Daily Archives: 09/01/2014

Fidel Castro aparece em público pela primeira vez em nove meses

Fidel Castro aparece em público pela primeira vez em nove meses

O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, fez sua primeira aparição em público em nove meses ao participar da abertura de um estúdio de arte na capital cubana.

Jornais e sites oficiais mostravam nesta quinta-feira a fotografia do líder sentado de costas, apontando para um trabalho enquanto o artista Alexis Leyva conversa com ele, no evento ocorrido na noite de quarta-feira.

O jornal espanhol La Vanguardia publicou outras três fotografias em seu site que mostram o rosto de Fidel, usando uma jaqueta preta e um cachecol verde, numa noite fresca de Havana.

A última aparição em público de Fidel havia sido em 9 de abril de 2013, quando ele participou da inauguração de uma escola, também na capital. Em dezembro ele teve um encontro privado com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, importante aliado de Cuba. Fidel, de 87 anos, comandou Cuba por 48 anos antes de ficar doente em julho de 2006 e entregar o poder a seu irmão, Raúl, que se tornou formalmente presidente de Cuba em janeiro de 2008. As informações são da Associated Press.

PF nega briga de casal em voo da Azul; Passageiro é levado para presídio em Salvador

Índice

Está detido o passageiro de um voo da Azul que foi retirado da aeronave após ela sair de Natal, no Rio Grande do Norte, e fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Salvador.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi levado para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, de acordo com a Polícia Federal. Apesar da informação inicial de que teria acontecido uma briga de casal dentro do avião, a PF negou e disse que o homem surtou e chegou a gritar com aeromoças e outros passageiros, que seguiram para São Paulo.

Uma adolescente que estava com o homem foi encaminhada para o Rio Grande do Norte por se tratar de menor de idade. Não se sabe qual o grau de relação dos dois ou se são parentes. Testemunhas haviam dito que a confusão começou com uma briga de casal, versão também confirmada pela Azul.

O mineiro Marcelo Bones, passageiro do voo, relatou no Facebook o incidente. Segundo ele, um casal começou a discutir durante o voo e se comportar de forma estranha, com o rapaz tirando a camisa e jogando o calçado em uma comissária de bordo. Informações do Correio.

Wikileaks diz que Roseana Sarney tem 150 milhões de dólares em Caimãs

por : Paulo Nogueira

Roseana com o pai José Sarney

Um documento vazado pelo Wikileaks em 2009 não mereceu nenhuma atenção da mídia e nem do governo.

É uma pena, porque ele tem um imenso interesse público.

No documento, o Wikileaks fala de um dinheiro que Roseana Sarney, governadora do Maranhão, teria nas Ilhas Caimãs, um dos mais notórios paraísos fiscais do mundo.

Roseana, segundo o Wikileaks, tinha em 1999 cerca de 150 milhões de dólares em Caimãs. Em reais, seriam cerca de 350 milhões em valores de hoje.

Você pode ver o documento aqui.

Dinheiro em paraíso fiscal é uma tragédia para a economia de um país. Primeiro, e acima de tudo, porque significa sonegação de impostos.

É com o dinheiro dos impostos que você constrói escolas, hospitais, estradas, portos, aeroportos e outras coisas que são absurdamente escassas, por exemplo, no Maranhão.

Depois, porque o envio de dinheiro para fora revela falta de confiança no país. Isto é ainda mais doloroso quando se trata de pessoas que tocam, que comandam o país. É um sinal de que tais pessoas sabem que estão fazendo um serviço abjeto em seus cargos públicos.

Um estudo escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, mostra que os super-ricos brasileiros tinham, em 2010, cerca de 520 bilhões de dólares (ou mais de 1 trilhão de reais) em paraísos fiscais. É quase um quarto do PIB nacional.

O trabalho foi encomendado pela Tax Justice Network (TJN), organização que combate os paraísos fiscais.

“Quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam brincando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo”, afirma John Christensen, diretor da TJN.

As coisas ficam ainda mais complicadas quando você olha para uma conta num paraíso fiscal e se pergunta: como o titular acumulou tanto dinheiro?

Vejamos um exemplo sem essa condição agravante.

Na Alemanha, o presidente do Bayern, Oli Hoeness, caiu imeditamente em desgraça quando a revista Focus publicou que ele tinha uma conta secreta na Suíça.

Hoeness não pagava imposto sobre o patrimônio escondido na Suíça, e isso foi suficiente para que fosse decretada sua prisão.

Ele pagou uma fiança de 5 milhões de euros, cerca de 15 milhões de reais, para escapar provisoriamente da prisão.

Em março, começa seu julgamento. Dificilmente ele vai de safar da cadeia. O governo alemão quer que ele seja punido exemplarmente por um motivo poderoso: você não constroi um país decente quando pessoas fazem o que Hoeness fez.

Hoeness é um homem rico. Não causou estranheza o tamanho da conta suíça – mas o fato de ele não a ter declarado.

É mais dura a situação quando você examina o documento do Wikileaks sobre Roseana. De onde vieram os 150 milhões de dólares denunciados pelo Wikileaks?

Por que ninguém investigou o caso nestes anos todos?

Sabemos os interesses da mídia. A Globo, particularmente, tem uma longa relação de amizade e parceria com a família Sarney no Maranhão.

Esqueça então a Globo.

E o governo, por que não se movimentou? Uma hipótese é que a informação – embora pública – não tenha chegado a Brasília.

Mas a alternativa mais real é a que diz respeito à assim chamada governabilidade. Mexer com os Sarneys – nem que fosse para meramente esclarecer um documento de elevado interesse público – é uma das últimas coisas que um governo que dependa do PMDB deseja.

E então nada muda e nada acontece. O preço colossal é pago, como sempre, pela sociedade.

As Jornadas de Junho mostraram que as pessoas estão cansadas dos arranjos políticos em volta da governabilidade – porque eles atrasam consideravelmente o desenvolvimento social brasileiro.

A mensagem das ruas foi entendida?

Se sim, é hora de enfrentar certas realidades desagradáveis. Se não, as ruas fatalmente voltarão a se manifestar – contra a mídia que só defende seus próprios interesses e contra a “governabilidade” que perpetua iniquidades históricas nacionais.

Dinheiro meu, dinheiro nosso

 

João Gualberto Jr.

Quer dizer então que Michael Bloomberg deixou a Prefeitura de Nova York, após 12 anos, R$ 1,5 bilhão mais pobre? Mais pobre talvez não seja o termo mais correto, já que esse tipo de homem tem em seu favor o próprio dinheiro (nada pouco), que trabalha para ele. Então, se Bloomberg gastou ou investiu os US$ 650 milhões no cargo, seus negócios (nada modestos) devem ter garantido dividendos até superiores no período.

Contaram as reportagens, quando da passagem do bastão para o democrata Bill De Blasio, no dia 1º, que o ex-prefeito ajudou a financiar, com o próprio bolso, programas de assistência social e na área da cultura desenvolvidos na jurisdição. Além disso, a título de formalidades, recebia salário anual de um dólar, por contrato, desde que se sentou na cadeira.

Mas foi além da filantropia. Para reles mortais, é surreal conceber que a ascensão ao Executivo de uma cidade como Nova York é perder padrão de vida. Era o caso do magnata. Comer, vestir, habitar e conviver, para Bloomberg, ia além das condições que a paga pela função é capaz de oferecer.

GOSTO E ESTILO

Caprichos como um aquário marinho generoso em seu gabinete, com fauna da zonas tropicais, ele bancava. Questão de gosto e estilo.E também não se pode acusar o empresário de egoísmo. Relatou-se que os hábitos que preservava para si compartilhou com a equipe de assessores que o acompanhava.

Teve hotel bom em missões internacionais, brunchs caprichados que custaram milhares de dólares e outros regalitos de rotina para os funcionários de primeiro escalão. Mais uma vez: tudo pago pelo próprio prefeito. Se pelo menos parte da equipe se mantiver, coitado do sucessor democrata: as comparações com o ex-chefe serão inevitáveis.

Ah, mas Bloomberg é rico e seu exemplo de altruísmo e responsabilidade com as finanças públicas não contam. Afinal, segundo ranking da “Forbes”, ele é o décimo norte-americano mais abonado, com patrimônio estimado em US$ 31 bilhões, e não precisa sacrificar o contribuinte para manter sua “arte de viver”.

PEPE MUJICA

Mas e Pepe Mujica, no Uruguai, com sua casinha com as galinhas que cria e seu fusca 1987? Ele rejeitou o título de “presidente mais pobre do mundo”, título com que a imprensa internacional queria lhe tachar, porque “pobre é quem precisa de muito para viver”. Como Bloomberg, será? Seu estilo de vida, diz, é resultado de 14 anos de militância, guerrilha e clandestinidade. Ele doa 90% do salário a que tem direito um presidente no Uruguai.

São dois exemplos interessantes, antagônicos em relação às cifras, mais idênticos quanto a “ser chefe” e a “estar chefe” de algum órgão público. Essa confusão entre as condições, verbos que em muitos idiomas são expressos com o mesmo vocábulo, é comum, mas, parece, em decadência. No português daqui e d’além mar, temos dois verbos. Que ironia. (transcrito de O Tempo)

O amor a galope de Augusto Frederico Schmidt

Índice

O poeta carioca Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), nesta Poesia a Galope, afirma que a mulher não é apenas o seu amor, porque é tudo de bom que Deus lhe deu.

POESIA A GALOPE
Augusto Frederico Schmidt

Não és apenas o meu amor:

És meu trigo batido,

És a substância de meu pão.

Não és apenas o meu amor,
Mas o calor volta contigo
E voltam as flores sorrindo na terra.

Não és apenas o meu amor:
És uma janela sobre a alba
E me dás pássaros e música.

Não és apenas o meu amor:
És o fim da grande caminhada
Com as primeiras paisagens amigas.

Não és apenas o meu amor:
És a infância madura, o silêncio
Cheio de música, a primeira palpitação,
O sinal da pequena esperança sorrindo
Depois de um longo tempo impenetrável.
E tudo que é simples e tranquilo:
És o bom fogo que Deus me deu.

 site Poemas & Canções

Absurdo: PM atira e mata homem surdo que não parou em abordagem policial

Ademar Silva de Oliveira morreu após ser atingido por tiro disparado por policial

Um rapaz de 19 anos foi morto com um tiro no abdômen no fim da tarde desta terça-feira (7) durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) em Cuiabá, na região da Avenida República do Líbano. Ademar Silva Oliveira era morador do Bairro Bom Clima, próximo à área onde foi morto. Segundo a Polícia Civil, os policiais militares que o abordaram alegaram terem reagido ao que seria uma tetantiva da vítima de sacar uma arma da cintura. Porém, o rapaz não teria condições de perceber a abordagem pois era deficiente auditivo e mental, segundo a família. De acordo com o delegado Geraldo Gezoni Filho, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), a PM recebeu a informação pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de que havia um homem armado transitando entre as regiões do Bairro Alvorada e da Avenida República do Líbano.

Uma guarnição da PM foi destacada para averiguar a situação e identificou Ademar como o suspeito descrito pelo Ciosp. Segundo os depoimentos colhidos por Gezoni, os policiais pararam o carro, desceram e tentaram abordar o jovem, dando ordem para que ele levantasse as mãos à cabeça.

Neste momento, porém, o rapaz fez um movimento distinto que, para os policiais, pareceu uma tentativa de sacar uma arma da cintura. Imediatamente, um dos policiais reagiu disparando contra o abdômen do rapaz, no que, até o momento, o delegado aponta como uma suposta ação em legítima defesa. Por fim, descobriu-se que o jovem portava um facão na cintura, o qual foi apreendido pelos peritos.
Corpo do rapaz morto pela PM
Corpo do rapaz morto pela PM

Os policiais permaneceram no local e chegaram a chamar socorro médico, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e logo morreu. Segundo Gezoni, o fato de os policiais terem agido desta forma a princípio demonstra boa-fé, mas todos os aspectos da ocorrência ainda deverão ser apurados. A família e os vizinhos da vítima também deverão ser ouvidos, segundo o delegado.

De acordo com o pai do rapaz, Ademar Oliveira, de 55 anos, ele jamais conseguiria atender à abordagem da polícia porque nasceu com deficiência auditiva. Ele também era deficiente mental, motivo pelo qual já passou por internações em hospitais psiquiátricos. Cuidado pelo pai e pela irmã, o rapaz era o caçula dos cinco filhos de Ademar e tomava vários remédios diariamente.

Além disso, lembrou o pai, praticamente todos da região conheciam a vítima; ele costumava perambular pela área sem causar incômodos, de acordo com o pai, que se revoltou com o que chamou de despreparo da polícia.

“Com tanto bandido solto por aí roubando, vão matar um coitado desse?”, indignou-se.

O pai ainda avaliou que o filho foi morto vítima do despreparo dos policiais que fazem a segurança nas ruas. O jovem levou um tiro e morreu nesta terça-feira (7) durante abordagem policial, na Avenida República do Líbano, nas proximidades do bairro Bom Clima, em Cuiabá, onde morava com a família. O policial que atendeu a ocorrência, por sua vez, alegou ter efetuado o disparo porque o rapaz teria reagido.

“A abordagem não foi correta. Meu filho não estava armado. Todos conhecem ele naquela região. Era um menino especial, nem falava direito, não fazia mal a ninguém. Falta de preparo dos policiais”, declarou Ademar Oliveira, de 55 anos, pai da vítima. Segundo ele, o filho possuía transtornos mentais e tomava remédios controlados. Inclusive, já havia sido internado algumas vezes em uma clínica para tratamento de doenças mentais.

O corpo do jovem está sendo velado na Capela Jardins, na sala Roseta, em Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (8). O pai informou que o sepultamento está previsto para as 16h de hoje, no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, no bairro Parque Cuiabá, na capital.

O tenente da PM, Ronaldo Reiners, que efetuou o disparo que atingiu o rapaz, alegou ter atirado porque houve reação e que, ‘no calor do momento’, não tem como definir o local para acertar a pessoa. A família, no entanto, contesta o motivo pelo qual não deram um tiro em outro lugar e não no abdômen. Segundo o pai, como possui deficiência auditiva, o filho não teria condições de perceber a abordagem, pois era deficiente auditivo, além de ter deficiência mental.

De acordo com a Polícia Civil, que investiga o caso, a PM recebeu a informação de que havia uma pessoa andando armada pelas ruas do bairro. Com isso, os policiais se dirigiram até o local e mandaram que o rapaz parasse, porém, ele não teria obedecido à ordem para levantar as mãos e colocá-las na cabeça, posição normalmente usada no momento da revista. Após ser atingido pelo disparo de arma de fogo, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Com ele, foi encontrado um facão que estava amarrado em sua cintura.

A Polícia Militar informou que vai abrir um procedimento para apurar como foi feita a abordagem por parte dos policiais.

G1 Mato Grosso

Farra com dinheiro público: Senado vai gastar R$ 12 mil por mês com lanche

O ano ainda não começou para os parlamentares, que só voltam a trabalhar no início de fevereiro, mas o Senado não descuidou da alimentação das “excelências” durante as votações.

No último dia de 2013, a Casa assinou um contrato para que uma empresa forneça nos próximos quatro meses 20 gêneros alimentícios aos senadores em plenário. A expectativa é gastar no período R$ 47,6 mil com os itens, quase R$ 12 mil por mês. Na lista, os senadores terão a seu dispor uma extensa lista de produtos, para além da água e do tradicional cafezinho, objetos de outros contratos: 1.680 pacotes de biscoito de dois tipos, 3.340 caixinhas de quatro tipos de chás, 2.500 caixinhas de cinco tipos de suco, cerca de 1 mil litros de leite integral e leite em pó, 670 pacotes de pão de forma, outros 670 de torrada “levemente salgada”, 400 quilos presunto magro, 340 unidades de manteiga, 600 quilos queijo mussarela e 500 unidades de requeijão cremoso.

Pela licitação, a empresa tem 24 horas para fornecer as quantidades requeridas pela administração Senado. Na justificativa constante do edital, a Casa defende a compra dos alimentos. “Trata a presente aquisição de gêneros alimentícios, para uso diário, comprometido com o bom desempenho das atividades do plenário do Senado Federal”.

No ano passado, reportagens do jornal O Globo revelaram que garçons do Senado ganhavam até 20 vezes o piso da categoria em Brasília. Sete deles recebiam entre R$ 7,3 mil a R$ 14,6 mil e todos teriam sido nomeados por atos secretos editados em 2001 pelo então diretor-geral da Casa, Agaciel Maia. Logo em seguida, o Senado divulgou nota em que negou a existência dos atos secretos, ressaltando que todos os atos de nomeação estão “devidamente regularizados e publicados”.

Estadão

Sobrepreço da transposição do Rio São Francisco chega a R$ 1,1 bilhão

Obra mais cara financiada pelo governo federal com dinheiro 100% público, o projeto de transposição do Rio São Francisco sofreu tantas alterações desde que foi iniciado que seu custo e prazo de entrega praticamente dobraram.

O valor da construção saltou de R$ 4,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões entre compensações ambientais, desapropriações e despesas com mão de obra. Apenas em licitações, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou sobrepreço de R$ 876 milhões, além de R$ 248 milhões em aditivos acima do limite estipulado por lei.

Iniciada em 2007 com previsão de entrega para 2012, a transposição do São Francisco só deve ser concluída em dezembro de 2015, quando finalmente levará água a 390 cidades do agreste e sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O TCU deu o primeiro alerta ainda em 2005, quando o tribunal fiscalizou os primeiros editais de concorrência para elaboração do projeto, execução e supervisão das obras, que foram “cancelados em decorrência do sobrepreço detectado da ordem de R$ 400 milhões”

Em 2007, novo sobrepreço, agora de R$ 100 milhões justamente no edital que substituía a licitação cancelada em 2005. Outra irregularidade em 2010, na concorrência 2/2007-MI, quando R$ 36 milhões “extrapolaram o limite permitido para alterações contratuais e superfaturamento”.

O valor foi bem inferior aos R$ 340 milhões que obrigaram o Ministério da Integração Nacional (MIN) a revogar o edital que colocaria de pé as obras civis no Eixo Norte, de 402 quilômetros e três estações de bombeamento. O motivo: “deficiência do projeto básico, sobrepreços e restrição à competitividade na licitação”.

Aditivos

Outros prejuízos não foram evitados, como os aditivos financeiros acima do limite legal de 25% sobre os preços combinados. Pelo menos 11 empresas cobraram mais do que esse percentual.

Em uma fiscalização de 2007, chama a atenção a inclusão de serviços novos “que redundaram em acréscimos de R$ 127,7 milhões”, 53% acima do valor original, de R$ 238,5 milhões. Em outra contratação, agora de 2008, o sobrepreço chegou a 54%, ao saltar de R$ 115 milhões para R$ 212,1 milhões.

Em sua defesa, o ministério afirma que providenciou decréscimos de custos de 28% e 32%, respectivamente, o que compensaria os excedentes. Mas na opinião do TCU, “os diversos aditivos a esses contratos levou a acréscimos e supressões de serviços em percentual superior a 25% do valor inicial dos contratos, fato que configura irregularidade por contrariar a Lei 8.666/1993”.

O rio

Equivalente à distância entre Brasília e Salvador, os 2.830 quilômetros de extensão do Rio São Francisco são hoje responsáveis pelo abastecimento de cinco usinas hidroelétricas e pelo sustento de milhões de ribeirinhos do Vale do São Francisco, que passa por Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia.

Se o atual cronograma de obras vingar, em dezembro do ano que vem outras 12 milhões de pessoas também serão beneficiadas pelas águas de um dos maiores símbolos do País.

Sisu passa de 2 milhões de inscritos e bate recorde

ÍndiceO número de inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2014 superou o total de inscritos no mesmo período do ano passado. Conforme balanço divulgado hoje (8), às 18h, pelo Ministério da Educação (MEC), já se inscreveram 2.004.110 candidatos, superando os 1.949.958 do ano passado, o maior número até então registrado. O volume de inscritos representa cerca de 40% dos mais de 5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2013.

As inscrições começaram a ser feitas segunda-feira (6) e vão até as 23h59 de sexta-feira (10), no horário de Brasília, pelo site do Sisu. O estudante pode fazer até duas opções de curso. Com isso, o total de inscrições, de acordo com os últimos números do MEC, chegou a 3.887.360.

Aumento de IPI reacende mercado de seminovos

1O retorno gradual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis novos promete aquecer a venda de veículos usados no Rio Grande do Norte. Revendedores de seminovos já registram alta nas vendas desde que o imposto começou a voltar aos patamares originais no início deste ano. A alíquota, que era de 2% para automóveis com motor 1.0 movidos a gasolina subiu para 3%, no dia 1º de janeiro. Modelos 1.0 e 2.0 flex também tiveram a alíquota do imposto alterada.

Embora muitas concessionárias de novos tenham mantido o preço, em função dos estoques, já tem revendedor de usado lucrando mais em Natal. Clécio Bezerra é um deles. Ele atua no ramo há mais de 20 anos e tem uma revendedora no Alecrim. Segundo ele, as vendas de usados já estão 30% maiores. Ele espera vender até 50% mais veículos usados, com o retorno do IPI para automóveis novos. A explicação é simples: “o preço dos veículos novos subiu com a volta do IP.

Serra usa rede social para lamentar morte de João Faustino

O ex-ministro e ex-governador de São Paulo José Serra foi mais um a lamentar a morte do ex-senador João Faustino, que ocorreu na madrugada desta quinta-feira (8). Amigo do político potiguar, o tucano teve relação próxima com Faustino durante gestão no Ministério da Saúde e no Governo paulista.

Arquivo TNJosé Serra trabalhou com João Faustino durante gestão de Fernando Henrique Cardoso e quando foi governador de São PauloJosé Serra trabalhou com João Faustino durante gestão de Fernando Henrique Cardoso e quando foi governador de São

A relação de José Serra e João Faustino teve início ainda no movimento estudantil, quando os dois participavam da União Nacional dos Estudantes (UNE). Desde então, os dois foram contemporâneos na Câmara dos Deputados e participaram da fundação do PSDB, no fim dos anos 90.

Auxiliar de Serra no Governo de São Paulo, João Faustino ocupava cargo estratégico nas relações políticas entre Executivo e Legislativo paulista. Em evento que ocorreu no Rio Grande do Norte durante a campanha presidencial de 2010, José Serra enalteceu a importância de Faustino para o Governo paulista.

Após a morte do político potiguar, Serra definiu Faustino como “um grande homem público”. “Foi-se o João Faustino, amigo querido, companheiro da UNE, do PSDB, do Congresso, do governo FHC, do governo de SP. Bom caráter. Grande homem publico!”, postou José Serra. (TN)

Morre em Natal nesta madrugada, aos 71 anos, ex-senador João Faustino

João Faustino faleceu nesta madrugada. Foto:DivulgaçãoJoão Faustino faleceu nesta madrugada. Foto:Divulgação

 Jean Valério

Editor

Morreu na madrugada desta segunda-feira, o ex-senador João Faustino. O Rio Grande do Norte perde um dos grandes atores da cena política local, além de figura humana incrível, homem muito querido pelos amigos.

Ontem à noite um familiar me informou que ele estava na praia e sentiu-se mal. Pensaram tratar-se de uma pneumonia. Realizou exames e diagnosticou-se quadro de leucemia. Foi internado no Hospital do Coração na segunda-feira. João seria transportado hoje, numa UTI Móvel, para São Paulo. No Hospital Sírio Libanês, tentaria a cura. Não deu tempo.

João Faustino era professor universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte aposentado. Nas décadas de 70 e 80, deixou as salas de aula para entrar na vida pública. Exímio articulador, bom de atuação nos bastidores, participou de todas as últimas eleições no Rio Grande do Norte.

HISTÓRICO – João militou no movimento estudantil, foi presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte. Foi professor titular da UFRN. Foi diretor da antiga Escola Técnica Federal, atual IFRN. Foi secretário de Educação do município de Natal entre 1971 e 1972, Secretário de Estado de Educação do Rio Grande do Norte entre 1975 e 1979. Em 1978 elegeu-se pela primeira vez deputado federal, pelo ARENA. Seria reeleito em 1982 e novamente eleito em 1990. Em 1986 concorreu ao Governo do Rio Grande do Norte pela aliança popular, composta pelos candidatos ao senado Jose Agripino Maia e Lavousier Maia (João, Lavo e Jaja), sendo derrotado pelo candidato do PMDB, Geraldo Melo. Entre 1999 e 2002 exerceu cargos na Presidência da República. Eleito em 2002 como 1º suplente do senador Garibaldi Alves, exerceu o mandato entre 15 de julho e 12 de novembro de 2010. Com a licença de Garibaldi para assumir o Ministério da Previdência, voltou a exercer o cargo em 1º de janeiro de 2011, concluindo no dia 31 do mesmo mês. Em 2010, foi eleito novamente 1º suplente, desta vez do senador José Agripino Maia. (JH)