Quando senador, novo ministro da Educação pediu uma ‘revolução’ na área

Foto: Geraldo Magela

Em sua despedida do Senado, em dezembro de 2010, o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu a promoção de uma “revolução na educação básica do Brasil”. Ele admitiu no seu pronunciamento ainda como senador que o país enfrenta “muitas deficiências” no ensino fundamental e médio. E mencionou, como exemplo, os resultados obtidos pelos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

A educação brasileira evoluiu 33 pontos nos exames do Pisa realizados entre 2000 e 2009, segundo informação divulgada no portal do Ministério da Educação. Foi superado apenas pelo Chile (37 pontos) e por Luxemburgo (38). Na tabela geral, porém, o Brasil está apenas na 53ª posição entre os 65 países avaliados, depois de superar Argentina e Colômbia, entre os latino-americanos. Ficou 19 pontos atrás do México (49º), 26 do Uruguai (47º) e 38 atrás do Chile (45º).

– Eu concordo que nós precisamos dar grande ênfase ao ensino fundamental, médio, ao ensino infantil, básico, e o MEC deveria concentrar [aí] todo o seu esforço – disse Mercadante, em resposta a um aparte do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), no seu discurso de despedida da Casa. Em 2011, ele assumiu o comando do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde permaneceu por um ano. Sua posse como novo ministro da Educação ocorre nesta terça-feira (24).

Em seu aparte, Cristovam sugeriu que o Ministério da Educação se dedicasse exclusivamente à educação básica, deixando a educação superior a cargo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Mercadante admitiu que essa separação pudesse vir a acontecer “um dia”. Enquanto isso, no entanto, disse que o país precisa “olhar com muita atenção para o conhecimento”, ao mesmo tempo em que busca fazer “uma revolução na educação básica no Brasil”.

No mesmo pronunciamento, Mercadante observou que o Brasil já havia se tornado, naquele momento, o 13º país em termos de produção intelectual nas revistas científicas indexadas internacionalmente. No entanto, como ressaltou, o país ainda não foi capaz de transformar a pesquisa básica em inovação tecnológica.

Agência Brasil

Posted on 24/01/2012, in Brasil, Cultura, Educação, Política. Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. van carlos

    E e valorizaçao dos professores ninguém fala ,quem sabe agora vai com a saida do ministro falastrão as coisas mudam aqui em minas ta um caos

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