De repente, amanhece na poesia de Flora Figueiredo

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Flora Figueiredo, sempre atenta à poética da vida

A tradutora, cronista e poeta paulista Flora Figueiredo mergulha no silêncio da noite para nos mostrar como nascem as manhãs, no seu poético entender.

COMO NASCEM AS MANHÃS
Flora Figueiredo

O fundo dos olhos da noite
guarda silêncios.

Esconde na retina
a menina que corre descalça em campo aberto.
Pálpebras cerradas, a noite emudece.
A menina com medo
faz um furo no escuro com a ponta do dedo.

Cai um pingo de luz.
Amanhece.


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Posted on 03/02/2017, in Entretenimento, Reflexão. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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