Daily Archives: 18/04/2016

Deputada que votou ‘sim’ pelo impeachment amanhece com a PF na sua casa

Na noite de ontem na Câmara dos Deputados, segurando uma bandeira do Brasil, a deputada Raquel Muniz (PSD-MG) citou, ao vivo, o seu marido como exemplo de gestor público e votou contra a corrupção e ‘por um Brasil que tem jeito’. Seu voto foi um dos mais caricatos da sessão (ela chegou a pular várias vezes enquanto gritava ‘sim’). Na manhã de hoje, a Polícia Federal prendeu o seu marido por corrupção

Raquel Muniz deputada corrupção
A deputada Raquel Muniz votou ‘sim pelo impeachment e por um Brasil que tem jeito’. Hoje, seu marido foi preso por corrupção
 

A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira, em Brasília, o prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz. Ele foi preso em função das investigações da ‘Operação Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde’.

Ruy é casado com Raquel Muniz (PSD-MG). Curiosamente, ele foi homenageado pela esposa na noite deste domingo (17) durante a votação (assista abaixo) do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

“O meu voto é pra dizer que o Brasil tem jeito, e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão”, bradou Raquel, antes de citar os filhos, a neta e a mãe como justificativas para o voto.

O voto da deputada foi um dos mais caricatos da noite — ela chegou a pular várias vezes enquanto gritava ‘sim’ pelo impeachment e era saudada pelos colegas de parlamento.

Ainda na sexta-feira, quando foi iniciada a discussão do impeachment na Câmara, Raquel Muniz já tinha antecipado sua posição em discurso na tribuna e a gestão do marido foi vendida por ela como exemplo no combate à corrupção.

“A corrupção que assola o nosso País é a ferrugem que impede o desenvolvimento. Não podemos mais permitir essa situação. Em Montes Claros, minha cidade natal, o Prefeito Ruy Muniz, senhoras e senhores, criou a Secretaria de Prevenção à Corrupção. E, lá, temos lutado para dar mais qualidade de vida aos montes-clarenses, para garantir dignidade à nossa gente” disse Raquel Muniz.

Preso, seu marido deve responder pelos crimes de estelionato majorado, prevaricação, peculato, falsidade ideológica majorada e dispensa indevida de licitação pública.

VÍDEO DO VOTO DE RAQUEL MUNIZ:

Parede de escola desaba após fortes chuvas em Brejinho

Durante as fortes chuvas na noite de sábado e madrugada desta domingo (17), parte da Escola Estadual Presidente Café Filho, em Brejinho, Agreste do Rio Grande do Norte, desabou.

Segundo informações  parte de uma sala de aula não resistiu as fortes chuvas que caiu na cidade nesses dois últimos dias e desabou. Ninguém ficou ferido.

Filho do secretário de segurança da Paraíba é preso com drogas em Natal

A Polícia do Rio Grande do Norte prendeu na manhã deste domingo (17) o um homem identificado como Cláudio Felipe Lima, filho do secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Lima, portando 20 comprimidos de Ecstasy.e 10 de LSD.

Segundo a PCRN, Cláudio Felipe Lima estava no hotel Imirá participando de uma festa rave, a Bug & Underground, e foi autuado em flagrante delito. Ele foi conduzido à delegacia do Plantão Sul, enquadrado no artigo 38 da nova lei anti drogas, mas já esta liberado, pois apesar da quantidade a autoridade policial entendeu que era para consumo.

Passagens

De acordo com o blog do Dércio, não é a primeira vez que o filho do secretário Cláudio Lima é preso por porte de drogas e não é a primeira vez que o pai sai de casa as pressas, como saiu hoje, para livrar a cara do rapaz.

190RN

No caminho incerto da vida, o mais importante é decidir

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1880-1985), nasceu em Goiás Velho. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, conforme este “Poeminha Amoroso”, que versifica a sua paixão.POEMINHA AMOROSO
Cora Coralina

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
eu te amo, perdoa-me, eu te amo…                         

Poemas & Canções

Jean Wyllys cospe em Bolsonaro durante votação na Câmara

​Antigos rivais, os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ) protagonizaram no plenário da Câmara uma cena digna de briga de bar.

Bolsonaro deixou o plenário dizendo ter sido alvo de uma cusparada de Wyllys. De acordo com ele, o deputado do PSOL teria tomado a atitude porque não aprovou o encaminhamento de seu voto, em que elogiou o coronel da ditadura militar Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI e notório torturador. Jean Wyllys, que admite a cusparada, se justifica alegando apenas ter reagido a uma provocação de Bolsonaro após declarar voto contrário ao impeachment de Dilma Rousseff.

Wyllys argumenta que a menção a Ustra é mais grave que cuspir no colega. Os dois também divergem sobre a pontaria de Jean Wyllys. Bolsonaro afirma ter sido atingido por “apenas 30%” da saliva do ex-BBB – os outros 70% teriam castigado o petista gaúcho Luis Carlos Heinze – enquanto o socialista relata ter atingido o rival em cheio.

Câmara dos Deputados derruba Dilma, agora falta o Senado

Por 367 votos a favor e 137 contra, a Câmara dos Deputados decidiu pela admissibilidade do processo contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Com o voto do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), a proposta foi aprovada às 23h07, antes mesmo do final da votação de hoje. O Plenário registrou ainda 7 abstenções e 2 ausências.

A votação teve início por volta das 17h30 deste domingo (17). Agora, caberá ao Senado julgar a denúncia contra a presidente. Uma eventual condenação no Plenário daquela Casa retira Dilma do cargo e a torna inelegível por oito anos.

A sessão foi tensa, iniciada com princípio de tumulto. Cada voto dos 511 deputados, estavam ausentes os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Clarissa Garotinho (PR-RJ), foi pontuado com comemorações de cada lado. O voto de número 342, mínimo para garantir o julgamento pelo Senado, foi celebrado à exaustão pelos partidários do impeachment, que tiveram apoio de deputados de 22 partidos. Apenas PSOL, PT, e PCdoB não deram votos à favor do impedimento da presidente Dilma.

A marca é celebrada pelos parlamentares pró-impeachment, que gritam e entoam palavras de ordem. Esses gritos de comemoração aconteceram a cada voto favorável, especialmente no caso de dissidentes de partidos aliados a Dilma.

A sessão de votação durou cerca 6 horas, mas todo o processo de discussão e votação do impeachment consumiu quase 53 horas.

Por motivos médicos, o primeiro deputado a votar na sessão da Câmara dos Deputados Washington Reis (PMDB-RJ). Ele votou a favor da abertura do processo de impeachment e teve que se ausentar logo em seguida.

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Depois a votação seguiu na sequência previamente determinada, com a alternância entre os estados e regiões. Durante todo o pleito, a votação a favor do impeachment permaneceu à frente.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi chamado para votar pelo 1º secretário da Câmara, o deputado Beto Mansur (PRB-SP). Ao votar, Cunha foi breve. “Que Deus tenha misericórdia desta Nação. Voto sim”, disse.

Conforme esperado, a maioria da bancada potiguar votou a favor do impeachment. Por 7 votos a 1, os parlamentares do Rio Grande do Norte foram breves em seus discursos. Zenaide Maia (PR) foi a única que se manifestou contrário ao processo contra a presidente Dilma. No Plenário, Zenaide justificou o voto “pelos avanços sociais” e criticou o vice-presidente da República e o presidente da Câmara. “Por saber que Eduardo Cunha e Michel Temer não é solução para o nosso país e pelas famílias brasileiras, eu voto não”, disse.

Michel Temer assistiu votação ao lado de Henrique Eduardo Alves

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O vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) acompanhou o processo do Palácio do Jaburu ao lado de correligionários. Entre os presentes, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves fez companhia ao aliado.

Henrique foi o primeiro ministro a pedir demissão após o rompimento do PMDB com o governo. Além dele, outros políticos que poderão compor o governo de Temer também acompanharam o resultado da Câmara, como o presidente do partido, senador Romero Jucá e o ex-ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha.

Afastamento

Caso aprovada a admissibilidade do processo pelo Senado, o que deve ser decidido entre os dias 10 e 11 de maio, a presidente Dilma Rousseff será notificada e afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, para que os senadores concluam o processo. O vice-presidente da República, Michel Temer, assume o posto. Mesmo se for afastada, Dilma manterá direitos como salário, residência no Palácio da Alvorada e segurança. Nesse período, ela fica impedida apenas de exercer suas funções de chefe de Estado.

Instrução processual

Nesta etapa, o processo voltará à comissão especial para a fase de instrução. É aí que a presidente terá até 20 dias para apresentar sua defesa. A comissão analisará todos os elementos para o impedimento e a defesa de Dilma Rousseff. Também serão juntados documentos, provas, mas, para isso, não há prazo definido em lei.

Um novo parecer com as conclusões, com base no que for reunido, será votado na comissão especial e no plenário da Casa, também por maioria simples. Se aprovado mais esse parecer a favor do impeachment, o julgamento final do processo será marcado. A sessão, no Senado, será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa última votação, feita apenas no plenário do Senado, é preciso dois terços dos votos para que o impedimento seja aprovado. Ou seja, 54 dos 81 senadores.

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Dúvidas

O processo de impeachment de Dilma Rousseff chega ao Senado em meio a uma série de dúvidas sobre o que determina a legislação e o regimento interno a respeito de prazos processuais.

Até terça-feira (19), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deverá reunir os líderes dos partidos e consultar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, sobre o rito do processo na Casa. A opinião de Lewandowski é considerada fundamental para que o rito não seja questionado judicialmente por partidos. A expectativa é que a partir daí o calendário de tramitação no Senado sofra alterações.

O próprio início da participação do presidente do STF no julgamento é motivo de dúvidas. Em 1992, o ministro Sydney Sanches, que presidiu a condução do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor, assumiu o comando do processo no Senado a partir de sua admissibilidade. Agora, a avaliação é que o presidente do Supremo lidere o processo apenas no dia do julgamento.

Outra dúvida diz respeito a composição da comissão que avaliará previamente a admissibilidade do processo. Ainda não está definido se o presidente e o relator da comissão serão designados, como tradicionalmente, respeitando a maior bancada, ou se haverá eleição.

O prazo que a comissão teria para apresentar um relatório e votá-lo também é motivo de questionamentos. Diferentemente da Câmara, que considerou 10 sessões plenárias, a previsão em lei é de dez dias no Senado. Não está claro, entretanto, se serão contados dias corridos ou úteis.

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