Na poesia de Fernando Brant, a história do menino que sempre vinha lhe dar a mão

Fernando Brandt

Fernando Brant foi um dos criadores do Clube de Esquina

O advogado, escritor, letrista e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Bola de Meia, Bola de Gude”, foi buscar em sua infância, pura e feliz, a solução para lidar com as adversidades da fase adulta. A música foi gravada por Milton Nascimento no LP Miltons, em 1988, pela CBS.

BOLA DE GUDE, BOLA DE MEIA
Milton Nascimento e Fernando Brant

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal

Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade
Alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão

Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Por: Paulo Peres
Poemas & Canções

Posted on 13/08/2021, in Entretenimento, Música. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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