Era só o que faltava! General Mourão deve ser o vice na chapa de Bolsonaro

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Mourão e Bolsonaro mantêm relações de amizade

Carlos Newton

A palestra feita pelo general Hamilton Mourão no Clube do Exército, em Brasília, na última quinta-feira, reforça a especulação de que o chefe militar pretende disputar a eleição de 2018 como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, pelo partido Patriotas (ex-PEN). Ao responder perguntas da platéia, com pedidos para se candidatar, o oficial admitiu essa possibilidade, ao afirmar: “Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida”. O general acrescentou que seu domicílio eleitoral é em Brasília e que passará para a reserva em 31 de março do ano que vem. Depois disso, deverá morar no Rio de Janeiro.

Juridicamente, não há impedimento para que o chefe militar seja candidato. Somente militares da ativa são impedidos de participar de atividades político-partidárias. Para Mourão, a obrigação de o militar se afastar para concorrer a cargo eletivo é “saudável”. No seu caso, basta se filiar ao partido no início de abril, dentro do prazo de seis meses antes da realização das eleições.

APOIO A BOLSONARO – Segundo o jornal Gazeta do Povo, ao ser questionado sobre o presidenciável Jair Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, Mourão afirmou que o deputado federal “é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido nessas falcatruas e confusões”. E acrescentou: “Ele terá que se cercar de uma equipe competente. […] Obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro.”

Os dois são amigos pessoais. Quando Mourão estava no Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, Bolsonaro foi visitá-lo e trocar ideias com ele. Logo depois, o general  foi removido da chefia do Comando Militar do Sul por prestar homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, o primeiro oficial a ser identificado como torturador. Neste episódio, Bolsonaro ficou solidário com Mourão.

“DR. TIBIRIÇÁ” – A tortura a presos políticos é crime previsto pela Convenção de Genebra. O coronel Ustra, que usava o codinome de “Dr. Tibiriçá” e era chefe de operações do DOI-CODI de São Paulo, foi reconhecido nua solenidade por Bete Mendes, então deputada federal do PT paulista. Depois, vários outros ex-presos políticos reconheceram Ustra, entre eles o economista Persio Arida, e o coronel foi condenado pela Justiça como torturador, mas não cumpriu pena devido à Lei da Anistia.

As Forças Armadas brasileira condenam a prática de tortura, mas ainda há uma pequena facção que tenta justificar os excessos cometidos no regime militar, quando houve não somente supliciamento de presos políticos, mas também bárbaros assassinatos e ocultação de cadáveres. O general Hamilton Mourão e o deputado Jair Bolsonato integram essa ala minoritária das Forças Armadas brasileiras.

Posted on 11/12/2017, in Brasil, Curiosidade, Informativo, Política, Reflexão. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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