Jovem que teve filhos com o pai diz que ele era ciumento: “Agora sou livre”

Família deve deixar no sábado (19) a cidade por medo de novas ameaças do suspeito

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Jovem segura nos braços um dos filhos que teve com o pai
Foto: Reprodução

A jovem de 22 anos, filha do agricultor de 45 anos preso após estuprar ela e a irmã durante anos, na cidade de Rio Negrinho, no interior de Santa Catarina, disse que sente alívio com a prisão do pai e que ele era muito ciumento. Ela está grávida do quarto filho do suspeito.

— Ele não deixava sair nem para ir até a escola. Ele tinha um ciúme acima do normal. Se tudo continuasse assim, ir vir outro [filho], e outro. Agora eu tenho a liberdade de pelo menos trabalhar.

A família vive em uma casa simples na zona rural da cidade. No imóvel, moravam o suspeito, a mulher, nove filhos — incluindo as duas vítimas — e os três filhos de cada uma delas. A jovem mais nova está no terceiro mês de gestação.

De acordo com o delegado Tiago de Freitas Nogueira, o pai exercia domínio sobre a família mediante ameaças, como de atear fogo na casa com todos dentro ou de levar as crianças que teve com as filhas embora. Com isso, as vítimas acabavam obedecendo às suas ordens. As jovens não podiam frequentar nem a escola e só saíam de casa para trabalhar na roça com o pai.

A mãe das jovens descobriu os abusos quando a filha mais velha engravidou do primeiro filho, mas não denunciou o marido por medo. Segundo o delegado, ela não será indiciada porque também foi uma vítima do suspeito.

O agricultor foi preso após o fim dos depoimentos das filhas, na madrugada de sexta-feira (11), e cumpre prisão preventiva no Presídio Regional de Mafra. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável e estupro.

Ainda de acordo com o delegado, as seis crianças frutos do incesto foram registradas apenas com o nome das mães. As crianças, com idades entre um e seis anos, continuarão morando com a família. O Conselho Tutelar e a Assistência Social estão acompanhando o caso. No sabádo (19), elas devem deixar a cidade para morar em Florianólis na casa de um tio. A família alegou que teme que o homem escape da prisão e cometa alguma violência.

Posted on 18/07/2014, in Agressão, Brasil, Informativo, Polícia, Reflexão, Violência. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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