Daily Archives: 17/01/2015

Procuradoria Eleitoral pede cassação dos diplomas dos deputados Tomba Farias e Disson Lisboa

 

O Ministério Público Eleitoral no Rio Grande do Norte entrou com um recurso contra expedição do diploma de dois deputados eleitos do Rio Grande do Norte: Tomba Farias (PSB) e Disson Lisboa (PSD). Sobre ambos pesa condenações em órgão colegiado proferida após a diplomação. Ou seja, com as condenações, os dois deputados estão com os direitos políticos suspensos e, portanto, não poderiam assumir o mandato.

No caso do deputado Tomba Faria, o procurador regional eleitoral Gilberto Barroso argumentou, no recurso que tramita no Tribunal Superior Eleitoral, que o político foi condenado por improbidade administrativa em decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Já o recurso contra a diplomação de Disson Lisboa foi assinado pela procuradora regional eleitoral substituta Cibele Benevides, que destacou o fato do parlamentar do PSD ter sido condenado pelo Tribunal de Justiça, por crime de improbidade administrativa.

Com Anna Ruth

NOTA DE FALECIMENTO:Vereador Luiz Carlos Marques de Melo Morre na tarde desta sexta feira 16 em Natal.

Vereador-Luis-Carlos-01

O vereador de Nova Cruz, Luiz Carlos Marques de Melo, que tinha sofrido um acidente de cavalo na manhã do domingo dia 28 de Dezembro, quando participava de uma cavalgada na zona rural do município de Nova Cruz morreu na tarde desta sexta feira 16 de Janeiro.

A morte do vereador foi confirmada por familiares e pelos seus colegas vereadores na tarde desta sexta feira 16, ele que tinha caído do cavalo e sofreu uma forte pancada na cabeça, o vereador Luiz Carlos deu entrada no hospital Walfredo Gurgel, e se encontrava na UTI, onde após uma tomografia, os médicos informaram a necessidade de uma cirurgia desde o dia 28 até nesta sexta feira ele estava sendo medicado e vinha reagindo a medicação.

A confirmação da sua morte deixa todos os seus familiares, amigos e o povo novacruzense em luto, pela perca inesperada de um grande homem que foi e que continua sendo para todos que conhecia de perto a pessoa do amigo Luiz Carlos Marques de Melo.

Fonte: Xuá do Agreste

Brasileiro ex-aluno de escola pública é professor em universidade na Suíça

Elison Matioli, de 35 anos, fez curso técnico, Poli-USP e doutorado no MIT.
‘A pessoa tem que sonhar alto, acreditar, e colocar isso como meta’, ensina.

Depois de ter estudado em escola pública durante todo o ensino fundamental, médio e técnico, Elison Matioli cursou engenharia na Escola Politécnica da USP, fez PhD na Universidade da Califórnia, pós-doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e hoje é professor da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça.

Ele contou ao G1 sobre os passos que o levaram a conquistar uma vaga de professor em uma das mais prestigiosas instituições de ciência e tecnologia do mundo. Aos jovens que estão começando a graduação, ele aconselha: “A pessoa tem que se dar a liberdade de sonhar tão alto quanto quiser, acreditar no que realmente quer fazer e colocar isso como meta”.

Elison conta que seu interesse por eletrônica surgiu ainda na infância por influência do pai. “Ele é engenheiro elétrico e a maioria das minhas brincadeiras envolvia alguma coisa em eletrônica.” Por isso a opção por fazer escola técnica em eletrônica pareceu interessante. “Minha família me incentivou e falou: de alguma forma, você já vai ter uma profissão ao se formar no colégio técnico.”

Percebi que, se quisesse ficar na área científica, deveria procurar por novos desafios.”
Elison Matioli, professor da EPFL

O ensino técnico, porém, não dava a base necessária para passar no vestibular, especialmente em matérias como história e geografia, segundo ele.

Suas aspirações quanto ao ensino superior eram baseadas nos filmes americanos que se passavam em universidades importantes. “Lembro que em várias situações eu falava: vou estudar no MIT, vou para Harvard. Sempre tive isso na minha cabeça, só não sabia como ainda. Em algum momento, ficou claro que a melhor opção que eu tinha seria entrar em uma boa escola de engenharia: a Poli.”

Depois de fazer um ano de cursinho à noite, enquanto trabalhava como técnico durante o dia, Elison conseguiu passar no vestibular para engenharia na Escola Politécnica da USP.

Oportunidades no exterior

Elison (1º à esq.) e outros alunos estrangeiros aceitos na École Polytechnique, na França, posam na entrada da universidade (Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)Elison (1º à esq.) e outros alunos estrangeiros aceitos na École Polytechnique, na França, posam na entrada da universidade
(Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)

Na Poli-USP, Elison percebeu que gostava muito mais da parte básica de matemática e de física do que da aplicação dessas disciplinas. Foi quando surgiu a oportunidade de fazer um programa de duplo diploma na École Polytechnique, na França. Ele foi um dos dois selecionados entre alunos de todos os anos da Poli. “Lá eu sabia que a educação era muito mais focada em matemática, física e em ciências básicas.”

O duplo diploma abriu oportunidades importantes.  Foi lá, por exemplo, que conheceu o professor que o convidou para um estágio na Universidade da Califórnia, onde acabou se tornando aluno de PhD logo em seguida da graduação.

Elison fabrica um LED em uma sala limpa na Universidade da California (Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)Elison fabrica um LED em uma sala limpa na Univ.
da California (Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)

“Comecei em 2006 na Universidade da Califórnia. Foi fantástico porque a faculdade tinha cinco prêmios Nobel ativos como professores. Ter acesso a esse tipo de gente é extremamente inspirador.” Lá, Elison trabalhou inclusive com os prêmios Nobel de Física de 2014, Shuji Nakamura, e de 2000, Herbert Kroemer.

Durante o PhD, ele trabalhou no aperfeiçoamento da eficiência de emissão de luz no LED. Quando concluiu a pesquisa, observou que esta área já tinha sido muito desenvolvida. “Percebi que, se quisesse ficar na área científica, deveria procurar por novos desafios. E um deles era a utilização do mesmo material que eu usava nas pesquisas com LED – o nitreto de gálio – na área de eletrônica.” Ele partiu então para o MIT para fazer seu pós-doutorado no tema.

A ideia, segundo ele, parte do interesse crescente pelo uso de tecnologias sustentáveis. “Essas tecnologias sustentáveis vão precisar de componentes eletrônicos de potência eficientes.” Os componentes que existem hoje, segundo ele, precisam de áreas muito grandes, além de refrigeração. “Nossa ideia é substituir, no futuro, essas grandes placas por microchips de potência que sejam muito mais eficientes, ocupem uma área menor e operem a temperaturas muito mais altas.”

Tornando-se professor

Quando estava no MIT, Elison recebeu o prêmio 'IEEE George Smith Award' de melhor paper publicado no ano de 2012 no periódico 'IEEE Electron Device Letters' (Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)Quando estava no MIT, Elison recebeu o prêmio ‘IEEE George Smith Award’ de melhor paper publicado no ano de 2012 no periódico ‘IEEE Electron Device Letters’ (Foto: Elison Matioli/Arquivo Pessoal)

O passo seguinte na trajetória acadêmica e profissional de Elison foi buscar uma posição como professor de uma grande universidade. “Ter uma vaga de professor é talvez uma das coisas mais difíceis. Em geral, existem 500 PhDs concorrendo a cada vaga.” Desses 500, um grupo seleto é chamado para entrevista, que pode durar de dois a três dias.

Nessa etapa, o candidato é solicitado a dar palestras, participar de reuniões e visitas, além de expor seus planos para o futuro na área de pesquisa e educação.  “É uma bateria, às vezes começa 8h da manhã e vai até 9h da noite direto. Terminando, você ainda vai jantar com um grupo de professores e o jantar também faz parte da entrevista.”

Em um processo como esse, Elison foi selecionado para ser professor na EPFL, na Suíça, entre outras universidades. Ele credita a conquista ao fato de ter obtido resultados importantes de pesquisa em diferentes instituições de renome internacional e a prêmios que recebeu ao longo de sua carreira.

Brasil pede ajuda ao Papa contra condenação à morte de brasileiro

Marco Archer foi condenado em 2004 por tráfico de cocaína na Indonésia.
Assessor de Dilma, porém, acredita que mudança de decisão é ‘improvável’.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou nesta sexta-feria (16) que o governo brasileiro pediu ajuda ao Papa Francisco contra a condenação à morte do brasileiro Marco Archer, preso na Indonésia em 2004 por tráfico de drogas. Garcia afirmou que ele será fuzilado à meia-noite de domingo (18) – 15h de sábado (17) no horário de Brasília.

“Fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê sobre o caso e me foi assegurado que isso seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência do governo indonésio”, disse Marco Aurélio Garcia.

A jornalistas, o assessor disse, porém, considerar “absolutamente improvável” que o Papa possa vir a mudar a decisão do governo do país asiático. O G1 procurou a assessoria da Nunciatura Apostólica, representante do Estado do Vaticano no Brasil, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Na Indonésia, os presos são executados por um pelotão de fuzilamento, e podem escolher se querem ficar de pé, sentados ou deitados. Eles são vendados para a execução. O atual presidente do país, Joko Widodo, assumiu o cargo em 2014 e adotou espécie de “mão pesada” na luta contra as drogas e afirmou, no mês passado, que iria rejeitar os pedidos de clemência das 64 pessoas no corredor da morte por crimes relacionados a drogas.

Ao término da entrevista no Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia disse acreditar que “somente um milagre” fará com que Marco Archer não seja executado neste fim de semana.

Segundo negociadores do Ministério das Relações Exteriores, procurar autoridades internacionais, como o Papa e líderes internacionais, é “natural”, em razão de outros países estarem na mesma situação que o Brasil.

“Tentar a articulação com outras autoridades, como o Papa, é algo que está na nossa perspectiva porque nós também temos feito articulação com outros países que estão com problema semelhante”, disse um diplomata sob a condição de anonimato.

Histórico
Marco Archer é instrutor de voo livre e foi preso ao tentar entrar na Indonésia, em 2004, com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. O brasileiro conseguiu fugir do aeroporto, mas foi preso duas semanas depois. A Indonésia pune com pena de morte o tráfico de drogas.

As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo, e contam com o apoio da população. “Com isso (as execuções), mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes”, relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.

Além do brasileiro, há entre os condenados um indonésio, um holandês, dois nigerianos e um vietnamita. Apesar de a Indonésia não ter realizado nenhuma execução durante o ano de 2014, está previsto para este ano o fuzilamento de 20 prisioneiros.

De acordo com jornais locais, as autoridades do país afirmam que já foram preparados “o esquadrão de tiro, um clérigo e médicos”. As execuções ocorrerão simultaneamente. A procuradoria explicou ainda que os condenados são avisados da execução com três dias de antecedência para que possam se preparar mentalmente e para que façam seus últimos pedidos.

Rodrigo Gularte também foi preso em 2004, mas a data da execução da pena ainda não foi definida. Conforme o Itamaraty, atualmente há 3.209 brasileiros presos no mundo. A maior parte (1.108, 34%), está detida em países da Europa. Desses 3,2 mil, 2,4 mil são homens; 963 estão detidos por tráfico ou porte de drogas; 1,4 mil estão em prisão preventiva ou aguardando julgamento; e 1,4 mil já cumprem pena no exterior.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília

PARTIDO PRESIDIDO POR AGRIPINO QUER BARRAR NO TSE A CRIAÇÃO DO PL

agripino-maia-senador

Temendo ser atingido mais uma vez pela perda de políticos com mandato, o DEM, presidido pelo senador José Agripino prepara uma investida jurídica para tentar barrar a criação do PL, partido que o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pretende refundar para atrair descontentes de diversas legendas e ampliar a base de apoio ao governo de Dilma Rousseff.

A cúpula do DEM irá formular uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a Corte se posicione a respeito do que o partido considera fraude à legislação eleitoral. Foto: Agência Senado

Atriz do ‘Teste de Fidelidade’ é espancada pelo namorado: ‘Teve muito sangue’; veja imagens

Atriz do 'Teste de Fidelidade' é espancada pelo namorado: 'Teve muito sangue'; veja imagens

Foto: Reprodução / Instagram

Amanda Rivieira, que há um ano trabalha no programa ‘Teste de Fidelidade’, diz ter sido espancada e sofrido um acidente de carro no último domingo (11) em São Paulo. A atriz, que está com o olho roxo e cheia de marcas no corpo, contou ao site EGO que apanhou do namorado após uma noite de festa. “Estava tudo bem. A gente foi num churrasco e depois terminou a noite em uma balada. Permanecemos por 20 ou 30 minutos. Eu fui ao banheiro e voltei para falar com meu namorado. Pedi uma água e ele já estava todo estranho e queria ir embora. Eu disse que não, que queria curtir mais. Ele queria ir embora na hora, avisou as pessoas que estavam com a gente e foi pegar o carro no estacionamento.

Nisso eu ficava perguntando o que tinha acontecido para ele estar estranho. Ele não me falava. Ele só falou dentro do carro que eu era uma vagabunda, que ele ia me matar e que eu não dava atenção pra ele. Ele cismou que meu batom estava borrado e começou a me bater. Não deixou eu falar um minuto. Me espancou, me mordia, abriu pontos na minha orelha. Teve muito sangue. Cheguei a desmaiar. Ele só parou de me agredir quando ele perdeu o controle do carro e bateu no muro”.

Após as agressões, Amanda diz que o namorado, com quem estava se relacionando há seis meses, desmaiou com a batida do carro e uma ambulância a socorreu. “Ele desmaiou e foi a chance que eu tive de ser resgatada. Enquanto ele me espancava apareceu uma viatura, que começou a perseguir nosso carro por conta do comportamento estranho do motorista, e por estarmos em zig zag. Essa viatura chamou reforço e na hora da batida tinha vários carros de polícia lá. Eles chamaram uma ambulância que levou nós dois para o hospital. Fui para o Hospital Geral de Taipas e depois dei queixa. Tive que ‘tomar’ pontos e estou tomando remédios. Também  já registrei boletim de ocorrência e quero que ele vá parar atrás das grades”, contou. O namorado da moça não se pronunciou.

Fundação de Sarney, no Maranhão, fecha as portas nesta sexta-feira

Fundação de Sarney, no Maranhão, fecha as portas nesta sexta-feira

Foto: Reprodução/ Estadão

A Fundação José Sarney, atualmente batizada como Fundação da Memória Republicana, fechou as portas nesta sexta-feira (16) após a exoneração de 48 cargos comissionados em decreto do atual governador do estado, Flávio Dino (PCdoB). O museu é ligado à secretária de Cultura do Estado e custou em torno de R$ 8,1 milhões, entre 2012 e 2014, aos cofres públicos maranhenses. De acordo com informações do jornal Estado de S. Paulo, a presidente da instituição Anna Graziele Costa informou que, sem funcionários, as atividades e programação oferecidas pela fundação foram suspensas. Ela solicitou ao Estado uma resposta à atual situação, contudo, o secretário de Articulação Política, Márcio Jerry (PCdoB), afirmou que a fundação não é “preocupação prioritária” do governo. Além disso, acusou o museu de servir a fins privados. Apesar de existir uma sala com o acervo de José Sarney, Costa nega que haja “culto à personalidade” do ex-presidente do Brasil. A fundação foi criada pelo próprio Sarney – adversário político de Dino – para guardar documentos e presentes recebidos no período em que estava no Palácio do Planalto, logo após os movimentos para voto direto no Brasil pós-ditadura. Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique também contam com institutos, porém, são mantidos com doações privadas. Já a estatização da fundação foi por iniciativa da filha do ex-presidente, Roseana Sarney (PMDB), com aval da Assembleia Legislativa.

Foi quando o nome da instituição passou a ser chamado de Fundação da Memória Republicana Brasileira. Em resposta ao movimento de Dino, Sarney o comparou a Josef Stalin, antigo líder soviético considerado ditador. “Nunca fiz nenhuma promoção pessoal minha. O Stalin é que mandou refazer a enciclopédia russa, retirando o nome dos quais não apoiavam o regime e a ele mesmo; exemplo maior, Trotsky”, afirmou Sarney, em nota enviada ao jornal.