Daily Archives: 16/01/2014

Como os ‘hackathons’, encontros de hackers ‘do bem’, podem ajudar a gestão das cidades

Hackathon

Um avanço formidável dos grupos de cultura colaborativa com o poder público é a realização dos hackathons, uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar excepcional) e “marathon” (maratona). Nestes encontros, que duram em média 24 horas, hackers, programadores, desenvolvedores, designers, gerentes de projetos e inventores em geral se reunem para transformar uma idéia em realidade, na velocidade da Internet.

A busca é por soluções na área pública para áreas como educacão, transporte, saúde, um exemplo promissor de como a participação da sociedade civil será parte da gestão pública em um futuro bem próximo.

A matéria prima destes encontros são os dados públicos governamentais abertos, que começaram a ficar disponíveis com a Lei Complementar 131 do Governo Lula, que determinou a abertura dos dados dos gastos públicos e foi um importante passo em direção à consolidação da transparência no Brasil.

Em 2011, o governo Dilma regulamentou com a “Lei 12527 – Lei de Acesso a Informação” um direito previsto na Constituição Federal que determina que as principais informações dos orgãos públicos devem ser postas automaticamente na Internet, que o acesso a informação pública pertence ao cidadão, sendo o governo apenas um admistrador destes dados.

A transparência nos dados públicos, a participação popular nos fóruns presenciais ou virtuais e nas redes sociais são chaves essenciais para acompanhar de perto os gestores. Este amadurecimento da cidadania participativa é um aprendizado do “espírito hacker” e das redes livres, que defendem a informação aberta e compartilhada e a busca de soluções criativas e inovadoras para uma sociedade mais cooperativa, transparente e democrática.

O “hacker do bem” além de contribuir para que a informação, cultura e o conhecimento circulem livremente, também podem combater as ações criminosas dos “hackers do mal” ou  “crackers”, que roubam senhas e criam mecanismos que causam prejuízos financeiros a pessoas físicas e jurídicas.

Nesta gestão da prefeitura de São Paulo, instalou-se pela primeira vez na controladoria-geral, uma equipe de programadores para mergulhar com total independência em busca de buracos e vazamentos no casco e nas cracas da administração pública. De cara, iluminou-se a ponta do iceberg de uma quadrilha do ISS instalada na Prefeitura, que em um conluio nefasto com as construtoras da cidade, extraia anualmente milhões de reais da arrecadação paulista, um furo que lentamente esvaziava a força da cidade,  prejudicando milhões de pessoas e enchendo de água os motores do orçamento.

Estão previstos vários hackathons neste ano e vale a pena entender o conceito para replicar o formato em todas as capitais do Brasil.

A primeira capital que precisa urgentemente de um hackathon, por motivos óbvios, é São Luis do Maranhão. Dificil vai ser contar com o apoio de algum orgão público estadual ou municipal disposto a bancar o projeto e a encrenca de mexer em um vespeiro como este. Por estas e tantas outras, o Governo Federal, inspirado no programa “Mais Médicos”  deveria criar o programa “ Mais Hackers”, um amplo pacto para aumentar a transparência pública, levando mais programadores e cientistas da computação para as chagas e os buracos negros da administração pública, especialmente onde há escassez de profissionais, liberdade, autonomia e falta de infra estrutura de acesso.

Com a convocação de mais hackers para atuar em municípios com maior vulnerabilidade social, o Governo Federal poderia investigar suspeitas de existirem fortunas que estão em paraísos fiscais, como recentemente foi apontado pelo Wikileaks e evitar que este tipo de crime e quadrilhas se perpetuem por gerações e gestões.

A iniciativa deveria expandir a infra estrutura para Wi-Fi livre e ampliar número de vagas para cientista da computação, além de incentivar o aprimoramento da formação técnica em ciência da computação no Brasil, inclusive entre jovens e adolescentes. Um bom exemplo da importância de se aprender ciência da computação desde cedo, é o programa Code.org lançado recentemente nos Estados Unidos.

“Todo mundo neste país deveria saber como programar um computador. Porque isso nos ensina como pensar”. Esta frase de Steve Jobs abre o vídeo da campanha What Most Schools Don’t Teach (veja abaixo). O objetivo da iniciativa é despertar no povo dos Estados Unidos o interesse na computação e desenvolvimento de software, algo tão ou mais importante do que aprender um outro idioma. Os americanos podem ser acusados de muitas coisas, mas sabem combater a corrupção, pelo menos no seu país.

Voltando para São Paulo, com a criação das praças com Wi-Fi, o apoio à cultura colaborativa e do software livre, a aprovação do Parque Augusta, a faixa exclusiva de ônibus, e o projeto que  pretende oferecer trabalho na Prefeitura para ajudar pessoas com dependência química, Haddad pode ser reconhecido como o primeiro prefeito a hackear sua própria cidade e um exemplo a ser acompanhado.

A transparência pública e privada é atualmente um dos melhores antídotos para combater a corrupção. Que venham mais dados abertos, mais hackers e hackatons em todo Brasil.

Lista com 20 motivos que levaram norte-americano a odiar ter morado no Brasil causa polêmica na web

O que está escrito é a pura verdade! Dói, mas é a pura verdade.

cara pintada nariz de palhaço

Blogs e fan pages do Facebook vêm compartilhando desde o últimos mês uma lista polêmica que reúne supostas impressões de um norte-americano sobre o Brasil. O nome do estrangeiro não é divulgado junto com o texto, o que levanta especulações a respeito da veracidade da história.

Ainda assim, vários internautas aprovaram o conteúdo da lista, que teria sido divulgado em um fórum internacional. Os tópicos basicamente apontam os motivos que levaram o norte-americano a odiar morar no país. Ele teria vivido durante três anos em São Paulo com sua mulher, que é brasileira.

A lista lembra a iniciativa de um francês que divulgou, em abril do ano passado, um texto apontando 65 fatos que lhe chamaram atenção ao mudar para o Brasil. Os tópicos foram postados no blog de Olivier Teboul e revelavam curiosidades sobre o país, além de aspectos culturais que agradaram o estrangeiro.

Mas parece que nem tudo são flores para os “gringos” no Brasil. Pelo menos é o que mostra a nova lista que vem sendo compartilhada nas redes sociais. Confira:

1. Os brasileiros não têm consideração com as pessoas fora do seu círculo de amizades e muitas vezes são simplesmente rudes. Por exemplo, um vizinho que toca música alta durante toda a noite… E mesmo se você vá pedir-lhe educadamente para abaixar o volume, ele diz-lhe para você “ir se fud**”. E educação básica? Um simples “desculpe-me “, quando alguém esbarra com tudo em você na rua simplesmente não existe.

2. Os brasileiros são agressivos e oportunistas, e, geralmente, à custa de outras pessoas. É como um “instinto de sobrevivência” em alta velocidade, o tempo todo. O melhor exemplo é o transporte público. Se eles vêem uma maneira de passar por você e furar a fila, eles o farão, mesmo que isso signifique quase matá-lo, e mesmo se eles não estiverem com pressa. Então, por que eles fazem isso? É só porque eles podem, porque eles vêem a oportunidade, por que eles querem ganhar vantagem em tudo. Eles sentem que precisam sempre de tomar tudo o que podem, sempre que possível, independentemente de quem é prejudicado como resultado.

3. Os brasileiros não têm respeito por seu ambiente. Eles despejam grandes cargas de lixo em qualquer lugar e em todos os lugares, e o lixo é inacreditável. As ruas são muito sujas. Os recursos naturais abundantes, como são, estão sendo desperdiçados em uma velocidade surpreendente, com pouco ou nenhum recurso.

4. Brasileiros toleram uma quantidade incrível de corrupção nos negócios e governo. Enquanto todos os governos têm funcionários corruptos, é mais comum e desenfreado no Brasil do que na maioria dos outros países, e ainda assim a população continua a reeleger as mesmas pessoas.

5. As mulheres brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e são muito críticas (e competitivas com) as outras.

6. Os brasileiros, principalmente os homens, são altamente propensos a casos extraconjugais. A menos que o homem nunca saia de casa, as chances de que ele tenha uma amante são enormes.

7. Os brasileiros são muito expressivos de suas opiniões negativas a respeito de outras pessoas, com total desrespeito sobre a possibilidade de ferir os sentimentos de alguém.

8. Brasileiros, especialmente as pessoas que realizam serviços, são geralmente malandras, preguiçosas e quase sempre atrasadas.

9. Os brasileiros têm um sistema de classes muito proeminente. Os ricos têm um senso de direito que está além do imaginável. Eles acham que as regras não se aplicam a eles, que eles estão acima do sistema, e são muito arrogantes e insensíveis, especialmente com o próximo.

10. Brasileiros constantemente interrompem o outro para poder falar. Tentar ter uma conversa é como uma competição para ser ouvido, uma competição de gritos.

11. A polícia brasileira é essencialmente inexistente quando se trata de fazer cumprir as leis para proteger a população, como fazer cumprir as leis de trânsito, encontrar e prender os ladrões, etc. Existem Leis, mas ninguém as aplica, o sistema judicial é uma piada e não há normalmente nenhum recurso para o cidadão que é roubado, enganado ou prejudicado. As pessoas vivem com medo e constroem muros em torno de suas casas ou pagam taxas elevadas para viver em comunidades fechadas.

12. Os brasileiros fazem tudo inconveniente e difícil. Nada é simplificado ou concebido com a conveniência do cliente em mente, e os brasileiros têm uma alta tolerância para níveis surpreendentes de burocracia desnecessária e redundante.

13. Brasileiros pagam impostos altos e taxas de importação que fazem tudo, especialmente produtos para o lar, eletrônicos e carros, incrivelmente caros. E para os empresários, seguindo as regras e pagando todos os seus impostos faz com que seja quase impossível de ser rentável. Como resultado, a corrupção e subornos em empresas e governo são comuns.

14. Está quente como o inferno durante nove meses do ano, e ar condicionado nas casas não existe aqui, porque as casas não são construídas para ser hermeticamente isoladas ou incluir dutos de ar.

15. A comida pode ser mais fresca, menos processada e, geralmente, mais saudável do que o alimento americano ou europeu, mas é sem graça, repetitivo e muito inconveniente. Alimentos processados, congelados ou prontos no supermercado são poucos, caros e geralmente terríveis.

16. Os brasileiros são super sociais e raramente passam algum tempo sozinho, especialmente nas refeições e fins de semana. Isso não é necessariamente uma má qualidade, mas, pessoalmente, eu odeio isso porque eu gosto do meu espaço e privacidade, mas a expectativa cultural é que você vai assistir (ou pior, convidar amigos e família) para cada refeição e você é criticado por não se comportar “normalmente” se você optar por ficar sozinho.

17. Brasileiros ficam muito perto, emocionalmente e geograficamente, de suas famílias de origem durante toda a vida. Como no #16, isso não é necessariamente uma má qualidade, mas pessoalmente eu odeio porque me deixa desconfortável e afeta meu casamento. Adultos brasileiros nunca “cortam o cordão” emocional e sua família de origem (especialmente as mães) continuam a se envolvido em suas vidas diariamente, nos problemas, decisões, atividades, etc. Como você pode imaginar, este é um item difícil para o cônjuge de outra cultura onde geralmente vivemos em famílias nucleares e temos uma dinâmica diferente com as nossas famílias de origem.

18. Eletricidade e serviços de internet são absurdamente caros e ruins.

19. A qualidade da água é questionável. Os brasileiros bebem, mas não morrem, com certeza, mas com base na total falta de aplicação de leis e a abundância de corrupção, eu não confio no governo que diz que é totalmente seguro e não vai te fazer mal a longo prazo.

20. E, finalmente, os brasileiros só tem um tipo de cerveja (aguada) e realmente é uma porcaria, e claro, cervejas importadas são extremamente caras.

Brasil e México

Delfim Netto
Folha

Se tomarmos o septênio 2007-13, em que se iniciou a grande recessão mundial, as performances das economias brasileira e mexicana diferem, mas não se pode afirmar qual é a melhor: 1) crescimento anual do PIB: Brasil 3,5% e México 2,0%; 2) inflação anual: Brasil 5,3% e México 4,3% e 3) deficit em conta-corrente: Brasil 2% e México 1%.

A situação é mais perturbadora quando olhamos as “expectativas” dos agentes econômicos no curto prazo (2014-15). Esperam um aumento médio do PIB no Brasil de 2% ao ano (estável) e de 3,6% no México (crescendo) e uma taxa de inflação média no Brasil de 5,5% e de pouco mais de 3,5% no México. Mais do que isso: a agência de rating Standard & Poor´s promoveu o México em dezembro e agora sugere que poderá rebaixar o Brasil.

De onde vem tanta incerteza e pessimismo? Talvez do lado político. O México elegeu em julho de 2012 o presidente Enrique Peña Nieto, que deixou claro a que veio. Elegeremos nosso presidente em outubro de 2014. Hoje o mais provável vencedor é Dilma Rousseff. O problema é que o governo enfrenta sérias desconfianças do setor empresarial, que não se sente confortável com o excessivo ativismo gerencial manifestado até aqui. Ninguém sabe se um segundo mandato será uma aposta dobrada no que não funcionou satisfatoriamente, ou se haverá uma correção de rumo.

“PACTO DO MÉXICO”

No México, depois de 70 anos da chamada “ditadura perfeita” do Partido Revolucionário Institucional (PRI), dez anos de democracia foram insuficientes para corrigir seus erros. O PRI voltou ao poder em 2012 pelas mãos de Peña Nieto. No dia da posse ele assinou, junto com seus principais adversários, o “Pacto do México”, para aprovar no Congresso uma revolução econômica e social nas telecomunicações, na educação, energia e finanças, cuja essência é dar maior liberdade à iniciativa privada, insistir na necessidade de competição e reduzir o poder dos oligopólios construídos legalmente ao longo dos intermináveis 70 anos.

O programa tem sido muito bem-sucedido: o Congresso quebrou a castanha do retrógrado sindicato dos professores, ampliou a concorrência nas telecomunicações e estabeleceu a competição no setor de energia.

Há uma lição na experiência mexicana que deveríamos introjetar: todo oligopólio legalmente protegido, como é o nosso setor de comunicações, torna-se preguiçoso no desenvolvimento tecnológico e contenta-se em explorar o consumidor indefeso. Forçar, por exemplo, como sugerem os interessados, a venda da TIM para os atuais operadores (com mais dinheiro do governo) seria um erro trágico, pelo qual pagaríamos em alguns anos. Como se viu no México, as consequências vêm sempre depois…

STF paga diárias de Barbosa na Europa

Em férias, presidente da Corte receberá ajuda por período de 11 dias; tribunal diz que ele fará duas palestras, em Paris e em Londres

Felipe Recondo – O Estado de S. Paulo

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, receberá 11 diárias, no valor total de R$ 14.142,60, durante suas férias, para proferir duas palestras – em Paris (França) e Londres (Inglaterra). Dados do tribunal mostram que Barbosa receberá diárias para viajar no período de 20 a 30 de janeiro.

Perguntado sobre seu destino durante as férias, respondeu: 'Você está querendo saber demais' - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Perguntado sobre seu destino durante as férias, respondeu: ‘Você está querendo saber demais’

A primeira palestra que Barbosa fará está marcada para o dia 24 em Paris, segundo a assessoria do Supremo. A segunda ocorre cinco dias depois, em Londres. Até esta terça-feira, 14, os eventos não constavam da agenda oficial do presidente do Supremo. Não há, também, informações sobre sua agenda para esta quarta-feira e os demais dias.

O cronograma do evento francês, publicado no site da Agence Nationale de la Recherche – uma agência do governo francês dedicada à pesquisa científica – indica que Barbosa fará uma palestra de 30 minutos sobre a influência da publicidade das sessões do Supremo, transmitidas ao vivo pela TV Justiça, na racionalidade das decisões do tribunal.

Na segunda palestra, marcada para o dia 29 na Inglaterra, o presidente do Supremo falará sobre o funcionamento da Corte, em colóquio organizado pelo King’s College de Londres.

Oficialmente, Joaquim Barbosa está em férias. Voltará ao Supremo apenas no início de fevereiro, para a abertura do ano do Judiciário. No final do ano passado, após a última sessão plenária do tribunal, o ministro disse em entrevista que tiraria 20 dias este mês – do dia 10 ao dia 30.

Na ocasião, em entrevista gravada, ele disse que descansaria até o fim de janeiro. Perguntado sobre seu destino durante as férias, respondeu: “Você está querendo saber demais”.

Entretanto, ele antecipou a saída e deixou pendente o mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por envolvimento no esquema do mensalão. De acordo com informações do tribunal, não houve tempo hábil para que ele assinasse o mandado antes de viajar.

João Paulo permanece em liberdade, em Brasília, à espera de uma decisão da Corte. Internamente, a decisão de seu presidente de viajar antes de anunciar uma decisão para o caso do petista provocou críticas entre colegas de tribunal.

Interinos. Com a saída do ministro para as férias, assumiu interinamente o comando do STF a ministra Cármen Lúcia. No início da próxima semana, ela deixa o posto e em seu lugar assume temporariamente o ministro Ricardo Lewandowski. Tanto Carmen como Lewandowski deverão deixar a tarefa de assinar o mandado do deputado do PT para Barbosa.

A defesa de João Paulo entende que nenhum dos dois ministros teria poder para determinar a prisão imediata do parlamentar. Tal decisão caberia somente a Barbosa, que é o relator do processo. De fora do País, conforme integrantes do tribunal, Barbosa não poderia assinar a ordem de prisão.

Além dessa pendência, o presidente da Corte tem de decidir também se ordena a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), igualmente condenado por envolvimento no esquema do mensalão, mas que permanece em sua casa em Levi Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro, aguardando a decisão do relator sobre seu caso.

Barbosa programou sua volta ao tribunal para a abertura do ano judiciário, no dia 3 de fevereiro. No rol de processos pendentes estão, entre outros, os recursos de parte dos condenados no processo do mensalão, o julgamento dos planos econômicos e o pagamento de expurgos decorrentes da correção das cadernetas de poupança – além da questão da constitucionalidade do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas.

Sem conseguir patrocínio, filme sobre Marina Silva pré-política é adiado

A cineasta Sandra Werneck adiou, por falta de patrocínio, a realização do filme que contaria a trajetória de Marina Silva antes da sua atividade política. A produção não conseguiu arrecadar nem um centavo para o longa, cujas filmagens estavam originalmente previstas para ocorrer em 2012.

Quando o projeto foi anunciado, há dois anos, o custo estimado do filme era de R$ 6 milhões. Hoje, porém, o valor seria ainda maior. Werneck (codiretora do sucesso de bilheteria “Cazuza – O Tempo Não Para”) disse à Folha que a proximidade das eleições também fez com que ela suspendesse o projeto.

A cinebiografia do ex-presidente Lula, dirigida por Fábio Barreto e lançada em 2010 —quando Dilma Rousseff foi eleita ao Palácio do Planalto—, teve orçamento de quase R$ 12 milhões. Werneck afirmou que a produção procurou várias empresas, mas nenhuma quis investir no projeto. “Acho que a dificuldade é porque a Marina é oposição e acho que o empresariado, de alguma maneira, ficou reticente”, disse.

Leticia Moreira – 8.nov.11/Folhapress
A ex-senadora Marina Silva (PSB) e a cineasta Sandra Werneck
A ex-senadora Marina Silva (PSB) e a cineasta Sandra Werneck

Nem a Natura —empresa de cosméticos cujo sócio, Guilherme Leal, foi candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010— quis patrocinar o longa, segundo Werneck. A diretora afirmou que entrou em contato com a ex-senadora para comunicar que a realização do filme seria adiada e que Marina foi “incrivelmente generosa”.

“Eu continuo apaixonada pela história de vida dela”, expôs a cineasta, que disse não ter desistido do filme, que tem roteiro de Anna Muylaert (“É Proibido Fumar”).

Werneck afirmou que a dificuldade para captar recursos se restringe a esse projeto. Prova disso é que ela começa a filmar em junho a sequência de seu primeiro sucesso, “Pequeno Dicionário Amoroso” (1997), que conseguiu captar recursos e deve ser lançado em 2015. “Vou retomar contando a história desse casal [vivido por Andréa Beltrão e Daniel Dantas] 15 anos depois, já com suas famílias, suas novas relações”, disse.

Com Folha

Cubo capaz de capturar a cor de qualquer superfície faz sucesso em site de financiamento

Um cubo capaz de capturar a cor de qualquer objeto…e parede, planta, carro, móvel, utensílio doméstico, roupa…enfim, a tecnologia que mais tem feito sucesso recentemente no site de financiamento coletivo Indiegogo é o SwatchMate Color Capturing Cube.

O produto já arrecadou 25,5 mil dólares australianos (algo em torno de R$ 54,5 mil). Nada mal para o empreendimento por trás da iniciativa, que procurou o site para obter apenas 500 dólares australianos (R$ 1 mil).

De acordo com seus desenvolvedores, o cubo consegue capturar a cor de qualquer superfície e, por meio do Bluetooth, enviar informações sobre a cor para o smartphone do usuário ou diretamente para o programa Photoshop.

A inspiração, ainda segundo seus desenvolvedores, surgiu por conta da dificuldade que eles encontravam para registrar cores inspiradoras do cotidiano.