Daily Archives: 23/04/2016

Não está fácil para ninguém! Crise no país derruba cachê de artistas como Safadão e Ivete

A maior crise econômica e política da história do país já atinge em cheio a classe artística. A paralisação do governo federal, e a consequente “quebra” de Estados e municípios brasileiros –alguns sem dinheiro até para pagar o funcionalismo– fez secar as torneiras do dinheiro público para artistas. Especialmente os mais populares.

Explico: a maior parte das receitas dos principais artistas tem origem em dinheiro público. São milhares de festas anuais de aniversários de cidades e Estados, eventos públicos em capitais, festas bancadas por secretarias de Cultura municipais, estaduais e órgãos federais.

Segundo a coluna apurou, para alguns artistas os shows pagos com dinheiro público representam até 65% do faturamento anual. Sem esses shows, muitas “estruturas” poderão quebrar. Aliás, desde janeiro já têm ocorrido vastas demissões na área de shows.

A crise atual acabou literalmente com a festa. Boa parte das prefeituras não têm mais dinheiro para bancar artistas, nem de pequeno calibre, que dizer de “medalhões” caríssimos.

O UOL apurou junto a contratantes de shows (intermediários) de São Paulo que, nos últimos seis meses, alguns cachês chegaram a cair até 75% –caso de Wesley Safadão.

Em outubro do ano passado, contratar esse artista para um evento (com datas apenas para a partir de maio este ano) chegava a custar entre R$ 500 mil e R$ 800 mil. Hoje há negócios (shows) fechados com Safadão por R$ 200 mil e até menos.

Outro rei atingido pela crise? Roberto Carlos. Seu show lendário sempre teve como “padrão” um custo estimado de R$ 1 milhão (isso seria só o cachê dele e dos músicos; mais transporte, mais hotel, alimentação etc. por conta do contratante). Hoje RC faz shows gradiosos por até R$ 750 mil.

Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Jorge & Mateus, Victor & Leo, Anitta também foram afetados duramente.

Todo mundo está baixando os cachês porque, como não há no momento poderes públicos contratando shows (e esses poderes são os únicos que pagam artistas pela “tabela cheia”), o negócio é reduzir as expectativas financeiras na hora de negociar com contratantes privados, mas manter a agenda cheia.

Importante lembrar que nenhum artista brasileiro do primeiro escalão –como os citados nesta matéria– está em dificuldades financeiras. Os show fechados hoje por preços abaixo dos de mercado serão agendados para daqui a vários meses. Quiça daqui um ano.

Explico: ninguém compra um show de Safadão, RC ou Ivete Sangalo hoje para que ele seja apresentado daqui a uma semana ou daqui a um mês. Não é assim que funciona. A agenda de shows de artistas de primeiro escalão é fechada com meses de antecedência. Portanto, os shows fechados hoje por preços abaixo do “comum” só deverão apresentados daqui a algum tempo.

Veja abaixo o que está ocorrendo com os cachês de alguns artistas:

Wesley Safadão: R$ 500 a R$ 800 mil – agora R$ 200 mil

Jorge & Mateus: R$ 400 mil – agora R$ 320 mil

Ivete Sangalo: R$ 350 mil – agora R$ 250 mil

Claudia Leitte: R$ 300 mil – agora R$ 175 mil

Gusttavo Lima: R$ 320 mil – agora R$ 220 mil

Fernando e Sorocaba: R$ 250 mil-300 mil – agora R$ 150 mil

Victor & Léo: R$ 240 mil-R$ 280 mil – agora R$ 110 mil

Luan Santana: R$ 200 mil – agora R$ 160 mil

Paula Fernandes: R$ 150 mil – agora R$ 120 mil

Anita: R$ 80 mil – agora R$ 40 mil

Nando Reis: R$ 65 mil – agora R$ 35 mil

Naldo Beni: R$ 30 mil – agora R$ 6.000

Uol

Polícia Civil prende suspeito pelo homicídio do professor Alcivan Medeiros‏

22.04.16 João Carlos Bezerra da SilvaUma investigação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Santana do Matos, com apoio da Delegacia de Polícia Civil de Angicos e da Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom) de Mossoró, resultou na prisão de João Carlos Bezerra da Silva, 25 anos, suspeito pela morte do professor Alcivan Medeiros da Silva. Os detalhes da investigação foram divulgados nesta sexta-feira (22), em uma coletiva de Imprensa.

“Nossa investigação descobriu que dia 02 de abril deste ano, o professor de matemática saiu de Mossoró em seu veículo, juntamente com o suspeito. No dia seguinte, o carro do professor e um corpo foram encontrados carbonizados, em um sítio chamado Tigre, município de Santana do Matos.

Após o crime, o suspeito João Carlos Bezerra da Silva voltou para Mossoró em um táxi e sem o carro do professor”, detalhou o delegado responsável pela investigação, Dilton Nascimento, titular da DP de Santana do Matos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima e o suspeito moravam em um mesmo apartamento.

Fonte: Jair Sampaio

Ex-prefeitos de Duas Estradas e Mulungu são condenados à prisão

O Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba obteve condenações de dois ex-prefeitos paraibanos por crimes como falsidade ideológica, desvio e apropriação de recursos públicos e por delitos previstos na Lei de Licitações.

Os condenados são Hélio Freire dos Santos (ex-prefeito de Duas Estradas) e José Leonel de Moura (ex-prefeito de Mulungu). As penas variam entre reclusão, detenção, pagamento de multa e prestação de serviços à comunidade. O MPF vai recorrer das duas decisões judiciais para pedir ampliação das penas. Duas Estradas – Em 2004, durante o mandato na prefeitura do município de Duas Estradas, Hélio Freire dos Santos forjou um processo de licitação e contratou diretamente a empresa Prestacon – Prestadora de Serviços e Construções Ltda.

para construir 42 banheiros na zona urbana do município. Os recursos federais para a construção dos banheiros eram provenientes do Convênio nº 1357/2003 firmado entre a prefeitura e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O custo total do contrato ilegal firmado entre a prefeitura e a empresa inexistente Prestacon, após a licitação forjada, foi de R$ 76.250,82. Logo no início da execução da obra, o prefeito liberou 40% do valor do contrato. A empresa se apropriou do valor antecipado, no total de R$ 26.400,27, e não executou a obra. Perícia constatou que foi iniciada, mas não concluída, a construção de apenas 16 banheiros.

Pela dispensa ilegal da licitação e desvio das verbas públicas, a Justiça Federal condenou o ex-prefeito Hélio Freire dos Santos a 6 anos de prisão, sendo 2 de reclusão e 4 de detenção, e ainda multa de R$ 2.033,00. Também foram condenados a penas de reclusão, detenção e multa os sócios da Prestacon, João Freitas de Souza, Jackson de Andrade. Já o representante da Prestacon, Roberto Cordeiro de Araújo foi condenado pelo desvio e apropriação de recursos públicos. Cabe recurso aos condenados.

Mulungu – Em 2006, José Leonel de Moura, então prefeito de Mulungu, em manobra com o então secretário de Educação do município José Carlos de Lucena (falecido) e Nelson Rufino da Silva (na época presidente da Comissão Permanente de Licitação do município), dispensou ilegalmente uma licitação para realizar curso de capacitação de professores do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os recursos eram oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Além da dispensa ilegal do procedimento licitatório, os condenados também forjaram a existência de uma licitação na modalidade carta convite, através da qual desviaram e se apropriaram de R$ 16.600,00 que deveriam ter sido aplicados na melhoria da precária educação pública no município com a capacitação dos professores do EJA.

O ex-prefeito José Leonel de Moura foi condenado pela dispensa ilegal de licitação, desvio e apropriação de recursos públicos e falsificação de documentos públicos, crimes pelos quais terá que cumprir 8 anos de prisão, sendo 5 anos e 2 meses de reclusão em regime semiaberto e 3 anos e 6 meses de detenção em regime aberto, além de multa. Já Nelson Rufino da Silva foi condenado a 1 anos e 11 meses de reclusão e multa pela falsificação de documentos públicos, pena substituída por prestação de serviços à comunidade e multa de dois salários mínimos. Cabe recurso aos condenados.

Paraiba.com.br

Cunha é alvo de mais seis investigações na PGR

CUNHA-PMDB

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é alvo de mais seis inquéritos por fatos distintos, além das duas denúncias que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

A situação de Cunha foi tratada pelo procurador na manhã de sexta-feira (22), durante palestra para alunos brasileiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, da Universidade de Cambridge, nos Estados Unidos. De acordo com o procurador, dois dos seis inquéritos abertos para apurar fatos distintos em relação a Cunha estão em fase avançada e deverão “rapidamente” virar duas denúncias ao Supremo.

Perguntado por um aluno brasileiro sobre o papel da procuradoria para acelerar a ação na qual pediu ao STF afastamento de Cunha do cargo de presidente da Câmara, Janot respondeu que “o problema está com o Supremo”.

Em dezembro do ano passado, Janot pediu ao STF o afastamento de Cunha. O relator é o ministro Teori Zavascki, que ainda não tem data para liberar o processo para julgamento. Para justificar o pedido, o procurador citou 11 fatos que comprovam que Cunha usa o mandato de deputado e o cargo de presidente da Casa “para intimidar colegas, réus que assinaram acordos de delação premiada e advogados”.

No mês passado, o Supremo abriu ação penal contra Eduardo Cunha. Seguindo o voto do relator, ministro Teori Zavascki, a Corte entendeu que há indícios de que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras. Na defesa, o advogado Antonio Fernando Barros disse que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o deputado “não reúne condições para ser admitida”.