Daily Archives: 29/05/2014

Mesmo ‘ficha suja’, Rosalba Ciarlini tentará reeleição para Governo do Estado

Atual governadora do Rio Grande do Norte será candidata a reeleição, segundo antecipa ex-assessora pessoal dela

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A governadora Rosalba Ciarlini será candidata a reeleição. E, se não disse isso para Felipe Maia, ela confidenciou a ex-assessora pessoal dela, Aglair Abreu. Em postagem em seu blog, Aglair confirmou que o partido está “fechado” para a reeleição da gestora estadual – mesmo ela amargando alto índice de rejeição e estando, no momento, inelegível por oito anos.

“Agora, é pra valer. O DEM começa a tratar objetivamente da eleição de outubro. A governadora Rosalba Ciarlini recebeu, em almoço, o deputado Felipe Maia. Foi nesta segunda-feira (19). Também presente, o deputado Getúlio Rego, o líder que não abre mão do protagonismo do Democratas, no próximo escrutínio, batalha que promete ser animada. Discurso afinadíssimo, ao que parece. Felipe saiu falando de fortalecimento; Getúlio Rego, de unidade; Rosalba, de reciprocidade”, revelou a blogueira no texto.

“Largada, em alto estilo, testemunhada por Carlos Augusto Rosado e, certamente, com a combinação do chefe, o senador José Agripino Maia. É a notícia que poucos aguardavam, mas depois do posicionamento do pauferrense traquejado, muita coisa mudou. Estabeleceu-se novo marco, redimensionou-se o traçado. A reflexão colocou-se irretorquível, o acontecimento tornou-se inevitável. Implacável para os contrários. Vai ter DEM na disputa proporcional e na corrida majoritária. E já em busca de aliados. Prevaleceu a verdade. ‘Uma amizade de tanto tempo não se faz sem autenticidade, sem sinceridade’, na enfática palavra do jovem parlamentar, em tom de desiderato”, acrescentou Aglair Abreu.

Não é de hoje que a candidatura de Rosalba Ciarlini vem “ganhando força”. Na semana passada, em entrevista, a gestora estadual afirmou que o DEM não poderia abrir mão de ocupar um espaço na vaga majoritária, ou seja, uma disputa pelo Governo ou pelo Senado. Claro que Rosalba sabe que, se for para ter espaço na majoritária, o mais fácil será lança-la, uma vez que ela é a atual governadora (a única do DEM no País, inclusive).

O problema é que, lançando o nome agora, Rosalba dificilmente conseguiria aliados suficientes para preencher toda a chapa majoritária. Por isso, o DEM teria que ir para a disputa, possivelmente, com uma chapa “puro sangue”, tendo que lançar, também, o ex-deputado federal Ney Lopes para o Senado – o mesmo já se ofereceu para isso em diversos artigos publicados no início do ano pel’O Jornal de Hoje.

O problema é que, muito além de um interesse de Rosalba, a candidatura a reeleição da governadora é, também, uma questão de Justiça. Afinal, ela foi condenada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por usar a máquina pública estadual para beneficiar a candidata apoiada por ela, Cláudia Regina (já cassada). São duas condenações na Justiça que a gestora teria que anular para sair da condição de “ficha suja” e tentar se candidatar.

Henrique: “Estamos aguardando que o DEM resolva lá seus problemas”

Apesar de ser ex-assessora de Rosalba e, por tanto, em tese, ter informações especiais da governadora, enquanto a cúpula partidária não confirmar que vai mesmo lançá-la candidata a reeleição, não será possível descartar totalmente a possibilidade do DEM ainda apoiar a candidatura de Henrique ao Governo, embora, de fato, não haver negociação alguma neste sentido no momento. Por que? Justamente por causa do “problema” Rosalba Ciarlini.

“A questão do DEM, até por respeito ao presidente nacional, o senador José Agripino, estamos aguardando que o partido resolva lá seus problemas, tem a candidatura da governadora Rosalba que não sei como ela vai caminhar, mas acho que é hora de respeitar o partido, que vai ter sua discussão interna, definir seu caminho e, portanto, não tenho nada a acrescentar”, afirmou o pré-candidato Henrique em entrevista publicada no Portal No Ar neste final de semana.

No início do ano, PMDB e DEM ficaram bastante próximos, mesmo com todas as críticas feitas pelos peemedebistas a gestão estadual de Rosalba Ciarlini, colocada como centralizadora e fechada. José Agripino, inclusive, chegou a afirmar que a aliança com o PMDB e com o PSB era o “caminho natural” do DEM.

Porém, apesar de desejada por Agripino, até por facilitar a reeleição do filho, Felipe, a possibilidade de aliança com Henrique não é criticada apenas por Rosalba não. Ney Lopes, que disputaria o Senado caso a governadora fosse lançada a reeleição, já afirmou que o maior erro do DEM foi abrir espaço para o PMDB no governo – e esse já seria um discurso de campanha afinal, uma vez que Rosalba também já deu declarações nesse sentido.

“O maior erro de Rosalba não foi permanecer no DEM. Foi o de praticamente entregar o seu governo ao PMDB, que ficou com expressiva fatia na administração estadual, inclusive na área social (Secretaria de Bem Estar), economia e outros setores, com nomeações de mais de 300 ‘indicados’”, afirmou o ex-deputado federal. (JH)

Fátima Bezerra afirma que falta moral aos Alves e Maia para criticar Rosalba Ciarlini

Deputada afirma que PMDB de Henrique e PR de João Maia eram aliados e agora criticam governo do RN

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Alex Viana

Repórter de Política

A pré-candidata do PT ao Senado, Fátima Bezerra, disse que o pré-candidato do PMDB a governador, Henrique Eduardo Alves, e o seu vice, João Maia (PR), “não têm moral” para criticar a gestão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), porque participam, ainda hoje, com indicação de cargos, da gestão estadual. A petista também criticou o que classificou de falta de coerência da pré-candidata do PSB ao Senado, Wilma de Faria. Segundo a deputada federal, Wilma está sendo incoerente por criticar áreas do governo Rosalba que não funcionam sem dizer que os responsáveis pelos desacertos foram indicados do PMDB e do PR, partidos comandados em nível estadual por Henrique e João Maia, respectivamente.

“Estranho e incoerente é Wilma criticar as áreas do governo que não funcionam sem dizer que os responsáveis pelos desacertos foram indicados do PMDB, do PR, do DEM, do PSDB e de outros partidos, agora aliados dela. Logo ela que já foi governadora e sabe que as responsabilidades de um governo são coletivas”, afirmou Fátima em nota, distribuída à imprensa no final da manhã de terça, momentos após uma entrevista concedida pela ex-governadora Wilma de Faria à Rádio Cidade (94 FM).

Ao criticar a incoerência de Wilma, Fátima expôs um fato incômodo a Henrique, Wilma e João Maia. Ela disse que Wilma “fecha os olhos para o fato de que esse governo foi e continua sendo o governo do DEM e PSDB, que não saíram do governo, mas também do PMDB e do PR entre outros partidos que continuam ocupando cargos na gestão de Rosalba”. E mais: de acordo com a petista: As críticas a Rosalba, quando feitas por Henrique e João Maia, “são de forma muito superficial e sempre são críticas pessoais a ex-comandante agora abandonada, exatamente porque”, completou a petista, Henrique e João Maia “não têm moral para criticar a gestão da qual são responsáveis diretos’”.

MAIS INCOERÊNCIA

Além de apontar grave incoerência nos discursos de Henrique e João Maia, Fátima Bezerra atacou também a suposta incoerência de Wilma, que disse “não ter preconceito e poderá aceitar” o apoio do DEM de Rosalba, caso o partido, presidido nacionalmente por José Agripino Maia (DEM), venha a consolidar sua participação, já acertada entre líderes, na composição do chamado acordão com PMDB, PR, PSB e outras legendas. Para tanto, basta que o diretório estadual do DEM, em votação a ser realizada na próxima segunda-feira, decida pela não candidatura à reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, como está previsto para acontecer, dada a liderança de Agripino ser maior que a de Rosalba entre os componentes com direito a voto no DEM. “Estranho é a vice-prefeita aderir a uma coligação da qual o DEM faz parte e achar que pode continuar a fazer críticas pessoais a Rosalba Ciarlini como se o governo fosse obra de uma única pessoa”, continuou Fátima Bezerra.

As declarações de Fátima Bezerra foram uma resposta às palavras de Wilma, que na manhã de terça, afirmou em entrevista ao “Jornal da Cidade” (94 FM), que o PT não poderia criticar o acordão, porque quis estar nele, “e só não está porque o PMDB não quis”. No texto distribuído por sua assessoria, Fátima admite que “durante o ano de 2013 o PT tentou sim construir uma frente dos partidos da base de apoio ao governo da presidenta Dilma que não fizessem parte do governo do DEM, coerentemente com o projeto nacional em curso e com a oposição que faz ao governo estadual. Ocorre que quando o PMDB decidiu incorporar o DEM e o PSDB, o PT comunicou publicamente que não participaria de um palanque com essa configuração. Portanto, não foi o ‘PMDB que não quis’, foi o PT que não aceitou, por questão de coerência”, disse a nota da parlamentar petista. (JH)

Do blog: Agora não estou entendo mais nada! Quer dizer que a Deputada Fátima Bezerra agora defende a Governadora? Não eu acho que não. Até o PT agora também defende? Dias atrás era uma pancadaria danada, sei não! tá difícil entender essas coisas.

Bandeiras das seleções que jogarão em Natal amanhecem rasgadas

Bandeiras amanheceram rasgadas nesta quinta-feira

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Foto: Divulgação

Um mistério envolvendo as bandeiras decorativas alusivas a Copa do Mundo instaladas na passarela de Potilândia vem intrigando a população natalense que por ali transita.

Na manhã desta quinta-feira, todas as bandeiras amanheceram rasgadas de uma forma muito uniforme, o que leva a crer que foram vítimas de atos de vandalismo.

Como rapidamente a imagem se viralizou nas redes sociais, algumas pessoas levantaram a hipótese da chuva ter causado o estrago, possibilidade logo afastada pela forma como foram feitos os rasgões nas bandeiras.

A reportagem falou com uma empresa de sinalização visual, que garantiu ser impossível a chuva rasgar e inutilizar as bandeiras daquela maneira.

“O material utilizado para a confecção daquele material é bastante resistente a chuvas e até a ventos fortes, não tenho dúvida alguma que aqueles estragos foram causados por algum delinquente”, disse Francisco Xavier.

Cotado para vice de Aécio, José Agripino se reúne com presidenciável

 

Fotos: Agência Democratas/ Mariana Di Pietro Fotos: Agência Democratas/ Mariana Di Pietro

O presidente nacional do Democratas, senador José Agripino, promoveu nesta quarta-feira (28), em seu gabinete em Brasília, um encontro entre o senador presidenciável Aécio Neves (PSDB/MG) e o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM/GO). Na reunião, o grupo conversou sobre as eleições em Goiás. “A liberdade para formar as alianças regionais será respeitada, mas, claro, levaremos em consideração as afinidades ideológicas”, disse o presidente do DEM.

Durante o encontro, os líderes do DEM e PSDB também comemoraram a vitória da oposição na aprovação do projeto de Aécio Neves que amplia garantias do Bolsa Família. A proposta foi aprovada hoje pela manhã na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). Foram 10 votos pela aprovação do PL 458/2013, contra 9 votos de senadores do PT e aliados do governo, que tentaram derrotar a proposta. “Votar contra este projeto é simplesmente dizer que não quer um programa estável, que beneficia efetivamente os que mais precisam, mas simplesmente um programa para chamar de ‘seu’ e para ser irresponsavelmente utilizado em campanhas eleitorais”, disse o senador tucano. TN

Tradicional Festa de Santo Antonio em Belém PB

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O idioma javanês num país de otários

O radialista, declamador, letrista e poeta Geraldo Ferreira da Silva, nascido em Parelhas (RN), mais conhecido como Geraldo do Norte “O Poeta Matuto”, inspirou-se no conto O Homem Que Sabia Javanês, de Lima Barreto, para escrever a letra de “O Idioma Javanês”. Esta música deverá fazer parte do próximo CD de seu parceiro Ibys Maceioh.

O IDIOMA JAVANÊS
Ibys Maceioh e Geraldo do Norte                                                                       

Num país onde o ensino
Nunca foi para matuto
Compra diploma o granfino
De pergaminho Fajuto

O grande Lima Barreto
Em um conto num livreto
Disse o que um malandro fez
Pra arrumar um numerário
aprendeu num dicionário
Dar lições de javanês

Com a moral fora da vez
Castelo, o seu personagem,
Vai findar por mais um mês
Sem pagar a estalagem
fugindo pela janela
Dormindo sem acender vela
Com medo do português

Um dia leu um anúncio
Um forte e claro prenúncio
De ser mestre em javanês.

Aí sabe o que ele fez?
foi numa biblioteca
na marra e sem altivez
Pediu a um velho careca
Algum livro sobre Java
E tudo o que encontrava
anotava com avidez

Procurava assim um rumo
Que desse para consumo
Nas aulas de Javanês
Mesmo notando escassez
Naquela pesquisa sua
Era aproveitar a vez
Ou ir p’ro olho da rua

Se o burro passou selado
Pra quê se fazer de rogado
Seria uma estupidez
Não encontrar o barão
Pra dar-lhe uma lição
Do mais puro Javanês

Se não der que morra Inês
É o que tinha pensado
Já que seu nobre freguês
Tinha ouvido e gostado
Adiantara até algum
Prá quebrar o seu jejum
E a cara de palidez
Pois a fome que curtia
Enfim teria alforria

Graças ao Javanês
Agora, vejam vocês
O barão ficou encantado
Em muito menos de um mês
Já tinha lhe apresentado
A burguesia da Corte
Onde passava a noite
Falando com polidez
Até para poliglotas
Que se sentiam idiotas
Por não falar javanês

E a sua desfaçatez
O levou até ao Consul
Em diversos metiês
Ele chegava de sonso
Feito os espertos de agora
Que vão chegando de fora
Na mais alta sordidez

Quando um é pego, chora
Talvez até fosse hora
De mostrar seu Javanês
E otario da vez
É sempre o povo, coitado,
Que esquece com rapidez
Os malfeitores do Estado

Temos diversos Castelos
Desfilando em carros belos
Vestindo terno Francês
Explorando a fé alheia
E nem fazem cara feia
Pra exibir seu Javanês

Meu sonho é ver os dublês
De “171″ na cadeia
Pra ver se a embriaguez
Do povo não se semeia

Ou o mundo vai a pique
Porque é muito cacique
Pra indiada na nudez
Que chega até a dar saudade
Daquela falso “amizade”
Que ensinava Javanês

Chega de sem-vergonhez
A humanidade não aguenta
É muito falso burguês
Um dia a corda arrebenta

Trabalho e dignidade
Se fosse mesmo verdade
Tivesse a alma uma tez
E coração uma cara
Seria uma coisa rara
Alguém ensinar Javanês

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