Category Archives: Música

Dois inesquecíveis clássicos da música brasileira prestam homenagem ao Dia da Criança


René Bittencourt e Francisco Alves

O empresário artístico, jornalista e compositor carioca René Bittencourt Costa (1917-1979), na letra de ”Canção da Criança”, homenageia a garotada brasileira no seu dia. Essa valsa foi gravada por seu parceiro Francisco Alves, apelidado de “O Rei da Voz”, em 1952, pela Odeon.

CANÇÃO DA CRIANÇA
Francisco Alves e René Bittencourt

Criança feliz
Feliz a cantar
Alegre a embalar
Teu sonho infantil
Oh Meu Bom Jesus
Que a todos conduz
Olhai as crianças do nosso Brasil!

Crianças com alegria
Qual um bando de andorinhas
Viram Jesus que dizia:
Vinde a mim as criancinhas
Hoje dos céus, num aceno
Os anjos dizem: ”Amém”,
Porque Jesus, nazareno,
Foi criancinha também

Ataulfo Alves se apresentava com suas pastoras

O cantor e compositor mineiro Ataulfo Alves de Souza (1909-1969) utilizou grande beleza poética para compor o nostálgico samba “Meus tempos de criança” (conhecido também como “Meu pequeno Miraí”), gravado por ele próprio, em 1956, pela Sinter, cuja letra traz lembranças de sua infância feliz em Miraí.

MEUS TEMPOS DE CRIANÇA
Ataulfo Alves

Eu daria tudo que tivesse
Pra voltar aos tempos de criança
Eu não sei pra que que a gente cresce
Se não sai da gente essa lembrança

Aos domingos missa na matriz
Da cidadezinha onde eu nasci
Ai, meu Deus, eu era tão feliz
No meu pequenino Miraí

Que saudade da professorinha
Que me ensinou o beabá
Onde andará Mariazinha
Meu primeiro amor onde andará?

Eu igual a toda meninada
Quanta travessura que eu fazia
Jogo de botões sobre a calçada
Eu era feliz e não sabia

Uma mulher do tipo estrela afoita, que insiste em provocar saudades no poeta

Nando Cordel, grande compositor pernambucano

O cantor, instrumentista e compositor pernambucano Fernando Manoel Correia, nome artístico Nando Cordel, faz versos para diversos estilos musicais: xotes, forrós, frevos etc.A bonita letra de “Estrela Afoita” fala de uma mulher, cujas práticas amorosas e suas consequências Nando Cordel afirma já conhecer. A música deu título ao LP Estrela Afoita gravado por Nando Cordel, em 1983, pela Barclay/Ariola.

ESTRELA AFOITA
Nando Cordel

Sai, sai de mim
Conheço sua intenção
Não pense que eu vou deixar
Você plantar saudade no meu coração


Estrela afoita
Sai do meu céu
Vai refazer-se de mel
Minha pureza já percebeu
Pega o desvio
Adeus

Deixa de comer meu tempo
Deixa meu verde florir
Meu sorriso ficar doce
Quando eu quiser dividir

Paulo Peres Poemas & Canções

Prêmio Sanfona Potiguar tem final surpreendente

Com PN Noticias

A final do festival Prêmio Sanfona Potiguar realizada na última sexta-feira 01 de outubro, no espaço EccoVille Food Park em Cidade Verde foi carregada de muita emoção, além de forró de auto nível executados pelos concorrentes do concurso. O evento, que foi realizado no formato híbrido, apresentou os vencedores ao público presente no local e também através das redes sociais. Cada artista habilitado à final, tiveram suas obras publicadas no site da Oficina Livre de Música e participaram dos 04 programas transmitidos, ao vivo, direto dos estúdios da PNTV play, para divulgação das músicas inscritas, apreciação e fase votação popular. 

Extremamente democrático e de largo alcance social o Prêmio Sanfona Potiguar em sua primeira edição tornou-se uma verdadeira vitrine para todos os artistas participantes e o site da Oficina Livre de Música recebeu milhares de votos de diversas partes do mundo e ainda alcançando um pico de quase 500 reproduções simultâneas na transmissão da final. Confira acessando o link: https://youtu.be/kjwU6NH5oHY 

Os vencedores foram: 1º Lugar Gilson do Acordeon (Espírito Santo) com a Música instrumental Forró para seu João Pedro; 2º lugar Thiago Sanfoneiro (Natal) com Andando e Amando, música de Arnaldo Farias e o 3ºlugar (Natal), Elton Lins com a música Estar com você. Os vencedores irão participar de uma gravação do EP cujas músicas serão publicadas na plataforma de streamings e sites de distribuição digital. A abertura da festa ficou por conta da Sanfoneira de 11 anos, Bel Spínola, aluna da Professora e Musicista Suzete Sales Sanfoneira de 79 anos. 

Ainda no início do evento a Produção foi surpreendida com a presença inesperada do Roberto do Acordeon, músico conhecido e respeitado entre os artistas e, principalmente, pelos os sanfoneiros do mundo inteiro. Roberto do Acordeon gravou seu primeiro LP em 1981 o “Arrasta pé fantástico” com a Continental formando o grupo Roberto do Acordeon e Seus Cabra da Peste, sendo sucesso nacional e internacionalmente. Na ocasião, o artista falou um pouco de sua carreira artística e com a sua sanfona de 120 baixo relembrou sucessos de carreira, ato que contagiou e motivou todos participantes do Festival. 

O Prêmio Sanfona Potiguar é uma realização da Oficina Livre de Música com o Patrocínio do SEBRAE/RN, através do Edital de Economia Criativa 2021, apoio cultural da Insight, Potiguar Notícias e Ecco Ville Food Park. 

Do: PN Notícias   

Musica autentica

Reprodução internet

O cantor e compositor Gilson Vieira da Silva, ou simplesmente, Gilson, nasceu em 1952 na cidade de Macau-RN. Aos 11 anos tem início sua trajetória na música. Como cantor e músico profissional surgiu em 1978 e o reconhecimento pelo grande público ocorreu a partir de 1979, através de seu primeiro sucesso. Casinha Branca, foi gravada por mais de 100 artistas e uma das versões mais bonita é a gravação de Roberta Campos!

Casinha Branca (Gilson)

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo à minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer

Eu queria ter na vida simplesmente

Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizades
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão
@robertacamposoficial

Um prelúdio de Luiz Vieira, que sintetiza, em poucas palavras, a força de um grande amor

Luiz Vieira, um músico que deixou muita saudade

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções


A letra de “Paz do meu amor (Prelúdio nº 2)” idolatra de uma forma poética a conquista do amor infindo pelo radialista, cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho. Um dos maiores sucessos de Luiz Vieira, que ele próprio gravou, em 1963, pela Copacabana. O grande músico morreu em 2020, aos 91 anos.

PAZ DO MEU AMOR (Prelúdio nº 2)
Luiz Vieira

Você é isso: Uma beleza imensa,
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: Uma nuvem calma
No céu de minh’alma; é ternura em mim.

Você é isso: Estrela matutina,
Luz que descortina um mundo encantador.
Você é isso: É parto de ternura,
Lágrima que é pura, paz do meu amor

MONTANHAS/RN REPRESENTADA EM EVENTO NA CAPITAL DO ESTADO DO CEARÁ

Por Assessoria de Comunicação
http://montanhas.rn.gov.br

O Município de Montanhas esteve representado por seu filho natural Jean Firmino, popularmente e profissionalmente conhecido por Jean Suave, no evento da mais nova modalidade olímpica o “Breaking” em Fortaleza – CE.

Jean Suave, participou da seletiva que classifica os ganhadores para o Mundial da Red Bull BC One City Cypher na possibilidade de participação no campeonato na Polônia.

Com o apoio cultural do Município de Montanhas que colaborou com patrocínio para o competidor Jean Suave, autorizado pelo Prefeito Manuel Gustavo junto com a Secretaria Municipal de Esporte, Turismo e Cultura – SEMETUC, foi dada a importância do evento que promete resultados satisfatória para levar a nossa cultura aos demais eventos na esfera nacional e internacional.

Jean, já participou de outras competições relativas a danças nessa mesma ordem e categoria, onde foi patrocinado também pelo Município de Montanhas sendo vitorioso na competição, recebendo o primeiro lugar, fato ocorrido no Maranhão – MA em 2019, e na mesma oportunidade também foi campeão nacional na modalidade disputada.

Suave, ainda ressalta que dia 25 de setembro provavelmente estará entre os competidores em outra seletiva que será realizado em Curitiba – PR, afirma que sempre levará o nome de Montanhas com ele e a gratidão de incentivo pela cultura local.

Parabéns e veja o vídeo que ele nos repassou, além de fotos de alguns momentos do evento em Fortaleza – CE.

“Carinhoso” já era sucesso quando Braguinha colocou a belíssima letra no chorinho

João de Barro das eternas construções - Rede Brasil Atual
Braguinha, autor de letras que serão eternas

O compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907-2006), conhecido como Braguinha ou João de Barro, fez uma belíssima declaração de amor ao colocar letra no famoso choro “Carinhoso”, um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.  “Carinhoso” foi gravado por Orlando Silva, em 1937, pela RCA Victor.


CARINHOSO

Pixinguinha e João de Barro


Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.


Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

Com: Paulo Peres
Poemas & Canções

Uma canção de protesto de Gonzaguinha, ensinando que não se deve baixar a cabeça

Foto sem data Gonzaguinha com o pai, Luiz Gonzaga.

Gonzaguinha e o pai, dois mestres da MPB

O economista, cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Junior (1945-1991) , mais conhecido como Gonzaguinha é, sem dúvida, um dos maiores talentos da Música Brasileira em seus diversos estilos populares. Sua obra teve, inicialmente, como característica sua postura de crítica à ditadura militar, conforme mostra a letra da música “Comportamento Geral”, gravada no LP Luiz Gonzaga Junior (Gonzaguinha), em 1973, pela Odeon.

COMPORTAMENTO GERAL
Gonzaguinha

Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado”
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

E um Fuscão no juízo final
Você merece, você merece

E diploma de bem comportado
Você merece, você merece

Esqueça que está desempregado
Você merece, você merece

Tudo vai bem, tudo legal

Com: Paulo Peres Poemas & Canções 

A diferença entre a verdadeira e a falsa baiana, na genialidade de Geraldo Pereira

Geraldo Pereira era considerado o rei do samba

O compositor mineiro Geraldo Theodoro Pereira (1918-1955), nascido em Juiz de Fora, mostra sambando a diferença existente entre a verdadeira e a “falsa baiana”. Este samba foi gravado por Ciro Monteiro, em 1944, pela RCA Victor.

FALSA BAIANA
Geraldo Pereira

Baiana que entra no samba e só fica parada
Não samba, não dança, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca

A falsa baiana quando entra no samba
Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a Bahia, senhor

Mas a gente gosta quando uma baiana
Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de são salvador

Com: Paulo Peres Poemas & Canções

Na poesia de Fernando Brant, a história do menino que sempre vinha lhe dar a mão

Fernando Brandt

Fernando Brant foi um dos criadores do Clube de Esquina

O advogado, escritor, letrista e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Bola de Meia, Bola de Gude”, foi buscar em sua infância, pura e feliz, a solução para lidar com as adversidades da fase adulta. A música foi gravada por Milton Nascimento no LP Miltons, em 1988, pela CBS.

BOLA DE GUDE, BOLA DE MEIA
Milton Nascimento e Fernando Brant

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal

Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade
Alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão

Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções

2ª edição de poscast com poetas potiguares estreia nesta quinta-feira

Com PN Notícias

A partir do dia 12 de agosto de 2021, os amantes de podcast e literatura poderão acompanhar a segunda edição do projeto “Um poeta em cada esquina”, um podcast que nasceu com o intuito de apresentar poetas do estado do Rio Grande do Norte, compartilhando vivências, escritos e sonhos durante a conversa. Serão seis artistas convidados para abordar a cena potiguar em torno de um bate-papo entre poetas. O conteúdo estará disponível em todos os serviços de streaming de música, no canal do projeto.  

O destaque dessa edição é que ela contará com as conversas gravadas também em vídeo, com apresentação de Gonzaga Neto e Gessyka Santos, que estarão disponíveis no canal do Youtube do projeto. O podcast tem o objetivo de contribuir para uma maior visibilidade de artistas atuantes no ofício literário, que historicamente encontram diversas barreiras para acesso a espaços de divulgação, objetivando garantir diversidade territorial, de gênero, raça e sexualidade. Para Gessyka Santos, poeta, produtora cultural e coordenadora do projeto, o podcast tem o intuito de aproximar artistas e ouvintes. “Nosso grande objetivo com o ‘Um Poeta em Cada Esquina’ é trazer o poeta para perto do ouvinte, como se eles estivessem trocando uma ideia lado a lado, e mostrar a quantidade, qualidade e diversidade de escritores que o RN possui”, enfatiza Gessyka.  

Nesta edição, cada episódio terá aproximadamente uma hora de duração, com poetas norte-rio-grandenses, refletindo assuntos que versem sobre arte, vivências, publicações, criatividade e todas as relações da poesia com o território. Os episódios são lançados quinzenalmente, sempre às 18h e nesta edição todas as conversas estão sendo gravadas pela Nobir Produtora e estarão disponíveis no Youtube. Foram convidados seis artistas, o primeiro episódio estará disponível a partir do dia 12 de agosto com a convidada Michelle Ferret, autora do livro “Febre”, que há mais de 10 anos atua na área da leitura.  

A primeira temporada de “Um poeta em cada esquina” foi realizada entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, contando com a participação de seis poetas, dentre eles Regina Azevedo, Thiago Medeiros e Rosy Nascimento.   

Para conferir os episódios basta seguir o canal “Um poeta em cada esquina” nas plataformas de música e acompanhar os episódios. A segunda edição de “Um poeta em cada esquina” é uma produção de Anzóis Produtora Potiguar e conta com o apoio do Sebrae através do edital Economia Criativa 2021 – Edital Nº 05/2021 de literatura. Além disso, o projeto conta com o apoio de Bolo de Mainha, Marca Fart, Estúdio Carlota e Livraria Cooperativa Cultural.  

Lançamentos dos episódios: 

12/08 – Michelle Ferret 
26/08 – Abaeté do Cordel 
09/09 – Bia Exagerada
23/09 – Karollen Potyguara
07/10 – Stéphanie Moreira
21/10 – Carmen Vasconcelos

Qual o mistério que há na dor de uma paixão?, indagavam Catulo e Pedro de Alcântara

Cantores iluminam obra lírica de Catulo da Paixão Cearense em CD derivado de show
Ilustração de Elifas Andreato

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, compositor e poeta maranhense Catulo da Paixão Cearense (1863-1946) e seu parceiro Pedro de Alcântara, na letra de “Ontem ao Luar”, tentam explicar através de uma lágrima o que é a dor de uma paixão. A música foi gravada por Vicente Celestino, em 1917, pela Odeon.


ONTEM AO LUAR

Pedro de Alcântara e Catulo da Paixão Cearense

Ontem, ao luar, nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste o que era a dor de uma paixão.
Nada respondi, calmo assim fiquei
Mas, fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando-a ti, dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e, assim, te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer
De ver a lágrima nos olhos a sofrer

A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que eu só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunta ao luar, travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunta, ao luar, do mar à canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão

Se tu desejas saber o que é o amor
E sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe um monte á beira mar, ao luar
Ouve a onda sobre a areia a lacrimar
Ouve o silêncio a falar na solidão
De um calado coração
A penar, a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal
A dor silente, universal
E a dor maior, que é a dor de Deus

Uma desesperada canção de amor que marcou a trajetória de Djavan


Djavan conseguiu desenvolver um estilo pessoa

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, compositor e produtor musical alagoano Djavan Caetano Viana revela na letra de “Álibi” o ser apaixonado e não correspondido, tal como ele gostaria que fosse, inclusive, já não se sacia com o sexo (força do beijo), mesmo que o sexo seja intenso, frequente e liberado (vadio). O apaixonado sofre (chora), mas nega a raiva que sente (mentira da ira), pelo desejo não satisfeito (não contraíra). O amor está no limiar da dor e vice-versa (por um triz).O apaixonado tenta iludir-se e ao outro aparentando felicidade, usando a sua carência como justificativa (álibi) para essa vida sem sentido, a espera do outro que não se entrega. A música faz parte do LP Djavan Ao Vivo, lançado em 1999, pela Epic/Sony Music.

ÁLIBI
Djavan 

Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais


Meus olhos lacrimejam teu corpo
Exposto à mentira do calor da ira
No afã de um desejo que não contraíra
No amor, a tortura está por um triz

Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido

Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido
Havia mais que um desejo

“Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção…”

Milton e Brant, exemplo de uma amizade eterna

O advogado, compositor e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Canção da América”, lembra o desejo de frátria, devido aos laços histórico/afetivos que unem os países americanos, em especial, os latino-americanos. Pelo potencial confraternizador que carrega, a canção tornou-se o hino de celebração das amizades, mormente, para retratar os encontros e as despedidas existentes em nossa vida.

Esta música foi gravada por Milton Nascimento, em 1980, no LP Sentinela, pela Ariola. E deve ser cantada sempre, como se fosse um hino do Dia do Amigo, que se comemora hoje, 20 de julho.

Paulo Peres
Poemas & Canções

CANÇÃO DA AMÉRICA
Milton Nascimento e Fernando Brant

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Montanhas RN neste 20 de julho comemora 58 anos de Emancipação Política

Parabéns Montanhas pelos 58 anos de Emancipação Política! Assista pelas redes sociais do Município toda dinâmica ao vivo, durante todo o dia que será apresentada virtualmente e em algumas situações presenciais.

Os links:

Facebook
(14) Prefeitura Municipal de Montanhas | Facebook

Instagram
Prefeitura de Montanhas (@prefeiturademontanhasrn) • Fotos e vídeos do Instagram

Site Oficial da Prefeitura Municipal
Montanhas/RN – Site oficial da Prefeitura

Acompanhe toda programação e vamos curtir juntos!!!

Do site do Município de Montanhas: https://montanhas.rn.gov.br/montanhas-rn-neste-20-de-julho-comemora-58-anos-de-emancipacao-politica/

O Blog Montanhas em Ação:

Parabéns Montanhas, receba nossa homenagem e nesta oportunidade estamos levando aos leitores uma bela mensagem musical e ainda recitada por Juliana (Juju), filha do cantor Dedé do Forró.

O vídeo abaixo ainda faz uma narrativa melódica em alusão a Montanhas RN.

Parabéns pelos 58 anos de Emancipação Política

Montanhas Terra Querida – em 20 de julho 2021 – 58 anos de Emancipação Política

Montanhas RN está de Parabéns neste dia 20 de julho. Nesta data, comemora-se o seu aniversário. Em 2021 O Município completa 58 anos de Emancipação Política.

O Blog Montanhas em Ação em homenagem a terrinha querida, lança o vídeo abaixo com muito carinho e respeito pela Cidade e sua história.

Acompanhe e acesse o Vídeo Montanhas Terra Querida!

Lá vem o bonde pelas ruas do Recife, nas lembranças que marcam a cantora Cátia de França

Cátia é uma das maiores cantoras do Nordeste

Paulo Peres
Poemas & Canções

A cantora e compositora paraibana Catarina Maria de França Carneiro, mais conhecida como Cátia de França, lembra com muita saudade os dias de festas que “O Bonde” proporcionava pelas ruas do Recife. A música “O Bonde” faz parte do CD No Bagaço Da Cana Um Brasil Adormecido, gravado por Cátia de França, em 2012, no SG Studio Digital.

O BONDE
Cátia de França

Correndo na linha,
Chiando nos trilhos,
Varando o arraial
Jaqueira, Mocambo passando ligeiro,
Que nem um filme no Cine Brasil.
Moleques no estribo, vaiando, gritando… 
É dia de festa, é o bonde que vem
E nesse pagode, na festa afinal

Eia, lá vem o Bonde!
Levando Sinhá,
Coroné Zé Paulino
E a filha mais nova,
Ele passa enfeitado,
Cheinho de gente na Rua da Aurora
E faz terminal lá no Pátio do Carmo.

Do bagageiro se ouve um aviso.
É o motorneiro soprando o apito
Recomeça a festa: é o bonde que sai!
Tinha um apelido este bonde amarelo
Chamado Lambreta todo desbotado
Sumiu na distância, Sumiu no passado…  

Eia, lá vem o bonde!

A genial ronda de Paulo Vanzolini


O zoólogo e compositor paulista Paulo Emílio Vanzolini (1924-2013) dizia que para fazer a música “Ronda” , inspirou-se em seu tempo de soldado nos anos 40, quando servia o Exército na Companhia de Polícia e fazia rondas pelos bares de São Paulo à procura de soldados desgarrados. Foi nessa ocasião que presenciou dramas parecidos com os da letra da música em questão, lançada por Inezita Barroso, em 1953, pela RCA Vitor.

RONDA
Paulo Vanzolini

De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá
Nele você está
Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, esta busca é inútil
Eu não desistia
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando um dadinho
Jogando bilhar
E neste dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida são joão

Do: Tribuna da Internet
(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Bela canção!

“Guardo em mim o Deus, o louco, o santo, o bem e o mal”, diz a canção

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Danilo Caymmi compôs esta música com Dudu Falcão

O instrumentista, cantor e compositor carioca Danilo Caymmi e seu parceiro Dudu Falcão guardam dois corações divididos entre “O Bem e o Mal”. A música consta do CD Danilo Caymmi, gravado em 1992, pela RGE.

O BEM E O MAL
Dudu Falcão e Danilo caymmi

Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Um das paixões
Um canto doce
Um cheiro de temporal
Eu guardo em mim
Um Deus, um louco, um santo
Um bem, um mal

Eu guardo em mim
Tantas canções
De tanto par
Tantas manhãs
Encanto doce
Um cheiro de vendaval
Guardo em mim
O Deus, o louco, o santo
O bem e o mal

Site Poemas & Canções

“Você é linda sim, onda do mar do amor que bateu em mim…

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Cateano fez esta música para Cristina, sua jovem paixão

O cantor, músico, produtor, escritor, poeta e compositor baiano Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o genial Caetano Veloso, explica que fez a música “Você é Linda”para uma menina chamada Cristina, “de quem eu gostei intensamente na Bahia, nos anos 80, e que morava em frente a minha casa, do outro lado da rua, em Ondina.” A música foi gravada por Caetano Veloso no LP Uns, em 1983, pela Philips.

VOCÊ É LINDA
Caetano Veloso

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir

No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal

Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

Site Poemas & Canções

Um canto rumo ao mar, na criatividade de Aldir Blanc e João Bosco

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O psiquiatra, escritor e compositor carioca Aldir Blanc Mendes, na letra de “Corsário”, em parceria com João Bosco, mostra o canto do homem frio despertando para novas possibilidades de vida. A música faz parte do LP Essa é a Sua Vida gravado por João Bosco, em 1981, pela RCA Victor.

CORSÁRIO
João Bosco e Aldir Blanc

Meu coração tropical
está coberto de neve, mas,
ferve em seu cofre gelado
e a voz vibra e a mão escreve: mar
Bendita a lâmina grave
que fere a parede e traz
as febres loucas e breves
que mancham o silêncio e o cais

Roseirais
Nova Granada de Espanha
Por você, eu, teu corsário preso
vou partir a geleira azul da solidão
e buscar a mão do mar,
me arrastar até o mar,
procurar o mar

Mesmo que eu mande em garrafas
mensagens por todo o mar,
meu coração tropical
partirá esse gelo e irá
com as garrafas de náufrago
e as rosas partindo o ar
Nova Granada de Espanha
e as rosas partindo o ar

Site Poemas & Canções

“A deusa da minha rua tem os olhos onde a lua costuma se embriagar…”

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Silvio Caldas fez sucesso com “A Deusa da Minha Rua”

O jornalista e compositor carioca Jorge Faraj (1901-1963) é considerado o poeta dos amores impossíveis, em que a mulher é sempre adorada sem saber e ignorando ser objeto de uma paixão. Em “A Deusa da Minha Rua”, cuja primeira gravação foi em 1939, por Silvio Caldas, pela RCA Victor, Faraj descreve o contraste entre a beleza da musa e a pobreza da rua.

A DEUSA DA MINHA RUA
Newton Teixeira e Jorge Faraj

A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar

Nos seus olhos eu suponho
Que o sol num dourado sonho
Vai claridade buscar

Minha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz

Na rua uma poça d’água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu para o chão
Tal qual o chão da minha vida
A minha alma comovida
O meu pobre coração

Infeliz da minha mágoa
Meus olhos são poças d’água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu e ela é nobre
Não vale a pena sonhar

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Pelo telefone, o chefe de Polícia mandou avisar Mauro de Almeida e Donga

Donga e Mauro de Almeida, dois pioneiros do samba

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Samba e, neste sentido, não poderíamos esquecer o músico e compositor carioca Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974), que é lembrado pela gravação de “Pelo Telefone”, em 1917, considerado o primeiro samba gravado na história e por ter sido composto na casa da Tia Ciata, na Praça Onze, atual Cidade Nova no Centro do Rio de Janeiro. Tia Ciata era famosa na época por reunir os maiores e melhores músicos populares da época, onde frequentavam, além de Donga e Mauro de Almeida, também João da Baiana, Sinhô e Pixinguinha, entre outros.

“Pelo Telefone” tem uma estrutura ingênua e desordenada: a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes (um expediente muito usado na época) e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, dando a impressão de que a composição foi sendo feita aos pedaços, com a junção de melodias escolhidas ao acaso ou recolhidas de cantos folclóricos. Este samba sintetiza aspectos da vida e da boemia no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século passado.

PELO TELEFONE
Mauro de Almeida e Donga

O chefe de Polícia pelo telefone,
Mandou me avisar,
Que na Carioca tem uma roleta
Para se Jogar.

Ai, ai, ai, deixa as mágoas para traz, o rapaz,
Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso,
Roubar o amor dos outros
E depois fazer feitiço.

Olha a rolinha, sinhô, sinhô,
Se embaraçou, sinhô, sinhô,
Caiu no laço, sinhô, sinhô,
Do nosso amor, sinhô, sinhô,
Parte deste samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

O peru me disse,
Se você dormisse, não fazer tolice,
Que eu não saísse, dessa esquisitice,
Do disse me disse.

Queres ou não, sinhô, sinhô,
Ir pro cordão, sinhô, sinhô,
Ser folião, sinhô, sinhô,
De coração, sinhô, sinhô,
Porque este samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

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“Da janela vê-se o Corcovado, o Redentor, que lindo!”, dizia Tom Jobim

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O arranjador, instrumentista e compositor carioca Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994), na letra da música “Corcovado”,  faz um retrato do Rio de Janeiro visto da janela do apartamento em que morava em Ipanema, na Rua Nascimento Silva, 107, de onde se avistava o Corcovado e se podia sonhar em encontrar um grande amor e, consequentemente, fazê-lo conhecer o que é a felicidade, depois de sonhos, tristezas e descrenças deste mundo.

CORCOVADO
Tom Jobim

Um cantinho, um violão
Esse amor, uma canção
Pra fazer feliz a quem se ama

Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado,
O Redentor que lindo!

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama

E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

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A viagem de João de Aquino e Paulo César Pinheiro, que ninguém esquecerá

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Marisa Gata Mansa, a intérprete do grande sucesso


O cantor, compositor e poeta carioca Paulo César Francisco Pinheiro é considerado um dos maiores autores da canção popular do Brasil, cuja obra ultrapassa 2 mil músicas compostas, entre as quais, “Viagem”, considerada uma das mais bonitas músicas brasileiras, uma parceria com o violonista João de Aquino.

Vale ressaltar, que Paulo César Pinheiro escreveu a belíssima letra de “Viagem” aos 14 anos de idade, quando pediu licença à tristeza, porque iria viajar com a poesia que veio ao seu encontro. A música foi gravada por Marisa Gata Mansa, em 1972, produção independente.

VIAGEM
João de Aquino e Paulo César Pinheiro

Óh tristeza, me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar.

Vamos indo de carona
Na garupa leve do vento macio
Que vem caminhando
Desde muito longe, lá do fim do mar.

Vamos visitar a estrela da manhã raiada
Que pensei perdida pela madrugada
Mas vai escondida
Querendo brincar.

Senta nesta nuvem clara
Minha poesia, anda, se prepara
Traz uma cantiga
Vamos espalhando música no ar

Olha quantas aves brancas
Minha poesia, dançam nossa valsa
Pelo céu que um dia
Fez todo bordado de raios de sol.

Oh poesia, me ajude
Vou colher avencas, lírios, rosas, dálias
Pelos campos verdes
Que você batiza de jardins-do-céu

Mas pode ficar tranquila, minha poesia
Pois nós voltaremos numa estrela-guia
Num clarão de lua quando serenar.

Ou talvez até, quem sabe
Nós só voltaremos no cavalo baio
O alazão da noite
Cujo o nome é raio, raio de luar.

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