Um povo consciente é o maior medo de um governo mal intencionado, inclusive por políticos com experiência.

Cuidado. O atraente está no futuro, no que ainda não foi feito.

O passado tem o poder de derrotar um candidato, raramente de elegê-lo.

Este erro, frequentemente cometido, inclusive por políticos de grande nome e experiência, decorre da presunção do candidato de que o eleitor vai valorizar, da mesma forma que ele valoriza, o seu passado de realizações. Em tese, isto é, em abstrato, o argumento faz sentido.

O eleitor, de acordo com este pensamento acima, deveria sempre escolher o candidato que avaliza com seu passado de realizações as promessas que faz para o futuro, em detrimento daquele que tem pouco ou nada para mostrar do que já fez. Dito de outra forma, o candidato “experiente” deveria sempre sobrepujar seus adversários menos experientes. Confiado na solidez eleitoral deste argumento, a campanha do candidato “experiente” concentra-se na apresentação das obras e realizações, na tentativa de comprovar o quanto ele é superior aos seus adversários.

Na realidade, este posicionamento da candidatura apoia-se em alguns pressupostos que, de tão óbvios, normalmente não são discutidos na equipe de campanha:

  • Pressuposto de que o eleitor valoriza mais a experiência do que a inovação;
  • Pressuposto de que a principal função da publicidade é produzir peças destinadas a lembrar o eleitor que o candidato é o autor daquelas obras e realizações;
  • Pressuposto de que o eleitor, lembrado das suas realizações, faz o seguinte raciocínio: se ele, quando esteve no poder, foi capaz de fazer tais e tais obras, se voltar ao poder fará mais ainda, ou pelo menos vai repetir seu desempenho
  • Pressuposto de que este raciocínio (eleitor) / argumento (candidato) é imbatível, na comparação com os argumentos dos outros candidatos.

Ainda que estes pressupostos sejam válidos para alguns eleitores, eles não possuem igual validade para a maioria. De fato, todos eles são discutíveis.

Pressuposto de que a experiência é mais valorizada que a inovação

Este pressuposto “bate de frente” com o sentimento de mudar que é dominante nas eleições. Eleições são momentos de mobilização de esperanças e expectativas, sobretudo para os segmentos mais necessitados da população. Nas eleições há sempre uma nítida pré-disposição para a mudança, da parte do eleitorado.

Em consequência, a candidatura identificada com a inovação e mudança encontra uma maior consonância com o sentimento da população do que aquela identificada com a continuidade, ou mesmo com a repetição do que já foi realizado. Isto não significa que as pessoas desmereçam o que já foi feito. Muito ao contrário, em geral o valorizam. Mas, já foi feito, está lá…. O atraente está no futuro, no que ainda não foi feito. De política para políticos.

Portanto, aqui pedimos desculpas aos quantos tantos não se conformam com a nossa opinião, mas não se pode satisfazer a vontade de alguns em detrimento do sofrimento da maioria, isso só prejudica a democracia e a vontade soberana do povo. O seu voto é a fonte maior para a felicidade de muitos. E Montanhas precisa demais da sua consciência.

Posted on 05/09/2012, in Entretenimento, Montanhas, Política, Reflexão. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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