Daily Archives: 05/12/2014

A noite de folia será encerrada com a banda Timbalada com show no palco Skol

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Após a estreia de Bell Marques, a  sexta-feira de Carnatal destaca a entrada da cantora Cláudia Leitte com o bloco largadinho na festa que transcorre até domingo no largo da Arena das Dunas e do irreverente Durva Lelys (Me Abraça), além do cantor Tuca Fernandes (Balada).  A entrada para os foliões será aberta às 16h.

Bell Marques será o primeiro a percorrer o corredor a partir das 18h. Em seguida virá o Largadinho, a partir das 18h30. Durval Lelys e o Me Abraça entram na avenida ada folia às 19h . O cantor faz sua estreia no Csarnatal como artista solo.

Por fim ás 20h30, Tuca Fernandes e o Bloco Balada serão os últimos a entrarem no circuito interno da festa .

A noite de folia será encerrada com a banda Timbalada, que  fez sucesso por divulgar a sonoridade afro-brasileira. O show será realizado por volta da 1h no palco da Arena Carnatal Fun Fest, após o encerramento do circuito dos blocos.

 Carnatal 2014

Sexta-feira18h
– Vumbora?! (Bell Marques)18h30
– Largadinho (Cláudia Leitte)19h
– Durval Lellys (Me Abraça)20h30
– (Balada)

PF indicia presidente e diretor do Metrô de SP por cartel

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De A Tarde:

O presidente e o diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), respectivamente Mário Bandeira e José Luiz Lavorente, estão entre os 33 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o cartel no setor metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

Lavorente e Bandeira são os únicos servidores públicos que constam da lista de indiciados, entre doleiros, empresários e executivos das multinacionais que teriam participado de conluio para obtenção de contratos no Metrô e na CPTM.

A PF também indiciou funcionários e ex-funcionários das multinacionais Alstom, Siemens, Bombardier, Mitsui, CAF e TTrans. A lista dos 33 indiciados pela PF foi obtida pelo jornalista José Roberto Burnier, da Rede Globo.

Todas as pessoas indiciadas pela PF são investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira. Segundo a PF, as duas estatais “foram vítimas do ajuste das empresas”.

O nome do ex-diretor da CPTM, José Roberto Zaniboni, também está entre os 33 indiciados pela PF. Ele é acusado de receber propina das empresas via lobistas. O esquema foi revelado em outubro de 2013, pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, em delação premiada à PF.

Em seu depoimento, Rheinheimer relatou sobre suposto pagamento de propina de multinacionais a deputados e funcionários públicos.

Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos. Ontem, uma delegação de procuradores e promotores brasileiros iniciou em Berna reuniões com o Ministério Público da Suíça. A meta é identificar o percurso do dinheiro encontrado em contas em Zurique.

“Marx é possivelmente mais importante que Jesus”: como foi a palestra de Piketty em SP

por : Pedro Zambarda de Araujo

Pikkety em sua palestra na USP

Piketty em sua palestra na USP

 Estive ontem na Faculdade de Economia e Administração da USP, a FEA, para assistir a palestra do economista francês Thomas Piketty promovendo seu livro “O Capital do Século XXI”.

O escritor comparou Karl Marx com Jesus Cristo ao responder uma pergunta e explicou como seu livro não é sobre crescimento da desigualdade de renda, mas sim sobre concentração de capital e como isso atrapalha o crescimento econômico.

Embora os cursos de economia e administração sejam conhecidos por terem alunos e professores mais conservadores ou de direita, a plateia estava bem diversificada. Um dos presentes, sentado atrás de mim, estava usando uma camiseta vermelha com o símbolo da foice e do martelo.

Piketty explicou que seu livro trata de concentração de renda e não necessariamente do crescimento da desigualdade, sua consequência direta. “E não tenho problemas com as pessoas discordarem das minhas conclusões neste estudo, que inclui países latino-americanos. Em muitos casos, as ciências sociais podem apontar para conclusões particulares e há nações com casos muito peculiares, como é o próprio Brasil”, disse.

Tentou falar em inglês, embora seu sotaque de um francês carregado o tornasse complicado de entender.

O livro de Thomas Piketty é separado em quatro grandes partes, com seus temas: “1. Renda e Capital”, “2. A dinâmica da relação capital e renda”, “3. A estrutura da desigualdade”, “4. Regulando o capital no século XXI”.

A apresentação abordou mais a segunda e a terceira partes, que chamaram atenção tanto da mídia liberal quanto dos seguidores do marxismo econômico. Piketty avisou que os gráficos estão presentes na internet.

“No período pós-Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e o Japão passaram por uma redução de desigualdade social entre 1930 e 1940. Entretanto, esse índice voltou a subir e o mundo está acompanhando esse fluxo de concentração, em maior ou menor escala”, mostrou Piketty através de tabelas. “Isso é um fenômeno cíclico. Se você melhora a distribuição do capital, isso diminui a desigualdade. Assumimos que isso é uma constante, mas por enquanto ninguém tem motivos para pensar de maneira diferente”.

“A Europa passou por uma situação diferente. A guerra provocou uma falta de investimentos na iniciativa privada, causando um impacto no pensamento europeu. Desta forma, geração de riqueza e fortalecimento do PIB através de ações estatais foram importantes para o desenvolvimento de um Estado de Bem-Estar Social. Todo mundo passou a ter acesso a moradia e estrutura financeira no Reino Unido, na França e na Alemanha, criando uma distribuição mais igualitária do capital”, pontuou, comprando ao caso dos EUA, em que a economia é baseada na concorrência supostamente meritocrática.

Thomas Piketty fez várias críticas sobre a situação econômica do Brasil.

“Há poucas informações fiscais realmente confiáveis na econômica brasileira. Isso é um problema para saber a real situação da distribuição de riqueza. O Brasil precisa de mais transparência para produzir informações que identifiquem quais grupos estão se beneficiando do crescimento nacional”, disse.

Curiosamente, Piketty está utilizando hoje tanto os dados do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE, que apontou uma redução de 50% para 45% da riqueza concentrada entre os brasileiros mais ricos entre 2007 e 2012, quanto dados da UnB dos pesquisadores Fabio Avila Castro, Marcelo Medeiros e Pedro H. G. F. Souzas, todos do Ipea.

Na segunda pesquisa, a riqueza dos 5% dos mais ricos no Brasil cresceu de 40% para 44% entre 2006 e 2012, de acordo com suas declarações de Imposto de Renda. Esse último levantamento foi divulgado em agosto deste ano e é inspirado nas pesquisas do próprio Thomas Piketty.

“Esse aumento da desigualdade social decorrente da concentração de renda deve mudar a forma como lidamos com demanda em tempos de globalização. As melhores universidades americanas, por exemplo, mantêm seus quadros, mas a situação de quem não tem acesso a uma educação de qualidade é preocupante”, criticou o economista. “O acesso à educação é um dos métodos para reduzir a economia desigual e ter um desenvolvimento mais saudável da riqueza”.

Após a palestra, foram chamados os economistas Paulo Guedes, colunista da revista Época e do jornal O Globo, fundador Instituto Millenium e do Banco Pactual, além de André Lara Rezende, ex-presidente do BNDES na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Rezende questionou se não existe mais mobilidade econômica e social com as mudanças nos rankings de bilionários de revistas como a Forbes, considerando que há até brasileiros enriquecendo e ganhando destaque. Piketty elegantemente discordou: “Uma mobilização similar existia no final século 19, quando surgiu uma empresa francesa de destaque como a L’Óreal e ainda existiam grandes oligopólios familiares”.

Paulo Guedes elogiou o livro, que critica até Karl Marx na questão do acúmulo infinito de capital. “Normalmente tratam Marx como Jesus Cristo, por isso sua obra é muito feliz na análise”, afirmou o economista brasileiro formado pela Universidade de Chicago. No entanto, ele questionou o foco da crítica apenas na concentração de renda e duvidou que um aumento de impostos para os mais ricos ajudaria a mudar a situação, considerando um quadro inflacionário alto e uma depreciação monetária na globalização.

“Marx é possivelmente mais importante que Jesus”, brincou Piketty. Em seguida, fez uma crítica direta ao raciocínio de Guedes: “Certamente é mais fácil imprimir dólares, mas é muito mais difícil e necessário redefinir os impostos. Eu prefiro taxas progressivas de impostos para controlar a riqueza. Muitos impostos como no Brasil não resolvem, e nem zerar as taxas deixando que o mercado se regule”.

Infiltração bolivariana na plateia

Infiltração bolivariana na plateia

 

“Comecei a abordar a questão da concentração de renda e a necessidade de mais igualdade a partir de Declaração dos Direitos Humanos e do Cidadão da Revolução Francesa de 1789. A desigualdade não é um problema em si, mas passa a prejudicar o crescimento econômico quando beneficia apenas alguns grupos ao invés do bem social”, frisou o francês.

Afirmou que sua análise passa longe de teses apocalípticas sobre a economia, mas aponta para problemas que podem se acirrar com a má distribuição de capital. “Este não é um livro pessimista, como alguns podem pensar. Eu acredito na globalização e em como todos podem se beneficiar dela. O problema é que falta transparência e a corrupção com desigualdade tornaram-se um pesadelo para países pós-revoluções. O Brasil tem esse problema, mas posso garantir que não é pior do que a China”, explicou.

Paulo Guedes questionou Piketty sobre como o PT fez o Brasil crescer nos últimos anos e agora levou a economia até um estágio de estagflação. Indagou novamente se um imposto sobre os mais ricos resolveria o atual problema. “Tive um debate interessante com Bill Gates sobre isso e ele me disse que não quer pagar mais impostos. Sugeriu uma taxação sobre o consumo”, respondeu.

“Eu entendo esse comentário, mas isso beneficiaria apenas ele, que investe em filantropia e não é consumista, embora ainda seja um dos maiores bilionários do mundo. Um pobre que consome muito ainda seria prejudicado por essa medida. Por isso, eu acredito muito mais em taxas proporcionais à renda, e não a outros parâmetros”.

Pedro Zambarda de Araujo
Sobre o Autor:
Escritor, jornalista e blogueiro. Atualmente escreve sobre tecnologia e games no site TechTudo. Teve passagem pelo site da revista EXAME. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, estuda filosofia na FFLCH-USP.

Jô Soares critica o surto do impeachment e a “paranoia bolivariana”

Seja lá por que razão, Jô Soares tornou-se uma voz politicamente divergente dentro da Rede Globo. Em debate com suas “meninas”, o apresentador defendeu a aprovação da LDO, criticou o “surto do impeachment” e partiu para cima da paranoia que vê “bolivarianismo” até debaixo da cama

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O apresentador Jô Soares (divulgação)

Kiko Nogueira, DCM

Talvez pela simples e excelsa vontade de falar o que acha que tem de ser falado, talvez por um certo fastio, talvez para servir como contrapeso ao direitismo paranoico do concorrente Danilo Gentili — seja lá por que razão, Jô Soares tornou-se uma voz política sensata na Globo.

Nesta semana, durante um debate com suas “meninas”, o apresentador defendeu a aprovação da LDO. “Torcer para que essa lei não seja aprovada é torcer contra o Brasil. Não tô falando que tá certo. Mas de repente a Dilma ser atingida por uma lei dessas é uma catástrofe para o Brasil”, disse.

Criticou o surto de impeachment. Após Lilian Witte Fibe mencionar a “roubalheira”, perguntou se ela não achava que era “uma generalização quando se fala em governo corrupto”.

Esgrimiu com uma Ana Maria Tahan exaltadíssima, que comparou o governo Dilma ao de Collor, insistindo na tese de “má gestão”. Fez a distinção entre as duas épocas.

Não foi a primeira vez. Recentemente, Jô partiu para cima da idiotia que vê bolivarianismo debaixo da cama. Chamou de absurda a possibilidade de virarmos uma Venezuela ou uma Cuba e elogiou Evo Morales, lembrando que devia ser difícil para a minoria branca aceitar um índio no governo. “A gente está se socializando da forma mais democrática”, disse. Praticamente uma heresia.

Jô está fugindo do script não apenas no seu programa, diante de suas convidadas e de seu público, mas sobretudo em sua emissora — o império dos jabores, dos alexandres garcias, mervais e waacks, cada vez mais apocalípticos por causa, entre outras coisas, da possibilidade de o governo encampar a regulamentação da mídia.

Dado o pensamento único estabelecido, Jô Soares está sobrando, no melhor sentido. A prosseguir nessa toada, ninguém terá o direito de se surpreender se ele, repentinamente, for aposentado.

Sabe como é. Essas coisas acontecem. De qualquer modo: taca-le pau!

Mulher tira a roupa após ser barrada em porta-giratória de agência bancária

Mesmo sem a roupa, mulher foi impedida de entrar em banco de Sorocaba (Foto: Arquivo pessoal)

Uma mulher não identificada tirou a roupa após ser barrada na porta-giratória de uma agência bancária na rua Álvaro Soares, no Centro de Sorocaba (SP), na manhã desta quinta-feira (4). De acordo com uma cliente do banco que presenciou a situação, a mulher, mesmo seminua, ficou presa na porta.

“Ela gritava dizendo que não tinha qualquer metal no corpo e começou a tirar as roupas, até ficar só com as peças intímas. Mas, mesmo sem as roupas, a porta continuava impedindo a entrada dela”, relata a cliente, que fez um registro da cena e preferiu não ser identificada.

A cliente que testemunhou a confusão conta que saiu da agência quando a discussão começou a tomar uma proporção maior e ouviu comentários de que a polícia tinha sido acionada para comparecer ao local.

Segundo a Polícia Militar, não houve registro de ocorrência porque as partes foram orientadas no local e liberadas.

Em nota, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal afirmou que a cliente foi atendida normalmente, dentro das dependências da agência, após a sua recomposição e ter depositado a sua bolsa no guarda-volumes.

“A Caixa Econômica Federal esclarece que utiliza portas automáticas giratórias com detectores de metal em suas agências, de acordo com a Lei 7.102/83, que disciplina o sistema de segurança em estabelecimentos financeiros em todo o território nacional. Esses equipamentos são utilizados pelos bancos para impedir o acesso de pessoas armadas às agências, nunca para criar obstáculos ou constrangimento aos usuários. O objetivo é proteger os clientes da Caixa, seus empregados e patrimônio”, conclui a nota.

G1

Governadora do Maranhão, Roseana Sarney confirma renúncia ao cargo

Governadora do Maranhão, Roseana Sarney confirma renúncia ao cargo

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), confirmou nesta quarta-feira (4) que vai renunciar ao cargo. Segundo informações do portal UOL, a decisão, anunciada a deputados estaduais aliados, em encontro na residência do Palácio dos Leões, em São Luís, ocorre dois meses de especulações. Nesta quinta, ela se despediu dos membros do Judiciário e do Ministério Público. Na manhã da próxima terça-feira (9), será o anúncio oficial. “A governadora não entrou em detalhes. Disse apenas que ia sair, que ia deixar tudo saneado, falou das emendas dos deputados. Ela entrega a carta às 9h da terça-feira, na Assembleia”, afirmou o líder do governo no Legislativo maranhense, César Pires (DEM).

O democrata ainda informou que Roseana revelou que passará quatro meses de descanso fora do país após a renúncia. Ao contrário do que havia afirmado em junho deste ano, quando disse que não disputaria mais por cargos públicos e que se dedicaria à família, ela garantiu que continuaria na vida pública, segundo Pires. “Não é nada de saúde. Ela estava muito alegre por sinal. Normalmente, ela conversa conosco e dá detalhes. Foi uma decisão pessoal, ela quer sair mesmo, não vejo nenhuma vantagem a ninguém pela renúncia”, contou. Para políticos maranhenses, a renúncia se dá por conta da derrota do senador Edison Lobão Filho (PMDB) em detrimento de Flávio Dino (PCdoB), para o cargo de governador.