Daily Archives: 25/04/2015

Montanhas RN – Vereadores se Reúnem com o Engenheiro Manuel Gustavo

01Imagem de reprodução (Internet)

Nesta sexta feira (24) O Engenheiro Manuel Gustavo que estava no exterior, no continente Africano, chegou ontem na cidade de Montanhas e de pronto foi solicitado pelos Vereadores para uma conversa de cunho político, os Vereadores Dinho de Geraldo, popularmente Montanha, ex-jogador de futebol e José Porcidônio, se reuniram e trataram assuntos diversos da política, bem como, momentos oportunos dos dias de hoje sobre os acontecimentos no Município.

Novidades para o esporte de Montanhas certamente vão ter, afirma o Vereador Dinho, ele ainda nos aponta grandes chances de jovens de Montanhas se destacarem para o futebol aqui no nordeste e porque não dizer no cenário Nacional. Disse!

Já o Vereador José Porcidônio informa sobre a situação dos títulos dos eleitores do Município que informações recebidas, a partir do mês de maio serão realizadas a biometria para Montanhas e neste sentido, é importante saber que se deva aguardar mais um tempinho para que seja oficializado este episódio e os nossos cidadãos não precisem dar mais uma viagem ao Município de Pedro Velho para tratar deste assunto.

Neste momento o Blog Montanhas em Ação deseja ao Engenheiro Manuel Gustavo que atualmente se destaca e está muito bem avaliado para possível candidatura a Prefeito de Montanhas, desejamos muito sucesso nesta empreitada.

Em conversa com Manuel Gustavo ele nos informa: “Que caso o Povo de Montanhas queira a sua candidatura, não ver nenhum impedimento, por sua parte, em disputar as eleições de 2016 para Prefeito.” Disse.

A forma como o possível candidato conduz os entendimentos políticos para o engrandecimento do Município, é característica notável de Manuel Gustavo, o povo já tem reconhecido este feito nas últimas eleições, tanto na  candidatura de Prefeito ao receber uma votação expressiva, quanto nas eleições de 2014 que maciçamente apresentou-se dados inesperados pelo povo de Montanhas para os candidatos a deputados apoiados pelo Grupo de Manuel Gustavo, deste modo, podemos dizer que a trajetória do povo de Montanhas ser vitorioso em 2016 está no caminho certo.

Dito isto, só desejamos que em cada dia se renove a confiança e Montanhas possa sempre erguer sua voz.

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Saudades do presidente Itamar, que era franco até no nome

Itamar Franco foi um político verdadeiramente exemplar

Roberto B. H.

O ex-presidente Itamar Franco não media as palavras quando se referia a José Serra, a Fernando Henrique Cardoso, a Aécio Neves e a ele próprio. Confiram essas declarações dele:

  • “O Serra deveria ter a decência de dizer que os genéricos surgiram no Governo Itamar; não pelo Itamar, mas pelo grande ministro da Saúde que foi o Jamil Hadad.”
  • “O Serra nunca apoiou o Plano Real. Posso dizer porque fui presidente da República. Desde o início ele tentou bombardear o Plano.”
  • “Fernando Henrique entende menos de Matemática do que eu, entende tanto de Economia quanto eu. Talvez, eu até entenda mais de Economia do que ele.”
  • “O Fernando Henrique não reconhece que foi eleito por mim e que o Plano Real aconteceu no meu Governo.”
  • Eu nunca permiti, nunca, desde prefeito, jovem prefeito que fui, nunca permiti que a corrupção se alastrasse nas minhas administrações. Corrupção não.”
  • “Uma vez me perguntaram: — Já leu o livro do Fernando Henrique? Eu respondi: — Não li e não gostei.”
  • “O Aécio hoje é a maior liderança nacional. Mais do que o Lula, porque o Aécio é democrata. Um presidente que vai a Minas dizer que não pode ter senador de oposição, que zomba da imprensa, que zomba da Constituição, não é democrata.”
  • “Eu acho que a única coisa que a oposição não poderá fazer é se calar. A oposição precisa ser oposição, sem trégua.”

Zé Ramalho, mirando o apocalipse à beira-mar

O cantor e compositor paraibano José Ramalho Neto, mais conhecido como Zé Ramalho, revela que a letra de “Beira Mar” inspirou-se no apocalipse. A música foi gravada por ele no LP A peleja do diabo com o dono do céu, em 1979, pela EPIC/CBS.

BEIRA MAR

Zé Ramalho

Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
A aurora que luta por um arrebol
De cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar

Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lanço no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar

Ói, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar revoltoso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar

E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar

Site Poemas & Canções

Piada do Ano: Globo se apresenta como vítima do regime militar

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Figueiredo e Marinho, na intimidade

Mauricio Stycer

Nas comemorações dos 50 anos da Globo, o “Jornal Nacional” está exibindo esta semana uma retrospectiva sobre o jornalismo da emissora. Apresentada por William Bonner e comentada, em uma mesa redonda, por 16 profissionais da casa, a série tratou na segunda-feira (20) do período 1965-1974 e no dia seguinte dos anos entre 1975 e 1984.

O primeiro episódio, com 20 minutos de duração, dedicou menos de 90 segundos à ditadura militar, iniciada um ano antes da inauguração da emissora. Rapidamente, Bonner observou que “é impossível tratar do nascimento do ‘JN’ (ocorrido em 1º de setembro de 1969) sem tratar desse tema” e alguns jornalistas lembraram que o noticiário estava submetido a censura prévia na época.

No segundo episódio, por outro lado, censura e ditadura foram os temas principais. Nos primeiros cinco minutos, de um total de 22, Bonner lembrou cinco situações dramáticas, realçando sempre um mesmo ponto: a dificuldade do jornalismo da emissora de retratar a realidade por culpa da censura.

“As mortes tanto de Juscelino quando de Jango (ambas ocorridas em 1976) foram censuradas. Não se podia dizer, por exemplo, que Jango tinha sido cassado na cobertura sobre a morte dele”, disse. Já o repórter Francisco José observou: “Quantas vezes eu não tentei chegar junto desse general (Ernesto Geisel, presidente entre 1974 e 79) nas visitas que ele fazia para aparecer na seca, mas ele não falava. Na hora em que eu tentava falar, eles afastavam. Isso aconteceu várias vezes, em todos os Estados do Nordeste.”

VOLTA DOS EXILADOS

Bonner se vangloriou que, em 1979, promulgada a lei da anistia, o “JN” exibiu reportagens mostrando a volta de alguns exilados, como Betinho, Leonel Brizola e Fernando Gabeira. “Isso foi pro ar, foi ao ar na televisão”, festejou.

O repórter Ernesto Paglia lembrou a cobertura das greves no ABC paulista, ocorridas naquele período: “Nós ainda vivíamos sob alguma forma de censura… Pressões para que a Globo não noticiasse o movimento. Nós tínhamos 30 segundos para colocar aquilo no ar. Não era uma censura, tipo ‘não pode falar da greve’, mas é óbvio que em 30 segundos você é obrigado a resumir e o peso que aquilo tem na cobertura é muito menor.”

Por fim, Andre Luiz Azevedo comentou a cobertura do atentado ao Riocentro, em 1981: “Havia essa disputa entre abertura e o fechamento e a gente cobria esse fato dando a versão oficial; claro, a gente era obrigado a dar. Mas sempre demonstrando, como nesse caso do Riocentro, como essa era uma mentira deslavada, onde os fatos eram grosseiramente forjados.”

VÍTIMA E NÃO ALIADA

Não vi inverdades neste relato, mas é uma narrativa destinada a convencer o espectador de que a Globo foi vítima – e não aliada – do regime militar que dirigiu o país entre 1964 e 1985. O especial omite muitos fatos que poderiam deixar esta narrativa mais equilibrada. Cito um: o programa “Amaral Neto, o Repórter”, por exemplo, que por 15 anos (1968-1983) ocupou espaço na grade da emissora louvando os feitos do governo.

Nos últimos sete minutos do especial de terça-feira, Bonner tratou de um erro a respeito do qual figuras da emissora já fizeram “mea culpa” público há anos: a timidez e a omissão de fatos no início da cobertura da campanha pelas eleições diretas para presidente, a partir de 1983.

O fato-símbolo desta postura foi a apresentação de uma reportagem sobre um comício em São Paulo, em janeiro de 1984. “Um dia de festa em São Paulo”, disse o apresentador Marcos Hummel. Bonner explicou: “Isso aí foi visto durante muitos anos como uma tentativa da Globo de esconder as Diretas. E, obviamente, depois de muitos anos também, foi reconhecido como um erro.”

Um fenômeno na Câmara

Carlos Chagas

A gestão de Eduardo Cunha na presidência da Câmara vem sendo uma caixa de surpresas. Primeiro porque conta com mais da maioria absoluta dos deputados, entrando nos partidos feito faca na manteiga. Prometeu e cumpriu facilidades aos colegas, mas, antes disso, é popular pelo enfrentamento que pratica contra o Executivo. Tem inovado, também, em matéria legislativa. Ressuscitou velhos projetos, como o que eleva para 75 anos o tempo de aposentadoria compulsória nos tribunais superiores,e atendeu pedido das elites conservadoras, fazendo votar a lei das terceirizações, claro que favorável aos patrões. Impulsiona a reforma política como nenhum de seus antecessores. É quem mais conhece o regimento da casa e toda a legislação parlamentar, dispondo sempre de uma resposta pronta e correta para quaisquer dúvidas e até armadilhas. Criou a Câmara Itinerante, levando aos estados, todo fim de semana, uma prestação de contas das atividades em curso.

Aceitou convite para jantar com a presidente Dilma, desfazendo parte do clima de beligerância entre eles, mas não cedeu um milímetro na decisão de manter a independência do Legislativo. Até acaba de sair na briga com o presidente do Senado, Renan Calheiros, infenso a aprovar de imediato a lei das terceirizações: “Pau que dá em Chico dá em Francisco”, retrucou, ameaçando paralisar projetos de interesse dos senadores.

JULGAMENTO DE PARLAMENTARES

O singular nessa trajetória inesperada é que Eduardo Cunha está sempre inventando, não raro em seu favor. Anunciou a apresentação de emenda constitucional acabando com o foro privilegiado dos parlamentares, que faz muito só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Quer que o julgamento de deputados e senadores comece na primeira instância. Apenas para prendê-los ou censurar-lhes os telefones o juiz comum precisaria de licença da mais alta corte nacional de justiça. Uma armação perfeita para livrar parlamentares envolvidos em malfeitos, porque geralmente duram anos e décadas os processos na Justiça, sendo que depois da primeira instância vem a segunda, a terceira e até a quarta. No final, os crimes terão prescrito.

Como Eduardo Cunha é um dos que integram a lista do procurador-geral como suspeitos de irregularidades, atualmente sob inquérito judicial, nada melhor do que a mudança por ele proposta também em benefício próprio.

Em suma, até influindo nas nomeações da presidente Dilma para o ministério, o presidente da Câmara configura um fenômeno, ignorando-se apenas se para o bem ou para o mal. Poderá permanecer na função até 2018, se reeleito em 2016. Concorrendo a quê? Muita gente supõe que ao governo do Rio de Janeiro, mas como o PMDB jura que da próxima vez disputará o palácio do Planalto, quem sabe?…

Órgãos públicos devem divulgar salários dos servidores com nomes, declara STF

Marco-Aurelio-Mello

Decisão deve ser adotada por juízes de todo o país no julgamento de causas semelhantes

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta quinta-feira a legalidade da divulgação de salários de servidores e agentes públicos, seguidos de seus respectivos nomes, em páginas da internet de órgãos públicos. A decisão tem repercussão geral – ou seja, deve ser adotada por juízes de todo o país no julgamento de causas semelhantes.

O processo foi movido por uma servidora que argumentou, perante a Justiça, que a publicação de seu nome com o salário recebido era uma afronta ao direito à intimidade, privacidade e segurança. Segundo ela, o salário poderia ser divulgado com o cargo correspondente ao valor, e não com o nome do servidor. Ela ganhou a causa e o município de São Paulo recorreu ao STF, que modificou o entendimento anterior.

No recurso, o município de São Paulo alega que a medida é uma forma de cumprir o artigo 37 da Constituição Federal, que determina a publicidade e a transparência no serviço público. Por unanimidade, os ministros do STF legitimaram a tese e ponderaram que a Lei de Acesso à Informação, de 2011, obriga os órgãos públicos a divulgar os gastos efetuados.

— O servidor púbico, o agente público e o agente político estão na vitrina, eles são um livro aberto. O interesse público prevalece sobre o individual. Nós devemos contas aos contribuintes — afirmou o ministro Marco Aurélio Mello, em seu voto.