Aprovação de Dilma sobe para 41%, mas 66% pedem mudança

Logo após a queda abrupta de popularidade em junho, Dilma Rousseff teve uma pequena recuperação.

Em seguida, de agosto a outubro, parecia ter estacionado: oscilava dentro da margem de erro da pesquisa. Agora, fica claro que a trajetória da curva de aprovação do governo é mesmo gradual e ascendente.

Segundo o Datafolha, o governo federal era aprovado em agosto por 36% dos entrevistados. Foi a 38% em outubro. E agora está em 41%.

Dilma cresce e oposição encolhe, aponta Datafolha
Análise: Presidente termina 2013 em alta graças à oposição ineficiente
Cresce otimismo sobre poder de compra, mas inflação preocupa

Já os que acham a administração petista ruim ou péssima eram 22% em agosto. Recuaram em outubro para 19%. E, na pesquisa da semana passada, 17%. A taxa de regular está mais estável, em 40% –só tem oscilado na margem de erro da pesquisa.

Dilma melhorou de maneira mais robusta sua imagem entre os menos escolarizados (a aprovação foi de 44% a 50%) e nas regiões Nordeste (de 46% a 52%) e Norte/Centro-Oeste (de 39% a 48%).

Apesar desse aspecto positivo, a pesquisa traz duas notícias desagradáveis para a petista. A primeira é que Dilma continua muito longe do seu pico de popularidade, em março passado, quando tinha 65% de aprovação.

A outra descoberta do Datafolha é um tanto paradoxal. Embora os eleitores tenham melhorado sua percepção sobre o governo e dado a Dilma uma pontuação mais confortável na pesquisa, cerca de dois terços dos entrevistados diz esperar mudanças na próxima administração.

O Datafolha perguntou aos entrevistados se preferem que a maior parte das ações do próximo presidente seja “igual às ações da presidente Dilma Rousseff ou que a maior parte dessas ações seja diferente da atual presidente”.

Para 66% dos pesquisados é melhor que o próximo presidente adote ações na maior parte diferentes de Dilma. Só 28% querem ações iguais.

O Datafolha fez a mesma pergunta em pesquisa de setembro de 2002, a um mês da eleição presidencial. O ocupante do Planalto era Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

São momentos diferentes. Ainda assim, o resultado daquela época é parecido com o atual. Em 2002, para 76% era necessário que o sucessor de FHC adotasse ações diferentes do tucano. O candidato governista era José Serra, que perdeu a disputa para Lula.

Posted on 01/12/2013, in Brasil, Curiosidade, Informativo, Política. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: