Category Archives: Brasil

Sergio Zveiter, relator da denúncia contra Temer, pede desfiliação do PMDB

Imagem relacionada

Zveiter votou contra Temer e não aceitou punição

Bernardo Caram
G1, Brasília

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou nesta sexta-feira (dia 11) pedido de desfiliação do PMDB. A decisão de Zveiter ocorre um dia após o PMDB anunciar a suspensão das funções partidárias dos deputados que se posicionaram contra Temer na análise da denúncia, entre os quais Zveiter. Com a decisão, parlamentares serão retirados temporariamente das comissões em que representam o partido.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, ele apresentou relatório favorável ao prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer.

Sistema de votos valerá nas eleições de 2018 e 2020; votação dos destaques da bancada volta às 10h desta quinta-feira; entenda o que muda nas eleições

Lúcio Vieira Lima e Vicente Cândido, durante sessão que aprovou o sistema de distritão para 2018
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Lúcio Vieira Lima e Vicente Cândido, durante sessão que aprovou o sistema de distritão para 2018

Após aprovar o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03 na noite desta quarta-feira (9) , a Comissão especial da Câmara que analisa a  reforma política alterou, na madrugada desta quinta-feira (10), um destaque que modificou o texto e alterou o sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado distritão.

Por esse sistema, serão eleitos os candidatos mais votados para o Legislativo, sem levar em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado atualmente. Com o distritão , a reeleição passa a ser favorecida, pois o voto vai diretamente para o candidato.

Reforma política caminha para consolidar modelo excludente

As mudanças na legislação eleitoral brasileira, que estão sendo urdidas nas entranhas do Congresso Nacional, caminham para consolidação de um modelo de poder ainda mais excludente, seletivo, oligárquico e plutocrata.

Na verdade, não se trabalha uma reforma, mas amarras que garantam o maior poder político aos donos dos maiores partidos e uma ameaçadora valorização dos congressistas, verdadeira casta institucional.

Em nome da melhoria do sistema, querem de vez a tomada da república e de seus poderes como bem para poucos e por poucos, inibindo – como sempre – o surgimento de novas lideranças políticas e alternativas ao poder vigente.

Faz-se a montagem de um simulacro de parlamentarismo, com redução de poderes do Executivo.

Esse é, em síntese, o espírito das leis que querem validar.

Voltaremos ao tema, tratando de pontos diversos do texto-base aprovado à madrugada de hoje na comissão da Câmara Federal, que discute mudanças no sistema eleitoral.

2017 dependerá do foco, do globalizado, da informação, do conhecimento, do saber

Foto: Arquivo PN

Advogado Evandro Borges, que é colunista do Portal PN, analisa aspectos diversos do ano que entra, opinando sobre o que acontecerá no país.

A humanidade sempre procurou as perspectivas para o futuro, muitos fazem realizando adivinhações, alguns de forma religiosa, mas conjecturar, fazer um exercício de previsibilidade, buscar os rumos, precisa ter uma base, uma tendência, uma sustentação, a linha que busque o horizonte, pois, às vezes todas os traços, desaguam em novidades, em algo completamente surpreendente.

De 2013 até 31 de dezembro de 2016 ocorreram uma torrente de novidades no país, uma participação ativa nas ruas, de diversos cordões, a mobilização pela internet e as redes sociais, a violência instalada tentando vencer o Estado, novos valores postos na ordem do dia, como a liberdade sexual, casamentos homossexuais, discussão de valores sobre a democracia e direitos humanos considerados universais sendo contraditados, eleições com resultados imprevisíveis, diante da diversidade nada é consensual e padrão.

Qual é a base para assegurar as perspectivas? Qual a análise com mais segurança pode apontar os rumos? A pluralidade e a riqueza cultural, as diferenças regionais e a globalização que padroniza, constrói uma diversidade sem precedentes, destruindo a previsibilidade, o popular ou o erudito, ambos? Talvez, então, precisamos erguer diante de todos os acontecimentos, vida e morte? Os dois estão interligados?

A economia neoliberal contra as lutas sociais, estas neste ano de 2017 está desenhado o quadro de confronto, a partir da reforma previdenciária tolhendo direitos, colocando dois lados em embate, quem vai convencer a opinião pública? De que lado você vai ficar? A proposta é cruel, aumento de idades para a obtenção do benefício para aposentadoria, redução de benefícios para a pensão por morte, desvinculação do salário mínimo, etc e etc.

A intensificação da reforma política vai ser mais forte, inclusive com os casuísmos que já se iniciaram, eleição para a Presidência da Câmara,  questões constitucionais estarão na ordem do dia, com a mesma participação do STF, os passos para a eleição presidencial de 2018 ficaram de maneira mais clara, os projetos políticos serão colocados com mais transparência e a luta institucional continuará.

A crise vai exigir um Estado mais eficiente, em suas ações, sem desperdícios, sem corporativismos e sem privilégios, atingindo objetivos, exigindo capacidade de diálogo e realização, a reforma administrativa de necessidade começará a se realizar, mas, dependerá da mobilização popular, que se dá acima dos partidos e das lideranças, através do exemplo e da rede de informações.

As perspectivas para 2017?  Dependerá do foco, do pontual, e do globalizado, da informação, do conhecimento, do saber, da capacidade de analisar e realizar, de articular em rede, do bom projeto, da escolha diante das alternativas, da especialização e da generalização, não há uma bula, uma receita a prescrever, um único caminho, uma única dimensão.

Do PN Notícias

Raquel Dodge ainda nem assumiu e já está desmoralizando a Procuradoria-Geral

Resultado de imagem para temer e raquel dodge chargesRaquel não notou que está sendo manipulada?

Carlos Newton

Como se dizia antigamente, a subprocuradora Raquel Dodge, futura procuradora-geral da República, está se saindo melhor do que a encomenda… Sua falta de habilidade política é impressionante, decepcionante e degradante. Ainda nem assumiu o cargo e já está ficando desgastada. Muitos procuradores que votaram nela na lista tríplice estão arrependidos, porque Raquel Dodge está se tornando uma espécie de Gilmar Mendes do Ministério Público Federal, com atitudes que desmoralizam a instituição.

A Procuradoria-Geral da República é um órgão soberano, que não está subordinado a nenhuma outra instituição. Tem atribuições próprias e não pode se subordinar nem funcionar como linha auxiliar de nenhum dos Poderes da República.

REUNIÃO INDEVIDA – O encontro de Raquel Dodge com o presidente Michel Temer, na calada da noite e fora da agenda, nada teve de republicano. Especialmente porque, segundo a repórter Catarina Alencastro, de O Globo, o Palácio do Planalto informou que a reunião aconteceu a pedido de própria Raquel Dodge, “que ligou para Temer pedindo para conversar, e ele, que já estava no Jaburu, a convidou para ir até lá”.

O pior foi a justificativa. Raquel Dodge alegou que o encontro foi para combinar a cerimônia de posse no Planalto, que não é nem assunto de autoridades, deve ser tratado pelas respectivas assessorias. E tudo isso às 22 horas desta terça-feira, um dia depois de  o presidente Temer haver arguido ao Supremo a suspeição do atual procurador Rodrigo Janot, atual superior hierárquico de Raquel Dodge… Bem, para os que não acreditam em coincidência, é um prato feito.

OUTRA REUNIÃO – O pior é que a subprocuradora não parou por aí. Na quarta-feira, tinha reunião agendada com o ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, com participação também do ministro da Defesa, Raul Jungmann, e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen, dois homens de confiança de Temer. Segundo a agenda de Gilmar, a pauta era “o crime organizado nas eleições”.

Ora, fica claro que a pauta foi concebida exclusivamente para justificar a presença de Gilmar Mendes no comando da reunião, cujo objetivo jamais seria “o crime organizado nas eleições”. Se isso fosse verdade, eles teriam de estar debatendo como tornar segura a urna eletrônica, através do voto impresso, e como garantir a segurança da apuração, que não teve transparência na eleição de 2014, gerida pelo ministro petista Dias Toffoli.

Detalhe importante: a subprocuradora Raquel Dodge nada tem a ver com a prevenção ao crime organizado eleitoral, rigorosamente nada. Sua função é atuar “a posteriori”, na investigação e punição.

OBJETIVO REAL – As reuniões no Jaburu e no Supremo, com Temer e Gilmar. tiveram o objetivo real de submeter a futura procuradora-geral da República, como se a eles fosse subordinada, mas não é.

Temer e Gilmar já conseguiram que Raquel Dodge caísse na armadilha inicial do relacionamento direto com eles, entrando numa intimidade que sem dúvida prejudica a isenção de quem investiga e faz denúncia. Ao aceitar a aproximação, ela se descarta da postura de distanciamento que deve pautar a atuação da Procuradoria-Geral da República. Em tradução simultânea, poder-se-ia dizer que Raquel Dodge está agindo como Gilmar Mendes e contribuindo para aumentar a promiscuidade institucional. E o resultado é  desmoralizar o Ministério Público Federal, antes mesmo de assumir.

No entanto, deve-se dar à futura procuradora-geral o benefício da dúvida. Pode ser que ela perceba estar sendo manipulada e, ao assumir o cargo, passe a atuar na defesa dos interesses nacionais com o rigor que a função lhe exige. Vamos aguardar.

Ministro Luiz Fux mantém sigilo da delação “monstruosa” de Silval Barbosa

Resultado de imagem para luiz fuxFux faz comparação com a Lava Jato

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o sigilo da delação premiada de Silval Barbosa (PMDB), ex-governador de Mato Grosso, homologada nesta quarta-feira (dia 9/8). Um dos motivos da manutenção do sigilo é porque os conteúdos trazidos por Silval Barbosa poderão motivar novas operações da Polícia Federal no âmbito de investigações existentes ou eventualmente originadas a partir da delação do ex-governador. Na semana passada, o ministro Fux havia dito que se trata de uma delação “monstruosa” e “a maior operação” depois da Lava-Jato.

Em prisão domiciliar, Silval Barbosa fez delação premiada após ter sido preso na Operação Sodoma em 2015, sob a acusação de liderar um esquema de recebimento de propina em troca da concessão de incentivos fiscais. Na delação, ele faz revelações que têm relação tanto com a Operação Sodoma quanto com a Operação Ararath, na qual também é investigado.

PRISÃO DOMICILIAR – Em junho deste ano, a juíza Selma Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou a transferência do ex-governador do regime fechado para a prisão domiciliar. A decisão foi proferida no âmbito da Operação Sodoma e levou em conta o fato de Barbosa ter confessado uma série de crimes e disponibilizado para a Justiça mais de R$ 40 milhões em bens.

Ao comentar sobre o conteúdo da delação, na semana passada, o ministro Luiz Fux gerou grande expectativa quanto ao que pode ser revelado pelo delator. “Essa é monstruosa, depois da Lava Jato é a maior operação. Silval trouxe material, mas não foi homologada ainda”, disse o ministro a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF do último dia 2.

Nesta quarta-feira (dia 9/8), antes da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, o ministro Fux disse que não poderia fazer mais comentários sobre a delação de Silval Barbosa. Fux já havia homologado a delação premiada de Pedro Nadaf, ex-chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso. Nadaf contou em recente depoimento ao Ministério Público de Mato Grosso que Silval Barbosa lhe afirmou haver pagado cerca de R$ 50 milhões em propina para conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Caetano reafirma apoio a Ciro para presidente em 2018

Artista reconhece que sua opinião contraria vários dos seus amigos intelectuais, que sempre se posicionaram a favor de Lula

© Reuters

O cantor baiano Caetano Veloso declarou o seu apoio ao possível futuro candidato às eleições presidenciais de 2018 Ciro Gomes (PDT). O artista reconhece contraria, assim, vários dos seus amigos intelectuais e artistas, como Chico Buarque, que sempre se posicionaram a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao blog do Moreno, no “O Globo”, Caetano ressaltou que já havia se posicionado em defesa de Ciro anteriormente, em um artigo que escreveu para revista eletrônica “Fevereiro”, em que ele é colaborador.

Sobre a candidatura de Lula, ele reconhece que o petista é um líder “incomparável”, mas acredita que lideranças populistas podem levar ao retrocesso.

A volta de Lula? O pensamento sobre 2018 trouxe a hipótese. Lula é um líder de grandeza incomparável, talvez só Getúlio. Seu discurso em resposta à estranha decisão do juiz Moro de expedir uma condução coercitiva para levá-lo a depor sem que ele tivesse se negado a fazê-lo mostrou um político potente. Pouco depois, ele já aparecia como um ex-líder. Entristece, mas a fórmula de liderança populista é algo que me sugere retrocesso a velhos males latinoamericanos.”

Já a respeito de Ciro, o cantor revela preferência desde eleições passadas.

Votei em Ciro Gomes na eleição de 1998: eu não era a favor da reeleição. Agora, sabendo-o possível candidato, penso em voltar a fazê-lo. O discurso de Mangabeira em sua volta ao PDT, que vi na internet, me convenceu.”

 

Quando um violeiro toca, a natureza compartilha seus sentimentos

Resultado de imagem para almir sater e renato teixeira

O cantor e compositor paulista Renato Teixeira de Oliveira, um dos mais destacados cantores da música regionalista, e seu parceiro Almir Sater explicam que, quando “Um Violeiro Toca”, a natureza compartilha de suas emoções. Esta música faz parte do LP Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho Ao Vivo em Tatuí, lançado em 1992, pela Kuarup.

UM VIOLEIRO TOCA
Almir Sater e Renato Teixeira

Quando uma estrela cai
No escurão da noite
E um violeiro toca suas mágoas
Então os olhos dos bichos
Vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas
De um sertão enluarado

Quando um amor termina
Perdido numa esquina
E um violeiro toca sua sina
Então os olhos dos bichos
Vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças
Dos amores esquecidos

Tudo é sertão, tudo é paixão
Se um violeiro toca
A viola e o violeiro
E o amor se tocam

Quando um amor começa
Nossa alegria chama
E um violeiro toca em nossa cama
Então os olhos dos bichos
São os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso
Sem medo, nem dó, nem drama…


Site Poemas & Canções

Maia começa a descolar de Temer e já evitou o aumento do Imposto de Renda

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (esq.) conversa com o presidente Michel Temer durante evento em São Paulo (Foto: Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo)Maia e Temer já não estão falando a mesma língua

Fernanda Calgaro
G1, Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (dia 8) que um eventual aumento da alíquota do Imposto de Renda (IR) “não passa” na Casa. O aumento do imposto é estudado pelo governo federal. Mais cedo, o presidente da República, Michel Temer, admitiu que há estudos sendo feitos pelo governo para elevar a alíquota do IR, mas que não há nada definido.

“Se tiver que passar pela Câmara, não passa”, afirmou Maia ao ser entrevistado sobre o assunto. Questionado por jornalistas se considerava errado o caminho que o governo está seguindo para aumentar impostos, o presidente da Câmara respondeu: “Sempre é”.

AUMENTAR A RECEITA – A equipe econômica quer aumentar a arrecadação – até junho, o déficit das contas do governo já era de R$ 56,1 bilhões.

As iniciativas sob análise pelo governo vão desde criar uma nova alíquota de Imposto de Renda para as pessoas físicas (que poderia chegar a 35%), passar a cobrar IR sobre lucros e dividendos e até rever desonerações.

As medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso por meio de projeto de lei e teriam efeito somente sobre as contas de 2018.

MEDIDAS ECONÔMICAS – Confira as medidas que voltaram à mesa de discussão: 1) Criação de uma nova alíquota de imposto de renda para pessoa física – que poderia variar de 30% a 35% para salários acima de R$ 20 mil; 2) Cobrança de Imposto sobre os Dividendos – os rendimentos de empresas que declaram sobre o lucro presumido; 3) Revisão de desonerações; 4) Regimes especiais, como o Reintegra, que concentra os benefícios em um pequeno número de empresas.

Justiça suspende aumento da gasolina e ordena redução do valor em todo o país

Juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão, nesta terça-feira (25), do decreto que elevou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.

Foto: Agência Brasil

O juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão, nesta terça-feira (25), do decreto que elevou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol. A decisão foi concedida em uma liminar protocolado pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs. Para o magistrado, o governo violou os princípios constitucionais.

Com aumento de tributos, governo espera arrecadar R$ 10,4 bilhões este ano

“Infere-se que a arrecadação estatal não pode, como ora ocorre, representar a perda de algum Direito Fundamental, não podendo haver, assim, contradição entre a necessidade de arrecadação do estado e os direitos fundamentais constitucionais do cidadão”, ressaltou o juiz. A decisão vale para todo o país. Cabe recurso.

Na mesma decisão, o juiz também determina o imediato retorno dos valores praticados antes do decreto que autorizou o aumento. “Observo que a suspensão dos efeitos do mencionado Decreto tem como consequência o imediato retorno dos preços dos combustíveis, praticados antes da edição da norma”, pontuou.

O magistrado cita, entre outras ilegalidades, o não cumprimento da “noventena”, prazo de 90 dias entre a edição da norma e sua entrada em vigor. Para ele, “o instrumento legislativo adequado à criação e à majoração do tributo é, sem exceção, a Lei, não se prestando a tais objetivos outras espécies legislativas.”

Na decisão, Renato Borelli ressalta ainda que “não se nega a necessidade de o Estado arrecadar recursos financeiros para sustentar suas atividades, assim como garantir a satisfação do interesse público como sua finalidade precípua; contudo, o poder de tributar do Estado não é absoluto, pois a própria Constituição Federal impõe limites por meio dos princípios constitucionais tributários”.

O governo anunciou na sexta-feira (21) o aumento das alíquotas e pretendia arrecadar R$ 10,4 bilhões até o final do ano. O aval do governo na tributação sobre o combustível elevou R$ 0,41 no litro no preço da gasolina, R$ 0,21 na tributação sobre o diesel e em R$ 0,20 na tributação sobre o etanol. Com a decisão, os postos de gasolina em todo o país elevaram os preços nas bombas já na última sexta-feira.

A Advocacia-Geral da União (AGU) já anunciou que recorrerá da decisão.

Fonte: Joelma Pereira/Congresso em Foco

Altruísmo Social, uma maneira inteligente de propiciar um futuro melhor

 

Antonio Carlos Rocha

O filósofo francês Léon Denis (1846-1927), amigo de Allan Kardec (1804-1869), fundador do Espiritismo, em seu livro “Socialismo e Espiritismo” declara que “ao invés da luta de classes, trabalhemos então para sua fusão, preparando os materiais da cidade futura, feita de justiça e harmonia” (p.79). Já naquela época, Denis havia percebido que a tal “luta de classes” descamba para momentos sangrentos da História, então, através da Caridade Social, da Moral Social, do Altruísmo Social, da Ética Social podemos chegar aos níveis de convivência fraterna.

Resultado de imagem para papa francisco frases aos jovens

Como? Simples, mas altamente trabalhoso (o que não deve ser motivo para esmorecimentos). É possível alcançar a questão da fusão das classes: uma ajudando a outra, de forma cristã ou budista. Cito essas duas vertentes religiosas, porque as conheço bem, via vivências múltiplas.

CLASSES SOCIAIS – Vejam bem, as classes sociais fundindo-se, aproximando-se em uma só, ainda que este “uma só” seja plural e amplo, teremos belo futuro bem mais adiante. Observem que frisei, bem mais adiante. Nada é para agora, mas está na hora de começarmos.

Precisamos de amizade social. É uma utopia? Ótimo, assim que é bom! Em prol da sobrevivência da espécie humana, viva a “Fusão das Classes”, caso contrário iremos padecer bastante, pois nenhuma classe não vai arredar pé dos seus postulados e interpretações.

HUMANITARISMO – Mais adiante Denis cita Jean Jaurés (1859-1914), jornalista, escritor, editor, livreiro, foi deputado pelo Partido Socialista Francês, um de seus fundadores e defendia um Socialismo aberto, humanitário e pacifista – infelizmente, foi assassinado, mas suas ideias sobrevivem.

Em 1904, Jaurés fundou o jornal L’Humanité que circula até hoje (atualmente pertence ao PCF – Partido Comunista Francês). Jaurés dizia que “O Socialismo do futuro será Espiritualista”. Eu concordo com ele plenamente.

SOCIALISMO ESPIRITUALISTA – Se o caro leitor prestar bem atenção, sem paixões de qualquer lado, perceberá que, aos poucos, nosso blog TI está lançando as bases de um Socialismo Democrático que leva em conta a Espiritualidade, uma dimensão humana que todos temos. Pode-se até negar a existência e a importância de nosso lado espiritual, mas em sã consciência notamos que há algo mais além da matéria passageira.

Mas alguém poderá dizer, isso já existe, socialismo democrático, é proposta conhecida… Entretanto, estamos acrescentando a este socialismo democrático um item, espiritualista, transcendental…

“TranscendenTao!”, diria o líder religioso Lao Tse, criador do Taoísmo chinês.

Ela valsando, só na madrugada, se julgando amada ao som dos bandolins…

Imagem relacionada

Bandolins foi o primeiro sucesso do cantor

O cantor e compositor carioca Oswaldo Viveiros Montenegro conta que fez a música “Bandolins” para a cunhada do amigo Zé Alexandre, na época uma bailarina. A moça tinha um namorado também bailarino, mas o casal teve que se separar devido a um convite do namorado para morar na França. Por ser menor, a família da bailarina não permitiu que ela também fosse. Oswaldo diz que, na música, tentou retratar a moça dançando sozinha. A música “Bandolins” foi gravada no LP Oswaldo Montenegro, em 1980, pela WEA, logo se transformando em um grande sucesso, alavancando, definitivamente, a carreira do então desconhecido cantor e compositor.

BANDOLINS
Oswaldo Montenegro

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda, a noite tá no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

Site Poemas & Canções

O ISOLAMENTO DO PRESIDENTE TEMER NO G20

Rola nas redes sociais um vídeo em que o presidente Temer parece ficar despercebido em momento descontraído envolvendo principais líderes políticos do mundo. Assista ao vídeo.

Rodrigo Maia está apressado

Resultado de imagem para apressado gifO presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (6), em Buenos Aires, que considera necessário “votar rapidamente a denúncia contra o presidente Michel Temer, assim que ela sair da Comissão de Justiça”.

E acrescentou: “O momento do Brasil é muito difícil, cabe ter paciência para que se saia dessa situação o mais rápido possível”.

A gargalhada do coveiro de provas vivas

Julgamento chapa Dilma-Temer no TSE

Gilmar em êxtase, durante o velório judiciário

Augusto Nunes
Veja

Recuso o papel de coveiro de prova viva”, resumiu o ministro Herman Benjamin no fecho da monumento à verdade que ergueu em meio às ruínas da Justiça. “Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”, completou o relator do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral.

Com o apoio de dois ministros do Supremo Tribunal Federal, indiferente a provocações, apartes impertinentes, risos debochados e sussurros cafajestes, Benjamin acabara de devassar com comovente altivez a catacumba repleta de canalhices protagonizadas pela dupla que fez o diabo para ganhar a eleição de 2014.

SURDEZ OBSCENA – Alheio à surdez obscena do trio de súditos afinado com o solista no comando, o relator entendeu que precisava mostrar a milhões de brasileiros o que seria enterrado nesta sexta-feira. E deixar claro que ainda há juízes mesmo em tribunais infestados de espertalhões e sabujos trajando togas puídas nos fundilhos.

O que falta é mais gente decidida a avisar nas ruas, aos berros, que o Brasil decente não se deixará intimidar pelos poderosos patifes que teimam em obstruir os caminhos da Lava Jato. Refiro-me à verdadeira Lava Jato, representada por Sérgio Moro, não à caricatura parida em Brasília por Rodrigo Janot.

FAÇA O FAVOR – A gargalhada de Gilmar Mendes na primeira página da Folha deste sábado comunica que o nada santo padroeiro de amigos em apuros continuará tentando marcar encontros com o que chama de “prisões alongadas ocorridas em Curitiba”. Faria um favor a si mesmo e, sobretudo, ao país se marcasse encontros com princípios e valores abandonados em algum lugar do passado. Quase todos podem ser localizados no histórico voto de Herman Benjamin.

Não será difícil ao atarefado Gilmar Mendes achar tempo para a tentativa de reencontrar a Lei, a Verdade e a Justiça. Basta suspender por algumas semanas encontros com bandidos de estimação e com agentes funerários especializados no sepultamento de provas do crime.

A relação entre o Amor e a Morte, na poesia de Ariano Suassuna

Resultado de imagem para ariano suassuna

O dramaturgo, romancista e poeta paraibano Ariano Vilar Suassuna, no poema “Noturno”, questiona-se sobre a ligação que faz entre amor e morte.

NOTURNO
Ariano Suassuna

Tem para mim Chamados de outro mundo
as Noites perigosas e queimadas,
quando a Lua aparece mais vermelha.
São turvos sonhos, Mágoas proibidas,
são Ouropéis antigos e fantasmas
que, nesse Mundo vivo e mais ardente
consumam tudo o que desejo Aqui.

Será que mais Alguém vê e escuta?

Sinto o roçar das asas Amarelas
e escuto essas Canções encantatórias
que tento, em vão, em mim desapossar.

Diluídos na velha Luz da lua,
a Quem dirigem seus terríveis cantos?

Pressinto um murmuroso esvoejar:
passaram-me por cima da cabeça
e, como um Halo escuso, te envolveram.
Eis-te no fogo, como um Fruto ardente,
a ventania me agitando em torno
esse cheiro que sai de teus cabelos.

Que vale a natureza sem teus Olhos,
ó Aquela por quem meu Sangue pulsa?

Da terra sai um cheiro bom de vida
e nossos pés a Ela estão ligados.
Deixa que teu cabelo, solto ao vento,
abrase fundamente as minhas mãos…

Mas não: a luz Escura inda te envolve,
o vento encrespa as Àguas dos dois rios
e continua a ronda, o Som do fogo.

Ó meu amor, por que te ligo à Morte?


Site Poemas & Canções

Temer, que dá apoio total à obstrução da Justiça, ainda se diz vítima de armação…

Resultado de imagem para joesley e temer

Joesley e Temer agiam para abafar a Lava Jato

Marco Grillo e Eduardo Zobaran
O Globo

Os áudios gravados por Joesley Batista, da JBS, revelam que o presidente Michel Temer (PMDB) ouviu, sem fazer objeção e nem depois reportar aos órgãos competentes, um relato de um empresário — dono de um grupo que foi alvo de cinco operações da Polícia Federal em menos de um ano — com detalhes sobre mecanismos usados por ele para obstruir a Justiça, como a cooptação de juízes e procuradores. Temer também escutou, sem repreender o interlocutor, declaração sobre pagamentos ilegais ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB).

No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual solicitou a abertura de inquérito para investigar Temer, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou: “Joesley fala que segue pagando propina ‘todo mês, também’ a Eduardo Cunha, acerca da qual há a anuência do presidente da República”. Cunha está preso desde outubro do ano passado e, em março deste ano, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

GRAVAÇÃO NO JABURU – A conversa de Joesley com Temer foi gravada em março, no Palácio do Jaburu. Quando o empresário questionou o presidente sobre a relação com o presidiário Cunha, Temer afirmou que o ex-deputado “resolveu fustigá-lo” ao enviar perguntas, no âmbito de um dos processos que correm na Justiça Federal do Paraná, que relacionavam o presidente com réus e condenados da Lava-Jato. Temer foi arrolado por Cunha como testemunha de defesa, mas o juiz Moro indeferiu 21 das 41 perguntas feitas pelo ex-deputado ao presidente.

Em outro momento da conversa, o empresário afirmou que “está de bem com o Eduardo”. Temer disse: “Tem que manter isso, viu?”. Após um trecho inaudível, Joesley emendou: “Todo mês, também”. E Temer respondeu: “É”.

Há também uma referência ao doleiro Lucio Funaro, outro preso pela Lava-Jato. Na conversa, a menção aos repasses de propina não fica clara, mas a Polícia Federal filmou, em uma “operação controlada”, a irmã de Funaro recebendo R$ 400 mil de um diretor da JBS. Aos procuradores, Joesley afirmou que a mesada a Cunha era entregue a Altair Alves Pinto, homem de confiança do ex-deputado — a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do operador.

“ÓTIMO, ÓTIMO” – Em um dos trechos mais explosivos da conversa, Joesley relata a Temer que está interferindo nas investigações contra ele, ao que o presidente responde “Ótimo, ótimo”.

O diálogo ocorreu da seguinte maneira: após uma fala inaudível de Temer, o empresário disse que é investigado, mas não havia sido denunciado pelo Ministério Público. O presidente Michel Temer reforçou:

— Não tem a denúncia.

— Isso, isso. Investigado. Eu não tenho ainda a denúncia. Eu dei conta de um lado o juiz. Dá uma segurada. De outro lado, o juiz substituto, que é um cara (inaudível) — contou Joesley.

— Tá segurando os dois? — perguntou Temer .

O empresário confirmou:

— Tá segurando os dois.

Ao que o presidente responde:

— Ótimo, ótimo.

E Joesley segue:

— Eu consegui o delator dentro da força-tarefa, que está… também está me dando informação. E lá que eu estou… Dá conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dou uma esfriada até o outro chegar e tal. O lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê…

Após um trecho inaudível do áudio, Joesley insistiu no assunto:

— O (procurador) que está me ajudando tá bom. Beleza. Agora o principal é o que está me investigando. Eu consegui (inaudível) um no grupo. Agora “tô” tentando trocar…

— O que está (inaudível) — disse Temer.

— Isso. Estou nessa. Então, está meio assim. Ele (procurador responsável pelas investigações) saiu de férias. Até nessa semana saiu um burburinho que iam trocar ele. Não sei o quê. Eu fiquei com medo… Mas, tudo bem. Eu estou contando essa história só para falar que… Eu estou me defendendo aí. Estou me segurando e tal… os dois lá, tudo bem.

PROCURADOR PRESO – Além de delator da Lava-Jato, Joesley é investigado pela operação Greenfield. O áudio não deixa claro quem é o procurador citado por Joesley, mas o procurador Angelo Villela foi preso pela Polícia Federal, suspeito de passar informações sigilosas a Joesley. Agentes da PF fizeram operação de busca e apreensão no gabinete do Ministério Público no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os áudios fazem parte da delação premiada de Joesley, antecipada com exclusividade pelo colunista Lauro Jardim, do GLOBO. A colaboração foi homologada pelo STF. A gravação tem 38 minutos. No início da conversa, o empresário procurou mostrar apoio em meio ao momento de crise econômica e política e afirmou ao presidente:

— Estamos juntos.

Em seguida, Joesley levou a conversa em direção a Eduardo Cunha.

— Como o senhor “tá” nessa situação toda do Eduardo (Cunha), não sei o quê, Lava-Jato… — indagou.

O presidente demonstrou insatisfação com a postura do aliado:

— O Eduardo resolveu me fustigar, né. Você viu que…

— Eu não sei, como “tá” essa relação? — insistiu Joesley.

Temer, então, fez referência a um ato de Cunha em um dos processos da Lava-Jato:

— O (Sergio) Moro indeferiu 21 perguntas dele (Cunha) que não tinham nada a ver com a defesa dele, era para me trutar. Eu não fiz nada (inaudível)… No Supremo Tribunal Federal (inaudível).

APOIO A CUNHA – O empresário passou a detalhar a relação com Eduardo Cunha:

— Eu queria falar assim… Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo. O que tinha de alguma pendência daqui para ali (com Cunha), zerou toda. E ele (Cunha) foi firme em cima. Já tava lá, veio, cobrou, tal tal tal, pronto. Eu acelerei o passo e tirei da frente. O outro menino, companheiro dele que “tá” aqui, que o (ex-ministro) Geddel (Vieira Lima) sempre “tava”…

— Lucio Funaro… — interrompeu Temer.

—Isso… O Geddel que andava sempre ali, mas o Geddel perguntou, mas com esse negócio eu perdi o contato, porque ele virou investigado — explicou Joesley.

— É, é complicado, né, é complicado… — completou Temer.

“OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA, VIU”? -Joesley ponderou que, por Geddel ser investigado, não poderia encontrá-lo. Temer o advertiu:

— Isso é obstrução de Justiça, viu? — disse Temer, numa espécie de aconselhamento. Geddel, citado nas delações da Lava-Jato, deixou o governo por um outro escândalo, quando foi revelado que tentou interferir para liberar um empreendimento imobiliário milionário em Salvador, no qual ele tinha comprado um apartamento.

—Isso, isso… O negócio dos vazamentos, o telefone lá do Eduardo, do Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, a não sei o quê. Eu tô lá me defendendo. Como é que, o que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo… — reforçou Joesley.

Temer endossou a posição do empresário.

— Tem que manter isso, viu? — diz o presidente, em possível referência à compra de silêncio de Cunha.

Gravação de conversa baixaria de Joesley e Aécio exibe plano contra a Lava Jato

Resultado de imagem para joesley e aecio

Reprodução do site “Buzzfeed News”

Deu na Folha

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), reproduziu diálogos entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, no documento em que decidiu pelo afastamento do tucano do Senado e decretou as prisões preventivas da irmã dele, Andrea Neves, e de seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, que recebeu propina da empresa em nome dele.

Aécio fala com o empresário sobre os rumos da Lava Jato e cogita maneiras de deter a operação. Joesley gravava a conversa sem que o senador mineiro soubesse. A conversa foi publicada pelo site “BuzzfeedNews”.

###
UM DIÁLOGO DE CRIMINOSOS

Aécio Neves – Esses vazamentos, essa porra toda, é uma ilegalidade

Joesley – Não vai parar com essa merda?

Aécio – Cara, nós tamos vendo (…) Primeiro temos dois caras frágeis pra caralho nessa história é o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] e o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara], o Rodrigo especialmente também, tinha que dar uma apertada nele que nós tamos vendo o texto (…) na terça-feira.

Joesley – Texto do quê?

Aécio – Não… São duas coisas, primeiro cortar o pra trás (…) de quem doa e de quem recebeu.

Joesley – E de quem recebeu.

Aécio – Tudo. Acabar com tudo esses crimes de falsidade ideológica, papapá, que é que na, na, na mão [dupla], texto pronto nãnã. O Eunício afirmando que tá com colhão pra votar, nós tamo (sic). Porque o negócio agora não dá para ser mais na surdina, tem que ser o seguinte: todo mundo assinar, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, tá montada. A ideia é votar na… Porque o Rodrigo devolveu aquela tal das Dez Medidas, a gente vai votar naquelas dez… Naquela merda das Dez Medidas toda essa porra. O que eu tô sentindo? Trabalhando nisso igual um louco.

Joesley – Lógico.

Aécio – O Rodrigo enquanto não chega nele essa merda direto, né?

Joesley – Todo mundo fica com essa. Não…

Aécio – E, meio de lado, não, meio de leve, meio de raspão, né, não vou morrer. O cara, cê tinha que mandar um, um, cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu? Se falar coisa sua aí… forte. Não que isso? Resolvido isso tem que entrar no abuso de autoridade… O que esse Congresso tem que fazer. Agora tá uma zona por quê? O Eunício não é o Renan.

Joesley – Já andaram batendo no Eunício aí, né? Já andaram batendo nas coisas do Eunício, negócio da empresa dele, não sei o quê.

Aécio – Ontem até… Eu voltei com o Michel ontem, só eu e o Michel, pra saber também se o cara vai bancar, entendeu? Diz que banca, porque tem que sancionar essa merda, imagina bota cara.

Joesley – E aí ele chega lá e amarela.

Aécio – Aí o povo vai pra rua e ele amarela. Apesar que a turma no torno dele, o Moreira [Franco], esse povo, o próprio [Eliseu] Padilha não vai deixar escapulir. Então chegando finalmente a porra do texto, tá na mão do Eunício.

###
MINISTRO É UM BOSTA DO CARALHO

Aécio então reclama da nomeação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, a quem ele chama de “um bosta de um caralho”. O senador queria mudanças na Polícia Federal.

Joesley – Esse é bom?

Aécio – Tá na cadeira (…). O ministro é um bosta de um caralho, que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (…). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

Joesley – Pro João.

Aécio – É. O Aécio vai pro Zé (…)

(inteligível)

Aécio – Tem que tirar esse cara.

Joesley – É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

Aécio – E o motivo igual a esse?

Joesley – Claro. Criou o clima.

Aécio – É ele próprio já estava até preparado para sair.

Joesley – Claro. Criou o clima.

Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu…

Resultado de imagem para frases sobre mãe
Site Poemas & Canções

O  jornalista, escritor e letrista, nascido em Jaú (SP), David Nasser (1917-1980), autor de diversos clássicos do nosso cancioneiro popular, entre os quais “Mamãe” (em parceria com Herivelto Martins), que passou a ser considerada como o hino do Dia das Mães. A música foi gravada por Ângela Maria, em 1956, pela Copacabana.

MAMÃE
Herivelto Martins e David Nassser

Ela é a dona de tudo
Ela é a rainha do lar
Ela vale mais para mim
Que o céu, que a terra, que o mar

Ela é a palavra mais linda
Que um dia o poeta escreveu
Ela é o tesouro que o pobre
Das mãos do Senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe
Tu és a razão dos meus dias
Tu és feita de amor e de esperança
Ai, ai, ai, mamãe
Eu cresci, o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse
Eu queria, outra vez, mamãe
Começar tudo, tudo de novo

##############################

DIA DA MÃES
Paulo Peres

Entre a razão e a emoção
Existe um ponto de interrogação
Chamado Humana Renovação:
Ventre bendito – coração MÃE,
Obra Suprema do Criador.

MÃE.
Neste dia dedicado a VOCÊ,
Quero parabenizá-la e pedir-lhe
Que continue a ser esta MÃE
MARAVILHOSA!

No Brasil, o “Sistema” que nos governa é inimigo do cidadão

Resultado de imagem para corrupção charges

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Jamais, na História do Brasil, o “Sistema” de poder se mostrou tão atuante e contundente quanto agora, declarando-se escancaradamente como inimigo do cidadão, roubando, explorando, matando, negando-lhe direitos e anulando outros. Os roubos bilionários contra o erário e povo têm como conseqüência a falta de verbas nas áreas fundamentais de saúde e segurança, por estarem sendo desviadas de seus destinos. Isso significa que os condutores do “Sistema” são responsáveis por esses crimes que aniquilam a população, vitimada pelo serviço deficiente na saúde púbica e pelo total descaso com a segurança, com o país em clima permanente de informal guerra civil, que contabiliza cerca de 60 mil mortos a cada ano.

Não se consegue entender e aceitar a inexistência de movimentos organizados que poderiam contestar tanto o “Sistema” quanto seus poderes ilegítimos, e essa omissão tem deixado o povo à mercê de governantes e políticos deletérios e abjetos.

CONSCIENTIZAÇÃO – Na verdade, precisamos nos conscientizar que estamos sendo criminosamente manipulados pelo “Sistema”. Nesta conjuntura, supostas esquerda e direita se confundem na dilapidação dos recursos públicos, conforme ficou demonstrado pelas investigações da Lava Jato, com o Brasil sendo dominado por quadrilhas que se locupletam ilicitamente há mais de trinta anos e agora tentam inviabilizar a atuação da chamada República de Curitiba.

Vale lembrar que os bancos não são de direita e nem de esquerda, mas seguem apenas o dinheiro, o lucro, enquanto as elites brasileiras do serviço público e do empresariado querem apenas manter privilégios inimagináveis para o trabalhador, e tanto faz se o governo se intitula socialista, comunista ou capitalista, pois o objetivo destas castas se resume a exercer o poder e se locupletar.

SUPLÍCIO DOS INOCENTES – Bom, se considerarmos os bilhões roubados dos gastos públicos, envolvendo empresas estatais, fundos de pensão, empréstimos consignados, merenda escolar, metrôs, rodovias, programas populares etc., porque em tudo, enfim, há roubo e corrupção, a consequência é o suplício dos cidadãos inocentes, explorados pelos Três Poderes e pelos empresários sonegadores, seus cúmplices.

E não estou sendo calunioso ou difamando os três Poderes, porque não há dúvida de que o Judiciário também está envolvido, sobretudo por sua omissão em punir mais rápida e eficazmente os crimes cometidos contra o interesse público. Esta é a realidade brasileira.

Francisco Bendl

O voo do Carcará que consolidou a carreira de João do Vale

Resultado de imagem para joão do vale carcará

Nara e João, na gravação de “Carcará”

O compositor e cantor maranhense João Batista do Vale (1933-1996), o Poeta do Povo, que representou o grito contido das massas contra todo o tipo de injustiça social, conforme revela a letra de “Carcará” que, simboliza a vida difícil dos sertanejos mortos de fome, comparando-a à ave de rapina carcará, que tem que matar para sobreviver. Entretanto, o ”Carcará” desta letra tinha também um outro significado, ou seja, era considerado herói, na época, porque simbolizava uma juventude que lutava contra a ditadura militar para defender o povo brasileiro.

Historicamente, em 1964, João do Vale participou do show Opinião, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão, tornando-se conhecido principalmente pelo sucesso da música “Carcará” , a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora, substituindo Nara no espetáculo.

CARCARÁ
José Cândido e João do Vale

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião

Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada

Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come

Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

Site Poemas & Canções

É preciso sempre lembrar de Ivan Lins e seu parceiro Vítor Martins

Ivan e Vítor, compositores geniais

O químico, instrumentista, cantor e compositor carioca Ivan Guimarães Lins e seu parceiro Vitor Martins, na letra de “Lembra de Mim”, reiteram imagens/lembranças para quem tenta se manter vivo na memória da pessoa amada. Esta música foi gravada no LP Emílio Santiago, em 1997, pela Som Livre.

LEMBRA DE MIM
Vitor Martins e Ivan Lins

Lembra de mim
Dos beijos que escrevi
Nos muros a giz
Os mais bonitos
Continuam por lá
Documentando
Que alguém foi feliz

Lembra de mim
Nós dois nas ruas
Provocando os casais
Amando mais
Do que o amor é capaz
Perto daqui
Há tempos atrás

Lembra de mim
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar

Lembra de mim
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais
Lembra de mim


Site Poemas & Canções

Voto de Gilmar Mendes significa uma declaração de guerra à Lava Jato

Resultado de imagem para gilma mendes

Gilmar Mendes ridicularizou os procuradores

Carlos Newton

A sustentação do voto decisivo na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, proferido pelo ministro Gilmar Mendes, mostra que sua justificativa para libertar o réu José Dirceu não foi apenas uma decisão técnica e jurídica, mas também uma decisão de ordem pessoal, para dar “uma lição” aos jovens procuradores. Há vários meses Mendes vinha dando sucessivas declarações contra a Lava Jato e as prisões preventivas, quebrando a regra de que juiz só fala nos autos. Aliás, o ministro do STF tem demonstrado que não gosta de regras e desrespeita abertamente até o Código de Processo Civil, ao não se declarar suspeito para julgar réus e indiciados com os quais desfruta de amizade pessoal ou são defendidos pelo escritório em que trabalha sua cônjuge, como Michel Temer, Aécio Neves e Eike Batista.

O ministro Dias Toffoli também pouco se importa com o Código, pois foi capaz de libertar Paulo Bernardo, com que mantém relações de amizade, e nesta terça-feira votou pela libertação de José Dirceu, também seu velho e fraterno amigo. E o terceiro voto a favor de Dirceu foi de Ricardo Lewandowski, que também é amigo de Dirceu. Ou seja, na forma da lei, a votação teria sido 2 a 1 para manter a prisão de Dirceu, pois Toffoli e Lewandowski teriam de se declarar impedidos, mas a acusação (Ministério Público Federal) “esquecer” de arguir a necessária suspeição dos dois ministros.

Rafael Motta encaminha voto “sim” do PSB à ampliação de recursos do Cartão Reforma para zona rural

O deputado federal Rafael Motta, do PSB, encaminhou nesta terça-feira (28), na Câmara dos Deputados, o voto “sim” do partido a Medida Provisória que cria o programa Cartão Reforma, para subsidiar a compra de materiais de construção destinados à reforma de imóveis de famílias de baixa renda. O parlamentar também indicou voto “sim” a emenda que ampliou de 10% para 20%, no mínimo, o total de recursos do Cartão que deverão ser destinados a residências localizadas em área rural. 

“O PSB vota sim por entender que essa matéria é importante também para quem vive na zona rural e precisa desse recurso para melhorar sua moradia. É, até, uma questão de saúde pública, porque algumas dessas residências precisam de reformas para evitar a proliferação de doenças comuns em casas que não têm estrutura adequada, como a doença de chagas, por exemplo”, justificou o parlamentar. 

Segundo o projeto, terão direito ao cartão famílias com renda mensal de até R$ 2,8 mil, incluídos os rendimentos recebidos de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, mas excluídos aqueles concedidos no âmbito de programas habitacionais. Terão prioridade de atendimento as famílias com idosos, com pessoas com deficiência, cujo responsável pela subsistência for a mulher e as famílias com menor renda. Ao receber o cartão, a família terá até 12 meses para usar os recursos.

Um oceano de amor, na inspiração de Djavan

Resultado de imagem para djavan

Djavan é grande mestre em canções românticas

 

O cantor, compositor e produtor musical alagoano Djavan Caetano Viana, na letra de “Oceano”, mostra um amor que se encontra num estágio extremo de uma paixão parcialmente não correspondida que, metaforicamente, associa às águas revoltas do alto-mar as incertezas e as dores emocionais. Esta música foi gravada no CD Djavan, em 1989, pela CBS

OCEANO
Djvan

Assim
Que o dia amanheceu
Lá no mar alto da paixão
Dava pra ver o tempo ruir
Cadê você? Que solidão!
Esquecera de mim

Enfim
De tudo que há na terra
Não há nada em lugar nenhum
Que vá crescer sem você chegar
Longe de ti tudo parou
Ninguém sabe o que eu sofri

Amar é um deserto
E seus temores
Vida que vai na sela
Dessas dores
Não sabe voltar
Me dá teu calor

Vem me fazer feliz
Porque eu te amo
Você deságua em mim
E eu oceano
Esqueço que amar
É quase uma dor
Só sei
Viver
Se for
Por você


Site Poemas & Canções