Daily Archives: 29/07/2021

Uma desesperada canção de amor que marcou a trajetória de Djavan


Djavan conseguiu desenvolver um estilo pessoa

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, compositor e produtor musical alagoano Djavan Caetano Viana revela na letra de “Álibi” o ser apaixonado e não correspondido, tal como ele gostaria que fosse, inclusive, já não se sacia com o sexo (força do beijo), mesmo que o sexo seja intenso, frequente e liberado (vadio). O apaixonado sofre (chora), mas nega a raiva que sente (mentira da ira), pelo desejo não satisfeito (não contraíra). O amor está no limiar da dor e vice-versa (por um triz).O apaixonado tenta iludir-se e ao outro aparentando felicidade, usando a sua carência como justificativa (álibi) para essa vida sem sentido, a espera do outro que não se entrega. A música faz parte do LP Djavan Ao Vivo, lançado em 1999, pela Epic/Sony Music.

ÁLIBI
Djavan 

Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais


Meus olhos lacrimejam teu corpo
Exposto à mentira do calor da ira
No afã de um desejo que não contraíra
No amor, a tortura está por um triz

Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido

Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido
Havia mais que um desejo

De lesões à medalha: Rebeca Andrade é a primeira ginasta medalhista brasileira

29/07/2021Por: Jessyanne Bezerra

Foto: Martin Bureau / AFP

Rebeca Andrade conquista a prata nos jogos olímpicos de Tóquio 2020. Levando “Baile de Favela” como trilha sonora, Rebeca encantou e fez um estádio sem plateia bater palma pra música dela, fez outros atletas e outras comissões se animaram com o ritmo dela. É prata no pódio e ouro no carisma.

Um dia histórico para a ginástica brasileira: a primeira mulher a ser campeã do mundo é uma negra, e agora, a primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica é uma negra.

A paulista Rebeca Andrade chegou como grande favorita nas finais olímpicas. Nas classificatórias, ficou atrás apenas de Simone Biles por 0,332.

Na final, após um salto com nota 15.300, uma apresentação elogiada nas barras assimétricas com 14.666 e a revisão de nota na trave para 13.666, Rebeca Andrade fechou com “Baile de Favela” no solo e conquistou a segunda colocação no geral, atrás apenas de Sunisa Lee, dos EUA. A russa Angelina Melnikova ficou com o bronze.

Rebeca Andrade se tornou exemplo de superação, se equiparando às melhores do mundo, novamente, ao chegar às finais logo após duas cirurgias nos joelhos e conquistando a medalha de prata. A atleta superou não só as adversárias, mas também a si mesma.

Natural de Guarulhos, São Paulo, Rebeca começou a praticar ginástica com 5 anos de idade. Sua referência na modalidade é Daiane dos Santos, que possui nove medalhas de ouro em campeonatos mundiais.

Agora a ginasta conquistou vaga em três finais e se tornou a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica, em Tóquio 2020.

Vale ressaltar que Rebeca Andrade só chegou onde chegou porque teve mulheres como Daiane dos Santos, Jade Barbosa e Daniele Hypólito que insistiram nesse sonho, nessa possibilidade. Essa é a importância de um legado e de uma medalha vai muito além das gerações.

E esse é o Brasil sendo representado pela sua essência, tendo suas medalhas conquistadas majoritariamente por mulheres, nordestinos e negros.