Morre aos 64 anos o último sanfoneiro de Jackson do Pandeiro

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“Ele foi o único baluarte vivo depois de Dominguinhos”, aponta o músico pernambucano Jadiel Guerra sobre o amigo João Severo da Silva, mais conhecido como Severo do Acordeon, paraibano de Sapé, Zona da Mata, que foi encontrado morto na sua casa no Rio de Janeiro na última quarta-feira, aos 64 anos.

Até o fechamento da edição do Jornal da Paraíba, o laudo médico ainda não havia sido emitido. “Segundo o legista, ele teve um mal súbito”, antecipou Guerra, extraoficialmente. Ainda de acordo com o amigo, Severo estava muito abalado com a morte da esposa, Maria Andrade, em novembro do ano passado. O corpo será enterrado no Rio de Janeiro, mas também não tinha sido definido local e hora.

Dentre os grandes nomes da música popular brasileira, o fole da sanfona de Severo chorou nos palcos e estúdios com Jackson do Pandeiro, Alceu Valença, Elba Ramalho, Fagner, Fafá de Belém, Chico Buarque, Zé Ramalho e Luiz Gonzaga, dentre outros. Com mais de 180 composições, o paraibano teve músicas gravadas pelos conterrâneos Zé Ramalho (‘Esse coração é meu’), Elba (‘Do jeito que a gente gosta’, que foi título de disco e show) e Roberta Miranda (‘Mexe mexe funga funga’). Sua sanfona também está em The Rhythm of the Saints (1990), do norte-americano Paul Simon.

Posted on 14/03/2015, in Informativo, Música, PB. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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