Category Archives: Racismo

Silvio Santos é acusado de racismo

 Atriz de 'Chiquititas' fica impressionada com comentário racista de Silvio Santos. Foto: Reprodução de TV

Ele é um dos maiores ícones da TV brasileira. De origem humilde, o famoso “dono do Baú” é um dos homens mais ricos do Brasil e integra a lista dos bilionários do mundo, segundo a Revista Forbes. Mas parece que Silvio Santos não está em sua razão efetiva. Isso porque durante a apresentação do programa ‘Teleton’, que provove a arrecadação de doações para a Fundação AACD, que cuida de crianças e adolescentes com câncer.

Tudo seguia perfeitamente bem, durante a transmissão do especial, no último sábado, 8, quando o apresentador recebeu o elenco da novela infantil ‘Chiquititas’. Durante a conversa com a meninada, Silvio fez um comentário sobre o cabelo da atriz Julia Oliver, que interpreta a personagem Pata.

Silvio perguntava sobre as aspirações quanto ao futuro, quando se dirigiu à Julia para que respondesse ao questionamento. Assim que indagada, a menina respondeu quer gostaria de ser atriz ou cantora. Tudo normal, até então. Até que Silvio surpreendeu a todos com o seguinte questionamento: “Mas com esse cabelo?”.  Impressionada, Julia respondeu ao questionamento. “Como assim?”, retrucou a pequena atriz, sem acreditar no que acabara de ouvir.

Srzd

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Edir Macedo afirma que não é recomendado se casar com pessoas de ‘raças diferentes’ ou mulheres mais velhas

Relacionamentos e as diferenças entre homem e mulher, idade, raça e a complexidade que os envolve foram tema de um artigo do bispo Edir Macedo para a sessão de comportamento do site da Igreja Universal do Reino de Deus.

O texto trata das diferenças de idade e “raça” entre homem e mulher, e dá recomendações explícitas sobre o que deve ou não ser feito quando o assunto é casamento. Macedo afirma que “o rapaz que deseja fazer a obra de Deus não deve se casar com uma moça que tenha idade superior à dele […]para não se deixar influenciar por ela”. O líder da Universal abre exceções para homens “suficientemente” maduros, mas ressalta que essa “diferença não deve ultrapassar dois anos”.

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“Muitas pessoas não gostam quando fazemos estas colocações”, afirma Macedo. Entre os argumentos usados pelo bispo para justificar sua postura, estão a possibilidade de traição quando a esposa envelhecer ou a probabilidade de ela tornar-se “mandona” com o passar do tempo: “Para evitar este ou outros transtornos, oriundos da diferença de idade (a do marido inferior à da esposa), é preferível que não haja qualquer compromisso de casamento”.

Sobre a diferença étnica, Macedo é enfático ao afirmar que “não haveria nenhum problema para o homem de Deus se casar com uma mulher de raça diferente da dele, não fossem os problemas da discriminação que seus filhos poderão enfrentar nas sociedades racistas deste mundo louco”, e justifica sob o argumento de missões: “os pais não terão como evitar que aconteçam rejeições ou críticas por parte dos coleguinhas nas escolas nos países onde eles poderão estar pregando o Evangelho”.

O bispo Edir Macedo afirma que não tem opinião pessoal contrária à miscigenação, mas que a orientação para que os fiéis procurem esposas de sua “raça” visa uma melhor aceitação por sociedades estrangeiras, que não estão acostumadas com a realidade brasileira.

A igreja, diz o bispo, busca “alertar sobre esta situação não porque tenha qualquer objeção quanto ao casamento envolvendo mistura de raça ou cor. Não, muito pelo contrário! Temos vários homens de Deus casados com mulheres de raças diferentes. Não teríamos absolutamente nada a comentar a este respeito, mas temos visto este tipo de problema acontecendo com as crianças dentro das nossas igrejas, em outros países”, justifica-se.

Confira abaixo a íntegra do artigo “Homem de Deus quanto à idade e à raça”, do bispo Edir Macedo, para o site da Igreja Universal:

O rapaz que deseja fazer a Obra de Deus não deve se casar com uma moça que tenha idade superior à dele, salvo algumas exceções, como por exemplo aquele que é suficientemente maduro e experiente na vida para não se deixar influenciar por ela. Mesmo assim, a diferença não deve ultrapassar dois anos.

Muitas pessoas não gostam quando fazemos estas colocações; entretanto, temos visto que quando a mulher tem idade superior à do seu marido, ela, que por natureza já tem o instinto de ser ‘mandona”, acaba por se colocar no lugar da mãe do marido.

E o pior não é isto. A mulher normalmente envelhece mais cedo que o homem, e quando ela chega à meia-idade, o marido, por sua vez, está maduro mas não tão envelhecido quanto ela. E a experiência tem mostrado que é muito mais difícil, mas não impossível, manter a fidelidade conjugal.

Para evitar este ou outros transtornos, oriundos da diferença de idade (a do marido inferior à da esposa), é preferível que não haja qualquer compromisso de casamento. Devemos crer que Deus tem reservado para cada servo uma serva, de acordo com as suas aspirações, que por sua vez vão ao encontro das aspirações dela.

Por esta razão, não é bom que o rapaz se afobe e se case com a primeira que aparecer, só porque quer fazer a Obra de Deus e precisa de uma esposa. Não! Se ele não confia que Deus irá lhe suprir com a sua outra metade, como vai confiar que Ele fará a Sua Obra por seu intermédio

Quanto à raça

Não haveria nenhum problema para o homem de Deus se casar com uma mulher de raça diferente da dele, não fossem os problemas da discriminação que seus filhos poderão enfrentar nas sociedades racistas deste mundo louco.

É preciso que ambos estejam conscientes quanto aos riscos de traumas ou complexos que as crianças poderão absorver durante os períodos escolares, e, a partir daí, carregarem-nos por toda a vida.

Infelizmente, os pais não terão como evitar que aconteçam rejeições ou críticas por parte dos coleguinhas nas escolas nos países onde eles poderão estar pregando o Evangelho.

O homem de Deus precisa estar sempre preparado para servir a Deus onde quer que Ele assim determine, e, assim, nem sempre estará em um país onde não haja esse tipo de situação. Portanto, é necessário que o casal examine também esta questão, antes de qualquer compromisso mais sério.

O homem de Deus não pode simplesmente dizer: “Ela tem o Espírito de Deus e eu também. Nós nos amamos e vamos nos casar”. Não! Não deve ser apenas isto! Ele tem o futuro totalmente comprometido com uma missão de extrema importância, e não pode ser limitado. É preciso que haja uma avaliação esmerada quanto aos passos no presente.

Procuramos alertar sobre esta situação não porque a Igreja Universal do Reino de Deus tenha qualquer objeção quanto ao casamento envolvendo mistura de raça ou cor. Não, muito pelo contrário!

Temos vários homens de Deus casados com mulheres de raças diferentes. Não teríamos absolutamente nada a comentar a este respeito, mas temos visto este tipo de problema acontecendo com as crianças dentro das nossas igrejas, em outros países.

Procuramos, portanto, trazer à baila esta situação a fim de evitarmos transtornos no futuro do homem de Deus e na obra que está reservada para ele.

Gospel Mais

Mais um: jornalista gaúcho chama Nordeste de bosta e depois diz que era piada

Peninha falava da ocupação holandesa no Nordeste quando soltou a frase

Mais uma vez a região Nordeste é vítima de preconceito por parte de um jornalista da região sul do país. Desta vez o ataque se deu na TV, no canal Sportv durante uma analise do jornalista Eduardo Bueno (Peninha) no programa Extra Ordinários, sobre a relação da Holanda com o Nordeste. Peninha chamou a região de bosta, em seguida emendou dizendo se tratar de uma piada.

Peninha falava da ocupação holandesa no Nordeste quando soltou a frase: “… então a Holanda ocupou açucareira do Brasil, por que todo açúcar era refinado na área rica do Nordeste, aquela bosta do Nordeste”, declarou, emendando que se tratava de uma piada, após rápido alerta dos demais participantes do programa.

A reação a declaração veio através das redes sociais. Um vídeo com o trecho do programa vem sendocompartilhado pedindo retratação por parte da emissora e muitos comentários tem sido deixados na página do jornalista o Facebook. Lá ele até o momento não demonstrou arrependimento da fala.

WSCOM Online

Mulher de bilionário russo causa polêmica ao posar sentada sobre boneca negra seminua

Uma imagem fashion ou preconceituosa? A mulher do bilionário russo Roman Abramovich, Dasha Zhukova, provocou uma grande polêmica na internet após uma revista digital ter publicado uma foto dela sentada em uma cadeira. A questão é que o móvel se assemelha a uma mulher negra seminua. E mais: a imagem foi ao ar na última segunda-feira, no Dia de Martin Luther King, que é sempre celebrado nos Estados Unidos na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário do célebre líder que lutou pelos direitos civis dos negros americanos.

O site “Buro 24/7” usou a imagem de Dasha para ilustrar uma entrevista sobre a nova revista da ex-modelo, chamada “Garage”. A editora da “Buro 24/7”, Miroslava Duma, uma das mais famosas blogueiras e it-girls da Rússia, também postou a foto controversa no Instagram. Diante da enxurrada de comentários criticando a imagem, ela rapidamente retirou o post do ar, segundo informou o jornal britânico “Daily Mail”.

“Isso é incrivelmente racista”, twitou a Organizing for Women’s Liberation (Organização pela Liberdade da Mulher).

A editora do portal “FashionBombDaily.com”, Claire Sulmers, foi uma das primeiras a expressar a sua indignação, alegando que a mensagem da foto era surpreendentemente clara: “Dominação branca e superioridade, articulada de forma aparentemente serena, mas abertamente degradante”.

Depois da polêmica, Miroslava Duma postou em seu Instagram um pedido de desculpas a “todos que se sentiram ofendidos”: “Não foi absolutamente nossa intenção. Nós somos contra o racismo, a desigualdade de gênero ou qualquer ato que infrinja os direitos de qualquer pessoa. (…) A cadeira da foto deveria ser vista apenas como uma obra de arte que foi criada pelo artista pop britânico Allen Jones e não como uma forma de discriminação”.

Dasha também divulgou um pedido de desculpas que dizia: ” (…) nós lamentamos termos utilizado essa cadeira para uma foto fora do contexto da obra do artista Allen Jones. E a situação foi agravada pelo fato de que a publicação coincidiu com o Dia de Martin Luther King. Eu absolutamente não tolero racismo e peço desculpas a todos os ofendidos por essa foto. A ‘Garage’ tem um compromisso com o respeito à diversidade étnica e de gênero, e vamos continuar com esses princípios”.

Apesar da repercussão negativa, o jornalista e crítico de arte Jonathan Jones, do jornal britânico “The Guardian”, teve uma interpretação diferente para a polêmica. Segundo ele, não se trata de racismo, mas de um estranho trabalho de arte, exposto de maneira desastrosa para a cultura popular e implorando para ser mal interpretado. “A obra de Bjarne Melgaard pode ser de péssimo gosto, porém tenho quase certeza que não teve a intenção de denegrir as mulheres negras. Ao contrário, trata-se de uma alusão ao controverso trabalho do artista britânico Allen Jones na década de 1960”, opinou.

Na imagem, um manequim extremamente realista está nu exceto por um par de botas de couro, uma calcinha preta, um cinto e luvas. A boneca aparece deitada, com os joelhos dobrados, e sustentando com as pernas uma almofada na qual Dasha está sentada.

Globo.com

Mulher vai a Africa e diz não esperar pegar AIDS: ‘Brincadeira, sou branca’

A americana Justine Sacco, diretora de comunicação da IAC — empresa que controla serviços e sites como Vimeo, Tinder, CollegeHumor e Dictionary.com — foi acusada de racismo por internautas após publicar, no Twitter, uma mensagem em que anunciava uma viagem.

“Indo para a África. Tomara que eu não pegue Aids. Brincadeira, sou branca!”, escreveu a relações públicas nesta sexta-feira.

A mensagem repercutiu rapidamente nas redes sociais. O post foi replicado mais de três mil vezes. Quando Sacco chegou ao continente, o caso já tinha sido noticiado em diversos veículos de comunicação. Após a repercussão, o perfil de Sacco foi apagado no microblog. Mas a empresa que a contratou não ficou em silêncio. “É um comentário escandaloso e ofensivo que não reflete a visão e os valores da IAC. Infelizmente, a funcionária em questão está inacessível em um voo internacional, mas essa é uma questão muito grave e vamos tomar as medidas apropriadas”, afirmou um porta-voz da empresa ao “Internacional Business Times”.

O assunto se tornou um dos mais comentados no Twitter no dia. No histórico de publicações de Sacco, há outras mensagens polêmicas. “Eu gosto de animais, mas quando está frio eu recorro aos pelos”, diz uma, direcionada à PETA, organização que luta pelos direitos dos animais.

Sacco não comentou o assunto. O “The Mail Online” tentou entrar em contato com a assessoria da IAC, mas como a funcionária é responsável pela área, não havia ninguém disponível para responder.

Cerca de 69% dos portadores do vírus HIV vivem na África subsariana, segundo a organização Do Something. A estimativa é que 23,8 milhões de africanos tenham Aids.

Globo.com

“Seus pelos pubianos devem ser duros como os da sua cabeça”

Professora negra da USP é humilhada e sofre ofensa racial em restaurante de São Paulo

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Restaurante Dueto, em São Paulo

Ao sair de casa para comemorar seu aniversário de 33 anos, no dia 8 agosto, a geóloga e Professora Doutora USP, Adriana Alves, jamais imaginou que seria uma noite tão constrangedora. Ela chamou um grupo de amigos e todos se encontraram no restaurante Dueto Bar, localizado no bairro do Butantã em São Paulo. “É um bar frequentado principalmente por pós-graduandos e professores da USP. Era meu bar predileto, ia lá quase que semanalmente há pelo menos quatro anos”, descreve a professora em entrevista ao site Mundo Negro.

Tudo corria bem, até que ela o seus amigos foram para frente do restaurante, na calçada, para fumar e conversar. O dono do estabelecimento, um holandês de nome Peter, que nunca havia falado com ela, juntou-se ao grupo com a intenção de se aproximar da professora. “Ele começou perguntando se meus dentes eram verdadeiros, por serem muito brancos, eu dei uma risada e respondi que sim. Tentamos mudar o assunto da conversa, quando ele me perguntou se eu gostaria de tomar café da manhã com ele no dia seguinte”, descreve a professora. Ela tentou desconversar novamente, questionando o que a esposa dele acharia da proposta, e ele respondeu “que ela não tinha nada com aquilo”.

Para ver ser Peter desistia das investidas, Adriana foi ao banheiro e ao voltar, se posicionou bem entre seus amigos. O holandês deu a volta para se aproximar dela novamente e perguntou se ela se depilava. Brava e em tom agressivo a professora respondeu que não tinha pelos, quando ele retrucou: “Aposto que tem e os de lá de baixo devem ser duros como os da sua cabeça”. Os amigos não reagiram, um deles era chileno e não falava português. Adriana resolver deixar o local, contra a vontade de Peter que perguntou ainda “qual era a última vez que ela tinha gozado gostoso”.

“Cheguei em casa e desatei a chorar. Pensei, sim, que a motivação dele foi racial. Há várias reclamações no site do restaurante, mas todas por grosseria. Então ele se achou no direito de falar daquela forma comigo, é porque sou negra e sabemos muito bem como a mulher negra figura no imaginário brasileiro”, afirma Adriana. Ela conta ainda que quando relatou o ocorrido aos amigos negros, todos de pronto entenderam o “viés racial” da situação. Já as amigas brancas, disseram que isso é normal e acontece “com qualquer mulher”.

Inquérito foi instaurado

Em agosto, logo após o ocorrido, Adriana Alves se dirigiu à Delegacia de Defesa da Mulher para instaurar inquérito. No entanto, a delegada presente entendeu que crimes de racismo deveriam ser investigados numa delegacia comum. No dia 14 de novembro, assessorada pelo advogado do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Daniel Oliveira, a professora foi orientada a retornar à 3ª Delegacia de Defesa da Mulher para fazer o boletim de ocorrência, e nesta segunda tentativa não houve objeção.

“Trata-se de com caso de racismo, porque o dono do restaurante não apenas a assediou, mas fez uma associação relativa ao cabelo dela, que tem obviamente uma conotação preconceituosa”, explica Oliveira do CEERT.

Silvia Nascimento – Mundo Negro

Frei Betto: é preciso acabar com a “inconsciência branca”

martin luther king.mhtFrei Betto comenta o papel dos brancos na discriminação histórica sofrida pela população negra

O escritor Frei Betto disse que o Dia da Consciência Negra, comemorado na quarta-feira (20), deveria servir também para que o país enfrente a “inconsciência branca” que, segundo ele, foi construída historicamente no Brasil, desde a colonização europeia na África e do tráfico de escravos para o país.

“A data de 20 de novembro deveria ser comemorada nas escolas com a exibição de estatísticas sobre o papel dos negros na sociedade brasileira. Assim saberiam como são excluídos de nossa sociedade. Essa inconsciência branca precisa ser combatida”, disse.

Segundo ele, também foi a falta de conhecimento e de senso crítico que fez surgir o critério de separação por raças, no século 19. “De tal arrogância se nutria a inconsciência branca que se elevou à categoria de pretensa ciência, ao classificar de raça a mera diferença de coloração epidérmica. Não existe raça, essa palavra é equivocada, existe apenas diferença de coloração na pele.”

Atualmente, o preconceito aparece ainda de diversas e veladas maneiras, mas tem suas raízes profundas, diz. O Brasil abrigou mais de 300 anos de escravidão. “Ainda que as leis punam discriminação, sabem os negros que aqui eles são duplamente criminalizados. Por serem negros e pobres. Ao escravo liberto se negou, no século 19, o acesso a terra, que ele bem sabia cultivar.”

A mesma inconsciência branca, afirma ele, é aquela que protesta contra a entrada de negros por cotas nas universidades, que encara com suspeita o negro encontrado em espaços ocupados predominantemente ocupado por brancos, e “que induz a polícia a exibir suas garras ferozes ao revistar jovens negros”.

Rede Brasil Atual

Transexuais são humilhadas na hora de prestar o ENEM

Constrangimento e proibição: o custo de ser transexual na hora de prestar o Enem. Estudantes relatam humilhações que sofreram em sala de aula e nos locais de prova

Candidatas transexuais passaram por momentos de constrangimento neste final de semana durante as provas do Enem 2013 (Exame Nacional do Ensino Médio). As estudantes relataram ter de passar por rigorosa fiscalização de seus documentos, com mais de um fiscal, e ser obrigadas a usar o banheiro de gênero diferente daquele com o qual se identificam.

“[Eles] se dirigiram a mim no masculino e isso pesa no meio da prova, ser identificado com algo que você não é no meio de todo mundo causa constrangimento”, reclama Helena Brito, 25. “Além de todo o nervosismo de uma prova, ainda tenho que enfrentar isso”, afirma a candidata que prestou o Enem em uma escola da zona oeste de São Paulo.

A fobia social e o temor do preconceito levou a estudante a tomar calmantes antes do exame. “Tive que me medicar para poder fazer uma prova, coisas que outras pessoas não precisam. Eu acredito que meu desempenho foi afetado por causa do calmante já que quase cochilei no meio da prova”, conta.

O mesmo tipo de situação embaraçosa aconteceu em uma faculdade de Sete Lagoas (MG). “Na entrada, tinha uma pessoa que pegava os documentos e mandava para o lugar. Ele pegou meu documento e gritou meu nome civil no meio de todo mundo. Foi bem constrangedor”, contou Beatriz Trindade, 19, que disse ter pedido para que o nome civil não fosse dito alto.

A estudante disse ainda que teve problemas na identificação dentro da sala de prova. “Cheguei para fazer a prova uns 20 minutos antes. Uma das fiscais teve dúvidas e não achou que era eu pela foto. Meu documento passou pela mão de umas três pessoas para me reconhecerem.” Segundo a candidata, todas as pessoas da sala perceberam que ela era transexual por conta do transtorno na identificação.

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A transexual Ana Luiza Cunha (Arquivo pessoal)

“Todos estavam olhando e ainda tinha vários homens na sala. É ruim. Tinha certeza que isso ia acontecer de novo, como foi no Enem do ano passado. É terrível”, lamentou a candidata. “Ninguém tem preparo para atender um transexual”, considera Beatriz.

Retirada da sala

A estudante Ana Luiza Cunha de Silva, de 17 anos, afirmou que já estava sentada na carteira, com seu cartão de respostas do Enem, quando foi retirada da sala em que estava, em Fortaleza, e teve que passar por duas salas até ser liberada para fazer as provas de ciências humanas e ciências da natureza no sábado. Segundo ela, todo o processo durou entre 15 e 30 minutos, mas ela não chegou a perder tempo de prova porque chegou ao local do exame antes mesmo da abertura dos portões.

Ana Luiza, que adotou seu nome social aos 14 anos, conta que primeiramente foi levada à sala de uma subcoordenadora do Enem no seu local de provas. “Ela foi verificar a identidade, e perguntou por que não mudei meus documentos”, explicou. A adolescente explicou que já procurou seu advogado para fazer o trâmite, mas que, segundo ele, no Brasil só é possível iniciar o processo de troca do nome civil após os 18 anos, que ela só vai completar em março de 2014.

Ela foi então encaminhada a outra fiscal do Enem, que, depois de conversar com ela, a fez preencher o formulário usado para identificar os candidatos que não estão com os documentos oficiais. “Ele me perguntou informações, o telefone fixo, o nome dos meus pais, e tive que assinar três vezes.”

A situação, segundo Ana Luiza, não se repetiu no segundo dia de provas. “Hoje [domingo] eles inclusive me pediram desculpa por terem feito perder um pouco de tempo. As moças hoje todas foram super educadas comigo. O jeito que me trataram foi bem melhor. Acho que foi surpresa [para as fiscais] porque a foto estava muito diferente. Me trataram como se a identidade não fosse minha. Não vi nenhum tipo de defeito, mas acho que estavam de certa forma desprepados.”

Banheiro

Além da identificação dentro da sala de aula, Helena queixa-se do constrangimento na hora de usar o banheiro no sábado. Segundo ela, a fiscal a levou diretamente para o banheiro masculino e explicou-se em voz alta para outro fiscal: “Esse é homem”.

Após toda a situação embaraçosa enfrentada no sábado, Helena decidiu, “em protesto”, se vestir de maneira ainda mais feminina para a prova de domingo. Foi para o exame de saia, meia-calça e sapatilha. Na hora de ir ao banheiro durante o segundo dia de prova, Helena foi diretamente ao banheiro feminino para evitar que a fiscal a conduzisse ao masculino.

As candidatas reclamam da invisibilidade dos transexuais na sociedade reafirmada pelo MEC (Ministério da Educação), por não poderem usar seu nome social.

“Os sabatistas são respeitados, quem está no hospital também, pessoas que estão em reclusão também, mas as pessoas transexuais não são. Se você está em uma situação de vulnerabilidade e o nome pode causar constrangimento na hora da prova, isso tem que ser respeitado para que nós possamos estar em situação de igualdade no exame”, protesta Helena.

Para elas, a inscrição no site do Enem já deveria contem um espaço com o nome social, além do nome civil. O nome social também deveria ser usado no tratamento durante as provas para evitar constrangimentos públicos.

MEC não tem relatos

Durante a coletiva de fechamento do Enem 2013, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o ministério não recebeu relatos de problemas com candidatos transexuais este ano. Mas que se casos forem relatados posteriormente, o ministério estudará mudanças para próximas edições.

SAIBA AS DIFERENÇAS

Transexual

Pessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento. Homens e mulheres transexuais podem manifestar o desejo de se submeterem a intervenções médico-cirúrgicas para realizarem a adequação dos seus atributos físicos de nascença (inclusive genitais) a sua identidade de gênero constituída.

Travesti

Pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade. Utiliza-se o artigo definido feminino “A” para falar da Travesti (aquela que possui seios, corpo, vestimentas, cabelos, e formas femininas).
Homossexual

É a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero.

Drag Queen

Homem que se veste com roupas femininas de forma satírica e extravagante para o exercício da profissão em shows e outros eventos. Uma drag queen não deixa de ser um tipo de “transformista”, pois o uso das roupas está ligado a questões artísticas – a diferença é que a produção necessariamente focaliza o humor, o exagero.

Transformista

Indivíduo que se veste com roupas do gênero oposto movido por questões artísticas.

Transgênero

Terminologia utilizada para descrever pessoas que transitam entre os gêneros. São pessoas cuja identidade de gênero transcende as definições convencionais de sexualidade.

Cristiane Capuchinho, UOL. Fonte: Manual de Comunicação LGBT da Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros.

Cinegrafista é humilhado ao vivo por apresentador da Record

Cinegrafista desabafa após ser humilhado ao vivo por apresentador Geraldo Luís, da Rede Record. “Nunca imaginei que pudesse ser tão humilhado profissionalmente e pessoalmente como fui hoje!”

apresentador geraldo luís humilha cinegrafista
Cinegrafista da Record diz que se sentiu humilhado com comentários do apresentador Geraldo Luís (captura de tela)

O cinegrafista Valdeir Tuica, funcionário da Record, desabafou no Facebook após ser humilhado ao vivo na última segunda-feira (21) pelo apresentador Geraldo Luís, no programa ‘Balanço Geral’ de São Paulo. Tudo ocorreu porque Tuica foi substituir um cinegrafista fixo da atração que estava de folga.

‘Quem é você? Nunca vi na minha vida. Você é câmera? Desde quando? Nunca vi esse cara aqui na Record. Estou de olho em você, hein. Num erra senão você vai voltar a filmar casamento. Tá ligado? Cara de morto! O moleque tem cara de quem vende quentinha! E falou que é câmera (risos)’, disse Geraldo, ao vivo.

Ofendido, Tuica desabafou. ‘Nunca imaginei que pudesse ser tão humilhado profissionalmente e pessoalmente como fui hoje! A pessoa com que o apresentador está falando nesse vídeo sou eu… Fiquei muito bravo e chateado, por ser obrigado a passar por essa situação após cinco anos de empresa’, escreveu.

‘Poderia ter batido boca com ele, mas minha falecida mãe e meus irmãos me educaram para ser um homem honrado, e não uma pessoa que necessita pisar na cabeça de alguém para se sentir poderoso, ou engraçado’, justificou. ‘Gostaria de dizer muitas coisas aqui, mas, como sou profissional, não direi mais nada para não perder a razão’.

Vídeo:

Jovem com deformações diz que nunca conseguiu emprego; ex pediu aborto

 

Algumas deformações no rosto de uma jovem de Peruíbe, no litoral de São Paulo, fazem com que ela seja alvo de preconceito e de situações humilhantes desde a infância. Dois dentistas de Santos resolveram oferecer tratamento gratuito para ela, mas falta estrutura física para realizar as cirurgias que ela precisa. De acordo com ela, somente assim surgirá a possibilidade de ser aceita em um emprego e ter a sensação de que é uma pessoa normal e que também faz parte da sociedade.

Luciene Anselmo de Faria, de 26 anos, sofre com as consequências de uma má formação no rosto. Ela tem um problema na mandíbula que deixa o seu rosto torto e lhe prejudica no dia a dia. Ela consegue comer mas, como respira apenas pela boca, às vezes, sente falta de ar. Além disso, Luciene nasceu sem uma das orelhas e não escuta nada do lado direito.

Mas o maior problema é a sua aparência. Ela conta que é vítima de preconceito desde a infância. “Minha mãe falou que eu nasci assim. Sou assim desde criança. Eu chorava muito e não queria ira para a escola. As pessoas falavam que eu usava uma máscara de Halloween”, explica.

Mesmo adulta, o preconceito continuou. Ela diz que passa por várias humilhações e nunca conseguiu um emprego por causa da sua fisionomia. “Toda a vez que eu mando currículo, eu vou fazer a entrevista e não consigo entrar por causa do meu problema”, acredita. Antes de se casar com o atual marido, ela engravidou e teve dois filhos, uma menina, que atualmente tem 5 anos, e um menino, de 3 anos. Luciene conta que o pai das crianças a deixou por causa da aparência. “Ele mandou eu tirar o bebê porque pensou que ele ia ficar que nem eu. Depois, ele chegou a conhecer mas eu não deixei registrar”, relata.

Por causa da fisionomia, ela foi procurar um tratamento com especialistas. Marcelo Quintela, professor de ortodontia da Universidade Metropolitana de Santos, conheceu o caso de Luciene há algum tempo. Ele explica que Luciene foi crescendo, mas a mandíbula dela não se desenvolveu. “Ela ficou com uma mandíbula infantil. Alguma coisa aconteceu durante a gestação. É possível que ela tenha tido alguma má formação porque ela também não teve desenvolvimento ouricular”, diz o dentista.

Segundo ele, que vem acompanhando a dificuldade que Luciene tem em encontrar emprego e se relacionar com as pessoas sem sofrer preconceito, seria necessário realizar várias cirurgias. “A primeira para colocar parafusos na mandíbula. Eles são caríssimos, não tem no Brasil. Depois vamos abrindo os parafusos e criando osso entre uma parte e outra da mandíbula. Depois, precisa de aparelho para colocar os dentes no lugar e fazer a segunda cirurgia para ela morder direitinho”, explica. Apenas depois dos procedimentos dentários é que seria analisado a parte da audição de Luciene.

Quintela e os dentistas Almir Lima Junior, também professor da universidade, e Alessandro Silva, especialista em cirurgia bucomaxilar, já estão realizando um tratamento gratuito com Luciene e a preparando para uma cirurgia. “Estamos colocando um aparelho nela para alinhar os dentes superiores e inferiores para quando fazer a cirurgia poder fazer o encaixe deles”, explica Lima. Mas, para ela entrar na mesa de operação, ela precisa de ajuda porque não tem condições financeiras para pagar o material e a estrutura de um hospital.

Os dois dentistas acreditam que a ajuda virá de algum lugar. Quintela conta que, em 2012, uma paciente, também com problemas na mandíbula e que conseguiu realizar o procedimento com a ajuda de um hospital de Santos. Porém, ele disse que a unidade de saúde foi vendida neste ano.  “A gente fez algo semelhante. Consegui centro cirúrgico, material cirúrgico, foi conseguido tudo em uma rede de solidariedade. Era um caso que muito mais ligado a dor, a pessoa não conseguia abrir a boca de jeito nenhum, mas é a mesma situação de carência de Luciene”, lembra. Almir também acredita nessa corrente do bem. “Estamos certos que vamos conseguir ajuda”, diz.

Enquanto isso, Luciene segue a preparação com os dentistas e sonha com dias melhores. “Eu só quero que faça a cirurgia, não quero saber do jeito que vai ser. Mesmo com dificuldades, nunca trabalhei, eu tenho vontade de ter minha independência. Quando as pessoas falam que eu sou feia na frente dos outros eu fico normal, eu não falo nada, depois eu choro. Eu não to feliz, eu tenho vergonha”, disse.

G1

“A circuncisão feminina é um crime que clama por justiça”, diz Waris Dirie

Desert Flower

“Rio – Ela foi vítima de uma prática que viola o direito das mulheres e que ainda é comum em cerca de 30 países localizados, principalmente, na África.O seu ativismo contra a circuncisão feminina fez de Waris a embaixadora da causa em todo o mundo e, de sua história, um marco para lidar com um traço cultural que deve ser abolido.

– A Mutilação Genital Feminina (MGF) não pode ser enquadrada em nenhum aspecto cultural, tradicional, religioso. Ela é um crime que clama por justiça – disse a somali Waris Dirie, em entrevista exclusiva ao Por dentro da África.

Waris Dirie

Waris, uma ex-modelo internacionalmente famosa, foi submetida à circuncisão feminina aos cinco anos de idade.Mesmo muito criança, as lembranças daquele momento ainda permanecem em sua memória alimentando a sua luta.

De acordo com a ONU, a Mutilação Genital Feminina (MGF) afeta cerca de 140 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo. A cada ano, estima-se que mais três milhões de meninas corram o risco de serem submetidas à prática. O que é chamado de tradição por alguns é, na verdade, uma violação de direitos humanos, já que o procedimento, além de todo o sofrimento, aumenta os riscos de contrair HIV, infecções para toda a vida e morte materna.

A mutilação genital consiste no corte de parte ou de toda a genitália externa da mulher. Há outra versão chamada de infibulação, que consiste na costura dos lábios vaginais ou do clitóris. Todos esses procedimentos feitos, na maioria das vezes, sem anestesia (por objetos inapropriados como facas e lâminas), têm o objetivo de eliminar o prazer da mulher durante o sexo, o que causa danos físicos e psicológicos irreversíveis. Contra essa violação, em 1996, Waris foi indicada pelo então Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, como embaixadora especial.

Menina Desert

– Nós recebemos muitos relatos de que as meninas fogem de suas casas ou escolas para escapar deste crime brutal. Podemos ver uma mudança, especialmente entre as mulheres jovens, mas ainda muito tímida com relação à atitude da geração mais velha. Esses são completamente ignorantes e querem continuar com esta loucura – destaca a ativista de 48 anos, mãe de dois filhos.

A história que virou bestseller

Apegada aos estudos, Waris não queria deixar a escola quando chegara a hora de casar, aos 13 anos de idade. Corajosa, ela fugiu de Galkayo, enfrentando perigos no meio do deserto, ao encontro de sua avó, que vivia na capital Mogadíscio.

Com a ajuda da avó, ela foi para Londres trabalhar na embaixada da Somália, onde ficou escondida até os 18 anos. Apesar de conhecer casos de mulheres que perderam a vida por conta da circuncisão, ela acreditava que a violação era necessária, já que era um requisito para o casamento. Isso porque, em muitas regiões, inclusive na sua cidade natal, as mulheres não-circuncisadas não casam e são isoladas do convívio social. Foi na Inglaterra, em contato com outra cultura, que  fez-lhe enxergar a prática como um crime.

Desert

Aos 18 anos, enquanto trabalhava arrumando as mesas de uma lanchonete, ela foi descoberta por Terence Donovan, famoso fotógrafo de moda. Em pouco tempo, ganhou projeção internacional estampando as capas de editorias de moda.

Em vez de reduzir a sua história ao discurso de uma menina que fugiu em meio ao deserto para não se casar aos 13 anos, em vez de falar sobre a pobreza, a guerra e todas as dificuldades que, infelizmente, alimentam os estereótipos da África, Waris decidiu expor uma experiência muito íntima, mas que é compartilhada por milhões de meninas. A sua esperança em transformar essa realidade foi traduzida no título do livro e filme: Flor do Deserto.

Filme para conscientizar

Waris

O filme dirigido por Sherry Hormann tem sido muito divulgado em vários países africanos, como Djibuti, Gana, Quênia, Nigéria e Etiópia, mas ainda é um tabu em sua terra natal.

Somália, o filme nem sequer foi mostrado por causa do choque que os mais tradicionais viam em sua causa. O país, majoritariamente muçulmano, é um dos lugares mais difíceis para abordar o tema. Com cerca de 10 milhões de habitantes, aproximadamente  60% da sua população é de nômades ou seminômades.

– Recebemos muitas mensagens de famílias locais, que nos disseram que o filme teve um grande impacto. Os maridos e pais, às vezes, nem sabiam quanto sofrimento causava a prática. Devido ao filme, algumas famílias decidiram abolir a circuncisão – conta Waris otimista.

Mapa Somália

A Anistia Internacional, as Nações Unidas e dezenas de organizações ao redor da África trabalham reforçando a luta da ativista que, em 2002, abriu a Fundação Waris Dirie, com sede em Viena. Em 2010, ela foi renomeada de “Fundação Flor do Deserto”. Desde 2003, já recebeu mais de 80.000 emails e participou de centenas de congressos, conferências e campanhas sobre o tema.

– A melhor forma de combater é com educação. Além disso, você precisa de leis rigorosas, caso contrário isso não vai parar. Infelizmente, os governos não estão fazendo o suficiente para proteger as meninas – desabafa a autora de “Desert Dawn”(2004), “Desert Children”(2005) e “Letter to my mother”(2010).

Avanços

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou no ano passado, por unanimidade, uma resolução que proíbe a prática da Mutilação Genital Feminina. Este ato significativo foi assinado pelos 194 Estados membros da ONU, a fim de intensificar os esforços globais.

Waris  e o filho

A resolução FGM estimula os países a condenar todas as práticas nocivas que afetam as mulheres e as meninas, em particular as mutilações genitais femininas, e tomar todas as medidas necessárias, incluindo a aplicação da legislação,e recursos para proteger as vítimas.

No dia 6 de fevereiro foi assinalado o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Segundo a ONU, 30 milhões de meninas correm o risco de sofrer mutilação genital na próxima década. O documento “A Mutilação Genital Feminina/Excisão: Uma visão estatística e exploração da dinâmica de mudança”,lançado no mês passado, aponta que há um conflito entre a opinião das pessoas e o peso da tradição, acentuado pela desinformação.

Waris

– Quando eu comecei a fazer campanha, ninguém sabia sobre a prática. Hoje, muitas pessoas sabem sobre essa tortura cruel… Não havia leis contra o crime; hoje, a maioria dos países proíbe a FGM e incentiva a conscientização – afirma Waris, lembrando que essa prática não tem relação com a religião, já que ela pode ser encontrada em grupos muçulmanos, cristãos e animistas.

Ela permanece quase universal em países como Somália, Guiné, Djibuti e Egito, com mais de 90% das mulheres e meninas entre 15 e 49 anos sendo mutiladas. Por outro lado, a prática tem diminuído em Benin, Libéria, Nigéria, Quênia, República Centro-Africana e na Tanzânia.

Mapa Banimento

e acordo com a ONU, desde 2008, cerca de 10 mil comunidades, em 15 países, pararam com a mutilação feminina.Além disso, cerca de 1.775 comunidades em toda a África declararam publicamente seu compromisso de acabar com a mutilação feminina no ano passado.

– Em 2005, eu discursei na abertura da maior conferência sobre MGF na África.Após esse evento realizado em Nairóbi, 14 países africanos implementaram leis contra a MGF. Isso é um grande avanço, mas é preciso educar o seu povo também…

Waris

Waris recebeu muitos prêmios internacionais pelo seu trabalho como o “Prêmio Mundial da Mulher”, oferecido pelo presidente Mikhail Gorbachev, em 2004, e aMedalha de Ouro pela Defesa dos Direitos Humanos, oferecida pela presidência da Itália, em 2010. A sua história é inspiração e exemplo de um ato que não pode ter mais espaço no mundo.

– Estou muito feliz por ver a cada dia mais meninas e meninos se opondo a esse crime., por ver mais jovens engajados nessa causa. Eles estão conscientes da necessidade de fazer com que as leis não fiquem restritas a um pedaço de papel…

Fonte: BLOG OLHAR SOCIOLÓGICO

O preconceito de Danilo Gentili contra nordestinos e cubanos

Apresentador da TV Bandeirantes destila preconceito contra o nordestinos e cubanos. Para Gentili, o Nordeste é um lugar sem energia elétrica, sem água e sem comida

danilo gentili preconceito nordeste cuba
Danilo Gentili ofende nordestinos e cubanos na mesma “piada”

Durante o programa Agora é Tarde, exibido na última quinta-feira (29), o humorista e apresentador Danilo Gentili ironizou o apagão ocorrido no Nordeste no último dia 28 de agosto. Na “piada”, o humorista afirmou que os médicos cubanos, contratados pelo governo federal por meio do programa Mais Médicos, agora estão se sentindo em casa na região, sem água e sem luz.

Para completar a “piada”, o vocalista da banda Ultraje a Rigor (banda do talk show apresentado por Gentili), Roger Moreira, afirmou que no Nordeste “tem papel higiênico ainda”. O apresentador respondeu que “tem comida também”.

A “piada” do apresentador causou uma reação imediata de repúdio na internet. O jornalista Rogério Tomaz Jr, autor do blog Conexão Brasília Maranhão, afirmou que Gentili soa “como alguém cujo ‘talento’ depende da existência de imbecis como ele para se alimentarem continuamente do preconceito, da discriminação e da ignorância”

Além do preconceito direcionado à Cuba e ao nordeste brasileiro, Gentili revelou na “piada” o seu desconhecimento sobre a atual realidade cubana em relação à segurança alimentar da sua população.

Em visita a ilha governada por Raul Castro, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, José Graziano da Silva, reconheceu os esforços do governo cubano para garantir a segurança alimentar da população. Cuba hoje possui uma situação de segurança alimentar próxima a de países desenvolvidos, com um índice de desnutrição menor que 5% da população.

“Cuba é um dos 16 países do mundo que já atingiram a meta da Cúpula Mundial da Alimentação de reduzir pela metade o número absoluto de pessoas com fome. Isso tem sido possível graças à prioridade que o governo tem dado para garantir o direito à alimentação e as políticas que implementou”, afirmou o representante da ONU em maio deste ano.

Vídeo:

As diferenças entre preconceito racial e discriminação racial

“Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é. Construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel”

Por Luis Fernando Veríssimo*

povo negro

O negro pode dizer – distinguindo com nitidez preconceito de descriminação – “Não precisa me amar, só me dê meus direitos”. (Luis Fernando Veríssimo)

Preconceito racial e discriminação racial são duas coisas diferentes.

O preconceito é um sentimento, fruto de condicionamento cultural ou de uma deformação mental, mas sempre incorrigível.

Não se legisla sobre sentimentos, não se muda um habito de pensamento ou uma convicção herdada por decreto.

Já a descriminação racial é o preconceito determinando atitudes, políticas, oportunidades e direitos, o convívio social e o econômico.

Não se pode coagir ninguém a gostar de quem não gosta, mas qualquer sociedade democrática, para desmentir o nome, deve combater a descriminação por todos os meios – inclusive a coação.

Não concordo com quem diz que uma política de cotas para negros no estudo superior é discriminação.

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É coação, certo, mais para tentar corrigir um dos desequilíbrios que persistem na sociedade brasileira, o que reflete na educação a desigualdade de oportunidades de brancos e negros em todos os setores, mal disfarçada pela velha conversa da harmonia racial tão nossa.

As cotas seriam irrealistas? Melhor igualdade artificial do que igualdade nenhuma.

Agora mesmo caíram em cima de quem disse – numa frase obviamente arrancada do contexto – que racismo de negro contra branco é justificável.

Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é.

racismo crianças negras

(Ilustração)

Construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel.

Não se esperava que o preconceito acabasse com o decreto da abolição, mas mais de 100 anos deveriam ter sido mais do que suficientes para que a discriminação diminuísse.

Não diminuiu.

Igualar racismo de negro com racismo de branco não resiste a um teste elementar.

O negro pode dizer – distinguindo com nitidez preconceito de descriminação – “Não precisa me amar, só me dê meus direitos”.

Qual a frase mais próxima disto que um branco poderia dizer, sem provocar risos?

“Não precisa me amar, só tenha paciência”? “Me ame, apesar de tudo”?. Pouco convincente.

É uma questão que vai e vem, como as marés.

A velha oposição, na seleção brasileira, do time do povo e o time do técnico.

Quando as coisas vão bem (Brasil 4, Chile 0) não há discussão, quando as coisas vão mal (Brasil ali ali, Gana 0) volta a questão.
O povo quer os melhores sempre no time.

Isto se repete há anos.

Mudam os técnicos, mudam os melhores, muda, em boa parte o povo, e a questão continua indo e vindo.

Como as marés.

Texto publicado originalmente pelo autor

Os “escravos cubanos” perturbam os médicos brasileiros

Imprensa internacional ironiza o comportamento vergonhoso de opositores e de médicos brasileiros com a chegada de médicos cubanos no Brasil

médicos cubanos brasil

Médicos cubanos desembarcaram essa semana no Brasil (Foto: ABr)

O jornal Público, da Espanha, ironiza o comportamento da oposição, da mídia e das entidades médicas brasileiras com a chegada dos médicos cubanos.

O deboche já começa pelo título, Os “escravos” cubanos deixam nervosos os médicos brasileiros.

Diz que setores da oposição afirmam que “Brasília e Havana sujeitam os médicos ao ‘trabalho escravo’”.

Mas lembra que os US$ 1.600 que os cubanos receberão de seu Governo, são “um monte de dinheiro” numa país onde a cesta básica de uma família anda em tono de US$ 100.

“O Conselho Federal de Medicina do Brasil afirma que a chegada dos médicos cubanos “expõe a saúde da população a risco.” No entanto, apenas mil médicos brasileiros concordaram em trabalhar em algumas das centenas de vilarejos em que nunca houve um médico. Parece estranho dizer que para quem sofre dessas regiões é melhor viver sem cuidados de saúde de que a presença de médicos cubanos.”

A publicação espanhola critica ainda as entidades brasileiras por dizerem que “a formação de seus colegas da ilha é pobre”.

“No entanto, são os médicos “pau pra toda obra”, dispostos a morarem nas áreas mais inóspitas, capazes de trabalhar com o mínimo de recursos, prontos para campanhas preventivas de saúde, e muito experiente no diagnóstico clínico, indispensáveis ​​em locais onde não há ou equipamento de laboratório”.

E conta que em muitos países “as faculdades de medicina dificultam a validação dos títulos de escolas médicas cubanas”, embora aos poucos venham tendo de que ceder.

“Durante sua visita a Cuba, o presidente uruguaio, Pepe Mujica, disse-nos (ao jornal) que em seu país já reconhece a maioria dos títulos. A resistência só é mantida em algumas especialidades, as que dão o mais dinheiro para os médicos e que custam mais caro aos pacientes, falou com alguma amargura.”

O Público afirma que, “para além das simpatias políticas, o governo brasileiro não tinha escolha, pois seu o plano para ampliar a cobertura de saúde para todo o país precisa de 54 mil médicos”.

“Esta semana chegam 244 profissionais de Portugal, Espanha, Argentina e Uruguai, mas que escolheram de trabalhar somente nas cidades. Cuba é o único país capaz de enviar, em um tempo muito curto, um contingente de milhares de médicos nas áreas mais carentes. Um “luxo” a que a ilha pode se dar, porque tem quase 80 mil graduados em medicina, um para cada 150 habitantes, a melhor taxa do mundo.”

Jornalista diz que médicas cubanas “parecem empregadas domésticas”

Jornalista brasileira causa revolta ao lamentar chegada de profissionais de Cuba ao Brasil: “médicas cubanas têm cara de empregada doméstica; será que são médicas mesmo? Coitada da nossa população”

médicas cubanas empregadas domésticas

Jornalista Micheline Borges diz que médicas cubanas parecem empregadas domésticas. Ela deletou sua conta no Facebook após as declarações preconceituosas (Reprodução)

A chegada de profissionais de saúde cubanos no Brasil revela a face mais hipócrita, egoísta e retrógrada de parte da sociedade brasileira, provocando reações que causam constrangimento em qualquer brasileiro com o mínimo de bom senso.

No Ceará, médicas brasileiras hostilizaram sem nenhum pudor médicos cubanos que participavam do primeiro dia de curso. Em Minas Gerais, o presidente do Conselho Regional de Medicina, João Batista Gomes Soares, afirmou que orientará seus médicos para não socorrerem pacientes que sejam vítimas de “possíveis erros” de cubanos. A declaração do presidente do CRM/MG deflagra um claro estímulo ao crime de omissão de socorro.

Nas redes sociais os posicionamentos não são menos desastrosos. O mais recente foi o da jornalista potiguar Micheline Borges, que afirmou que as médicas cubanas “têm cara de empregadas domésticas”, questionando se as profissionais da ilha caribenha são realmente formadas em medicina.

Em outro trecho, ela reitera sua reclamação a respeito da imagem dos profissionais cubanos. “Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”.

Após a repercussão, Micheline Borges deletou sua conta do Facebook.

(Atualização)

Micheline Borges pediu desculpas no Twitter pelo que falou sobre as médicas cubanas. “Sou inteligente para mudar de opinião”, disse. “Errar é humano, reconheço o erro”, complementou, pedindo paz.

médicas cubanas empregada doméstica

Micheline Borges utilizou o twitter para pedir desculpas sobre declaração dada no Facebook (Reprodução)

Redação, Pragmatismo Político

Kid Neto diz que, ao negar cumprimento a Dilma, Joaquim Barbosa “agiu como preto”


O ex-secretário-geral do partido Kid Neto ficou arara da vida com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), porque Joaquim negou cumprimento à presidente Dilma Rousseff na solenidade de recepção ao Papa Francisco, nesta segunda-feira.

Kid disse que o gesto do ministro abre precedente para que outros desrespeitem Dilma, e depois publicou o seguinte post no Twitter: “e pensar que Lula o nomeou por ser negro, o principal atributo de sua ascensão ao STF, agora age como preto”.

Racismo é crime. Cadeia nele!

goias24horas

Empresa é acusada de preconceito contra nordestinos

Empresa Minas Mais é acusada de chamar nordestinos de “vagabundos” em site de reclamação

Um assinante da empresa “Minas Mais” residente em Aracaju (SE) fez uma reclamação no site Reclame Aqui, pedindo esclarecimentos da empresa de internet sobre a constante queda na localidade. O consumidor afirma que em 30 dias pelo menos um dia fica sem acesso à internet.

O que surpreendeu o consumidor foi a resposta e a postura adotada pela empresa que culpou os profissionais do nordeste, afirmando que não gostam de trabalhar e é algo cultural, comparado as demais regiões do Brasil. “Os nordestinos são preguiçosos e não respeitam nem os seus conterrâneos”, afirma a empresa no site de reclamação. A empresa fica localizada na Rua Monteiro Lobato, 362, Atalaia, Aracaju-SE.

Confira na íntegra a reclamação feita no site Reclame Aqui:

minas mais nordestinos

Reclame Aqui – Minas Mais

minas mais

.

minas mais

.

minas mais

Posteriormente, outra reclamação sobre a posição da empresa contra os nordestinos foi veiculada. Na réplica, a Minas Mais afirma que “as respostas estavam sendo feitas por um antigo funcionário” e que já tomou providências.

De acordo com Otacílio Lopes de Sousa, diretor comercial da empresa, as ofensas foram feitas por uma pessoa desconhecida e sem o consentimento da Minas Mais. “Já apresentamos provas de que a operadora não foi responsável pela declaração. Temos investido no nordeste por acreditar, confiar e admirar o seu povo”, diz Sousa. “Ingressaremos com processos aos meios de comunicação que veicularam esse absurdo.”

O Reclame Aqui, por meio de sua assessoria, afirma que as duas respostas, tanto a ofensiva quanto a retratação, vieram do mesmo IP e utilizaram os próprios dados de acesso da empresa. O diretor comercial fala em invasão e que os problemas do usuário já foram solucionados. “Já reconfiguramos nossos servidores com outro padrão de proteção”, diz Sousa.

com Jornal de Sergipe e revista Istoé

Agnaldo Timóteo critica Daniela Mercury ao se assumir ser homossexual: ‘Foi oportunismo perverso’



O cantor Agnaldo Timóteo criticou a postura de Daniela Mercury, que se assumiu ser homossexual. A cantora namora Malu Verçosa e faz planos de oficializar a união no civil. No último domingo, ela apresentou oficialmente sua mulher e deu um selinho na amada em rede nacional.

“Milhões de famílias vão concordar comigo. A gente não pode bater palma para a vulgaridade, para o exibicionismo, para o oportunismo, para a farsa e para a mentira. Não é possível você aproveitar para dizer: ‘eu quero apresentar minha mulher’. Que negócio é esse? Aos 47 anos e com cinco filhos? Por que não fez isso quando tinha 20 anos? Para! Estou indignado”, esbravejou Agnaldo Timóteo em um programa de TV.
Malu Verçosa e Daniela Mercury
Malu Verçosa e Daniela Mercury Foto: Reprodução

Sempre polêmico, Agnaldo abriu seu coração. “Tudo tem limite. Ninguém vai punir, ninguém vai recriminar, mas eu vou. Eu tenho 76 anos, saí de casa aos 16 para enfrentar o mundo e continuo enfrentando, então não tenho que concordar com uma mulher que aos 47 anos e cinco filhos, que com certeza amou muitos homens, aproveita o movimento de todo mundo dando porrada num deputado (Marco Feliciano) e diz que quer apresentar a mulher. Foi um oportunismo perverso, canalha. Uma mulher não precisa expor a sua relação”, criticou.

O que mais revoltou Agnaldo foi o fato de Daniela ter ido para a TV apresentar a mulher. “Virou a rainha dos gays. Ela está enganando a todos. A família brasileira não merecia isso. É demagogia em nome de ibope. Foi um depoimento desnecessário aos 47 anos de idade. Foi uma maravilhosa promoção. Nem todos os gays concordam com essa atitude. Foi um grande golpe de publicidade, de graça. Ela foi gênio nesse aspecto”, acrescentou.

Extra Online

Menino de 12 anos chamado de gay grava desabafo emocionante assista ao vídeo

Um vídeo com o desabafo de um adolescente de 12 anos, vítima de bullying escolar por homofobia, vem ganhando repercussão no Youtube e nas redes sociais. Talvez pela eloquência e sinceridade de um ser tão jovem, ou pela angústia que o garoto consegue transmitir em apenas seis minutos de gravação.

Até esta sexta-feira (24), o vídeo intitulado “Gay” registrou mais de 200 mil visualizações, sendo que a versão legendada em português foi assistida mais de 80 mil vezes.

Menino de 12 anos chamado de gay grava desabafo emocionante. Assista no vídeo abaixo.

No material, postado no dia 6 deste mês, Theo Chen, morador de Cingapura, relata que os maus-tratos e as brincadeiras maldosas aumentaram nos últimos dois meses.

Eu recebi muito ódio online no Ask.FM, Facebook, Youtube (…). Eles basicamente me chamam de bicha ou gay, boiola, coisas assim”.

O bullying seria praticado por internautas, amigos e colegas de escola e teria piorado depois que Theo começou sentir o gostinho da fama por causa do seu canal “Theo Chen”, no Youtube, o tornando uma espécie de “webcelebrity” – celebridade da internet.

Em outro vídeo mais recente, ele dança, dubla a música “Sweet Nothing” de Calvin Harris, além de fazer caras e bocas. Com um dia de postagem, essa publicação havia alcançado 1.076 exibições. Ele também aparece dublando artistas como P!Nk, Bruno Mars e Nick Minaj, e até mesmo falando sobre coisas da vida.

Apesar de os comentários serem de cunho homofóbico, Theo afirma, sem pudores, que ainda não sabe afirmar se é gay.

“A verdade é que eu realmente não sei. Vocês pelo menos sabem quantos anos eu tenho? Eu tenho 12 anos, e vocês me chamam de gay? E o que importaria se eu fosse gay? Eu achei que este mundo fosse livre. Vocês não deveriam julgar as pessoas pela sexualidade, mas pela personalidade”.

Em outro momento, ele afirma que, por enquanto, prefere garotas. “Agora eu gosto de meninas, não penso que sou gay neste momento. Não que haja algo errado em ser gay. Ser gay é legal. Não há nada de errado.”

A intenção de Theo ao expor os sentimentos, segundo ele, era fazer com que as pessoas pensassem sobre o que dizem. O menino ainda lamenta e diz que gostaria de estar aproveitando a escola, mas não pode, porque as pessoas o atormentam o tempo inteiro.

Assista abaixo ao vídeo legendado:

Norte-americanos financiam ódio a homossexuais na África, revela documentário

O conservadorismo norte-americano encontrou terreno fértil na sofrida África para espalhar o preconceito. Não deixe de assistir ao documentário, The Gospel of Intolerance, publicado no site do New York Times. Está legendado em português. É simplesmente assustador

Cynara Menezes, em seu blog

homossexual áfrica

Jesus Cristo disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Esta frase, por si só, demonstra o absurdo que é pessoas auto-denominadas cristãs basearem sua conduta na intolerância. É incoerente com as palavras de Cristo, que foi capaz de defender uma prostituta de ser apedrejada, ser preconceituoso. Cristãos não apedrejam. Acolhem. Respeitam.

Estamos, neste momento, em nosso país, caminhando sobre terreno perigoso. Pastores ambiciosos que pouco se preocupam legitimamente com o bem-estar dos fiéis, usam de ideias medievais para aumentar o seu rebanho. Querem convencer as pessoas que é pecado ser gay, embora muitos religiosos, inclusive evangélicos, contestem essa afirmação.

É muito preocupante. Se esta concepção vingar, estes pastores terão plantado a semente da discórdia no seio familiar. Será pai contra filho, irmão contra irmão. Nada mais anticristão.

Roger Ross Williams, um cineasta novaiorquino, ele mesmo vítima de preconceito da igreja protestante que sempre frequentou por ser gay, fez uma descoberta aterradora: dinheiro doado por evangélicos norte-americanos está sendo utilizado por fundamentalistas para semear a intolerância contra homossexuais nos países africanos.

A situação já é gravíssima em Uganda, onde pode ser aprovada dentro de poucas semanas uma lei anti-gay que prevê até mesmo a pena de morte para quem se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Os políticos são pressionados a todo momento pelos pastores evangélicos pela aprovação do projeto (isso faz você lembrar de alguma coisa?).

O conservadorismo norte-americano encontrou terreno fértil na sofrida África para espalhar o preconceito. Eu pergunto a você, cristão evangélico: você quer este destino para o Brasil? O que é mais importante: a mensagem amorosa de Jesus ou a do intolerante pastor de sua igreja? De que maneira você quer olhar para seu irmão, irmã, filho, filha, amigo, amiga? Com ódio ou com amor? Não se permita ser manipulado. Abra o olho. Ao mesmo tempo que se enchem de dinheiro (inclusive o seu), muitos destes pastores estão orientando seus passos não para o caminho do bem, mas por um caminho sem volta. A reação tem que vir de todos, mas principalmente de você.

Não deixe de assistir (vídeo abaixo) ao documentário de Williams, The Gospel of Intolerance, publicado no site do New York Times no início do ano. Está legendado em português. É simplesmente assustador.

Após repercussão negativa, Neymar nega ter chamado adversário de ‘paraíba’: “É mentira”


Após repercussão negativa e revolta da classe política paraibana, o jogador do Santos, Neymar, que foi acusado de insultar os jogadores do Flamengo-PI de ‘paraibas’ resolveu se manisfestar sobre a polêmica e negou ter feito declarações que discriminassem os paraibanos.

Neymar negou ter chamado os jogadores do Flamengo/PI de ‘paraíba’, quando o Santos enfrentou a equipe na Vila Belmiro, na última quarta-feira e venceu por 2 a 0 pela Copa do Brasil A acusação surgiu de Lúcio Bala, atacante da equipe adversária, que alertou para o tom de deboche Neymar ao se referir aos atletas do Flamengo/PI.

“O jogo acabou, fui tomar meu banho e depois fiquei sabendo dessa história. Você acha que eu seria capaz de xingar alguém desse jeito? Não uso essa palavra e nunca usei para xingar ninguém. É mentira isso aí”, enfatizou Neymar.

O atleta ainda afirmou, ao seu site oficial, que a acusação não tem menor cabimento.

“Eu nem posso levar isso muito a sério, sabe? Você sabe que meu irmão, o Joclécio (amigo considerado membro da família de Neymar dada a proximidade e convivência), é nordestino, pernambucano. Eu não ia admitir que alguém chamasse ele de paraíba. Os caras estão loucos. No Santos têm jogadores nordestinos. Vai lá perguntar para eles se eu gosto desse tipo de brincadeira. Para, né? Chega! Eles sabem o que aconteceu dentro de campo. Eu não ofendi ninguém, e eles sabem disso. Ponho minha cabeça no travesseiro e durmo tranquilo. O Lúcio é que tem o que explicar, não eu”, emendou.

Devido a repercussão, o vereador Djanilson da Fonseca (MD) de João Pessoa, apresentou à Câmara Municipal da cidade, um título de ‘persona’ não grana ao jogador do Santos. O deputado federal Efraim Filho (DEM) também prometeu um pronunciamento contra o santista.

Veja o vídeo do jogador do Flamento do Piauí acusando Neymar de chamar os jogadores de ‘Paraíbas’

Técnico do Flamengo-PI também desabafou contra comportamento de Neymar.

Técnico do Flamengo-PI desabafa: ‘Acho que Neymar vai se perder’

Josué Teixeira diz que o astro santista não tem respeito pelos adversários. Críticas se devem à postura do jogador durante jogo de volta da Copa BR

O técnico do Flamengo-PI, Josué Teixeira, não reagiu bem à derrota do rubro-negro para o Santos na noite de quarta-feira (17). Irritado com o comportamento do atacante santista Neymar dentro de campo, o treinador da Raposa criticou o craque do Peixe e revelou que teme pelo futuro do camisa 11 do alvinegro e da Seleção Brasileira.

– Estou preocupado com a seleção brasileira, porque a Seleção não vai jogar na Vila Belmiro e Neymar disse que é aqui que o bicho pega – desabafou o técnico flamenguista.

Inconformado com o modo como o atacante santista se comportou em campo após os gols que asseguraram ao Peixe a vitória e a classificação para a segunda-fase da Copa do Brasil, Josué Teixeira foi além:

– Acho que Neymar vai se perder. Os grandes jogadores mantiveram a postura profissional durante toda a carreira. O Neymar não faz isso. Ele não tem respeito pelo adversário. Ele chama o adversário de “Paraíba” – reclamou o comandante rubro-negro após a partida que acabou em 2 a 0 para o Santos.

Fut.Net

Papa é usado para justificar agressão a gays na Argentina

Jovens usam novo papa Francisco para justificar agressão a gays na Argentina

Dois jovens argentinos que agrediram um casal gay em uma festa no fim de semana em San Isidro, próximo a Buenos Aires, citaram a escolha do papa Francisco como motivo para que não existam homossexuais no país sul-americano.

Segundo o jornal “Clarín“, Pedro Robledo e Agustín Sargiotto foram agredidos por dois irmãos em uma festa na casa de um amigo dentro de um condomínio da cidade, que abriga casas de classe média alta. O casal e os agressores comemoravam a volta de um amigo em comum, que fez um intercâmbio nos Estados Unidos.

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Agressores fazem menção ao papa Francisco durante agressão a gays: “O papa é argentino, não pode haver veados argentinos. Vocês são uma vergonha ao país.”

Robledo e Sargiotto dançaram e se beijaram. Minutos depois, um dos jovens ordenou que eles se separassem. “Achei que era uma brincadeira. Perguntamos a ele o porquê, mas depois se aproximou o irmão e disse que a família dele era católica e que estávamos ofendendo toda a festa”, disse Robledo, ao canal de TV C5N.

O casal foi insultado pelos irmãos, que pediram também para que eles saíssem da festa. Em uma das frases, Robledo diz que os agressores fizeram menção ao papa Francisco, que é argentino. “O papa é argentino, não pode haver veados argentinos. Vocês são uma vergonha ao país.”

Após dizer que era católico, o jovem gay recebeu um soco e caiu. Enquanto estava no chão, seu namorado, suas irmãs e seus amigos intervieram para segurar o agressor. Ele foi internado em um hospital e cinco horas após o incidente registrou boletim de ocorrência.

O nome dos agressores não foi informado, mas eles eram amigos da família do anfitrião. Em resposta à agressão, a Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (FALGBT) pediu que o Congresso argentino retome a discussão de leis contra a homofobia.

“É chamativo que os agressores evoquem a nacionalidade do papa Francisco na hora de dar os golpes. Esperamos não passar por uma onda fanática que não tem anda a ver com o espírito da maioria do povo católico”.

Assim como a maioria da Igreja Católica, o cardeal Jorge Mario Bergoglio não concorda com o casamento gay e mostrou sua oposição à aprovação da lei de casamento igualitário na Argentina, em 2010. Porém, defende mais direitos aos homossexuais e fez trabalhos com gays com vírus HIV quando arcebispo de Buenos Aires.

Estados Unidos podem revogar lei que proíbe casamento homossexual

O governo norte-americano submeteu ao Supremo Tribunal um pedido de revogação de uma lei da década de 90 que define o casamento como a união entre um homem e uma mulher.

O tribunal deverá analisar o pedido do presidente Barack Obama entre os dias 26 e 27 de março. Além de revogar a lei de Defesa do Casamento (Doma) de 1996, o governo pede que a Suprema Corte abra caminho para a legalização do casamento homossexual nos Estados Unidos.

No pedido, o governo de Obama alega que a lei em vigor “viola a garantia fundamental da igualdade” presente na Constituição e “impede dezenas de milhares de casais homossexuais legalmente casados segundo a lei do seu Estado de se beneficiarem das mesmas vantagens federais que os casais heterossexuais casados”.

“Uma vez que essa discriminação não pode ser justificada em nome da defesa de interesses governamentais importantes, a lei é inconstitucional”, defende o governo de Obama no texto submetido ao Supremo Tribunal e assinado pelo advogado da Casa Branca, Donald Verrilli.

Barack Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a se manifestar a favor do casamento homossexual.

A Doma proíbe o casamento homossexual em nível federal. Esse tipo de união é legalizado em nove dos 50 estados norte-americanos e na cidade de Washington.

Aluna espancada na UnB foi vítima de homofobia: “lésbica nojenta”

“Ordem é abordar indivíduos negros e pardos”

PM dá ordem para abordar ‘negros e pardos’ e diz que não houve racismo. A reportagem, então, pediu um ofício semelhante em que o alvo das abordagens fosse um grupo de jovens brancos, mas não obteve resposta

Imagem Ilustrativa

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Desde o dia 21 de dezembro do ano passado, policiais militares do bairro Taquaral, um dos mais nobres de Campinas, cumprem a ordem de abordar “indivíduos em atitude suspeita, em especial os de cor parda e negra”. A orientação foi dada pelo oficial que chefia a companhia responsável pela região, mas o Comando da PM nega teor racista na determinação.

O documento assinado pelo capitão Ubiratan de Carvalho Góes Beneducci orienta a tropa a agir com rigor, caso se depare com jovens de 18 a 25 anos, que estejam em grupos de três a cinco pessoas e tenham a pele escura. Essas seriam as características de um suposto grupo que comete assaltos a residências no bairro.

A ordem do oficial foi motivada por uma carta de dois moradores. Um deles foi vítima de um roubo e descreveu os criminosos dessa maneira. Nenhum deles, entretanto, foi identificado pela Polícia Militar para que as abordagens fossem direcionadas nesse sentido.

Para o frei Galvão, da Educafro, a ordem de serviço dá a entender que, caso os policiais cruzem com um grupo de brancos, não há perigo. Na manhã de hoje, ele pretende enviar um pedido de explicações ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário da Segurança Pública, Fernando Grella.

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O DIÁRIO solicitou entrevista com o capitão Beneducci, sem sucesso.

A reportagem também pediu outro ofício semelhante, em que o alvo das abordagens fosse um grupo de jovens brancos, mas não obteve resposta até o fim desta edição.

Confira a íntegra da nota de esclarecimento enviada pelo Comando da Polícia Militar:

A Polícia Militar lamenta que um grupo historicamente discriminado pela sociedade, que são os negros, seja usado para fazer sensacionalismo.

O caso concreto trata de ordem escrita de uma autoridade policial militar, atendendo aos pedidos da comunidade local, no sentido de reforçar o policiamento com vistas a um grupo de criminosos, com características específicas, que por acaso era formado por negros e pardos. A ordem é clara quanto à referência a esse grupo: “focando abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência naquela localidade”.

A ordem descreve ainda os locais (quatro ruas) e horário em que os crimes ocorrem. Logo, não há o que se falar em discriminação ou em atitude racista, tendo o capitão responsável emitido a ordem com base em indicadores concretos e reais. Discriminação e racismo é o fato de explorar essa situação de maneira irresponsável e fora de contextualização.