Category Archives: Música

“Guardo em mim o Deus, o louco, o santo, o bem e o mal”, diz a canção

Resultado de imagem para o bem eo mal danilo caymmi

Danilo Caymmi compôs esta música com Dudu Falcão

O instrumentista, cantor e compositor carioca Danilo Caymmi e seu parceiro Dudu Falcão guardam dois corações divididos entre “O Bem e o Mal”. A música consta do CD Danilo Caymmi, gravado em 1992, pela RGE.

O BEM E O MAL
Dudu Falcão e Danilo caymmi

Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Um das paixões
Um canto doce
Um cheiro de temporal
Eu guardo em mim
Um Deus, um louco, um santo
Um bem, um mal

Eu guardo em mim
Tantas canções
De tanto par
Tantas manhãs
Encanto doce
Um cheiro de vendaval
Guardo em mim
O Deus, o louco, o santo
O bem e o mal

Site Poemas & Canções

“Você é linda sim, onda do mar do amor que bateu em mim…

Imagem relacionada

Cateano fez esta música para Cristina, sua jovem paixão

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, explica que fez a música “Você é Linda”para uma menina chamada Cristina, “de quem eu gostei intensamente na Bahia, nos anos 80, e que morava em frente a minha casa, do outro lado da rua, em Ondina.” A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Uns, em 1983, pela Philips.

VOCÊ É LINDA
Caetano Veloso

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir

No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Site Poemas & Canções

Um canto rumo ao mar, na criatividade de Aldir Blanc e João Bosco

Resultado de imagem para ALDIR BLANC E JOAO BOSCO
O psiquiatra, escritor e compositor carioca Aldir Blanc Mendes, na letra de “Corsário”, em parceria com João Bosco, mostra o canto do homem frio despertando para novas possibilidades de vida. A música faz parte do LP Essa é a Sua Vida gravado por João Bosco, em 1981, pela RCA Victor.

CORSÁRIO
João Bosco e Aldir Blanc

Meu coração tropical
está coberto de neve, mas,
ferve em seu cofre gelado
e a voz vibra e a mão escreve: mar
Bendita a lâmina grave
que fere a parede e traz
as febres loucas e breves
que mancham o silêncio e o cais

Roseirais
Nova Granada de Espanha
Por você, eu, teu corsário preso
vou partir a geleira azul da solidão
e buscar a mão do mar,
me arrastar até o mar,
procurar o mar

Mesmo que eu mande em garrafas
mensagens por todo o mar,
meu coração tropical
partirá esse gelo e irá
com as garrafas de náufrago
e as rosas partindo o ar
Nova Granada de Espanha
e as rosas partindo o ar

Site Poemas & Canções

“A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar…”

Resultado de imagem para jorge faraj compositor

Silvio Caldas fez sucesso com “A Deusa da Minha Rua”

O jornalista e compositor carioca Jorge Faraj (1901-1963) é considerado o poeta dos amores impossíveis, em que a mulher é sempre adorada sem saber e ignorando ser objeto de uma paixão. Em “A Deusa da Minha Rua”, cuja primeira gravação foi em 1939, por Silvio Caldas, pela RCA Victor, Faraj descreve o contraste entre a beleza da musa e a pobreza da rua.

A DEUSA DA MINHA RUA
Newton Teixeira e Jorge Faraj

A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar

Nos seus olhos eu suponho
Que o sol num dourado sonho
Vai claridade buscar

Minha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz

Na rua uma poça d’água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu para o chão
Tal qual o chão da minha vida
A minha alma comovida
O meu pobre coração

Infeliz da minha mágoa
Meus olhos são poças d’água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu e ela é nobre
Não vale a pena sonhar

Site Poemas & Canções

Pelo telefone, o chefe de Polícia mandou avisar Mauro de Almeida e Donga

Donga e Mauro de Almeida, dois pioneiros do samba

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Samba e, neste sentido, não poderíamos esquecer o músico e compositor carioca Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974), que é lembrado pela gravação de “Pelo Telefone”, em 1917, considerado o primeiro samba gravado na história e por ter sido composto na casa da Tia Ciata, na Praça Onze, atual Cidade Nova no Centro do Rio de Janeiro. Tia Ciata era famosa na época por reunir os maiores e melhores músicos populares da época, onde frequentavam, além de Donga e Mauro de Almeida, também João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha, entre outros.

“Pelo Telefone” tem uma estrutura ingênua e desordenada: a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes (um expediente muito usado na época) e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, dando a impressão de que a composição foi sendo feita aos pedaços, com a junção de melodias escolhidas ao acaso ou recolhidas de cantos folclóricos. Este samba sintetiza aspectos da vida e da boemia no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século passado.

PELO TELEFONE
Mauro de Almeida e Donga

O chefe de Polícia pelo telefone,
Mandou me avisar,
Que na Carioca tem uma roleta
Para se Jogar.

Ai, ai, ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz,
Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso,
Roubar o amor dos outros
E depois fazer feitiço.

Olha a rolinha, sinhô, sinhô,
Se embaraçou, sinhô, sinhô,
Caiu no laço, sinhô, sinhô,
Do nosso amor, sinhô, sinhô,
Parte deste samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

O peru me disse,
Se você dormisse, não fazer tolice,
Que eu não saísse, dessa esquisitice,
Do disse me disse.

Queres ou não, sinhô, sinhô,
Ir pro cordão, sinhô, sinhô,
Ser folião, sinhô, sinhô,
De coração, sinhô, sinhô,
Porque este samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

Site Poemas & Canções

“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!”, dizia Tom Jobim

Resultado de imagem para tomjobim frases
O arranjador, instrumentista e compositor carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), na letra da música “Corcovado”,  faz um retrato do Rio de Janeiro visto da janela do apartamento em que morava em Ipanema, na Rua Nascimento Silva, 107, de onde se avistava o Corcovado e se podia sonhar em encontrar um grande amor e, consequentemente, fazê-lo conhecer o que é a felicidade, depois de sonhos, tristezas e descrenças deste mundo.

CORCOVADO
Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado,
O Redentor que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

Site Poemas & Canções

A viagem de João de Aquino e Paulo César Pinheiro, que ninguém esquecerá

Resultado de imagem para marisa gata mansa

Marisa Gata Mansa, a intérprete do grande sucesso


O cantor, compositor e poeta carioca Paulo César Francisco Pinheiro é considerado um dos maiores autores da canção popular do Brasil, cuja obra ultrapassa 2 mil músicas compostas, entre as quais, “Viagem”, considerada uma das mais bonitas músicas brasileiras, uma parceria com o violonista João de Aquino.

Vale ressaltar, que Paulo César Pinheiro escreveu a belíssima letra de “Viagem” aos 14 anos de idade, quando pediu licença à tristeza, porque iria viajar com a poesia que veio ao seu encontro. A música foi gravada por Marisa Gata Mansa, em 1972, produção independente.

VIAGEM
João de Aquino e Paulo César Pinheiro

Óh tristeza, me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar.

Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe, lá do fim do mar.

Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas vai escondida
Querendo brincar.

Senta nesta nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
Traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas
Minha poesia, dançam nossa valsa
Pelo céu que um dia
Fez todo bordado de raios de sol.

Oh poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza de jardins-do-céu

Mas pode ficar tranquila, minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela-guia
Num clarão de lua quando serenar.

Ou talvez até, quem sabe
Nós só voltaremos no cavalo baio
O alazão da noite
Cujo o nome é raio, raio de luar.

Site Poemas & Canções

“Ela valsando, só na madrugada, se julgando amada ao som dos bandolins…”

Imagem relacionada

Montenegro, um extraordinário cantor e compositor

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro conta que fez a música “Bandolins” para a cunhada do amigo Zé Alexandre, na época uma bailarina. A moça tinha um namorado também bailarino, mas o casal teve que se separar devido a um convite do namorado para morar na França. Por ser menor, a família da bailarina não permitiu que ela também fosse. Oswaldo diz que, na música, tentou retratara moça dançando sozinha. A música “Bandolins” foi gravada no LP Oswaldo Montenegro, em 1980, pela WEA, logo se transformando em um grande sucesso, alavancando, definitivamente, a carreira do então desconhecido cantor e compositor.

BANDOLINS
Oswaldo Montenegro

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda, a noite tá no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

Site Poemas & Canções

Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade…

 

Imagem relacionada

Nando Cordel, grande compositor pernambucano

O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, faz versos para diversos estilos musicais: xotes, forrós, frevos etc. Seu primeiro sucesso foi “De Volta Pro Meu Aconchego”, cuja bonita letra versa sobre o voltar para os braços da pessoa amada. Esta música foi gravada por Elba Ramalho no LP Fogo na Mistura, em 1985, pela Ariola.

DE VOLTA PRO MEU ACONCHEGO
Dominguinhos e Nando Cordel

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero
Um abraço para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom poder estar contigo de novo
Roçando teu corpo e beijando você
Pra mim tu és a estrela mais linda
Teus olhos me prendem, fascinam
A paz que eu gosto de ter
É duro, ficar sem você vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que vou mergulhar
Na felicidade sem fim

Site Poemas & Canções

‘Felicidade, passei no vestibular, mas a faculdade é particular’, canta Martinho

Resultado de imagem para Martinho da Vil

Martinho, feliz e realizado, aos 80 anos

O escritor, cantor e compositor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila (Isabel), nascido em Duas Barras (RJ), na letra de “O Pequeno Burguês”, expressa as dificuldades de um aluno oriundo de classe popular para se manter na universidade particular, uma vez que as universidades públicas estão ameaçadas, atualmente, de desmonte no Brasil, ato este que esperamos não seja praticado pelos novos governantes. O samba faz parte do LP Martinho da Vila lançado, em 1969, pela Victor.


O PEQUENO BURGUÊS

Martinho da Vila

Felicidade, passei no vestibular
Mas a faculdade é particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular

Livros tão caros tanta taxa pra pagar
Meu dinheiro muito raro,
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar

Morei no subúrbio, andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite
Tinha sempre a me esperar
Um punhado de problemas e criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Para criar, só criança pra criar

Mas felizmente eu consegui me formar
Mas da minha formatura, não cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca e também pro meu anel
Nem o diretor careca entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel
O meu papel, meu canudo de papel

E depois de tantos anos, só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo de um pobre coitado
E quem quiser ser como eu,
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom bocado,
Um bom bocado, vai penar um bom bocado

Amélia é que era a mulher de verdade, na visão de Mário Lago e Ataulfo Alves

Resultado de imagem para mario lago e ataulfo alves

Lago e Ataulfo, dois grandes compositores

O advogado, ator, radialista, poeta e letrista carioca Mário Lago (1911-2002) é autor de alguns clássicos da MPB, entre ele, “Ai Que Saudade da Amélia”, samba gravado por Ataulfo Alves, em 1941, pela Odeon, que popularizou o mito da Amélia: idealização da mulher que aceita tudo por amor, que é conformada com o destino. O samba de clima enfadonho, depressivo, melodia triste, traz um conteúdo polêmico que mobiliza os modos de comportamento ditados pela solidariedade e pelo afeto. Alguns afirmam que a intenção dos autores era fazer de Amélia um símbolo da mulher compreensiva, amiga, solidária.

AI, QUE SAUDADE DA AMÉLIA
Ataulfo Alves e Mário Lago

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: “meu filho, o que se há de fazer!”
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Site Poemas & Canções

“Os versos ficaram para trás, do outro lado do muro dos sonhos…”

Resultado de imagem para lula barbosa compositor

O cantor e compositor paulista Luiz Carlos Barbosa, nome artístico Lula Barbosa, relembra em “Tempo de Fé” a herança de um tempo vivido na juventude que, infelizmente, não volta mais. A música foi gravada pelo próprio Lula Barbosa no Lp Os Tempos São Outros, em 1986, pela CBS.

TEMPO DE FÉ
Lula Barbosa

Tua herança será minha paixão
Pela liberdade
Cravada em passos lentos
E poços pregressos da alma
Pois não resta mais nada
A não se acreditar
Que minha infância termina
Onde o teu sonho ensina
Tua realidade morta
Já se iguala com o encanto
Onde a tua infâNcia morna
Fará parte do cortejo
E do túmulo inútil da falsidade
Irá renascer à mocidade
Um vento mais brando
Soprado de todos os cantos

Tempo em que os amigos de fé
Ao redor das fogueiras
Sentavam pra conversar
Viver era uma brincadeira
Gostosa de se brincar
Tempo em que se fazia de conta
E a alegria era tanta
Tanto que a vida
Era fácil de se levar
Tempo em que os violões
Despertavam paixões
Na voz do cantador
E os moços teciam versos
Palavras só de amor
Tempo passou tão depressa
Que os moços e os versos
Ficaram pra trás
Do outro lado do muro
Dos sonhos
E sabem que o tempo
Não volta jamais.

Site Poemas & Canções

Prêmio Multishow 2018: Anitta leva em duas categorias; conheça todos os vencedores

Luan Santana no Prêmio Multishow — Foto: Reprodução

Luan Santana no Prêmio Multishow — Foto: Reprodução

O Prêmio Multishow 2018 anunciou seus vencedores na noite desta terça-feira (25). Ao todo, foram 10 categorias de voto popular premiadas, além de três escolhidas pelo superjúri.

Fora isso, o evento contou com diversas atrações musicais entre uma entrega de prêmio e outra. O prêmio teve também uma homenagem ao cantor Mr. Catra, que morreu em 9 de setembro. Um de seus filhos, o MC Juninho, cantou “Adultério”, um dos sucessos do pai, ao lado de MC Marcinho e Jerry Smith.

Anitta, que levou dois prêmios na noite, fez uma apresentação musical, que contou com um medley de vários sucessos que marcaram a história do prêmio. A cantoratambém marcou um momento inusitado, ao dar beijão no músico Leandro Martins, do Atitude 67. Já Ivete se consagrou como a maior vencedora dos Prêmios Multishow.

Pabllo Vittar, Kevinho, Ferrugem, Kekel, Jorge e Mateus, BaianaSystem, Iza e Luan Santana foram algumas das atrações da premiação, que também contou com um número sertanejo com Daniel, Zezé Di Camargo e Luciano. Teve também espaço para o rock com um encontro entre Dinho Ouro Preto, Paulo Miklos, Digão, Samuel Rosa, Lobato, Liminha, João Barone e PJ.

Confira os vencedores do Prêmio Multishow 2018:

Voto popular:

  • Melhor grupo:
    Rouge
  • Melhor dupla:
    Jorge e Mateus
  • Melhor cantor
    Luan Santana
  • Melhor cantora
    Ivete Sangalo
  • Melhor show
    Marília Mendonça
  • Fiat Argo Experimente
    Hungria Hip Hop
  • Melhor música
    “Pesadão”– Iza part. Marcelo Falcão
  • Música chiclete
    “Vai Malandra” – Anitta
  • Melhor Cover Web
    Day – Cover: “Ao Vivo e a Cores”
  • Melhor clipe TVZ
    “Vai Malandra” – Anitta, Mc Zaac, Maejor ft. Tropkillaz & DJ Yuri Martins

Superjúri

  • Melhor Disco: Anelis Assumpção – ‘Taurina’
  • Canção do Ano: Baco Exu do Blues – ‘Te Amo Disgraça’
  • Artista Revelação: Baco Exu do Blues

Anitta ganha beijo de cantor do Atitude 67 — Foto: Reprodução

Anitta ganha beijo de cantor do Atitude 67 — Foto: Reprodução

Prêmio Multishow — Foto: Reprodução

Prêmio Multishow — Foto: Reprodução

“Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço, a Bahia já me deu régua e compasso…”

Resultado de imagem para gilberto gilGil, que é tricolor, mandou um abraço ao Flame

O administrador de empresas, político, escritor, cantor e compositor baiano Gilberto Passos Gil Moreira, conhecido como Gilberto Gil, na letra de “Aquele Abraço”, traz seu momento histórico e eufórico como reação, que invoca a liberdade (da qual Gil esteve privado algum tempo) em todos os seus aspectos pitorescos: Carnaval, Banda de Ipanema, Chacrinha, Flamengo e Realengo.

 A menção de Realengo, bairro suburbano carioca, é uma provocação aos militares do período da ditadura, tendo em vista que Gilberto Gil ficou preso na Escola Militar do mesmo bairro, hoje Comando da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada na Praça do Canhão e, posteriormente, Gil foi exilado.“A Bahia já me deu régua e compasso”, mas nem por isso deixo de reconhecer que “o Rio de Janeiro continua lindo! O Rio de Janeiro continua sendo!”. afirma Gilberto Gil.Naquele mesmo 1969, o Fluminense tinha acabado de ser campeão carioca em cima do Flamengo, vencendo o jogo final por 3 a 2 e Gil, ferrenho tricolor, estava no Maracanã e vendo a triste massa rubro-negra indo embora, mandou outro irônico “Abraço” como se dissesse “valeu, o importante é competir”. A música foi lançada durante o exílio do artista em Londres no Lp Gilberto Gil, em 1969, pela Philips.

AQUELE ABRAÇO
Gilberto Gil

O Rio de Janeiro continua lindo,
O Rio de Janeiro continua sendo,
O Rio de Janeiro, fevereiro e março,
Alô, alô, Realengo, aquele abraço.
Alô torcida do Flamengo, aquele abraço.
Chacrinha continua balançando a pança,
E buzinando a moça e comandando a massa,
E continua dando as ordens do terreiro.
Alô, alô, seu Chacrinha, velho guerreiro.
Alô, alô, Teresinha, Rio de Janeiro.
Alô, alô, seu Chacrinha, velho palhaço.
Alô, alô, Teresinha, aquele abraço.
Alô moça da favela, aquele abraço.
Todo mundo da Portela, aquele abraço.
Todo mês de fevereiro, aquele passo.
Alô Banda de Ipanema, aquele abraço.
Meu caminho pelo mundo, eu mesmo traço.
A Bahia já me deu régua e compasso.
Quem sabe de mim sou eu, aquele abraço.
Pra você que me esqueceu, aquele abraço.
Alô Rio de Janeiro, aquele abraço.
Todo povo brasileiro, aquele abraço.”

Site Poemas & Canções

“Carinhoso”, uma obra eterna de Pixinguinha e Braguinha, dois parceiros geniais

Imagem relacionada

Braguinha, um carioca da gema

O compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907-206), conhecido como Braguinha ou João de Barro, fez uma belíssima declaração de amor ao colocar letra no famoso choro “Carinhoso”, um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.  “Carinhoso” foi gravado por Orlando Silva, em 1937, pela RCA Victor.

CARINHOSO
Pixinguinha e João de Barro

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.

Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

Site Poemas & Canções

“Se alguém quiser fazer por mim, que faça agora”, pediam os grandes sambistas

Imagem relacionada

Guilherme e Nélson, uma parceria genial

O pintor, escultor, cantor e compositor carioca Guilherme de Brito Bollhorst (1922-2006), na letra de “Quando Eu Me Chamar Saudade”, parceria com Nelson Cavaquinho, pede aos amigos que façam tudo quanto quiserem fazer por ele, somente enquanto estiver vivo. Este samba foi gravado por Nora Ney no LP “Tire Seu Sorriso Do Caminho, Que Eu Quero Passar Com A Minha Dor”, em 1972, pela Som Livre.

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora
Me dê as flores em vida
O carinho
A mão amiga
Para aliviar meus ais
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais

Site Poemas & Canções

 

“Você deve rezar pelo bem do patrão e esquecer que está desempregado…”

Resultado de imagem para gonzaguinha
O economista, cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (1945-1991) , mais conhecido como Gonzaguinha, é, sem dúvida, um dos maiores talentos da Música Brasileira em seus diversos estilos populares. Sua obra teve, inicialmente, como característica sua postura de crítica à ditadura militar, conforme mostra a letra da música “Comportamento Geral”, gravada no LP Luiz Gonzaga Junior (Gonzaguinha), em 1973, pela Odeon.

COMPORTAMENTO GERAL
Gonzaguinha

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado”
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

E um Fuscão no juízo final
Você merece, você merece

E diploma de bem comportado
Você merece, você merece

Esqueça que está desempregado
Você merece, você merece

Tudo vai bem, tudo legal

Site Poemas & Canções

Uma música de Milton e Brant, para se guardar do lado esquerdo do peito

Resultado de imagem para milton e brant

Milton e Brant, uma amizade eterna, desde sempre

O advogado, compositor e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Canção da América”, lembra o desejo de frátria, devido aos laços histórico/afetivos que unem os países americanos, em especial, os latino-americanos. Pelo potencial confraternizador que carrega, a canção tornou-se o hino de celebração das amizades, mormente, para retratar os encontros e as despedidas existentes em nossa vida. Esta música foi gravada por Milton Nascimento, em 1980, no LP Sentinela, pela Ariola. E deve ser cantada sempre, como se fosse um hino do Dia do Amigo, que se comemora hoje, 20 de julho.


CANÇÃO DA AMÉRICA

Milton Nascimento e Fernando Brant

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Site Poemas & Canções

O destino cigano que está na alma de todo artista, segundo Raimundo Fagner

Fagner, um grande autor e cantor


Site Poemas & Canções

O produtor, instrumentista, cantor e compositor cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes, o popular Fagner,  na letra de “Cigano“, reage contra o destino instável da vida de todos os artistas, que não permite prever aonde realmente poderão estar ou chegar. A música “Cigano” foi gravada por Fagner no LP Quem Viver Chorará, em 1978, pela CBS.

CIGANO
Fagner

Eu não vivo guardado em segredo
Nem no medo, um receio sequer
A não ser quando a morte vier
E me pegar sorrindo querendo ficar
Eu não sei viver de outro jeito
A não ser desse jeito

Destino cigano
Comigo não dá
Pra ficar amargando
Esperando o tempo passar
Até sonhando
E sem saber onde posso chegar
E ficar…

Cateano é um baiano que define São Paulo como ninguém nunca conseguiu

Resultado de imagem para caetano sampa

Caetano criou um hino à cidade de São Paulo

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, na letra de “Sampa”, traduz as impressões que a capital paulista causa ao visitante, que se traduz num hino de amor à cidade, pois a letra também deve ser analisada levando-se em conta o contexto da época e do próprio momento da vida do autor. A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Muito (dentro da estrela azulada), em 1978, pela Philips.

SAMPA
Caetano Veloso

Alguma coisa acontece
No meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga
E a Avenida São João…

É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia
Concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas…

Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruzo a Ipiranga
E a Avenida São João…

Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora
O que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes…

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te
De realidade
Porque és o avesso
Do avesso, do avesso, do avesso…

Do povo oprimido nas filas
Nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue
E destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe
Apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas
De campos e espaços
Tuas oficinas de florestas
Teus deuses da chuva…

Panaméricas
De Áfricas utópicas
Túmulo do samba
Mais possível novo
Quilombo de Zumbi
E os novos baianos
Passeiam na tua garoa
E novos baianos
Te podem curtir numa boa…

Site Poemas & Canções

O bem e o mal, na visão criativa de Danilo Caymmi e Dudu Falcão

Resultado de imagem para danilo caymmi e dudu falcao
O instrumentista, cantor e compositor carioca Danilo Caymmi, com seu parceiro Dudu Falcão,  guarda dois corações divididos entre “O Bem e o Mal”. A música consta do CD Danilo Caymmi, gravado em 1992, pela RGE.

O BEM E O MAL
Dudu Falcão e Danilo Caymmi

Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Um das paixões
Um canto doce
Um cheiro de temporal
Eu guardo em mim
Um Deus, um louco, um santo
Um bem, um mal

Eu guardo em mim
Tantas canções
De tanto par
Tantas manhãs
Encanto doce
Um cheiro de vendaval
Guardo em mim
O Deus, o louco, o santo
O bem e o mal

Site Poemas & Canções

“Oh, senhora liberdade, abre as asas sobre mim” (Nei Lopes e Wilson Moreira )

Resultado de imagem para nei lopes e wilson moreira

Nei Lopes e Wilson Moreira, uma dupla de bambas

O advogado, escritor, cantor e compositor carioca Nei Brás Lopes, em parceria com Wilson Moreira, na letra de “Senhora Liberdade”, postula a sua soltura, visto que o crime por ele cometido foi se apaixonar intensamente. Vale ressaltar que, esse samba virou hino na campanha das diretas e faz parte do LP A Arte Negra de Wilson Moreira & Nei Lopes lançado, em 1980, pela EMI-Odeon.

SENHORA LIBERDADE
Wilson Moreira e Nei Lopes

Abre as asas sobre mim
Oh senhora liberdade
Eu fui condenado
Sem merecimento
Por um sentimento
Por uma paixão
Violenta emoção
Pois amar foi meu delito
Mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim
Senhora liberdade abre as asas sobre mim

Site Poemas & Canções

Como seria bom se a razão pudesse sempre dominar, na visão de Nando Cordel

Resultado de imagem para nando cordel

Nando Cordel e a sabedoria do nordestino
O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, na letra de “Terra e Céu”, aborda um cotidiano diferente do que vivemos nas grandes cidades.

TERRA E CÉU
Nando Cordel

Se o o boi soubesse da força que tem
Não puxava carroça
E a abelha, da dor da picada
Não roubavam seu mel
E a terra era terra
E o céu era o céu

Como era bom
Se toda semente crescesse
E a razão
Pudesse sempre dominar
E essa paz
Fosse que nem uma criança
Andasse solta
Feito a noite de luar
Se na inveja
Colocasse um cabresto
Na ambição
Colocasse um cortador
Na violência
Uma espora amolada
Deixasse a rédea
Solta na mão do amor

Não puxava carroça
Nem roubavam seu mel
E a terra era terra
E o céu era o céu

Site Poemas & Canções

“Ouça, vá viver sua vida com outro bem”, cantava Maysa, com sua voz de veludo

Resultado de imagem para maysa

Maysa, do fundo do coração

A cantora e compositora paulista Maysa Figueira Monjardim Matarazzo (1936-1977) gravou no LP Maysa, em 1957, pela RGE, o samba-canção “Ouça”, composto por ela mesmo para desabafar as dores do seu casamento. Tudo porque o seu marido não queria mais sua esposa como cantora, pois isto não era bem visto naquela época. Uma canção que brotou do fundo do coração da grande compositora e cantora


OUÇA
Maysa

Ouça, vá viver
Sua vida com outro bem,
Hoje eu já cansei
De pra você não ser ninguém.

O passado não foi o bastante pra lhe convencer
Que o futuro seria bem grande só eu e você.

Quando a lembrança com você for morar
E bem baixinho de saudade você chorar,
Vai lembrar que um dia existiu
Um alguém que só carinho pediu
E você fez questão de não dar,
Fez questão de negar.

Site Poemas & Canções

Uma menina-mulher que se libertava, na inspiração de Martinho e Donato

Resultado de imagem para martinho e joao donato

Martinho e Donato, amigos e parceiros


Site Poemas & Canções

O escritor, cantor e compositor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila (Isabel), nascido em Duas Barras (RJ), dedica a letra de “Gaiolas Abertas” a uma das suas filhas, que crescia e se tornava adulta. “Voa, voa passarinha, voa”, diz a letra da parceria com João Donato. “Tu não estás presa mais”, continuava. Martinho, o pai preocupado, alertava que “há perigos lá fora, visgos e pedras mortais”. Mas concluía, feliz: “Pra ser livre, valem os riscos”. Esta bossa nova foi gravada por João Donato no CD Coisas Tão Simples, em 1996, pela Odeon.

GAIOLAS ABERTAS
João Donato e Martinho da Vila

Voa, voa, passarinha, voa
A gaiola está aberta
Nada já te prende mais

Voa, bate asa e vai embora
Mas há perigos lá fora
Visgos e pedras mortais

Voa, pra ser livre valem os riscos
Voa, foge lá pros altos picos
Canta pra chamar o companheiro
Que anda voando fagueiro
Entre frutas tropicais