Daily Archives: 28/01/2015

Como fica o novo piso dos professores no RN…

Veja a seguir a tabela salarial da rede estadual referentes a 2015 após o reajuste:

 

MIGUEL ROSA FILHO É O NOVO DIRETOR DA 3ª DIRED

Índice

O professor Miguel Rosa Filho, 46 anos, foi nomeado para exercer o cargo de Diretor da 3ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desportos – 3ª DIRED, da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, em Nova Cruz.

Miguel Rosa foi Secretário de Educação de Nova Cruz durante a primeira e segunda gestão do prefeito Cid Arruda Câmara (2001 – 2008). Atualmente era Coordenador Pedagógico da Secretaria de Educação. Miguel foi indicação de Cid Arruda.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado, na edição desta terça-feira (27), dia em que o novo diretor faz aniversário. Confira a publicação AQUI.

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RIO GRANDE DO NORTE

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições constitucionais,

R E S O L V E nomear MIGUEL ROSA FILHO para exercer o cargo de provimento em comissão de Diretor da 3ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desportos – 3ª DIRED, da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura, em Nova Cruz/RN.

Palácio de Despachos de Lagoa Nova, em Natal, 26 de janeiro de 2015, 194º da Independência e 127º da República.

ROBINSON FARIA
Francisco das Chagas Fernandes

Núbia Oliiver posa para o Paparazzo e revela que já transou com quase 400 homens

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Aos 41 anos, com 66kg e 1,70m de altura, Núbia Oliiver deixa muita menininha para trás. Nos bastidores do Paparazzo, a modelo, que ficou conhecida nos anos 90 e foi considerada musa na época e desde então não perdeu o rótulo de símbolo sexual, não tem vergonha em admitir que fez intervenções cirúrgicas para se manter bonita: “Mulher depois dos 40 não tem jeito, é rasgada ali, tem cirurgia aqui, não tem como. Acho que precisamos usar o que a tecnologia nos oferece.”

Falou Núbia Oliiver, tem que falar de sexo, e falou de sexo tem que falar de Núbia Oliiver, e sem rodeios, a morena diz que tem uma vasta experiência na cama: “Eu fazia uma lista com os caras que já tinha transado, aí parei nos 300 e acabei perdendo a lista. Mas sei que foi por volta de 400 homens. É o que eu falo para os caras, o homem tem que confiar em mim, pois quando eu fui para a pista, eu peguei geral, tenho muita experiência. Os homens são deliciosos.”

A modelo conta que começou sua vida sexual aos 13 anos, com um cara 20 anos mais velho. “Foi um desastre, não era pra ter acontecido, foi com uma pessoa de 33 anos. Eu namorava com um cara e ele me traiu com uma amiga minha e eu por vingança acabei traindo ele com esse amigo dele. Então perdi a virgindade por vingança. Eu era muito nova, eu esperaria mais um pouco hoje, mas foi aquilo, foi por vingança. Aí depois meu pai acabou descobrindo, era cidade pequena, ele me prendeu na fazenda de castigo, foi um choque. Mas depois acabei namorando com essa pessoa, e aí acabou sendo legal”, explicou Núbia. E o que não pode faltar no sexo? “Muito beijo, muito beijo molhado, sexo sem beijo, Deus me livre”, disse a morena. O ensaio sensual com ela vai ao ar nesta semana.

Font: Ego

Êxodo: a história antiga e a tragédia atual

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Ao adaptar texto bíblico essencial, Ridley Scott oscila entre convenções e ousadia – mas inclui menções à relação contemporânea entre Israel e “os outros”…

Por José Geraldo Couto, no blog do IMS

“Toda história é história contemporânea.” A célebre frase de Benedetto Croce, ao sugerir que sempre olhamos para o passado com os olhos do presente, aplica-se à perfeição às adaptações cinematográficas das narrativas bíblicas. Diante de um filme como Êxodo – Deuses e reis, de Ridley Scott, não faz sentido verificar se ele é “fiel” ao texto original. Mais interessante é discutir como ele se relaciona com duas outras realidades: a tradição hollywoodiana e a história de nosso tempo.

Êxodo é talvez o livro mais importante do chamado Antigo testamento, ao traçar o caráter dos hebreus como um povo unido em torno de um deus único (Adonai, Javé, Jeová ou simplesmente “Aquele que é”), liderado por um profeta (Moisés) e regido por um código moral (as “tábuas da lei” ou “dez mandamentos”). É, em grande medida, o texto fundador da tradição judaico-cristã.

É também um grande épico literário, repleto de prodígios sobrenaturais, paixões humanas, violência, pragas, calamidades. Mas a escrita bíblica, elíptica, poética, ao mesmo tempo repetitiva e lacunar, deixa muita coisa na sombra, o que dá margem aos mais diferentes acréscimos e interpretações. É quase como um esboço que induz o leitor a “preencher os espaços pontilhados”.

Pois bem. Voltemos ao Êxodo de Ridley Scott. Encontramos ali (com ou sem o 3-D) não apenas a grandiosidade espetacular das superproduções de Cecil B. DeMille como também certas convenções românticas e dramáticas hollywoodianas, devidamente adaptadas a nossa época. Diga-se entre parênteses: se a abertura do Mar Vermelho é menos sensacional que a de filmes anteriores, o seu “fechamento” aqui é um tsunami de tirar o fôlego, com pelo menos um plano antológico: o de um minúsculo cavalo correndo à frente de uma muralha gigantesca de água.

Romantismo moderno, herói marcial

A visão de um Moisés (Christian Bale) criado como príncipe na corte do faraó, numa relação de amor e rivalidade com o legítimo príncipe Ramsés (Joel Edgerton), herdeiro do trono, é algo que tem mais a ver com Hollywood (e com a literatura romântica que a alimentou na era clássica) do que com o texto bíblico. O antecessor mais célebre do filme de Ridley Scott, Os dez mandamentos(1956), de Cecil B. DeMille, introduzia até uma disputa entre os dois quase irmãos pelo amor da bela Nefretiri. Para a sensibilidade do espectador contemporâneo, isso talvez fosse excessivamente meloso, e foi deixado de lado na atual versão. Esta, no entanto, não deixa de caracterizar o casal Moisés/Zípora (Maria Valverde) com um romantismo mais condizente com a cultura burguesa moderna do que com as relações homem-mulher no século 13 a.C.

Por outro lado, o “novo” Moisés paga tributo a uma certa infantilização bélica dos filmes de ação, ao transformar-se numa espécie de super-herói de força descomunal e extremas habilidades marciais. A autoridade moral já não basta a nossas plateias formadas pelos videogames, heróis mutantes e ruidosos efeitos especiais.

Mantém-se, claro, a tradição do herói vigoroso e bonito, ainda que no texto do Êxodo Moisés já tivesse 80 anos ao liderar a fuga de seu povo do Egito. Alguém consegue imaginar um ancião como protagonista de um épico de hoje em dia?

Uma novidade digna de nota no Êxodo de Scott é a representação de Deus como um menino (Isaac Andrews) e não como um velho barbudo, como o repertório figurativo do Ocidente nos habituou a imaginar. O Deus do filme é uma criança geniosa e cruel, o que não deixa de ser curioso.

Drama contemporâneo

Mas talvez ainda mais interessante seja examinar o novo Êxodo em face da história contemporânea de Israel e da crise do Oriente Médio. É um terreno explosivo, e todo cuidado é pouco ao caminhar por ele.

Tendo isso em mente, chama a atenção uma liberdade tomada por Ridley Scott. Em sua narrativa, antes da intervenção divina mediante as famosas “pragas do Egito”, o próprio Moisés, como estrategista militar, resolve agredir o inimigo, minando suas forças. Um camarada ainda pergunta: “Vamos interromper a produção de armas deles?” E Moisés, firme: “Não. Vamos cortar seu suprimento de víveres”. Desse modo, queimando a produção agrícola, espantando os animais, incendiando navios, o Moisés do filme realiza a primeira ofensiva em massa contra uma população civil em nome da defesa do povo de Israel. Isso não está, evidentemente, no texto bíblico, e seria interessante perguntar a Scott por que está no filme.

Outro eco da história atual pode ser detectado no diálogo entre Moisés e seu irmão Josué (Aaron  Paul), em que este pergunta o que vai acontecer quando chegarem à Terra Prometida. Moisés responde mais ou menos o seguinte: “Já haverá outro povo vivendo lá. E chegaremos não como mais uma tribo, mas como toda uma nação”. A incômoda pergunta não formulada, mas que fica no ar, é a seguinte: Não foi isso o que aconteceu quando, no rastro da Segunda Guerra e do Holocausto, criou-se na Palestina o Estado de Israel para abrigar os judeus perseguidos na Europa?

*José Gerado Couto é crítico de cinema e tradutor.

LULINHA PROCESSARÁ EDUARDO JORGE

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Por RENATO ROVAI – Via blog do autor –

Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou que vai processar o ex-candidato à presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, por conta de um tuíte divulgado em seu perfil. Na rede social, ele disse que Fábio seria dono da Friboi.

O boato divulgado por Jorge (que apagou o tuíte) é recorrente nas redes, sendo que diversos memes foram produzidos a respeito durante a última campanha presidencial. Na ação, Fábio diz que “não é ou jamais foi sócio ou manteve qualquer relação profissional com negócios relacionados ao setor agropecuário ou agroindústria”.

Ele coloca ainda no texto da ação que é “vítima de atos criminosos na internet que lhe atribuem, de forma mendaz, a propriedade de fazendas e, ainda, a participação societária em frigoríficos e empresas do gênero. Invariavelmente, tais afirmações – associadas a insinuações ou afirmações da prática de alguma conduta irregular ou ilegal – são lançadas por pessoas que se colocam no plano político como adversárias do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual o genitor do interpelante, como é público e notório, já foi eleito Presidente da República em duas oportunidades”.

O processo mostra uma mudança de postura da família do ex-presidente Lula, que parece reagir à boataria difamatória que povoa as redes. Surpreende mesmo é o fato de um ex-presidenciável, que levantou temas importantes nas últimas eleições, acabar dando força a esse tipo de leviandade.

A poética solidão insuperável de Mário de Andrade

O romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte, fotógrafo e poeta paulista Mário Raul de Moraes Andrade (1893-1945),  no poema “Canção”, retrata sua vivência com a solidão.

CANÇÃO

Mário de Andrade

….de árvores indevassáveis
De alma escura sem pássaros
Sem fonte matutina
Chão tramado de saudades
À eterna espera da brisa,
Sem carinhos …como me alegrarei?

Na solidão solitude
Na solidão entrei.

Era uma esperança alada,
Não foi hoje mas será amanhã,
Há-de ter algum caminho
Raio de sol promessa olhar
As noites graves do amor
O luar a aurora o amor…que sei!

Não solidão, solitude,
Na solidão entrei
Na solidão perdi-me…

O agouro chegou. Estoura
No coração devastado
O riso da mãe-da-lua,
Não tive um dia! uma ilusão não tive!
Ternuras que não me viestes
Beijos que não me esperastes
Ombros de amigos fiéis
Nem uma flor apanhei.

Na solidão, solitude,
Na solidão entrei,
Na solidão perdi-me
Nunca me alegrarei.

site Poemas & Canções

A deslegitimação da política

O jornalista Elio Gaspari Foto: O Globo Torrando suas credibilidades os doutores e doutoras estão destruindo os grandes partidos, e isso pode ser bom

Em seu conhecido artigo intitulado “Considerações sobre a Operação Mani Pulite”, que está na rede, o juiz Sérgio Moro disse que a prisão da teia de corrupção que permeava a vida italiana desde o fim da Segunda Guerra “levou à deslegitimação de um sistema político corrupto”. A “Operação Mãos Limpas” começou em 1992. Dois anos depois, os partidos Democrata- Cristão e Socialista, que controlavam a maioria parlamentar desde 1945, ficaram com 11% e 2% dos votos e dissolveram-se.

A política brasileira corre o risco de entrar num processo semelhante. A credibilidade do PT ficou do tamanho das promessas de campanha da doutora Dilma. A do PMDB, do tamanho que sempre teve. (Quem souber qual é ganha uma viagem só de ida a um paraíso fiscal.) A do PSDB, pode ser medida pela confiança que os cidadãos de São Paulo têm nas declarações do governador Geraldo Alckmin sobre a crise da água. Isso no que se poderia chamar de estrutura administrativa. Olhando-se para os costumes, desde que o PT se viu diante da crise do mensalão, mostrou-se incapaz de lidar com o tema da moralidade. O mesmo vale para a maneira sonsa como o tucanato lida com o cartel dos fornecedores de equipamentos pesados em São Paulo. O PMDB tem como abre-alas o deputado Eduardo Cunha, candidato à presidência da Câmara.

Pode-se argumentar que as coisas nunca foram diferentes. Esse conformismo omite dois fatos essenciais. Em 2013 o Supremo Tribunal Federal formou a bancada da Papuda, mandando empresários e políticos para a cadeia. Desde o ano passado o Ministério Público e a Polícia Federal conduzem a Operação Lava-Jato, que colocou o instituto da colaboração premiada no instrumental da República para combater a corrupção. Essa novidade decorre da primeira, pois se parte da turma do colchonete da carceragem da Polícia Federal em Curitiba não temesse o efeito Papuda, jamais contaria o que já contou.

A ruína moral das grandes empreiteiras já aconteceu. Dentro de pouco tempo virão as prisões de novas celebridades e a abertura de processos contra parlamentares, ou mesmo governadores. Isso num ano de recessão econômica, com racionamento de água em diversas metrópoles e a ameaça de novos apagões. Para complicar a situação, a doutora Dilma apropriou-se da agenda econômica de Aécio Neves, cuja demonização foi decisiva para reelegê-la.

Sempre que se fala na faxina da Operação Mãos Limpas italiana vem o argumento misteriosamente fatalista: depois dela, Silvio Berlusconi tomou conta da política italiana. Ou seja: deixe-se tudo como está porque, do contrário, a choldra elegerá um Berlusconi. Em primeiro lugar, o Brasil já teve dois (Fernando Collor e Jânio Quadros). É difícil que compre um terceiro. Ademais, Berlusconi está solto, porem condenado a sete anos de cadeia e afastado da vida política. Essa porta abriu-se no Brasil.

A deslegitimação que vem por aí abalará primeiro o PT. Na mesa do juiz Moro há denúncias que abalarão também o PMDB e o PSDB, isso para se falar só dos três maiores partidos. A Operação Mãos Limpas italiana varreu partidos políticos minados pela corrupção e fortaleceu o regime democrático. Até onde a vista alcança, no Brasil acontecerá a mesma coisa.

Por: Elio Gaspari é jornalista

Taxista que mora no Rio conta como sobreviveu a campos de concentração nazistas

No Dia Internacional em Memória do Holocausto, polonês descreve execução da irmã e relata sua fuga do horror

por Gabriela Lapagesse


Alexander Liberman é sobrevivente do Holocausto:
‘As pessoas não têm ideia do que foi aquilo’Leo Martins / Agência O Globo
“Tenho 84 anos, sou casado, tenho filhos, netos e bisnetos. Quase morri diversas vezes. O número de identificação dos campos está no meu braço até hoje. Morei em Israel, cheguei ao Brasil aos 28 anos, fui camelô, fui taxista, mas já me aposentei. Hoje moro na Lapa. É bom ter uma vida normal aqui”

Conte algo que não sei.

A vida vale a pena. Ou, se não fosse assim, eu não estaria aqui. Achei que fosse morrer várias vezes. Há coisas que aconteceram no Holocausto que a gente nem consegue dizer. Só Deus sabe o que sofri e vi.

O senhor perdeu toda a família. Como foi isso? Conseguiu saber o que aconteceu?

A gente vivia na Polônia. Eu tinha nove anos. Os alemães encontraram primeiro meu pai e meu tio, que tinham uma loja de sapatos. Foram levados para a guilhotina. Eu tinha três irmãos — um de sete anos, uma de três e a menor, de seis meses. Ficamos escondidos no porão com minha mãe. Um dia fui comprar comida e os alemães me viram.

O que aconteceu então?

Eles nos levaram para uma fila onde matavam judeus. Quando chegou a vez da minha mãe, pegaram minha irmã menor, jogaram para o alto e atiraram na cabeça. Eu disse a mamãe, aos berros, que não ia oferecer a eles minha cabeça e saí correndo. Acertaram no abdômen. Só tirei a bala no Brasil, aos 28 anos. Corri para a mata, lá encontrei um grupo e, a partir daí, virei soldado. Aprendi a mexer com armas. Nunca mais soube da minha família e acho que todos morreram naquela época.

Pode descrever sua vida no campo de concentração?

Passei por vários. Fui escolhido para morrer com patrícios em diversas oportunidades, mas sempre consegui escapar. Havia momentos em que eu achava que não ia mais ter jeito. Mas sempre tive Deus dentro de mim e, além disso, nunca tive medo, enfrentava tudo. Tinha que ser esperto para não morrer. Pegar batata para os alemães comerem. As cascas que eles deixavam a gente recolhia e cozinhava. Dormíamos num galpão onde cabiam mil pessoas. De manhã, ficávamos em fila, eles olhavam, decidiam quem ia morrer naquele dia e quem ia trabalhar.

Qual a coisa mais difícil que teve que fazer para resistir?

Foi no campo de Majdanek, na Polônia. Os alemães me deram um alicate e mandaram entrar num galpão cheio de judeus mortos e arrancar os dentes de ouro deles. Andei em cima dos cadáveres. Eles me ameaçavam com seus cachorros para que eu obedecesse. Achei um judeu vivo que cochichou: pode arrancar o dente, mas finge que estou morto.

É fato que conheceu Stálin?

Quando os russos chegaram, perguntaram se eu estava mesmo vivo. Eu me encontrava muito magro e sem forças. A tropa me levou até Moscou e a Stálin. Ele fez a mesma pergunta: “Estás vivo?” (Risos). Lá me deram roupa bonita, comida e, a mando dele, fui logo levado a um internato.

Hoje, no Palácio do Itamaraty, celebra-se o Dia Internacional em memória às Vítimas do Holocausto, criado pela ONU e parte dos 450 anos da Cidade do Rio. Eventos assim amenizam a dor?

Recebi o convite. Acho importante, pois as pessoas não têm de fato ideia de tudo o que passamos. Eu mesmo movi uma ação e ganho uma pensão do governo alemão no valor de 518 euros por mês (cerca de R$1.500), mas nada é tão significativo quanto se perder uma família ou ver tanto sofrimento.

O senhor conta tudo isso com muita lucidez e não perde o bom humor, o sorriso. Como isso é possível?

Eu tenho fé. Não é uma questão de religião. É fé mesmo, tenho Deus dentro de mim. Estou tentando sobreviver a tudo com a maior calma. Sou casado, aposentado, tenho uma vida normal. Isso é muito bom.

SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO CONCEDE LICENÇAS PARA A EX- GOVERNADORA ROSALBA

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Segundo publicação do Diário Oficial do Estado, a ex-governadora Rosalba Ciarlini recebeu concessão de licença prêmio. Médica lotada na secretaria estadual de Saúde, o benefício terá duração de três meses.

Igreja suspende Bispo que fez casamento gay em Macéio, Alagoas

Depois de celebrar, de forma inédita no Brasil, o casamento entre dois homens, em um salão de festas de Maceió, o bispo Fernando Antonio Sampaio Pugliese foi afastado das atividades da Igreja Católica Apostólica Brasileira.

A decisão de suspensão de ordem foi publicada no site oficial da instituição e vai ser encaminhada ao religioso por meio de correspondência. A diocese de Maceió reagiu com perplexidade, classificando a atitude do bispo como pura desobediência. Mesmo sem ser informado oficialmente, Fernando Pugliese diz que acionará a Justiça.
Por força do decreto, o bispo está proibido de celebrar missas e todos os demais sacramentos, pregar publicamente em nome da Igreja Católica Brasileira até que o caso seja analisado pelo Superior Tribunal Eclesiástico, onde ele deve apresentar a defesa no prazo de 30 dias, a contar da data que receber a correspondência. Além da suspensão, a diocese ainda destituiu Pugliese dos compromissos e encargos que ele ocupava no clero da capital. A decisão é assinada pelo bispo diocesano de Maceió, dom Walber Rommel Coêlho Galvão Barros.

De acordo com ele, padres e bispos da Igreja no Brasil ficaram constrangidos com a celebração do casamento gay e exigiram uma punição imediata. “Houve desobediência à doutrina da Igreja e todo episcopado está abatido e chocado, pois não esperava uma atitude dessas de um homem que sempre teve suas convicções respeitadas, independentemente de não serem unânimes”, avalia dom Walber.