Daily Archives: 31/08/2013

Ricardo Motta: “A hora é de pensar no Estado e não em sucessão”

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta, afirmou hoje que o momento é de serenidade e equilíbrio em favor do Rio Grande do Norte. Para Ricardo Motta, a questão sucessória será posta apenas no momento próprio, em 2014. “O momento não é de pensar em política, em eleição, mas de esforço acima de tudo, pelo Estado” disse, ao abordar a possibilidade de rompimento dele com o governo Rosalba Ciarlini (DEM).

“O momento é de serenidade, de equilíbrio, de esforço das forças políticas em favor do Estado. Precisamos dar segurança ao cidadão, precisamos ver os hospitais abastecidos o mínimo possível, os professores nas escolas”, afirmou ele esta manhã, em contato com O Jornal de Hoje. Segundo o presidente da Assembleia, diante da grave crise por que passa o Estado, o momento não comporta discussão eleitoral: “Penso que o momento político deve ser tratado dentro do prazo próprio. Para tudo tem seu tempo, e a eleição é só em 2014. No momento oportuno, todos se sentarão à mesa e verão o caminho que cada um irá trilhar democraticamente”, ponderou o parlamentar.

ROMPIMENTO

Ricardo Motta afirmou não saber de onde surgiu a informação de que poderá romper com o governo, mas também não negou esta possibilidade. “A minha posição tem sido clara. Eu defendo o Rio Grande do Norte, respeito a posição dos deputados de oposição e sei que nenhum deles faz oposição ao Estado.”

Para o presidente, a Assembleia tem sido solidária ao Estado, as matérias de interesse têm sido aprovadas à unanimidade e as discussões são democráticas. “Existem críticas construtivas. Às vezes, pode ser que haja excesso de algum parlamentar, mas isso é natural e legítimo, e não acontece apenas no nosso Estado”, observou.

Ressaltando sua posição pela “ponderação, pela serenidade e pelo equilíbrio”, Ricardo Motta lembrou que o Estado vive um momento delicado. “Temos de tirar nosso Estado do noticiário negativo dos jornais nacionais, das televisões. Vamos somar para evitar que o RN seja exposto mais do que tem sido a nível nacional”, pediu.

Sondagem

O presidente da Assembleia Ricardo Motta confirmou que foi procurado recentemente pelo secretário chefe do Gabinete Civil do governo, Carlos Augusto Rosado, marido da governadora, que sondou a possibilidade de tramitação de um novo pedido de empréstimo do governo.

“O governo realmente nos procurou, vendo a possibilidade de aprovação de um pedido de liberação de empréstimo de R$ 850 milhões”, confirmou Motta, ressaltando que o assunto não foi aprofundado por se tratar apenas de uma sondagem.

“O que ocorreu foram sondagens. Falei das dificuldades que realmente o governo está tendo na Assembleia e que são públicas. Agora, com diálogo e argumentos convincentes, é possível que o governo convença os deputados. Claro que o governo precisa de uma argumentação forte. Isso com certeza fará com que os deputados se sensibilizem”, disse.

RELACIONAMENTO

Ainda segundo Ricardo Motta, a Assembleia tem sido solidária e cordata com a administração Rosalba Ciarlini e tem buscado não criar empecilhos ou dificuldades para o governo. “Falo isso em meu nome pessoal e em nome de todos os parlamentares: a Assembleia não tem criado obstáculos”, afirmou.

Com relação ao rompimento do PMDB, Ricardo disse que observa com respeito. “Quero sugerir uma convocação, que, obviamente, para se concretizar, precisa ter a aquiescência de todos: vamos dialogar em favor do nosso Estado porque já está passando do tempo. Sempre fui otimista, mas entre o otimismo e o realismo, as dificuldades estão crescendo e o momento é extremamente delicado”, finalizou. (JH)

PMDB confirma que deixa a base aliada da governadora

O PMDB do Rio Grande do Norte oficializou ontem o rompimento com o Governo Rosalba Ciarlini. Após duas horas de reunião da executiva estadual, o partido também definiu que terá candidatura própria no pleito de 2014. Embora a legenda ainda não tenha definido nome para disputar a eleição, já divulgou que na próxima semana formará um grupo de trabalho para elaborar um projeto de governo. O encontro da executiva estadual foi coordenado pelo presidente estadual da legenda, deputado Henrique Eduardo Alves, e coube a ele fazer o anúncio oficial, durante entrevista coletiva. “De maneira consensual, o partido se afasta do projeto político da governadora Rosalba Ciarlini”, disse ele.

Júnior SantosHenrique Eduardo e Garibaldi Filho participam da reunião da Executiva Estadual do PMDBHenrique Eduardo e Garibaldi Filho participam da reunião da Executiva Estadual do PMDB.

Cauteloso, expressou “respeito à governadora”, mas disse que há uma discordância do partido sobre como Rosalba Ciarlini conduz administrativamente o Estado. “Declaro todo respeito e toda consideração, ela sempre teve tratamento respeitoso, mas a questão é do ponto de vista administrativo, como executa a política administrativa, conversa muito pouco e trata muito pouco dos problemas que todos gostariam de verem resolvidos, por um diálogo”, destacou.

O presidente estadual do PMDB observou que a decisão de afastamento político do Governo é em consonância com as bases peeemedebistas. “O PMDB atende a sua base e se torna independente para o projeto político e eleitoral de  2014”, disse.

O líder peemedebista ponderou que as dificuldades encontradas pela governadora Rosalba na administração não foram criadas por ela, mas se acentuaram a partir dela. “O que Rosalba está passando não é só coisa do seu governo, mas vinha e se agravando. Há coisas que ao longo do tempo se agravaram”, analisou.

O deputado federal Henrique Eduardo Alves ressaltou que o rompimemto é político, mas não haverá qualquer distanciamento no projeto do PMDB de trabalhar pelo Rio Grande do Norte. “No campo administrativo, o Governo contará 100% com meu esforço, de Garibaldi Filho, com os deputados. Não é rompimento com o Estado do Rio Grande do Norte, é o afastamento político da governadora”, completou

CANDIDATURA PRÓPRIA

A justificativa do projeto de candidatura própria ao Governo foi posta pelo deputado federal Henrique Eduardo Alves como reflexo da força da legenda neste momento. “Em razão da sua força, da sua responsabilidade com sua militância, (o PMDB) vai lutar para construção de candidatura própria”, afirmou, acrescentando que durante o encontro da executiva estadual não foram discutidos nomes para a disputa majoritária.

O presidente do PMDB disse que o momento não é de discutir nomes, mas de fazer um projeto para apresentar ao Estado. “Não é hora de buscar nomes, mas buscar a unidade e logo após constituir um grupo de trabalho, que faremos até segunda-feira, para repensar um desenvolvimento possível, real, de visibilidade que o Rio Grande do Norte, que está carente em relação a confiar, ele possa acreditar na proposta renovadora do PMDB”, destacou.

Henrique Eduardo criticou a “personificação” de projeto político. Ele disse que a cobrança popular é pela eficiência e execução de um projeto real. “O Rio Grande do Norte não quer personificar, o que o povo quer agora é capacidade, eficiência, projeto viável, que as pessoas acreditem na solução dos problemas que se agravam, vamos preparar um projeto para apresentar”, ressaltou. Questionado se o candidato próprio do PMDB ao Governo poderia vir de fora dos já lançados na política. “Pode ser nome dentro da política, fora da política, todos que queiram abraçar o projeto que terá conteúdo e consistência”, frisou. O deputado federal disse que o PMDB não vai cobrar de nenhum partido o rompimento com o Governo Rosalba. “Estamos abrindo o diálogo com todos os partidos que queiram participar do projeto que vamos propor”, afirmou. (TN)

Denise Rocha toma banho relaxante e exibe corpão de frente, e de costas;veja fotos

Navios de guerra russos a caminho do Mediterrâneo

Rússia envia navios de guerra para o Mediterrâneo. Marinha nega oficialmente que manobra tenha qualquer relação com a Síria

navios de guerra rússia síria

Rússia envia navios de guerra para o Mediterrâneo. (Divulgação)

A Rússia está enviando dois navios de guerra ao Mediterrâneo Oriental, disse a agência de notícias Interfax nesta quinta-feira (29/08), enquanto potências ocidentais se preparam para uma ação militar na Síria em resposta ao suposto ataque com armas químicas na semana passada.

De acordo com a Interfax, uma fonte do comando das Forças Armadas disse que um cruzador de mísseis e um navio anti-submarino chegariam nos próximos dias ao Mediterrâneo por causa da “situação bem conhecida” — uma clara referência ao conflito na Síria.

A Marinha negou que a movimentação esteja ligada aos eventos na Síria e disse que faz parte de uma rotatividade planejada de seus navios no Mediterrâneo. A força não disse que tipo de embarcações, ou quantas, estão a caminho da região.

O relato inicial da Interfax deixou claro que o objetivo é reforçar a presença da Marinha no Mediterrâneo e não substituir navios. A razão para a discrepância nos dois relatos não ficou Os Estados Unidos acusam as forças do governo sírio de realizar um ataque com armas químicas na semana passada e disse que está reposicionando suas forças navais no Mediterrâneo. O governo sírio nega a acusação, culpa as forças opositoras pelo ataque e afirma que resistirá a qualquer intervenção.

A Rússia, principal aliada internacional do presidente sírio, Bashar al Assad, diz que se opõe a qualquer intervenção militar na Síria e que não tem planos de ser envolvida em qualquer conflito. Moscou diz não haver provas de que as forças de Assad realizaram o ataque.

A ONU, por sua vez, afirma que terminará a investigação no local do ataque em quatro dias.

Opera Mundi

Suspeitos de matar menino boliviano são achados mortos em cadeia

Brayan tinha cinco anos (Foto: Reprodução/Rede
Globo)

Dois homens suspeitos de participar do assassinato do garoto boliviano Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, morreram dentro de uma cadeia em São Paulo. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) diz que Paulo Ricardo Martins, de 19 anos, e Felipe dos Santos Lima, de 18, foram encontrados mortos nesta sexta-feira (30) por volta das 14h30. Não foram divulgados os motivos da morte dos presidiários.

O garoto Brayan foi assassinado na madrugada de 28 de junho na região de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo.

Os dois presos estavam cumprindo prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André, no ABC. Eles tinham chegado à unidade faz quatro dias.

A secretaria diz que outros presos solicitaram atendimento de urgência. A SAP diz que imediatamente os agentes de segurança penitenciária os levaram à enfermaria da unidade penal, onde já chegaram sem vida.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que o caso será apurado pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário. Foi instaurado Procedimento Apuratório Preliminar, para apontar a causa da morte. As mortes serão comunicadas Vara de Execução Criminal, à Polícia Civil e à perícia.

Além da dupla que foi encontrada morta no CDP, um adolescente foi detido pelo crime. Entretanto, outros dois acusados são considerados foragidios: Diego Rocha Freitas Campos, de 20 anos, e Wesley Soares Pedroso, de 19 anos.
Pais do menino Brayan, assassinado na Zona Leste de SP (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Pais do menino Brayan, assassinado na Zona Leste
de SP (Foto: Kleber Tomaz/G1)

O assassinato de Brayan
Os cinco criminosos usavam máscaras para não ser identificados e estavam armados com revólveres e facas. O grupo rendeu o tio da vítima que chegava com o carro na garagem, na madrugada de sexta. De acordo com as vítimas, os bandidos eram brasileiros.

Os pais contaram ter dado R$ 3,5 mil aos assaltantes, mas eles exigiam mais. Em seguida, o tio entregou R$ 1 mil à quadrilha, que não se deu por satisfeita e passou a ameaçar matar Brayan com uma faca caso não recebesse mais dinheiro. Veronica relatou que ainda abriu a carteira vazia. “Não tinha mais nada”, disse ela, que está há seis meses no Brasil, depois de vir com o marido e filho da Bolívia.

A costureira disse ainda que segurou o menino no colo durante o assalto, se ajoelhou e implorou que os criminosos não matassem a criança. Porém, assustado com a situação, o garoto chorava muito, o que irritou os bandidos. Ela relatou que o criminoso gritava para o menino “parar de chorar” e não chamar a atenção dos vizinhos. Irritado com o choro da criança, um dos criminosos atirou na cabeça do menino, que completaria 6 anos em 6 de julho.

Logo após o assassinato do garoto, bolivianos realizaram protestos em ruas de São Paulo. Eles pediam a prisão dos criminosos e mais segurança para os estrangeiros que moram na capital paulista.

G1