Daily Archives: 18/06/2016

Uma inesquecível canção de protesto de Capinam e Edu Lobo

José Carlos Capinam, um dos maiores letristas da MPB

O advogado, publicitário, poeta e letrista baiano José Carlos Capinam explica que, a vitória de “Ponteio” no III Festival da Record, em 1967, música de raiz sertaneja, trazia na letra uma interação política bem ao gosto da plateia mais politizada, com alusões certeiras ao desejo de mudança: Certo dia que sei por inteiro/ eu espero, não vá demorar/ este dia estou certo que vem/ digo logo o que vim pra buscar(…) vou ver o tempo mudado/ e um novo lugar pra cantar”. Era o bordão contra a ditadura militar, então,  vigente no pais desde 1964. Esta música foi gravada no LP Edu Lobo, Marília Medalha, grupo Momento Quatro e grupo Quarteto Novo, em 1967, pela Philips.

PONTEIO
Edu Lobo e Capinam

Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse ou amor ou dinheiro

Era um, era dois, era cem
Vieram pra me perguntar
Ô, você, de onde vai, de onde vem
Diga logo o que tem pra contar

Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol, nem vento

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar

Era um dia, era claro, quase meio
Era um canto calado, sem ponteio
Violência, viola, violeiro
Era morte em redor, mundo inteiro

Era um dia, era claro, quase meio
Tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio
Só sabia das ondas do mar

Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola ponteio
Meu canto não posso parar, não

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar

Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém
Prometendo um novo ponteio

Certo dia que sei por inteiro
Eu espero, não vá demorar
Este dia estou certo que vem
Digo logo o que vim pra buscar

Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar pra cantar

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar

site Poemas & Canções

Governador da Paraíba Ricardo Coutinho anuncia pagamento da 1ª parcela do 13° salário

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou, em seu perfil no Twitter, na manhã desta quinta-feira (16), o pagamento da primeira parcela do 13° salário ao funcionalismo público estadual. De acordo com o governador em sua publicação, a antecipação vai representar uma injeção de R$ 127 milhões na economia do estado durante o período junino.

Ainda conforme Ricardo Coutinho, a antecipação da parcela do 13º salário acontece desde 2005, se referindo ao período em que foi prefeito de João Pessoa, tendo em vista que ele só assumiu a gestão do estado em 2011.

Na mesma postagem, ele ainda ironizou o prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

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Governo Temer paga Bolsa Família sem reajuste anunciado por Dilma

a dona de casa helena goes franco 69 com o neto wallace 5 mostra o cartao do beneficio do bolsa famlia a dona de casa francisca pedro da silva 59 mostra o cartao do beneficio do bolsa faO governo interino do presidente e Michel Temer não concedeu o reajuste de 9% previsto para este mês aos beneficiários do Bolsa Família.

A informação foi confirmada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, responsável pela gestão do programa, que atende 13,9 milhões de famílias no país –sendo metade delas no Nordeste.

O anúncio do reajuste aos beneficiários foi feito pela presidente Dilma Rousseff durante ato no dia 1º de maio, em São Paulo, poucos dias antes de ser afastada pelo Senado. “O governo Dilma ficou dois anos sem dar reajuste no Bolsa Família. Estamos fazendo uma avaliação nos cortes promovidos pelo governo anterior, que chegam a R$ 1,6 bilhão, para poder conceder o reajuste”, informou o ministério em nota aoUOL. O texto diz ainda que não há data para a conclusão de estudos sobre as possibilidades de reajuste do benefício.

Apesar da promessa da promessa de reajuste feita enquanto ainda exercia o cargo, Dilma não editou decreto autorizando e determinando o reajuste no benefício. O presidente interino, Michel Temer também não editou decreto nesse sentido.

O pagamento do benefício do mês de junho começou nesta sexta-feira (17), contemplando as famílias com número final de inscrição “1”. Ao todo, o pagamento do programa social ocorre em dez datas diferentes. Este mês, o calendário oficial vai até o dia 30 de junho, quando são pagos os beneficiários com número final “0”.

Quando anunciou a medida, Dilma explicou que a proposta estava prevista na proposta de orçamento enviada para o Congresso, em 2015. “Essa proposta estava prevista, e diante do quadro atual, tomamos medidas que garantem aumento na receita neste ano e nos próximos para viabilizar esse aumento no Bolsa Família. Tudo isso sem comprometer o cenário fiscal”, afirmou a então presidente.

Em Recife, a presidente afastada Dilma Rousseff comentou o não pagamento do reajuste e disse que se trata de “mesquinharia”.

“Não pagaram o reajuste do Bolsa Família, de 9%, que nós tínhamos deixado os recursos e aprovado direitinho, todas as condições para ser pago. Aí vocês vejam, quanto custa isso? Custa menos de R$ 1 bilhão, mas ao mesmo tempo vão e aumentam o deficit e dão aumento para todos que lhe interessam, que montam na casa de R$ 56 bilhões. Para o povo pobre, R$ 1 bilhão é muito; para os ricos, R$ 56 bilhões é pouco. É esse o governo da desigualdade, da mesquinharia com o nosso povo. Não pagar o reajuste do Bolsa Família é uma mesquinharia com o povo pobre desse país”, disse em discurso em ato em defesa pela democracia.

Ela ainda pediu mobilização para cobrar o seu retorno à Presidência. “Essa decisão e mostra a verdadeira alma, o verdadeiro intuito, o verdadeiro objetivo desse governo provisório, ilegítimo e interino, que é reduzir o máximo que puderem dos direitos conquistados, dos direitos sociais, dos direitos de cada um dos brasileiros, principalmente daqueles mais pobres. Nós vamos responder a isso dizendo ‘não’ a esse governo provisório, ilegítimo e usurpador.”

A reportagem do UOL entrou em contato na noite desta sexta-feira (17) com assessores do presidente Temer e do Palácio do Planalto para repercutir o discurso da presidente afastada, não houve retorno até as 20h

Segundo o professor de Economia da Universidade Federal de Alagoas e estudioso de programas sociais, Cícero Péricles, a suspensão do reajuste já era esperada e que terá um impacto negativo para os Estados do Nordeste, onde quase metade das famílias recebem o benefício.

“Os assessores deles já falavam em ‘focalização’ do programa, faziam críticas à malversação desses recursos. Era um claro discurso político preparatório para que o programa tivesse perdas reais. Essa suspensão tem um impacto regional forte. Não é verdade que o Bolsa Família que o Bolsa Família custe caro para o Brasil, ele significa apenas 0,5% do PIB [Produto Interno Buto] e ajuda quase 20% da população. É um custo-benefício muito bom para o país”, diz.

Servidores da saúde estadual deflagram greve a partir da próxima quarta-feira (22)

 

Servidores da saúde estadual deflagram greve geral a partir de quarta-feira

Servidores da saúde estadual deflagram greve geral a partir de quarta-feira

 

Os servidores da saúde estadual realizaram uma assembleia nesta sexta-feira (17) em frente Pronto Socorro Clóvis Sarinho, no hospital Walfredo Gurgel em Natal e confirmaram o início de greve por tempo indeterminado em todo o estado na próxima quarta-feira (22).

Os trabalhadores terceirizados também participaram da mobilização e se disseram insatisfeitos com a Sesap e empresa Safe, que até o momento não pagaram seus salários. Eles paralisaram as atividades hoje e decidiram entrar em greve já na segunda-feira (17), com um ato na Sesap.

O indicativo de greve foi aprovado pelos servidores no dia 20 de maio. Desde então eles estão mobilizando a categoria em todo o estado.

Os servidores cobram o pagamento em dia dos salários, o depósito da parcela do 13º, o retorno de uma gratificação, cumprimento dos acordos da greve passada e mais recursos para a saúde pública.

Outra pauta que motivou a greve foi o Projeto de Lei da Previdência Complementar da Assembleia Legislativa que, de acordo com o Sindsaúde, representa uma ameaça à aposentadoria, e denunciam a reforma da Previdência, preparada pelo governo Temer.