Daily Archives: 16/07/2015

Montanhas RN – Cada dia um fato novo e nada justifica. É o começo do fim

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Estamos enfrentando uma crise de grande falta de gestão em nosso Município, isso já vem acontecendo desde algum tempo, mas agora está se agravando muito mais, e isso revolta os habitantes de Montanhas e seus familiares, que mesmo ausente, acompanham pelas redes sociais e emitem suas conclusões apavorantes com relação aos fatos ocorridos em nossa cidade.

A realidade dos tempos modernos nos remete a fazer juízo de valor neste sentido, em nosso dia a dia vem acontecendo relevantes casos que fere o bom andamento no convívio social de Montanhas, as pessoas não acreditam mais em liberdade, não confiam mais na capacidade administrativa pública, agentes políticos perderam a capacidade de fiscalizar a coisa pública, o executivo municipal deixou que a banalidade se perpetuasse no descrédito total da sua ingerência e isso leva para uma reflexão inexorável e deprimente. Ora! Se não existe respeito pelo povo, propositalmente este povo perde o respeito pelo gestor! É o que acontece hoje em Montanhas. A coisa tá ficando cada vez pior e naturalmente não podemos melhorar a condição de informação sobre a nossa cidade.

Temos recebido inúmeras ligações sobre denuncias na saúde, educação, segurança, obras públicas e outras mais… As pessoas não sabem mais como recorrer e nem a quem recorrer, dai procuram este instrumento de comunicação, Blog Montanhas em Ação, para exprimir e fazer ecoar seus relatos onde publicamente, possa ao menos, satisfazer suas indignações. Assim sendo, temos relatos de 3 moradores de Montanhas que depõem sobre uma médica que atua na cidade e que não consegue fazer um tratamento, que aos olhos dos leigos, não diz nada com nada, onde ao menos pudessem emitir orientações que demonstrasse interesse em resolver determinados problemas ou situações. “ Somos tratado como bicho, enfrentamos uma fila danada e quando chega a nossa vez a médica já colocando a bolsa no ombro, olha e diz assim: ainda tem você? Porque não entraram antes? E o atendimento é: você não tem nada grave não, pode ir pra casa e se despede e assim por diante” afirma um deles. Só frisei esta citação, porque coincidentemente os três disseram a mesma coisa, neste sentido. Não quero aqui, criticar a posição de ninguém, até porque confio demais nos Profissionais de saúde e acredito que fazem o que pode para atender os necessitados, mas isso é um dever do profissional, agora! Se não está satisfeito com o trabalho, acho também justo não permanecer atendendo sem que faça os seus diagnósticos justificáveis, também não quero aqui questionar o atendimento, mas o povo merece respeito! E carece dele, para permanecer confiante sem debilidade alguma para sua existência. Só para esclarecimentos (uma pessoa mora na Rua São José nas mediações da Bueira, local conhecido pelos moradores mais antigos da cidade, e outros dois residem na Rua João Moreira, preservo o número das residências para evitar futuras retaliações). Outra pessoa nos relata que a mais de 01 ano não existe um medicamento Benzetacil, paciente nos relata que precisa constantemente deste tipo de atendimento, pelo fato de ter sofrido problemas reumáticos desde infância e necessita, portanto, desta dose, fato em que foi clinicamente indicado para este procedimento, não procurei a farmácia pública do hospital, mas fica aqui o mesmo espaço para as explicações, caso a Secretaria de Saúde do Município tenha interesse de divulgar as explicações cabíveis. Outras são com fundamentos nos buracos existentes nas vias públicas da cidade, principalmente na entrada do Município, que quando chove, também vira o maior lamaçal acarretando frustações de quem trafega habitualmente por estas vias, e tem muito mais se formos enumerar, vai cansar a leitura e nos levar todo espaço da matéria. Assalto não é nem preciso divulgar mais, aqui é rotina, tanto é claro, que é surpreende quando não existe nenhum comentário sobre este assunto, as pessoas ao sair de manhã já tem uma pergunta de praxe, quem foi a próxima vítima hoje? Isso é uma constância na cidade. Assim queremos deixar registrada nossa solidariedade aos munícipes e dizer que esperamos ação, afinal já se passou praticamente o mandato do “Prefeito” fora esses escândalos, e muitas coisinhas escondidas em baixo do tapete, não vêm resultados que pudesse justificar a sua passagem pela Prefeitura, mas como falta ainda mais um ano, tomara que seja feito alguma coisa. Se analisarmos um fato bastante despercebido, a Taxa de Natalidade no Município, praticamente não existe mais, os filhos de Montanhas estão em fase de extinção, não está havendo nascimento no Município, as mulheres estão sendo encaminhada para as outras cidades e qual será o motivo? Será a falta de aparelhamento da maternidade? Falta de responsabilidade com a Saúde Pública? Ou ainda, a falta de Profissionais da área? Vamos avaliar também essas questões, merece atenção para este fato.

Noutro sentir, encontramos nas redes sociais anúncios relativos ao aniversário da cidade, neste 20/07/2015, Bandas são contratadas! mas a transparência dos contratos não está apresentada nestes mesmos anúncios, e portanto, o povo continua sem saber de nada, apenas o que “eles” querem que interessa saber: BANDA MAGNIFICO e MAIS NÃO SEI QUEM, sabemos disto, porque se vê, como já falei, nas redes sociais, mas oficialmente nada consta publicamente. Outro dia o Governo declarou Montanhas em estado de emergência e ai a dificuldade financeira, portanto, é eminente. Mas o que nos faz refletir é que dinheiro aparece para este tipo de atividade e nos parece que o estado de emergência, neste caso, não existe. Vamos analisar isto numa linguagem bem popular e de fácil leitura, pra que todos entendam e façam suas conclusões da forma que lhe convier. Se os gastos com festas e outras atividades são de suma importância para a apresentação da vontade, do administrador e da sua família, será que essas despesas não seriam mais conveniente ser aplicada para o melhoramento da Saúde, Educação, Alimentação e demais necessidades que o Município requer? Será que essas despesas poderão transparecer suntuosamente aos olhos de quem mais necessita? Não sou contra a festa de Emancipação Política, nem de contratação de Bandas, nem tão pouco de um bolo comemorativo, mas este bolo exagerado, de mensuração exorbitante, que hoje vira bagunça e serve de risos para muitas pessoas, acho que já está ultrapassado. Vamos avaliar tudo isso e fazer nossas conclusões. Você acha que gastos para esta comemoração é realmente necessário?

Nesta comemoração provavelmente haverá de tudo, alertamos para as pessoas que fiquem atentas com relação aos seus pertences, e se quiserem mesmo descontrair, deixem em casa seus objetos de valor e seja simples na ostentação, esta última palavra deixemos para aqueles que acham que tudo está em perfeita sintonia e que Montanha é e vai sempre ser curral de uns poucos que nada fazem para o engrandecimento da nossa tão sonhada “Cidade linda, doce terra onde eu nasci”. e ainda há quem diga “O FUTURO JÁ COMEÇOU”. Dê sua opinião e faça valer a sua cidadania.

PAUSA PARA REFLEXÃO DE LEITURA

pra nossa realidade: BOLO E BANDA

SERGIOramosQUANDO

Política do Pão e Circo

Por: Maria dos Anjos

No Império Romano quando o momento era de crise, tudo era escasso, para o povo se acalmar, não reclamar e, não se revoltar contra o poder dominante da época, era utilizado a política do “pão e circo”, ou seja, eram construídas enormes arenas (Coliseu), nas quais se realizavam os sangrentos espetáculos dos gladiadores (escravos treinados para matar ou morrer, e suas vidas ficavam na dependência da platéia, que com um indicador do polegar determinava se deveriam viver ou morrer (vide o filme O Gladiador). Esses espetáculos envolviam homens e animais selvagens. Também eram realizados eventos como corridas de bigas, quadrigas, acrobacias, bandas, palhaços e corridas de cavalos.

Enquanto o espetáculo acontecia, alguns servos eram incumbidos de jogar pão nas arquibancadas. Dessa forma o povo não reclamava dos problemas que os acometia ou alguma crise política que poderia estar em pauta no momento. Ao patrocinarem a diversão e a comida gratuita ao povo, o mesmo se esquecia, momentaneamente, desses problemas e, quando se lembrassem, os fervores do momento já havia passado. Dessa forma, o povo de barriga cheia e diversão garantida ficava mais calmo, pacífico e voltava para casa sem reclamar e protestar das injustiças sofridas, se sujeitando uma vez mais aos desmandos dos Césares da época e relegando as decisões importantes a esses líderes políticos sem participarem ativamente do processo.

A política do pão e circo que foi muito utilizada na Roma antiga continua muito atual hoje em dia, o que demonstra mudarem-se os povos, os lugares, mas não o modo de agir do ser humano. Essa política circense está cada dia mais em voga, isto podemos constatar nessa época que precede as eleições municipais. São ofertados ao povo os mega-comícios com atrações diversas e artistas cobiçados. Deixam o povo extasiado e anestesiado para a questão realmente relevante do momento: o voto consciente e qual o candidato que realmente tem uma proposta séria e voltada para o social que merecerá nosso voto.

Se de repente, surge algo importante e que merece a atenção popular para se conhecer o seu candidato e ao mesmo tempo esse assunto pode por em risco sua candidatura, é promovida imediatamente uma mega-atração para desviar a atenção popular do assunto em foco.

Com tanto pão e circo, não é de se admirar que o povo vote naquele que mais espetáculo propiciar ao povo, naquele que fez mais promessas ou deu mais “pão” (camiseta, bonés, “show-mício”, falsas promessas e outros).

Não se preocupam em conquistar o voto, em incutir no povo o voto consciente e justo. Querem comprar o voto a qualquer custo.

Em um país semi-analfabeto e miserável essa política tão antiga do “pão e circo” ainda é a melhor opção.

Que se regalem com esses shows, pois ficarão, depois, penando quatro anos, na miséria e na dependência dos favores políticos do coronel atual que reinará no trono da prefeitura, sabendo que seu preço foi bem pago em cada show-mício patrocinado pelo político no qual votamos.

Infelizmente Bertolt Brecht tem razão sobre o analfabeto político¹. Nosso povo é um analfabeto geral e, principalmente analfabeto político!

¹ Analfabeto político – O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce à prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. (Bertolt Brecht)

A poesia matemática, na visão de Millôr Fernandes

O desenhista, humorista, dramaturgo, tradutor, escritor, jornalista e poeta carioca Millôr Viola Fernandes (1923-2012), em “Poesia Matemática” usou a sua genialidade para através de metáforas contar uma estória de amor.

POESIA MATEMÁTICA

Millôr Fernandes

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
“Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.              

Site Poemas & Canções

Caiado provoca blogueira e se dá mal: “Vou processá-lo por calúnia”

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O senador Ronaldo Caiado (DEM) e a jornalista Cynara Menezes, do blog “Socialista Morena”, protagonizaram uma polêmica no Twitter.
Cynara questionou Caiado sobre a existência de um “suposto” vídeo no qual ele afirma que rebeldes venezuelanos teriam atacado o ônibus onde estavam alguns parlamentares brasileiros no último mês.
Caiado respondeu a pergunta com agressividade:
“Você é muito bem paga para defender, ofender e mentir pelo governo. Os vídeos já estão pela internet. Tenha um bom trabalho”, disse o senador.
A blogueira não deixou por menos e relembrou ao político o caso de Antônio Ramos Caiado, tio do senador, que estaria entre os 91 incluídos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na relação de empregadores flagrados com trabalho escravo.
“Vou processá-lo por calúnia e toda a indenização que o senhor vai me pagar, eu irei doar aos escravos das fazendas de sua família”, respondeu a jornalista.

Cynara afirmou que já teria contatado seu advogado para processar o senador por calúnia. “Meu advogado já está preparando pedido judicial de direito de resposta ao @SenadorCaiado por me caluniar no Twitter. Um senador mentindo”!, comentou.

Com: Blog da Edna Araújo

Unicef elogia o Brasil por redução da mortalidade infantil e da evasão escolar

Governo de Pernambuco

O Brasil conseguiu reduzir em 64% a evasão escolar de crianças e adolescentes e diminuiu a mortalidade infantil de acordo com a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). A boa notícia está no relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Unicef (sigla em inglês).Em relação à evasão escolar, a desistência de alunos matriculados passou de 19,6%, em 1990, para apenas 7%, em 2013. A taxa de analfabetismo caiu 88,8% na faixa entre 10 e 18 anos de idade – de 12,5% para 1,4% no período analisado.

Dados sobre a mortalidade infantil no Brasil também são positivos e os melhores da América Latina. Em 1990 eram 51,4 mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascimentos. Agora é de somente 12,3 para cada mil. A ampliação da consultas de pré-natal explica os resultados, pois nos últimos anos, apenas 2,7% das grávidas não tiveram acesso ao pré-natal.

SENADOR CÁSSIO CUNHA LIMA PODE CAIR NO STF POR DINHEIRO VOADOR

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O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que tem sido um dos principais porta-vozes do golpe contra a presidente Dilma Rousseff, pode se tornar réu no Supremo Tribunal Federal. Isso porque ele foi um dos alvos da Operação Concord, da Polícia Federal, que apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral de 2006.

A operação se tornou lendária em João Pessoa (PB), porque literalmente choveu dinheiro na capital paraibana. Para não ser pego em flagrante pela PF, um operador da política local, Olavo Lira, conhecido como Olavinho, teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício Concord.

O processo caiu nas mãos da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que, no dia 3 de dezembro de 2012, pediu providências ao juiz Sergio Moro, o mesmo que hoje conduz a Lava Jato – Moro era o juiz instrutor do caso. “Atribuo ao Juiz Federal Sergio Fernando Moro, magistrado instrutor, os poderes previstos no referido dispositivo, para doravante praticar os atos ali previstos e ordinatórios quanto ao trâmite deste inquérito”, disse Rosa Weber

Com: Martins Política

SENADO APROVA PROPOSTA QUE ESVAZIA COLIGAÇÕES PROPORCIONAIS E ACABA COM O ” VOTO TIRIRICA”

O Senado começou na noite desta quarta-feira a votar os projetos aprovados na comissão especial da reforma política que não estão incluídos na minirreforma em tramitação na Câmara. O primeiro projeto aprovado, por 46 votos a 9, esvazia e torna sem efeito as coligações partidárias nas eleições proporcionais, de deputados federais, estaduais e vereadores. Na proposta do relator Romero Jucá (PMDB-RR) as coligações continuam, mas a distribuição das vagas, de acordo com o quociente eleitoral, será feita conforme a força eleitoral de cada partido. É mais um golpe nos partidos nanicos, que, se não alcançarem o quociente na coligação, ficam de fora. O cálculo será feito com base no número de votos dados ao partido e não à coligação, como atualmente.

Pela nova regra, os votos nos candidatos e na legenda não mais serão somados e computados como votos para a coligação. Pelo PCdoB, a senadora Vanessa Grazziotin (AM) encaminhou contra, alegando que a mudança é inconstitucional e que pode cair no Supremo Tribunal Federal. A mudança acaba com o chamado “Voto Tiririca”, dos puxadores de votos que, com suas votações expressivas, puxam candidatos pouco votados dos pequenos partidos coligados.

O Senado aprovou uma emenda constitucional acabando com as coligações proporcionais, mas a PEC foi derrubada na Câmara, onde tem 28 partidos.

— Majoritariamente os senadores querem, nessa reforma, é fortalecer os partidos e esvaziar os nanicos. Os partidos terão que ter voto para eleger seus deputados — defendeu o relator Romero Jucá.

— Isso só vai beneficiar os grandes partidos. Um candidato que for o mais votado, mas seu partido não alcançar o quociente eleitoral, ele está fora — protestou o senador Telmário Miranda (PDT-RR).

Com a mudança, o cálculo do quociente eleitoral será feito pelo número de cadeiras em disputa. O número de votos de uma coligação divido pelo quociente eleitoral determina quantos parlamentares a coligação poderá eleger. Se uma coligação conquista, por exemplo, três vagas, são eleitos os três primeiros colocados entre os candidatos da coligação, independentemente do número de votos que cada um obtiver. Houve protesto dos senadores dos pequenos partidos.

— Não podemos mais manter essa profusão de partidos. Democracia nenhuma do Mundo tem 28 partidos e isso pode chegar a 32 na próxima eleição — disse o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB).

— A nova regra vai permitir que o eleitor tenha condições de saber o destino do seu voto, de forma coerente com o seu pensamento político, na medida em que, ao destinar a sua escolha a um determinado partido saberá que não estará contribuindo para eleger representante de outra agremiação — defende Jucá.

TEMPO DE TV

Em votação simbólica o plenário do Senado aprovou ainda proposta que estabelece cláusulas de barreira e restringe o acesso dos nanicos — pequenos partidos — aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda partidária em rádio e TV. Pela mudança proposta pelo relator Romero Jucá, para ter acesso ao fundo e tempo de rádio e TV, os partidos obrigatoriamente terão que, até 2018, criar diretórios permanentes em pelo menos 10% dos municípios brasileiros, distribuídos em no mínimo 14 estados. E até 2022, em pelo menos 20% dos municípios em 18 estados.

— Essa proposta foi tentada em várias reformas políticas e agora temos a oportunidade de finalmente estabelecer essas cláusulas de barreira. Hoje ela é mais urgente que nunca para acabar com partidos cartoriais, que não fazem diretórios e os seus membros ficam a mercê da vontade do dono da legenda — defendeu o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Pelas novas regras, os partidos terão também que eleger pelo menos um deputado federal ou senador para ter acesso ao tempo de rádio e televisão em período não eleitoral. Proporcionalmente ao tamanho das bancadas, de um a quatro deputados, o programa será de 2 minutos de rádio e TV por semestre. De cinco a dez deputados, 5 minutos. E acima de dez deputados, 10 minutos.

— Nada contra em optar por organizar seu partido de forma centralizadora. Hoje os partidos que funcionam apenas com uma ata, tem os mesmos direitos dos partidos que funcionam organicamente e construíram seus partidos. Não é uma punição, é premiar quem trabalha para fazer o partido crescer no Brasil inteiro. Hoje para o partido funcionar depois de criado, basta que tenha um cartório — defendeu o senador Walter Pinheiro (PT-BA).

O projeto que agora vai para a Câmara , também estabelece regras para o acesso aos programas de propaganda eleitoral estadual. Os partidos terão que implantar diretórios permanentes em pelo menos 30% dos municípios brasileiros até 2022.

Fonte: O Globo

Concursos abrem 1.643 vagas no RN

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Nem a crescente dificuldade das provas, nem a crise econômica tem afastado quem optou lutar por uma vaga no serviço público. No primeiro semestre deste ano, o número de alunos ultrapassou em 25% a marca de matriculados durante o mesmo período do ano passado em um cursinho preparatório da cidade. Só no primeiro semestre deste ano, 1.643 vagas estão abertas ou programadas somente no Rio Grande do Norte.

Esses número só dizem respeito ao poder Executivo Federal. Mas vários municípios potiguares já realizaram concursos este ano – Parnamirim, por exemplo – ou planejam executá-los ainda em 2015, como o município de Natal.

Para o diretor de um curso preparatório em Natal, Aldo Rocha, a própria crise econômica somada ao fato da não paralisação de contratações impulsionou a procura. “Setores como Educação, Saúde e Segurança continuam contratando. Esse implemento de 25% que ocorreu no primeiro semestre do ano é daquele candidato que já sofreu com a crise pela perda do posto de trabalho, como também aquele que teme ser o próximo”, analisou.

Mas a vaga no serviço público não cai do céu. Especialistas e concurseiros comentam que a média de tempo para finalmente conseguir a tão sonhada nomeação é precedida de uma preparação intensiva, em média, de três anos. Isso significa estudar longas horas em casa, em biblioteca, nas salas de aula, responder provas anteriores e tentar vários certames.

A contadora Jaciara Silva, de 34 anos, está nessa luta desde 2011 com alguns intervalos. Ela divide o seu tempo de estudos com o cuidado de seus dois filhos, uma loja de jogos eletrônicos e tarefas domésticas. A contadora tenta estudar três horas por dia, sem contar as três horas de sala de aula. Para ser rigorosa com sua rotina de estudos, ela cronometra até o tempo que gasta ao ir beber e quando vai ao banheiro.

Jaciara já elegeu seu objetivo: ser analista do INSS. Além da vontade de realizar o sonho no serviço público, a preparação intensa decorre do fato de ter percebido que as provas vem tornando-se cada vez mais difíceis. “Cada vez mais, as organizadoras tem feito provas com redação. Eu já tive vários amigos que quase fecharam a prova objetiva, mas que ficaram fora porque foram mal na redação”, disse. Mas não é só a exigência com a capacidade de expressão escrita que tem crescido.

A contadora também tem observado que a disciplina chamada de Raciocínio Lógico tem se tornado cada vez mais frequente. “Tem muitos conectivos que não são os mesmo da Língua Portuguesa, você tem que saber das tabelas verdade. É uma loucura”, brincou. Para a coordenadora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Potiguar, Isabele Mendonça, o crescimento dessa dificuldade das provas é natural. “Não é porque é serviço público que vai entrar qualquer profissional. Até porque hoje são fiscalizadas, são auditadas e própria sociedade exige mais qualidade desses serviços”, comentou.

Oportunidades
TOTAL DE VAGAS: 3.816
Só no RN: 1.643

Concursos locais:

Prefeitura de Ipueira
43 vagas + cadastro de reserva

Prefeitura de Natal – Secretaria de Saúde
630 vagas

Prefeitura de Natal – Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social
892 vagas

Prefeitura de João Dias
32 vagas

Prefeitura de São Fernando
3 vagas

Concursos federais
Liquigás
2 vagas + cadastro reserva

Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)
41 vagas (para técnico-administrativo)

BB Tecnologia
cadastro de reserva

INSS
950 vagas (previsto)

Advocacia Geral da União (AGU)
84 vagas (sem local de lotação definido)

Concurso Saúde Aeronáutica
112 vagas

Concurso Exército Brasileiro Saúde
122 vagas (sem local de lotação definido)

Ministério do Planejamento 636 vagas (distribuídas em todas as regiões, sem especificar Estados)

Corpo Auxiliar de Praças da Marinha
165 vagas

Corpo de Saúde da Marinha
100 vagas

Capelão do Exército Brasileiro
4 vagas (sem definição de lotação)

Previstos:
TRT 21º Região e TRE

Tribuna do Norte

Câmara volta atrás e derruba mandatos de cinco anos

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O plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás e derrubou hoje (15) a duração de cinco anos para os mandatos de presidente da república, governadores, prefeitos, deputados, vereadores e senadores. As matérias haviam sido aprovadas durante a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política, em primeiro turno. Com a decisão, os cargos do Executivo, deputados vereadores retornam o mandato de quatro anos e oito anos para senadores.

Foram duas votações, na primeira foi aprovado um destaque do PMDB que retirava do texto aprovado a alteração nos mandatos do Legislativo. Por 294 votos a favor dos cinco anos e 154 contra. Para que os cinco anos fossem mantidos, eram necessário os votos de no mínimo 308 deputados.

Na segunda votação, os deputados também voltaram atrás e reduziram, por 363 votos favor e 68 contra, o tempo de mandato, de cinco para quatro anos, para presidente da República, governadores e prefeitos.

Nesta quarta-feira, durante a votação das emendas ao texto aprovado em segundo turno, uma emenda apresentada pelo líder do DEM, Mendonça Filho (PE), tentou restabelecer a reeleição para presidente da República, mas foi rejeitada pelos deputados.

Um dos temas mais polêmicos no debate da reforma política, a que trata do financiamento de campanha por empresas, dividiu mais uma vez o plenário. Um destaque do PT e do PPS pretendia excluir do texto a possibilidade de empresas fazerem doações a partidos políticos.

Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o fim do financiamento de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais deveria ter sido votado hoje. “Quem quer manter empresa financiando eleições tem que colocar 308 votos no segundo turno e não fazer uma manobra regimental para impedir a votação que vai decidir se vai ter empresa ou não no financiamento eleitoral brasileiro”, disse. Mas um questionamento do líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), sobre a validade do destaque, resultou no cancelamento da sessão e, consequentemente, no adiamento da decisão para agosto.

Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que precisa de mais tempo para ter segurança jurídica a fim de votar as emendas restantes. “Eu preciso decidir com segurança. Todas as decisões que tomei, regimentais, aqui, foram todas confirmadas pelo Poder Judiciário, não posso correr o risco de tomar uma decisão que eu possa sofrer contestação e não ganhar”.