Daily Archives: 11/12/2017

Era só o que faltava! General Mourão deve ser o vice na chapa de Bolsonaro

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Mourão e Bolsonaro mantêm relações de amizade

Carlos Newton

A palestra feita pelo general Hamilton Mourão no Clube do Exército, em Brasília, na última quinta-feira, reforça a especulação de que o chefe militar pretende disputar a eleição de 2018 como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, pelo partido Patriotas (ex-PEN). Ao responder perguntas da platéia, com pedidos para se candidatar, o oficial admitiu essa possibilidade, ao afirmar: “Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida”. O general acrescentou que seu domicílio eleitoral é em Brasília e que passará para a reserva em 31 de março do ano que vem. Depois disso, deverá morar no Rio de Janeiro.

Juridicamente, não há impedimento para que o chefe militar seja candidato. Somente militares da ativa são impedidos de participar de atividades político-partidárias. Para Mourão, a obrigação de o militar se afastar para concorrer a cargo eletivo é “saudável”. No seu caso, basta se filiar ao partido no início de abril, dentro do prazo de seis meses antes da realização das eleições.

APOIO A BOLSONARO – Segundo o jornal Gazeta do Povo, ao ser questionado sobre o presidenciável Jair Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, Mourão afirmou que o deputado federal “é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido nessas falcatruas e confusões”. E acrescentou: “Ele terá que se cercar de uma equipe competente. […] Obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro.”

Os dois são amigos pessoais. Quando Mourão estava no Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, Bolsonaro foi visitá-lo e trocar ideias com ele. Logo depois, o general  foi removido da chefia do Comando Militar do Sul por prestar homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, o primeiro oficial a ser identificado como torturador. Neste episódio, Bolsonaro ficou solidário com Mourão.

“DR. TIBIRIÇÁ” – A tortura a presos políticos é crime previsto pela Convenção de Genebra. O coronel Ustra, que usava o codinome de “Dr. Tibiriçá” e era chefe de operações do DOI-CODI de São Paulo, foi reconhecido nua solenidade por Bete Mendes, então deputada federal do PT paulista. Depois, vários outros ex-presos políticos reconheceram Ustra, entre eles o economista Persio Arida, e o coronel foi condenado pela Justiça como torturador, mas não cumpriu pena devido à Lei da Anistia.

As Forças Armadas brasileira condenam a prática de tortura, mas ainda há uma pequena facção que tenta justificar os excessos cometidos no regime militar, quando houve não somente supliciamento de presos políticos, mas também bárbaros assassinatos e ocultação de cadáveres. O general Hamilton Mourão e o deputado Jair Bolsonato integram essa ala minoritária das Forças Armadas brasileiras.

No Mucuripe, aquela estrela é dela. E vida, vento, vela, leva-me daqui…

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Belchior e Fagner, grandes amigos e parceiros

O produtor, instrumentista, cantor e compositor cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes, compôs em parceria com Belchior a belíssima “Mucuripe”, inspirada na paisagem pesqueira daquela enseada, no Ceará, cuja letra reflete o sofrimento pelo abandono de um grande amor.

Para curar o coração, nada como sair bem vestido (chamando atenção) para a noitada, em busca de um novo amor: “Calça nova de riscado, paletó de linho branco, que até o mês passado, lá no campo inda era flor”. Embora o “Ouro Branco do Ceará” seja o algodão mocó, usou-se o linho branco, proveniente dos campos europeus, algo mais sofisticado e caro.

A música Mucuripe foi um grande sucesso com Elis Regina, embora tenha sido gravada, anteriormente, pelo Fagner no Disco de Bolso do Pasquim, em 1972, pela Phonogram,  e também foi sucesso com Roberto Carlos, em 1975.

MUCURIPE
Belchior e Fagner

Aquela estrela é dela
Vida, vento, vela, leva-me daqui

As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas
Prás águas fundas do mar

Hoje a noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo ainda era flor

Sob o meu chapéu quebrado
O sorrido ingênuo e franco
De um rapaz novo encantado
Com 20 anos de amor

Site Poemas & Canções

Governo do RN ainda não tem data para pagamento do 13º salário

A apenas nove dias do fim do prazo legal para pagamento do 13º salário dos servidores públicos, o governo não confirma se irá honrar o compromisso e também não divulgou nenhum outro tipo agendamento.

Sobre o assunto, a única informação confirmada pela assessoria de imprensa do poder Executivo é o complemento do mês de outubro, cujo pagamento está marcado para quarta-feira (13). O montante é referente ao restante dos salários acima de R$ 4 mil.

O governo vem encontrando dificuldades para reunir os recursos financeiros do 13º salário e do mês do novembro. Na semana passada, o Executivo foi obrigado, por força de ordem judicial, a fazer os repasses dos duodécimos dos poderes.

Decreto de calamidade para a saúde publica renovado

Por: Evandro Borges Advogado

A situação de saúde publica no Estado é de fato calamitosa, com falta de leitos, doentes nos corredores, filas gigantescas para atos médicos eletivos, uma falta de mais de quatro mil profissionais, como denuncia o Sindisaúde, remunerações em atraso de pagamento e falta de calendário para os últimos meses do ano, incluindo o direito constitucional do 13º salário, os principais hospitais de emergências lotados, precisando de reformas, falta de equipamentos adequados, portando, a situação é muito grave.

O Decreto Estadual de 05 de junho de 2017, estabelecendo a calamidade pelo prazo de cento e oitenta dias, não foi suficiente para melhorar  todo o contexto da saúde, agora renovado por mais um decreto, pelo mesmo prazo de cento e oitenta dias, precisa melhor ser acompanhado, tanto na esfera governamental, como também, pela sociedade civil, pois o Governo está se mostrando incapaz de manter a governança.

Os desafios da saúde não se resolvem, apenas, com o Governo de forma unilateral, sozinho, em que pese os poderes concedidos no Decreto de Calamidade, que tecnicamente seria de Estado de Emergência Administrativa, dando condições amplas para se promover a administração, até para contratar, no entanto, sem condições de pagamento, contratar serviços emergências, e o titular da pasta da saúde de adicionar outros atos administrativos.

Este contexto configura um quadro que o Ministério Público precisa intervir, cobrar ações, metas, planos e calendário de execução, convocar outros setores, como os sindicatos que atuam nas áreas, analisar os serviços e demandas, como atender de forma emergencial, quais as reformas que podem ser conduzidas, quais os recursos necessários e as fontes que podem ser utilizadas.

Verificar os Hospitais Regionais, as UPAS, e as Unidades Básicas, convocar os Deputados Estaduais a responsabilidades, saber quem pode colaborar com Emendas individuais disponíveis, as universidades, os convênios que podem ser celebrados, até hospitais de campanha das forças armadas, nenhum segmento pode se ausentar neste momento, convocar uma reunião imediata dos Secretários Municipais da Saúde da Região Metropolitana de Natal, localidade que reside a metade da população do Estado.

A Igreja Católica através de seus três Bispos das Dioceses deram exemplo em relação a situação da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, agora é o momento da saúde pública, a população precisa de atendimento, de resolução dos problemas de saúde que estão afetados, sob pena dos Decretos se sucederem, um atrás do outro, mas sem solucionar nada.

As entidades patronais precisam se colocar, ser solidário, o segmento do turismo igualmente, o sistema social patronal, é preciso uma instituição para liderar o movimento com capacidade, alavancar um processo diferente, que não fique apenas no marco do Decreto Emergencial de natureza duvidosa, pela falta de credibilidade que este governo começa a trilhar.