancipação Política! Assista pelas redes sociais do Município toda dinâmica ao vivo, durante todo o dia que será apresentada virtualmente e em algumas situações presenciais.

Os links:

Facebook
(14) Prefeitura Municipal de Montanhas | Facebook

Instagram
Prefeitura de Montanhas (@prefeiturademontanhasrn) • Fotos e vídeos do Instagram

Site Oficial da Prefeitura Municipal
Montanhas/RN – Site oficial da Prefeitura

Acompanhe toda programação e vamos curtir juntos!!!

Do site do Município de Montanhas: https://montanhas.rn.gov.br/montanhas-rn-neste-20-de-julho-comemora-58-anos-de-emancipacao-politica/

O Blog Montanhas em Ação:

Parabéns Montanhas, receba nossa homenagem e nesta oportunidade estamos levando aos leitores uma bela mensagem musical e ainda recitada por Juliana (Juju), filha do cantor Dedé do Forró.

O vídeo abaixo ainda faz uma narrativa melódica em alusão a Montanhas RN.

Parabéns pelos 58 anos de Emancipação Política

Lá vem o bonde pelas ruas do Recife, nas lembranças que marcam a cantora Cátia de França

Cátia é uma das maiores cantoras do Nordeste

Paulo Peres
Poemas & Canções

A cantora e compositora paraibana Catarina Maria de França Carneiro, mais conhecida como Cátia de França, lembra com muita saudade os dias de festas que “O Bonde” proporcionava pelas ruas do Recife. A música “O Bonde” faz parte do CD No Bagaço Da Cana Um Brasil Adormecido, gravado por Cátia de França, em 2012, no SG Studio Digital.

O BONDE
Cátia de França

Correndo na linha,
Chiando nos trilhos,
Varando o arraial
Jaqueira, Mocambo passando ligeiro,
Que nem um filme no Cine Brasil.
Moleques no estribo, vaiando, gritando… 
É dia de festa, é o bonde que vem
E nesse pagode, na festa afinal

Eia, lá vem o Bonde!
Levando Sinhá,
Coroné Zé Paulino
E a filha mais nova,
Ele passa enfeitado,
Cheinho de gente na Rua da Aurora
E faz terminal lá no Pátio do Carmo.

Do bagageiro se ouve um aviso.
É o motorneiro soprando o apito
Recomeça a festa: é o bonde que sai!
Tinha um apelido este bonde amarelo
Chamado Lambreta todo desbotado
Sumiu na distância, Sumiu no passado…  

Eia, lá vem o bonde!

No sono das águas, o despertar das lágrimas, na criatividade poética de Guimarães Rosa

As pessoas não morrem, ficam encantadas!... Frase de Guimarães Rosa.

Paulo Peres Poemas & Canções


O médico, diplomata, romancista, contista e poeta João Guimarães Rosa (1908-1967), nascido em Cordisburgo (MG), é um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, sendo sua obra mais conhecida o romance “Grande Sertão: Veredas”, que ele qualifica como uma “autobiografia irracional”. Entretanto, Guimarães Rosa também enveredou pelos veios poéticos, conforme seus versos afirmativos de que “Todas as Águas Dormem”, exceto a água dos olhos.


TODAS AS ÁGUAS DORMEM
Guimarães Rosa

Há uma hora certa,
no meio de noite, uma hora morta,
em que a água dorme. Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d’água,
nos grotões fundos.
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir…

Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas de folhagem.
E adormece
até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes…

Mas nem todos dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono…

‘Marinheiro das montanhas’, de Karim Aïnouz, é aplaudido por 15 minutos no Festival de Cannes

Walter Salles e Karim Aïnouz no Festival de Cannes — Foto: Soraya Ursine/Divulgação

O novo filme do brasileiro Karim Aïnouz (“A vida invisível”), “Marinheiro das montanhas”, foi aplaudido por 15 minutos após sua exibição no Festival de Cannes. A produção fez parte como convidada da mostra Sessão Especial.

“Uma emoção gigante ter feito o filme. Ter passado aqui hoje. Ter tido a recepção que teve”, afirma o diretor.

“Marinheiro das Montanhas” é um diário de viagem filmado na primeira ida de Aïnouz à Argélia, país em que seu pai nasceu.

Com registros da viagem, filmagens caseiras, fotografias de família e arquivos históricos, o cineasta discute paralelos entre a história de amor de seus pais, a guerra pela independência argelina, memórias de infância e os contrastes entre a região de Cabília, no país africano, e Fortaleza, cidade natal do cineasta e de sua mãe, Iracema.

“‘Marinheiro das montanhas’ é um filme íntimo, talvez seja o meu primeiro filme. O filme que sempre sonhei em fazer e que só consegui realizar muitos anos depois”, disse ele ao público antes da exibição.

“Essa história de amor entre os meus pais habitou meu imaginário desde que eu me entendo por gente e de alguma forma transformá-la em filme foi o que me levou para o cinema.”

O filme é uma produção da VideoFilmes, dos irmãos Walter Salles e João Moreira Salles, com coprodução da Globo Filmes, GloboNews, associação com MPM Film, Big Sister, Watchmen e Cinema Inflamável e distribuição da Gullane.

Durante sua passagem pelo festival, Aïnouz também anunciou que seu próximo projeto, “Firebrand”, será uma cinebiografia de Catarina Parr, a sexta e última esposa de Henrique VIII, estrelada por Michelle Williams (“Venom”).

O cineasta tem uma história muito ligada ao evento francês. Além de ter ganhado o prêmio de melhor filme da mostra Um Certo Olhar em 2019 com “A vida invisível”, também exibiu lá seu primeiro longa, “Matame Satã” (2002), e “O Abismo Prateado” (2011).

A sessão também foi marcada por manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro e sua administração durante a pandemia de Covid-19.

“Não posso deixar de lembrar que, enquanto estou aqui celebrando com vocês, milhares de brasileiros estão morrendo por absoluto descaso deste governo fascista na condução da pandemia. A democracia brasileira respira por aparelhos”, disse o diretor após a exibição do filme.

“Além das mais de 500 mil mortes com a Covid, muitas outras vidas foram perdidas por responsabilidade direta desta administração genocida. Como acontece em governos autoritários, os artistas, a ciência e as universidades públicas foram os primeiros a ser atingidos.”

Depois do discurso, uma faixa exibida protestava contra as mortes: “Brasil: 530 mil mortos. Fora, gângster genocida”.

Fonte: G1RN

Publicado por  Ponto de Vista em  10 de julho de 2021

A descoberta da força de Deus, na poesia de Casimiro de Abreu

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O poeta Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860) nasceu em Barra de São João (RJ) e foi um intelectual brasileiro da segunda geração romântica. Sua poesia tornou-se muito popular durante décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, como se vê nesse poema em que conta que em sua infância descobriu “Deus”.

DEUS
Casimiro de Abreu

Eu me lembro! Eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?”

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: – Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

Site Poemas & Canções

Na canção do alfabeto do amor, a criatividade do compositor Ary Barroso

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Ary Barroso era também um grande músico de jazz

O radialista, músico e compositor mineiro Ary de Resende Barroso (1903-1964) invocou o alfabeto para fazer a letra de “ABC do Amor”.

ABC DO AMOR
Ary Barroso

A letra A alegria e amizade
A letra B brincadeira e bondade
A letra C carinhosa e caridade
A letra D desejar dignidade
A letra E emoção e eternidade
A letra F feita de felicidade
A letra G grande é a generosidade
A letra H harmonia e humildade
A letra I implantar a igualdade
A letra J junto L liberdade
A letra M com mais musicalidade
A letra N nossa grande novidade
A letra O olha a originalidade
A letra P prá ter personalidade
A letra Q nós queremos qualidade
A letra R na rua, no rio da realidade
A letra S sempre com serenidade
A letra T tendo a vida tão florida
A letra U união prá toda vida
A letra V viva a vida de verdade
A letra X xô prá lá tristeza e dor
A letra Z zelamento de amor  

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Teatro de Cultura Popular, em Natal, abre edital para apresentações em março e abril

Por G1 RN

Apresentações vão acontecer em março e abril  — Foto: Divulgação

Apresentações vão acontecer em março e abril — Foto: Divulgação

O Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP), em Natal, vai abrir na próxima segunda-feira (28) o ‘Edital Pauta Livre’ para selecionar conteúdos artístico-culturais que irão se apresentar no espaço nos meses de março de abril deste ano. O edital será divulgado no site da Fundação José Augusto e a inscrição pode ser feita até o dia 8 de fevereiro na secretaria do TCP, das 8h às 12h.

Poderão participar da seleção pessoas físicas ou jurídicas que atuem na área de teatro, dança, performance e circo, música e audiovisual.

Os dias disponibilizados são de quarta a domingo de cada semana dos meses de março e abril, para apresentações únicas ou curta temporada. A duração máxima é de quatro espetáculos por temporada. Os selecionados terão isenção do valor de aluguel do TCP e da utilização de equipamentos básicos de iluminação cênica e sonorização.

Segundo o TCP, 15% do valor arrecadado na bilheteria será utilizado pela administração do teatro para cobrir custos operacionais. “Esta porcentagem será contabilizada de acordo com o número de ingressos arrecadados na urna do teatro ao término do espetáculo”, explicou o diretor do teatro, Beto Vieira.

Augusto dos Anjos, poeta do pessimismo, entre o gozo e o sofrimento

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O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) escrevia poesias com características marcantes de sentimentos de desânimo, pessimismo e sofrimento, conforme o poema “Gozo Insatisfeito”.

GOZO INSATISFEITO
Augusto dos Anjos

Entre o gozo que aspiro, e o sofrimento
De minha mocidade, experimento
O mais profundo e abalador atrito…
Queimam-me o peito cáusticos de fogo,
Esta ânsia de absoluto desafogo
Abrange todo o círculo infinito.

Na insaciedade desse gozo falho
Busco no desespero do trabalho,
Sem um domingo ao menos de repouso,
Fazer parar a máquina do instinto,
Mas, quanto mais me desespero, sinto
A insaciabilidade desse gozo! 

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A escola de Ascenso Ferreira resultou num poema verdadeiramente genial

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Ascenso era um poeta bem alinhado

O poeta pernambucano Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (1895-1965), no poema “Minha Escola”, relembra a escola e a sua infância de sua época, quando o ensino era ministrado na base da palmatória.

MINHA ESCOLA
Ascenso Ferreira

A escola que eu frequentava era cheia de grades como as prisões.
E o meu Mestre, carrancudo como um dicionário;
Complicado como as Matemáticas;
Inacessível como Os Lusíadas de Camões!
À sua porta eu estacava sempre hesitante…
De um lado a vida… – A minha adorável vida de criança:
Pinhões… Papagaios… Carreiras ao sol…
Vôos de trapézio à sombra da mangueira!
Saltos da ingazeira pra dentro do rio…
Jogos de castanhas…
– O meu engenho de barro de fazer mel!
Do outro lado, aquela tortura:
“As armas e os barões assinalados!”
– Quantas orações?
– Qual é o maior rio da China?
– A 2 + 2 A B = quanto?
– Que é curvilíneo, convexo?
– Menino, venha dar sua lição de retórica!
– “Eu começo, atenienses, invocando
a proteção dos deuses do Olimpo
para os destinos da Grécia!”
– Muito bem! Isto é do grande Demóstenes!
– Agora, a de francês:
– “Quand le christianisme avait apparu sur la terre…”
– Basta.
– Hoje temos sabatina…
– O argumento é a bolo!
– Qual é a distância da Terra ao Sol?
– ? !!
– Não sabe? Passe a mão à palmatória!
– Bem, amanhã quero isso de cor…
Felizmente, à boca da noite,
Eu tinha uma velha que me contava histórias…
Lindas histórias do reino da Mãe-d’Água…
E me ensinava a tomar a benção à lua nova.

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Campus do IFRN tem inscrições abertas para propostas de Oficinas de Arte

Núcleo de arte da unidade Cidade Alta visa fomentar a produção cultural local

O IFRN – Cidade Alta tem o objetivo de selecionar cinco propostas de ocupação artística a serem realizadas no campus entre março e dezembro de 2019. O Edital lançado teve as suas inscrições abertas no dia 7 de janeiro, com data para fechamento em 17 de fevereiro.

As propostas de pessoa física – será priorizado o trabalho de artistas e grupos atuantes no cenário artístico e cultural do estado – devem ser enquadradas em uma das categorias: transmissão de conhecimento e formação com ênfase em uma linguagem artística ou manifestação cultural. Não haverá recompensação salarial.

“O objetivo desse edital é dar uma chance para as pessoas que querem oferecer oficinas de arte e não têm um espaço ocuparem as salas de arte do campus”, diz Nara Pessoa, coordenadora do Núcleo de Artes do IFRN Cidade Alta. As salas disponíveis para a realização das oficinas são as de teatro, dança, música e um ateliê de artes visuais. Segundo Nara, além de oferecer oportunidade para os artistas potiguares, o Instituto Federal também visa estreitar a relação desse campus com a comunidade externa, oferecendo diversas oficinas para uma comunidade que normalmente não teria acesso devido a questões financeiras ou de localização.

A inscrição deve ser feita, exclusivamente, pelo e-mail inscricoesnuartecal@gmail.com, onde os seguintes documentos precisam estar anexados: Formulário de solicitação de serviço voluntário (contido no Anexo I do Edital); Plano de trabalho (Referente ao Anexo II); Cópia legível de documento oficial com foto (RG, CNH ou Passaporte), CPF e cópia do comprovante de residência; e um Currículo do proponente e outros principais envolvidos no projeto.

EDITAL 

ANEXO I​

ANEXO II 

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação Social e Eventos
Reitoria | IFRN

Pelo telefone, o chefe de Polícia mandou avisar Mauro de Almeida e Donga

Donga e Mauro de Almeida, dois pioneiros do samba

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Samba e, neste sentido, não poderíamos esquecer o músico e compositor carioca Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974), que é lembrado pela gravação de “Pelo Telefone”, em 1917, considerado o primeiro samba gravado na história e por ter sido composto na casa da Tia Ciata, na Praça Onze, atual Cidade Nova no Centro do Rio de Janeiro. Tia Ciata era famosa na época por reunir os maiores e melhores músicos populares da época, onde frequentavam, além de Donga e Mauro de Almeida, também João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha, entre outros.

“Pelo Telefone” tem uma estrutura ingênua e desordenada: a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes (um expediente muito usado na época) e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, dando a impressão de que a composição foi sendo feita aos pedaços, com a junção de melodias escolhidas ao acaso ou recolhidas de cantos folclóricos. Este samba sintetiza aspectos da vida e da boemia no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século passado.

PELO TELEFONE
Mauro de Almeida e Donga

O chefe de Polícia pelo telefone,
Mandou me avisar,
Que na Carioca tem uma roleta
Para se Jogar.

Ai, ai, ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz,
Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso,
Roubar o amor dos outros
E depois fazer feitiço.

Olha a rolinha, sinhô, sinhô,
Se embaraçou, sinhô, sinhô,
Caiu no laço, sinhô, sinhô,
Do nosso amor, sinhô, sinhô,
Parte deste samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

O peru me disse,
Se você dormisse, não fazer tolice,
Que eu não saísse, dessa esquisitice,
Do disse me disse.

Queres ou não, sinhô, sinhô,
Ir pro cordão, sinhô, sinhô,
Ser folião, sinhô, sinhô,
De coração, sinhô, sinhô,
Porque este samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

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“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!”, dizia Tom Jobim

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O arranjador, instrumentista e compositor carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), na letra da música “Corcovado”,  faz um retrato do Rio de Janeiro visto da janela do apartamento em que morava em Ipanema, na Rua Nascimento Silva, 107, de onde se avistava o Corcovado e se podia sonhar em encontrar um grande amor e, consequentemente, fazê-lo conhecer o que é a felicidade, depois de sonhos, tristezas e descrenças deste mundo.

CORCOVADO
Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado,
O Redentor que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

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Festival de Cinema abre inscrições para curtas-metragens em Baía Formosa, RN

Estão abertas até 10 de novembro as inscrições para a 9ª edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa (Finc), em três mostras competitivas. Além do Concurso de Curtas-Metragens e o Festival de Curtas de 1 minuto, em 2018 há também a mostra Pérolas do RN.

No Concurso de Curtas-Metragens, o tema é livre e o filme deve ter 15 minutos. O Festival de Curtas de 1 minuto deste ano tem a temática “Mulheres”, e a Pérolas do RN, novidade no Finc, também é de um minuto e tem o objetivo de promover as belezas naturais do estado.

As inscrições podem ser feitas pelo site da Flinc, e os filmes vencedores de cada categoria participarão do Off Camera 2019, festival de cinema independente da Europa, que acontece na Polônia.

O Finc é nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, com telão instalado na Baía e acesso livre ao público.

“Se alguém quiser fazer por mim, que faça agora”, pediam os grandes sambistas

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Guilherme e Nélson, uma parceria genial

O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho, pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo. Este samba foi gravado por Nora Ney no LP “Tire Seu Sorriso Do Caminho, Que Eu Quero Passar Com A Minha Dor”, em 1972, pela Som Livre.

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

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