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Prêmio Sanfona Potiguar tem final surpreendente

Com PN Noticias

A final do festival Prêmio Sanfona Potiguar realizada na última sexta-feira 01 de outubro, no espaço EccoVille Food Park em Cidade Verde foi carregada de muita emoção, além de forró de auto nível executados pelos concorrentes do concurso. O evento, que foi realizado no formato híbrido, apresentou os vencedores ao público presente no local e também através das redes sociais. Cada artista habilitado à final, tiveram suas obras publicadas no site da Oficina Livre de Música e participaram dos 04 programas transmitidos, ao vivo, direto dos estúdios da PNTV play, para divulgação das músicas inscritas, apreciação e fase votação popular. 

Extremamente democrático e de largo alcance social o Prêmio Sanfona Potiguar em sua primeira edição tornou-se uma verdadeira vitrine para todos os artistas participantes e o site da Oficina Livre de Música recebeu milhares de votos de diversas partes do mundo e ainda alcançando um pico de quase 500 reproduções simultâneas na transmissão da final. Confira acessando o link: https://youtu.be/kjwU6NH5oHY 

Os vencedores foram: 1º Lugar Gilson do Acordeon (Espírito Santo) com a Música instrumental Forró para seu João Pedro; 2º lugar Thiago Sanfoneiro (Natal) com Andando e Amando, música de Arnaldo Farias e o 3ºlugar (Natal), Elton Lins com a música Estar com você. Os vencedores irão participar de uma gravação do EP cujas músicas serão publicadas na plataforma de streamings e sites de distribuição digital. A abertura da festa ficou por conta da Sanfoneira de 11 anos, Bel Spínola, aluna da Professora e Musicista Suzete Sales Sanfoneira de 79 anos. 

Ainda no início do evento a Produção foi surpreendida com a presença inesperada do Roberto do Acordeon, músico conhecido e respeitado entre os artistas e, principalmente, pelos os sanfoneiros do mundo inteiro. Roberto do Acordeon gravou seu primeiro LP em 1981 o “Arrasta pé fantástico” com a Continental formando o grupo Roberto do Acordeon e Seus Cabra da Peste, sendo sucesso nacional e internacionalmente. Na ocasião, o artista falou um pouco de sua carreira artística e com a sua sanfona de 120 baixo relembrou sucessos de carreira, ato que contagiou e motivou todos participantes do Festival. 

O Prêmio Sanfona Potiguar é uma realização da Oficina Livre de Música com o Patrocínio do SEBRAE/RN, através do Edital de Economia Criativa 2021, apoio cultural da Insight, Potiguar Notícias e Ecco Ville Food Park. 

Do: PN Notícias   

Musica autentica

Reprodução internet

O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, ou simplesmente, Gilson, nasceu em 1952 na cidade de Macau-RN. Aos 11 anos tem início sua trajetória na música. Como cantor e músico profissional surgiu em 1978 e o reconhecimento pelo grande público ocorreu a partir de 1979, através de seu primeiro sucesso. Casinha Branca, foi gravada por mais de 100 artistas e uma das versões mais bonita é a gravação de Roberta Campos!

Casinha Branca (Gilson)

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo à minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente

Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
@robertacamposoficial

Um prelúdio de Luiz Vieira, que sintetiza, em poucas palavras, a força de um grande amor

Luiz Vieira, um músico que deixou muita saudade

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções


A letra de “Paz do meu amor (Prelúdio nº 2)” idolatra de uma forma poética a conquista do amor infindo pelo radialista, cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho. Um dos maiores sucessos de Luiz Vieira, que ele próprio gravou, em 1963, pela Copacabana. O grande músico morreu em 2020, aos 91 anos.

PAZ DO MEU AMOR (Prelúdio nº 2)
Luiz Vieira

Você é isso: Uma beleza imensa,
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: Uma nuvem calma
No céu de minh’alma; é ternura em mim.

Você é isso: Estrela matutina,
Luz que descortina um mundo encantador.
Você é isso: É parto de ternura,
Lágrima que é pura, paz do meu amor

MONTANHAS/RN REPRESENTADA EM EVENTO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARÁ

Por Assessoria de Comunicação
http://montanhas.rn.gov.br

O Município de Montanhas esteve representado por seu filho natural Jean Firmino, popularmente e profissionalmente conhecido por Jean Suave, no evento da mais nova modalidade olímpica o “Breaking” em Fortaleza – CE.

Jean Suave, participou da seletiva que classifica os ganhadores para o Mundial da Red Bull BC One City Cypher na possibilidade de participação no campeonato na Polônia.

Com o apoio cultural do Município de Montanhas que colaborou com patrocínio para o competidor Jean Suave, autorizado pelo Prefeito Manuel Gustavo junto com a Secretaria Municipal de Esporte, Turismo e Cultura – SEMETUC, foi dada a importância do evento que promete resultados satisfatória para levar a nossa cultura aos demais eventos na esfera nacional e internacional.

Jean, já participou de outras competições relativas a danças nessa mesma ordem e categoria, onde foi patrocinado também pelo Município de Montanhas sendo vitorioso na competição, recebendo o primeiro lugar, fato ocorrido no Maranhão – MA em 2019, e na mesma oportunidade também foi campeão nacional na modalidade disputada.

Suave, ainda ressalta que dia 25 de setembro provavelmente estará entre os competidores em outra seletiva que será realizado em Curitiba – PR, afirma que sempre levará o nome de Montanhas com ele e a gratidão de incentivo pela cultura local.

Parabéns e veja o vídeo que ele nos repassou, além de fotos de alguns momentos do evento em Fortaleza – CE.

2ª edição de poscast com poetas potiguares estreia nesta quinta-feira

Com PN Notícias

A partir do dia 12 de agosto de 2021, os amantes de podcast e literatura poderão acompanhar a segunda edição do projeto “Um poeta em cada esquina”, um podcast que nasceu com o intuito de apresentar poetas do estado do Rio Grande do Norte, compartilhando vivências, escritos e sonhos durante a conversa. Serão seis artistas convidados para abordar a cena potiguar em torno de um bate-papo entre poetas. O conteúdo estará disponível em todos os serviços de streaming de música, no canal do projeto.  

O destaque dessa edição é que ela contará com as conversas gravadas também em vídeo, com apresentação de Gonzaga Neto e Gessyka Santos, que estarão disponíveis no canal do Youtube do projeto. O podcast tem o objetivo de contribuir para uma maior visibilidade de artistas atuantes no ofício literário, que historicamente encontram diversas barreiras para acesso a espaços de divulgação, objetivando garantir diversidade territorial, de gênero, raça e sexualidade. Para Gessyka Santos, poeta, produtora cultural e coordenadora do projeto, o podcast tem o intuito de aproximar artistas e ouvintes. “Nosso grande objetivo com o ‘Um Poeta em Cada Esquina’ é trazer o poeta para perto do ouvinte, como se eles estivessem trocando uma ideia lado a lado, e mostrar a quantidade, qualidade e diversidade de escritores que o RN possui”, enfatiza Gessyka.  

Nesta edição, cada episódio terá aproximadamente uma hora de duração, com poetas norte-rio-grandenses, refletindo assuntos que versem sobre arte, vivências, publicações, criatividade e todas as relações da poesia com o território. Os episódios são lançados quinzenalmente, sempre às 18h e nesta edição todas as conversas estão sendo gravadas pela Nobir Produtora e estarão disponíveis no Youtube. Foram convidados seis artistas, o primeiro episódio estará disponível a partir do dia 12 de agosto com a convidada Michelle Ferret, autora do livro “Febre”, que há mais de 10 anos atua na área da leitura.  

A primeira temporada de “Um poeta em cada esquina” foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, contando com a participação de seis poetas, dentre eles Regina Azevedo, Thiago Medeiros e Rosy Nascimento.   

Para conferir os episódios basta seguir o canal “Um poeta em cada esquina” nas plataformas de música e acompanhar os episódios. A segunda edição de “Um poeta em cada esquina” é uma produção de Anzóis Produtora Potiguar e conta com o apoio do Sebrae através do edital Economia Criativa 2021 – Edital Nº 05/2021 de literatura. Além disso, o projeto conta com o apoio de Bolo de Mainha, Marca Fart, Estúdio Carlota e Livraria Cooperativa Cultural.  

Lançamentos dos episódios: 

12/08 – Michelle Ferret 
26/08 – Abaeté do Cordel 
09/09 – Bia Exagerada
23/09 – Karollen Potyguara
07/10 – Stéphanie Moreira
21/10 – Carmen Vasconcelos

Terça-feira 20 de julho alguns momentos na solenidade de aniversário de Montanhas – 58 anos

Foto: Jailson Cordeiro

Veja alguns momentos da solenidade de Emancipação Política de Montanhas completando 58 anos. Solenemente iniciado um pequeno desfile com alunos da comunidade escolar do Município ao som de banda musical com trajetos em vias públicas. Condicionou o acesso para entrega das Bandeiras do Brasil, Rio Grande do Norte e Município de Montanhas, na sede da Prefeitura Municipal e, assim, cumprir o ato institucional de celebração de hasteamentos das bandeiras e por conseguinte a execução dos seus respectivos hinos.

O Prefeito Municipal, Manuel Gustavo de Araújo Moreira recebeu a Bandeira do Brasil, o Padre Jorge Alves Cardoso a Bandeira do Rio Grande do Norte e o Presidente da Câmara Municipal, Ronaldo Moreira de Oliveira a Bandeira do Município de Montanhas.

O momento foi marcante com as crianças entregando as Bandeiras, execução dos hinos, a presença da Primeira Dama, Alenuska Câmara Moreira, de todos os Secretários e Secretárias Municipais, Vereadores, alguns visitantes e populares.

Em virtude da crise que atravessamos, foi tudo dentro das orientações da Vigilância Sanitária, dentro do limite possível de distanciamento social e uso de máscaras, além das festividades, em quase sua totalidade, ser transmitida virtualmente pelas redes sociais do Município e por simpatizantes que disponibilizaram o seu tempo e espaço para mostrar Montanhas aos mais longínquos recantos do Brasil.

PARABÉNS MONTANHAS PELOS 58 ANOS!!!!!

Fotos: Por Jailson Cordeiro

Montanhas RN neste 20 de julho comemora 58 anos de Emancipação Política

Parabéns Montanhas pelos 58 anos de Emancipação Política! Assista pelas redes sociais do Município toda dinâmica ao vivo, durante todo o dia que será apresentada virtualmente e em algumas situações presenciais.

Os links:

Facebook
(14) Prefeitura Municipal de Montanhas | Facebook

Instagram
Prefeitura de Montanhas (@prefeiturademontanhasrn) • Fotos e vídeos do Instagram

Site Oficial da Prefeitura Municipal
Montanhas/RN – Site oficial da Prefeitura

Acompanhe toda programação e vamos curtir juntos!!!

Do site do Município de Montanhas: https://montanhas.rn.gov.br/montanhas-rn-neste-20-de-julho-comemora-58-anos-de-emancipacao-politica/

O Blog Montanhas em Ação:

Parabéns Montanhas, receba nossa homenagem e nesta oportunidade estamos levando aos leitores uma bela mensagem musical e ainda recitada por Juliana (Juju), filha do cantor Dedé do Forró.

O vídeo abaixo ainda faz uma narrativa melódica em alusão a Montanhas RN.

Parabéns pelos 58 anos de Emancipação Política

Lá vem o bonde pelas ruas do Recife, nas lembranças que marcam a cantora Cátia de França

Cátia é uma das maiores cantoras do Nordeste

Paulo Peres
Poemas & Canções

A cantora e compositora paraibana Catarina Maria de França Carneiro, mais conhecida como Cátia de França, lembra com muita saudade os dias de festas que “O Bonde” proporcionava pelas ruas do Recife. A música “O Bonde” faz parte do CD No Bagaço Da Cana Um Brasil Adormecido, gravado por Cátia de França, em 2012, no SG Studio Digital.

O BONDE
Cátia de França

Correndo na linha,
Chiando nos trilhos,
Varando o arraial
Jaqueira, Mocambo passando ligeiro,
Que nem um filme no Cine Brasil.
Moleques no estribo, vaiando, gritando… 
É dia de festa, é o bonde que vem
E nesse pagode, na festa afinal

Eia, lá vem o Bonde!
Levando Sinhá,
Coroné Zé Paulino
E a filha mais nova,
Ele passa enfeitado,
Cheinho de gente na Rua da Aurora
E faz terminal lá no Pátio do Carmo.

Do bagageiro se ouve um aviso.
É o motorneiro soprando o apito
Recomeça a festa: é o bonde que sai!
Tinha um apelido este bonde amarelo
Chamado Lambreta todo desbotado
Sumiu na distância, Sumiu no passado…  

Eia, lá vem o bonde!

No sono das águas, o despertar das lágrimas, na criatividade poética de Guimarães Rosa

As pessoas não morrem, ficam encantadas!... Frase de Guimarães Rosa.

Paulo Peres Poemas & Canções


O médico, diplomata, romancista, contista e poeta João Guimarães Rosa (1908-1967), nascido em Cordisburgo (MG), é um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, sendo sua obra mais conhecida o romance “Grande Sertão: Veredas”, que ele qualifica como uma “autobiografia irracional”. Entretanto, Guimarães Rosa também enveredou pelos veios poéticos, conforme seus versos afirmativos de que “Todas as Águas Dormem”, exceto a água dos olhos.


TODAS AS ÁGUAS DORMEM
Guimarães Rosa

Há uma hora certa,
no meio de noite, uma hora morta,
em que a água dorme. Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d’água,
nos grotões fundos.
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir…

Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas de folhagem.
E adormece
até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes…

Mas nem todos dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono…

‘Marinheiro das montanhas’, de Karim Aïnouz, é aplaudido por 15 minutos no Festival de Cannes

Walter Salles e Karim Aïnouz no Festival de Cannes — Foto: Soraya Ursine/Divulgação

O novo filme do brasileiro Karim Aïnouz (“A vida invisível”), “Marinheiro das montanhas”, foi aplaudido por 15 minutos após sua exibição no Festival de Cannes. A produção fez parte como convidada da mostra Sessão Especial.

“Uma emoção gigante ter feito o filme. Ter passado aqui hoje. Ter tido a recepção que teve”, afirma o diretor.

“Marinheiro das Montanhas” é um diário de viagem filmado na primeira ida de Aïnouz à Argélia, país em que seu pai nasceu.

Com registros da viagem, filmagens caseiras, fotografias de família e arquivos históricos, o cineasta discute paralelos entre a história de amor de seus pais, a guerra pela independência argelina, memórias de infância e os contrastes entre a região de Cabília, no país africano, e Fortaleza, cidade natal do cineasta e de sua mãe, Iracema.

“‘Marinheiro das montanhas’ é um filme íntimo, talvez seja o meu primeiro filme. O filme que sempre sonhei em fazer e que só consegui realizar muitos anos depois”, disse ele ao público antes da exibição.

“Essa história de amor entre os meus pais habitou meu imaginário desde que eu me entendo por gente e de alguma forma transformá-la em filme foi o que me levou para o cinema.”

O filme é uma produção da VideoFilmes, dos irmãos Walter Salles e João Moreira Salles, com coprodução da Globo Filmes, GloboNews, associação com MPM Film, Big Sister, Watchmen e Cinema Inflamável e distribuição da Gullane.

Durante sua passagem pelo festival, Aïnouz também anunciou que seu próximo projeto, “Firebrand”, será uma cinebiografia de Catarina Parr, a sexta e última esposa de Henrique VIII, estrelada por Michelle Williams (“Venom”).

O cineasta tem uma história muito ligada ao evento francês. Além de ter ganhado o prêmio de melhor filme da mostra Um Certo Olhar em 2019 com “A vida invisível”, também exibiu lá seu primeiro longa, “Matame Satã” (2002), e “O Abismo Prateado” (2011).

A sessão também foi marcada por manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro e sua administração durante a pandemia de Covid-19.

“Não posso deixar de lembrar que, enquanto estou aqui celebrando com vocês, milhares de brasileiros estão morrendo por absoluto descaso deste governo fascista na condução da pandemia. A democracia brasileira respira por aparelhos”, disse o diretor após a exibição do filme.

“Além das mais de 500 mil mortes com a Covid, muitas outras vidas foram perdidas por responsabilidade direta desta administração genocida. Como acontece em governos autoritários, os artistas, a ciência e as universidades públicas foram os primeiros a ser atingidos.”

Depois do discurso, uma faixa exibida protestava contra as mortes: “Brasil: 530 mil mortos. Fora, gângster genocida”.

Fonte: G1RN

Publicado por  Ponto de Vista em  10 de julho de 2021

A descoberta da força de Deus, na poesia de Casimiro de Abreu

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O poeta Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860) nasceu em Barra de São João (RJ) e foi um intelectual brasileiro da segunda geração romântica. Sua poesia tornou-se muito popular durante décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, como se vê nesse poema em que conta que em sua infância descobriu “Deus”.

DEUS
Casimiro de Abreu

Eu me lembro! Eu me lembro! – Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia,
E, erguendo o dorso altivo, sacudia,
A branca espuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver de maior do que o oceano
Ou que seja mais forte do que o vento?”

Minha mãe a sorrir, olhou pros céus
E respondeu: – Um ser que nós não vemos,
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão, meu filho, é Deus.

Site Poemas & Canções

Na canção do alfabeto do amor, a criatividade do compositor Ary Barroso

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Ary Barroso era também um grande músico de jazz

O radialista, músico e compositor mineiro Ary de Resende Barroso (1903-1964) invocou o alfabeto para fazer a letra de “ABC do Amor”.

ABC DO AMOR
Ary Barroso

A letra A alegria e amizade
A letra B brincadeira e bondade
A letra C carinhosa e caridade
A letra D desejar dignidade
A letra E emoção e eternidade
A letra F feita de felicidade
A letra G grande é a generosidade
A letra H harmonia e humildade
A letra I implantar a igualdade
A letra J junto L liberdade
A letra M com mais musicalidade
A letra N nossa grande novidade
A letra O olha a originalidade
A letra P prá ter personalidade
A letra Q nós queremos qualidade
A letra R na rua, no rio da realidade
A letra S sempre com serenidade
A letra T tendo a vida tão florida
A letra U união prá toda vida
A letra V viva a vida de verdade
A letra X xô prá lá tristeza e dor
A letra Z zelamento de amor  

Site Poemas & Canções 

Teatro de Cultura Popular, em Natal, abre edital para apresentações em março e abril

Por G1 RN

Apresentações vão acontecer em março e abril  — Foto: Divulgação

Apresentações vão acontecer em março e abril — Foto: Divulgação

O Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP), em Natal, vai abrir na próxima segunda-feira (28) o ‘Edital Pauta Livre’ para selecionar conteúdos artístico-culturais que irão se apresentar no espaço nos meses de março de abril deste ano. O edital será divulgado no site da Fundação José Augusto e a inscrição pode ser feita até o dia 8 de fevereiro na secretaria do TCP, das 8h às 12h.

Poderão participar da seleção pessoas físicas ou jurídicas que atuem na área de teatro, dança, performance e circo, música e audiovisual.

Os dias disponibilizados são de quarta a domingo de cada semana dos meses de março e abril, para apresentações únicas ou curta temporada. A duração máxima é de quatro espetáculos por temporada. Os selecionados terão isenção do valor de aluguel do TCP e da utilização de equipamentos básicos de iluminação cênica e sonorização.

Segundo o TCP, 15% do valor arrecadado na bilheteria será utilizado pela administração do teatro para cobrir custos operacionais. “Esta porcentagem será contabilizada de acordo com o número de ingressos arrecadados na urna do teatro ao término do espetáculo”, explicou o diretor do teatro, Beto Vieira.

Augusto dos Anjos, poeta do pessimismo, entre o gozo e o sofrimento

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O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) escrevia poesias com características marcantes de sentimentos de desânimo, pessimismo e sofrimento, conforme o poema “Gozo Insatisfeito”.

GOZO INSATISFEITO
Augusto dos Anjos

Entre o gozo que aspiro, e o sofrimento
De minha mocidade, experimento
O mais profundo e abalador atrito…
Queimam-me o peito cáusticos de fogo,
Esta ânsia de absoluto desafogo
Abrange todo o círculo infinito.

Na insaciedade desse gozo falho
Busco no desespero do trabalho,
Sem um domingo ao menos de repouso,
Fazer parar a máquina do instinto,
Mas, quanto mais me desespero, sinto
A insaciabilidade desse gozo! 

Site Poemas & Canções

A escola de Ascenso Ferreira resultou num poema verdadeiramente genial

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Ascenso era um poeta bem alinhado

O poeta pernambucano Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (1895-1965), no poema “Minha Escola”, relembra a escola e a sua infância de sua época, quando o ensino era ministrado na base da palmatória.

MINHA ESCOLA
Ascenso Ferreira

A escola que eu frequentava era cheia de grades como as prisões.
E o meu Mestre, carrancudo como um dicionário;
Complicado como as Matemáticas;
Inacessível como Os Lusíadas de Camões!
À sua porta eu estacava sempre hesitante…
De um lado a vida… – A minha adorável vida de criança:
Pinhões… Papagaios… Carreiras ao sol…
Vôos de trapézio à sombra da mangueira!
Saltos da ingazeira pra dentro do rio…
Jogos de castanhas…
– O meu engenho de barro de fazer mel!
Do outro lado, aquela tortura:
“As armas e os barões assinalados!”
– Quantas orações?
– Qual é o maior rio da China?
– A 2 + 2 A B = quanto?
– Que é curvilíneo, convexo?
– Menino, venha dar sua lição de retórica!
– “Eu começo, atenienses, invocando
a proteção dos deuses do Olimpo
para os destinos da Grécia!”
– Muito bem! Isto é do grande Demóstenes!
– Agora, a de francês:
– “Quand le christianisme avait apparu sur la terre…”
– Basta.
– Hoje temos sabatina…
– O argumento é a bolo!
– Qual é a distância da Terra ao Sol?
– ? !!
– Não sabe? Passe a mão à palmatória!
– Bem, amanhã quero isso de cor…
Felizmente, à boca da noite,
Eu tinha uma velha que me contava histórias…
Lindas histórias do reino da Mãe-d’Água…
E me ensinava a tomar a benção à lua nova.

Site Poemas & Canções

Campus do IFRN tem inscrições abertas para propostas de Oficinas de Arte

Núcleo de arte da unidade Cidade Alta visa fomentar a produção cultural local

O IFRN – Cidade Alta tem o objetivo de selecionar cinco propostas de ocupação artística a serem realizadas no campus entre março e dezembro de 2019. O Edital lançado teve as suas inscrições abertas no dia 7 de janeiro, com data para fechamento em 17 de fevereiro.

As propostas de pessoa física – será priorizado o trabalho de artistas e grupos atuantes no cenário artístico e cultural do estado – devem ser enquadradas em uma das categorias: transmissão de conhecimento e formação com ênfase em uma linguagem artística ou manifestação cultural. Não haverá recompensação salarial.

“O objetivo desse edital é dar uma chance para as pessoas que querem oferecer oficinas de arte e não têm um espaço ocuparem as salas de arte do campus”, diz Nara Pessoa, coordenadora do Núcleo de Artes do IFRN Cidade Alta. As salas disponíveis para a realização das oficinas são as de teatro, dança, música e um ateliê de artes visuais. Segundo Nara, além de oferecer oportunidade para os artistas potiguares, o Instituto Federal também visa estreitar a relação desse campus com a comunidade externa, oferecendo diversas oficinas para uma comunidade que normalmente não teria acesso devido a questões financeiras ou de localização.

A inscrição deve ser feita, exclusivamente, pelo e-mail inscricoesnuartecal@gmail.com, onde os seguintes documentos precisam estar anexados: Formulário de solicitação de serviço voluntário (contido no Anexo I do Edital); Plano de trabalho (Referente ao Anexo II); Cópia legível de documento oficial com foto (RG, CNH ou Passaporte), CPF e cópia do comprovante de residência; e um Currículo do proponente e outros principais envolvidos no projeto.

EDITAL 

ANEXO I​

ANEXO II 

Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação Social e Eventos
Reitoria | IFRN

Pelo telefone, o chefe de Polícia mandou avisar Mauro de Almeida e Donga

Donga e Mauro de Almeida, dois pioneiros do samba

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Samba e, neste sentido, não poderíamos esquecer o músico e compositor carioca Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974), que é lembrado pela gravação de “Pelo Telefone”, em 1917, considerado o primeiro samba gravado na história e por ter sido composto na casa da Tia Ciata, na Praça Onze, atual Cidade Nova no Centro do Rio de Janeiro. Tia Ciata era famosa na época por reunir os maiores e melhores músicos populares da época, onde frequentavam, além de Donga e Mauro de Almeida, também João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha, entre outros.

“Pelo Telefone” tem uma estrutura ingênua e desordenada: a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes (um expediente muito usado na época) e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, dando a impressão de que a composição foi sendo feita aos pedaços, com a junção de melodias escolhidas ao acaso ou recolhidas de cantos folclóricos. Este samba sintetiza aspectos da vida e da boemia no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século passado.

PELO TELEFONE
Mauro de Almeida e Donga

O chefe de Polícia pelo telefone,
Mandou me avisar,
Que na Carioca tem uma roleta
Para se Jogar.

Ai, ai, ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz,
Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso,
Roubar o amor dos outros
E depois fazer feitiço.

Olha a rolinha, sinhô, sinhô,
Se embaraçou, sinhô, sinhô,
Caiu no laço, sinhô, sinhô,
Do nosso amor, sinhô, sinhô,
Parte deste samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

O peru me disse,
Se você dormisse, não fazer tolice,
Que eu não saísse, dessa esquisitice,
Do disse me disse.

Queres ou não, sinhô, sinhô,
Ir pro cordão, sinhô, sinhô,
Ser folião, sinhô, sinhô,
De coração, sinhô, sinhô,
Porque este samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

Site Poemas & Canções

“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!”, dizia Tom Jobim

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O arranjador, instrumentista e compositor carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), na letra da música “Corcovado”,  faz um retrato do Rio de Janeiro visto da janela do apartamento em que morava em Ipanema, na Rua Nascimento Silva, 107, de onde se avistava o Corcovado e se podia sonhar em encontrar um grande amor e, consequentemente, fazê-lo conhecer o que é a felicidade, depois de sonhos, tristezas e descrenças deste mundo.

CORCOVADO
Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado,
O Redentor que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

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Festival de Cinema abre inscrições para curtas-metragens em Baía Formosa, RN

Estão abertas até 10 de novembro as inscrições para a 9ª edição do Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa (Finc), em três mostras competitivas. Além do Concurso de Curtas-Metragens e o Festival de Curtas de 1 minuto, em 2018 há também a mostra Pérolas do RN.

No Concurso de Curtas-Metragens, o tema é livre e o filme deve ter 15 minutos. O Festival de Curtas de 1 minuto deste ano tem a temática “Mulheres”, e a Pérolas do RN, novidade no Finc, também é de um minuto e tem o objetivo de promover as belezas naturais do estado.

As inscrições podem ser feitas pelo site da Flinc, e os filmes vencedores de cada categoria participarão do Off Camera 2019, festival de cinema independente da Europa, que acontece na Polônia.

O Finc é nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, com telão instalado na Baía e acesso livre ao público.

“Se alguém quiser fazer por mim, que faça agora”, pediam os grandes sambistas

Imagem relacionada

Guilherme e Nélson, uma parceria genial

O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho, pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo. Este samba foi gravado por Nora Ney no LP “Tire Seu Sorriso Do Caminho, Que Eu Quero Passar Com A Minha Dor”, em 1972, pela Som Livre.

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

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Festival reúne literatos potiguares em Sarau Poético no IFRN nesta quinta

O Festival Cultural da Cultive em Natal realiza nesta quinta-feira dia 30 de agosto, mais um sarau poético com escritores, poetas, palestrantes e contadores de história. O evento, que conta com o apoio do SINASEFE Seção Natal, acontece a partir das 14h30 no Miniauditório do IFRN Campus Natal-Central, localizado na av. Senador Salgado Filho nº 1559, Tirol.

O evento contará com a participação de importantes nomes da literatura, como Diógenes da Cunha Lima, Tereza Custódio, Antonio Nahud, Andreia Braz, Arlinda Figueiredo, Cássia Cassitas, Eduardo Gosson, Eva Potiguar, Gina Teixeira, Maria Delboni, Regina Veiga, Jania Souza, Salizete Freire, Rita Guedes, Victória Valente, Valquíria Imperiano, Claudia Borges e Filipe Borges.
A entrada do evento é a doação de um livro paradidático, que será entregue para uma biblioteca indígena. O Festival Cultural da Cultive em Natal/RN é coordenado pela escritora e professora aposentada do IFRN, Tereza custódio.
Confira a programação completa do evento:
14h00 – Visita ao IFRN Campus Natal-Central
14h30 – Abertura: Valquíria Imperiano e Tereza Custódio
14h45 – Apresentação dos autores visitantes
15h30 – Depoimento sobre o Salão do Livro de Genebra com Rita Guedes e Valquíria Imperiano
15h45 – A importância da poesia no Rio Grande do Norte – Eduardo Gosson
16h00 – A mulher na literatura nordestina – Diógenes da Cunha Lima
16h15 – Fala – Antonio Nahud e Andreia Braz
16h30 – Intervalo – Café – Troca de livros
16h45 – Contação de História – Eva Potiguar
17h00 – A importância da literatura infantil – Salizete Freire
17h15 – A literatura e o poder de transformar e formar o jovem – Cássia Cassita, Vitória Valente, Arlinda Lamego e Maria Delboni
17h30 – Cordel – Filipe e Claudia Borges
17h45 – Canta e Encanta – Gina Teixeira
18h00 – Receitas e Histórias para Sonhar e Ser Feliz – Lançamento da Antologia
18h15 – Entrega de certificados – Encerramento
19h30 – Jantar no Restaurante Mangai – Avenida Amintas Barros, 3300

O canto doloroso do “Assum Preto”, na visão de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

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O advogado, compositor e poeta cearense Humberto Cavalcanti Teixeira (1915-1979), na letra de “Assum Preto”,  descreve a beleza de uma paisagem bucólica, comum no sertão após as chuvas, pois quando há estação chuvosa na região pode-se ver o reverdecimento da mata e isto traz alegria e esperança para o sertanejo. No entanto, a beleza do sol de abril e das flores não pode ser apreciada por um pássaro assum preto, porque não a vê, já que é cego. Contudo, a beleza é expressada através de um canto doloroso, uma forma de superar sua sina, porque furaram-lhe os olhos. O baião “Assum Preto” foi gravado, primeiramente, por Luiz Gonzaga, em 1950, pela RCA Victor.

ASSUM PRETO
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Tudo em volta é só beleza
Sol de Abril e a mata em flor
Mas Assum Preto, cego dos olhos
Não vendo a luz, ai, canta de dor…
Tarvez por ignorância
Ou maldade das piores
Furaram os olhos do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantar melhor…
Assum Preto vive solto
Mas não pode voar
Mil vezes a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse olhar…
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaram o meu amor
Que era a luz, ai, dos olhos meus.

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BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL. QUE PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!

Já está disponível na Internet, através do site http://www.wdl.org
É uma notícia QUE NÃO SÓ VALE A PENA REENVIAR MAS SIM É UM DEVER
ÉTICO, FAZÊ-LO!

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobretudo, caráter patrimonial” , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser “com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes:árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas”.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:
http://www.wdl.org

O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registrarem..

Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de La Fontaine , o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos.

MUITO RICO. GUARDE OS SITES. VOCÊ PODE VIR A PRECISAR. NEM QUE SEJA POR CURIOSIDADE.

Cateano é um baiano que define São Paulo como ninguém nunca conseguiu

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Caetano criou um hino à cidade de São Paulo

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, na letra de “Sampa”, traduz as impressões que a capital paulista causa ao visitante, que se traduz num hino de amor à cidade, pois a letra também deve ser analisada levando-se em conta o contexto da época e do próprio momento da vida do autor. A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Muito (dentro da estrela azulada), em 1978, pela Philips.

SAMPA
Caetano Veloso

Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga
E a Avenida São João…

É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia
Concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas…

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga
E a Avenida São João…

Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora
O que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes…

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te
De realidade
Porque és o avesso
Do avesso, do avesso, do avesso…

Do povo oprimido nas filas
Nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue
E destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe
Apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Tuas oficinas de florestas
Teus deuses da chuva…

Panaméricas
De Áfricas utópicas
Túmulo do samba
Mais possível novo
Quilombo de Zumbi
E os novos baianos
Passeiam na tua garoa
E novos baianos
Te podem curtir numa boa…

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Montanhas / RN – São João aqui é assim, muita cultura e muita diversão

           

O Padre Renato, juntamente com sua equipe, vem promovendo atividades religiosas no mês junino, já que São João Batista é o padroeiro do município, e tradicionalmente, neste período, é comemorado, além da religiosa, as festividades sociais.

O Município de Montanhas, colabora para esta parceria, Igreja/Município, permanecer viva, neste sentido, o Prefeito Manuel Gustavo, vem conduzindo suas festividades com destaque para a cultura, assim toda municipalidade participa e tem satisfação por ser montanhense.

A partir do dia 23/06 à 28/06 as atividades juninas estarão acomodadas na praça de eventos por trás do mercado público, com ornamentações cenográficas, enfeites, São João/copa e por ai vai a curiosidade, compareça e participe do São João cultural em Montanhas.

No dia 28 de junho, véspera de São Pedro, estaremos no bairro Boa Esperança, com toda estrutura para a festa que vem sendo realizada no bairro, com atividades religiosas e sociais.

Vamos ver algumas imagens no entorno da Igreja Matriz, diga-se de passagem, muito bem ornamentada e aqui destacamos as ações idealizadas pela equipe da Prefeitura Municipal e equipe da Paróquia da Igreja de São João Batista.

 

Imagens reprodução grupo São João em Montanhas