Daily Archives: 01/08/2013

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Frei Betto para papa Francisco: “no Brasil o lobby é antigay”

“É esperançosa a mensagem do papa; mas, ao contrário do que diz Francisco, o problema no Brasil é o lobby antigay, liderado pelo deputado federal Marco Feliciano”

Frei Betto

“Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é fazer lobby”.

papa francisco lobby gay

São palavras do papa Francisco ao deixar o Brasil, no voo entre Rio e Roma. A mensagem é esperançosa, mas o problema no Brasil é o lobby antigay, liderado pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Deputados que consideram a homossexualidade uma doença propõem a Cura Gay. Querem alterar a resolução do Conselho Federal de Psicologia, que impede seus profissionais de tratar homossexuais como doentes. O que é um gay? Como diz a palavra inglesa, é uma pessoa alegre. Se os homossexuais são felizes, por que submetê-los à terapia?

Terapia é própria para obsessivos, como é o caso de quem odeia constatar que homossexual é uma pessoa feliz. Isto sim é doença: a homofobia, aliás, como toda fobia. E há inúmeras: desde a eleuterofobia, o medo da liberdade que, com certeza, caracteriza os fundamentalistas, até a malaxofobia, o medo de amar, sobretudo, quem de nós difere.

Sugiro aos deputados cortar o mal pela raiz: proibir a promíscua narrativa de “Branca de Neve e os Sete Anões”, a relação pedófila entre “O Lobo Mau e a Chapeuzinho Vermelho” e, na Bíblia, o relato da íntima ligação entre Jônatas e Davi, aquele que “ele amava como a sua própria alma”. (1 Livro de Samuel, 18).

Segundo censo do IBGE, há no Brasil 60 mil casais assumidamente gays. São pelo menos 120 mil pessoas que, em princípio, deveriam ser “submetidas a tratamento”. Considerando que a Parada de Orgulho LGBT reúne, em São Paulo, cerca de 4 milhões de pessoas, haveria que construir uma clínica do tamanho de 50 Maracanãs para abrigar toda essa gente.

O processo terapêutico certamente teria início com uma sessão de exorcismo, já que, no fundo, a obsessão fundamentalista considera a homossexualidade muito mais coisa do demônio do que doença.

Outra sugestão é comprar um armário para cada gay e obrigá-lo a ficar lá dentro. Dizem os moralistas que qualquer um tem direito de ser gay, não deve é sair do armário.

Imagino que, terminado o processo de Cura Gay, haverá uma grande Parada de Ex-Gays subindo a rampa da Câmara em Brasília para agradecer aos deputados que, iluminados, aprovaram a medida.

Ainda que todos os gays sejam confinados na clínica dos deputados, de uma coisa não poderão se queixar: será divertido contar ali com shows de Daniela Mercury e sir Elton Hercules John.

Saiba Feliciano que Alan Chambers, ex-presidente da associação Exodus International, destinada a curar gays, declarou em junho deste ano que também é gay, pediu perdão pelos sofrimentos causados a homossexuais e fechou a entidade.

À luz do Evangelho, o melhor é seguir o conselho de santo Agostinho: “Ama e faz o que quiseres”. Ou, como diz Francisco, sejamos todos irmãos.

Juízes Federais querem investigação sobre empresa de Joaquim Barbosa

Associação dos Juízes Federais do Brasil considera caso “gravíssimo, do ponto de vista ético”

joaquim barbosa empresa miami

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se manifestou sobre a empresa criada na Flórida, Estados Unidos, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, para adquirir um apartamento na cidade de Miami, que tem como sede o imóvel funcional onde ele mora. Para o presidente Ajufe, Nino Toldo, o fato de a empresa estar sediada no imóvel funcional que Barbosa ocupa “é gravíssimo, do ponto de vista ético”.

Segundo ele, “não é dado a nenhum magistrado, ainda mais a um ministro do Supremo, misturar o público com o privado”. E completou: “Dos magistrados, espera-se um comportamento adequado à importância republicana do cargo, pois um magistrado, seja qual for o seu grau de jurisdição, é paradigma para os cidadãos”. Questionada a respeito da abertura de procedimento para averiguar a regularidade da operação, a Procuradoria-Geral da República não se manifestou.

A Ajufe defende a apuração “rigorosa” acerca das duas situações. “Um ministro do STF, como qualquer magistrado, pode ser acionista ou cotista de empresa, mas não pode, em hipótese alguma, dirigi-la”, afirmou o presidente da entidade, Nino Toldo, referindo-se ao artigo 36 da Lei Complementar 35. “Essa lei aplica-se também aos ministros do STF. Portanto, o fato de um ministro desobedecê-la é extremamente grave e merece rigorosa apuração”, ressaltou Toldo.

Além disso, o fato contraria o Decreto 980, de 1993. Segundo o Ministério do Planejamento, o inciso VII do artigo 8º da norma – que rege a ocupação de imóveis funcionais – estabelece que esse tipo de propriedade só pode ser usado para “fins exclusivamente residenciais”.

Nos registros da Assas JB Corp., pertencente a Barbosa, no portal do estado da Flórida, nos Estados Unidos, consta o imóvel do Bloco K da SQS 312 como principal endereço da companhia usada para adquirir o apartamento em Miami – conforme informado pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo passado. As leis do estado norte-americano permitem a abertura de empresa que tenha sede em outro país. A Controladoria-Geral da União (CGU) também assegurou que o Decreto 980 não prevê “o uso de imóvel funcional para outros fins, que não o de moradia”. O presidente do STF consta, ainda, como diretor e único dono da Assas JB Corp. A Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar 35, de 1979), a exemplo da Lei 8.112/90, do Estatuto do Servidor Público Federal, proíbe que seus membros participem de sociedade comercial, exceto como acionistas ou cotistas, sem cargo gerencial.

Rede Brasil Atual

Polícia investiga esquema de venda de crianças do Recife no Facebook

Página no Facebook reúne relatos de mulheres que se dizem incapazes de criar os filhos (Foto: Reprodução/Facebook)

A Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) está investigando um esquema de adoção ilegal e venda de crianças do Recife oferecidas no Facebook. Na página criada no início deste mês, mães negociam os filhos através de anúncios. Em um grupo criado com a mesma finalidade, uma pernambucana tentou vender um bebê por R$ 50 mil.

A página “Quero doar. Quero adotar seu bebê – Recife PE” foi feita por um usuário do Facebook que reside no Recife. Na teoria, o espaço seria utilizado para facilitar o contato entre mães que gostariam de doar seus filhos e possíveis candidatos à adoção. Na rede social, é possível encontrar anúncios de mães que gostariam de se desfazer de seus filhos, descrevendo as crianças como se fossem objetos. As autoridades já enviaram um ofício para os administradores do Facebook solicitando a exclusão da página e pedindo informações sobre as pessoas que participaram das negociações.

Segundo a polícia, existem outras páginas do tipo ativas em Pernambuco. A GPCA investiga também o caso de uma mulher de 19 anos que teria oferecido a filha por R$ 50 mil em um grupo no Facebook. Ela manteve contato com uma moradora da Bahia, que acabou fazendo a denúncia.

Na conversa, a jovem diz não poder ficar com a filha, que nasceu prematura e estava internada em um hospital particular. Durante a investigação, o bebê faleceu em decorrência de complicações resultantes da prematuridade. De acordo com a polícia, o crime de oferecimento de criança por pagamento ou recompensa foi caracterizado e a mulher será indiciada, podendo pegar até quatro anos de prisão.

Fonte: TV Jornal