Como se montam as fraudes eleitorais

Luis Nassif

Nas eleições para presidente dos Estados Unidos, em 1877, William Smith, um dos principais acionistas da Western Telegraph – dona da primeira agência de notícias do país, a Associated Press – juntou-se com o The New York Times para eleger o candidato republicano Rutherford Hayes.

No final da campanha, os institutos de pesquisa davam vitória ao democrata Samuel Tiden por 200 mil votos. Com o controle que detinha sobre as informações e com acesso às pesquisas, o editor do NY Times identificou dúvidas dos democratas em relação aos votos de uma parte do sul do país.

Montou-se um gigantesco esquema de fraude que garantiu a vitória a Hayes.

Em 1982, a Globo montou um sistema nacional de apuração usando como software a Proconsult. O sistema tinha um algoritmo que subtraia votos do MDB e repassava para a Arena. A intenção era desmobilizar a fiscalização do MDB para permitir a fraude na hora da apuração.

No Rio, Leonel Brizola percebeu e botou a boca no trombone – na época, ainda existia o trombone do Jornal do Brasil. No Rio Grande do Sul, Pedro Simon acreditou e desmobilizou a fiscalização. Perdeu as eleições, com os votos em branco sendo preenchidos em favor da Arena.

A fraude na era eletrônica

Vamos supor que estivesse em curso, no Brasil, alguma tentativa de fraudar as eleições. Como seria?
Teria que se valer de um quadro eleitoralmente equilibrado. Temos.

Na véspera da eleição, terias que ocorrer algum fato novo que “explicasse” eventual reviravolta do candidato da oposição. Poderia ser a indicação de um Joaquim Barbosa para Ministro da Fazenda? Alguma denúncia nova, sobre a qual se fizesse enorme alarido?

Depois, teria que ter o controle sobre pontos chave do sistema eletrônico.  A volatilidade dos votos, nessas eleições encobriria eventuais golpes e as ondas captadas pelas pesquisas poderiam ser potencializadas nos lugares certos.

Obviamente estamos falando em tese, com uma visão nitidamente conspiratória.

Mas, digamos que em pontos chave dos desenvolvedores do sistema de votação existissem empresas no mínimo suspeitas, A matéria O histórico de favorecimento e irregularidades nas licitações das urnas eletrônicas  sobre as licitações no TSE mostra um quadro bastante confuso.

Ficaria mais confuso se se levantassem os novos controladores dessas empresas.

Uma das líderes é a Módulo, empresa tradicional que trabalha no segmento de segurança desde os anos 90.

Recentemente, ela foi adquirida por Sérgio Thompson Flores. Quem é ele?

Funcionário público de carreira, nos anos 90, ele foi beneficiado pelo BNDES de Fernando Henrique Cardoso com consultoria na área de privatização. Ganhou dinheiro e sede de sangue.

Depois disso, meteu-se em várias embrulhadas sempre buscando a bala de prata, a grande jogada. Jamais se contentou com o trabalho normal de fazer crescer sua empresa.

Aliou-se a Luiz Fernando Levy, da Gazeta Mercantil, e tentou um golpe para assumir a empresa. Depois, meteu-se em rolos com Tanure, que adquiriu a Mercantil. Mais tarde, passou a prestar serviços a Daniel Dantas, do Opportunity, Na auditoria realizada na Brasil Telecom, depois que saiu das mãos de Dantas, Thompson Flores aparece em inúmeras reuniões com Humberto Braz, o executivo operacional junto à mídia.

Quando começou a febre do etanol, montou um fundo de investimento sediado em Londres, captou dinheiro de incautos para um projeto amalucado de comprar usinas antigas em regiões economicamente inviáveis. Quebrou.

Depois disso, adquiriu a Módulo. Qual sua intenção? Desenvolve-la sem balas de prata? Um empresário que passou a vida tentando a grande tacada tentando agora uma carreira convencional?

A segunda empresa-chave das apurações é um rolo interminável. É do mesmo grupo que controlava a empresa anterior, entrou em nome de parentes e, durante algum tempo, teve participação acionária de Wilson Nélio Brumer, atualmente caixa de campanha de Aécio Neves.

Pode ser coincidência, teoria conspiratória. Mas seria medida de prudência se a Abin e a Policia Federal colocassem seus técnicos para uma auditoria completa e um acompanhamento do sistema antes da apuração.

Fraude na urna foi denunciada ao TSE, mas Toffoli nada fez

O procurador Janot, Maria Aparecida Cortiz e Toffoli na cerimônia de “lacre do software” da urna

Patricia Faermann
Jornal GGN

Há menos de três meses, um jovem hacker recém-formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”.

A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia. A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. “Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado”, disse em entrevista ao GGN.

Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A – conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares – é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.

As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, conclui.

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Como seria fazer uma auditoria preventiva para evitar as fraudes eleitorais?

O problema do TSE é a concentração do poder. Para fazer uma auditoria, temos os limitadores que eles próprios nos impõem. Uma auditoria no software é inócua, porque é muito cara, muito demorada e existem sempre as cotas do fundo. E a gente não conseguiria ter certeza que tudo o que a gente pediu seria implementado e que estaria sendo usado no dia da votação.

E o processo de auditoria feito em janeiro de 2013, investigando as licitações da Módulo Security S.A.?

Todas as licitações foram feitas para manter a Módulo. Isso é fato, notório, público, por aquelas consultas que eu fiz nos Diários Oficiais, que são documentos públicos, que todos os procedimentos foram feitos para manter a empresa Módulo lá dentro, no TSE. O que é a empresa Módulo? É responsável pela segurança do sistema. É responsável pelos SIS, um sistema de instalação de segurança, é o primeiro sistema que confirma as assinaturas para validar os programas que são colocados na urna.

O TSE, com a concentração de poderes, não deixa a gente fazer nada e a gente não tinha mais solução para tentar mudar esse sistema. Aí eu propus para o grupo, que é o CMind [Comitê Multidisciplinar Independente], em que o Pedro Rezende e o Diego Aranha também trabalham, e que a gente milita. Propus a eles que a gente colocasse um hacker dentro do TSE. Eu falei: consigam a pessoa, que eu vou ficar com ele lá dentro, dar as dicas, porque, embora a minha formação não seja técnica, estou lá há muitos anos, eu sei como funciona.

O Diego e o Pedro escolheram um menino chamado Gabriel Gaspar, que foi aluno deles na UNB. Em agosto, conseguiu ir. Por orientação, ele foi trilhando o mesmo caminho do Diego no código fonte. Diego Aranha é aquele técnico da UNB, professor que descobriu o desembaralhamento dos votos, que dava para identificar o eleitor. Então, o Diego orientou, disse o caminho, o que era importante.

A gente descobriu, no meio de 90 mil arquivos, um artefato (a gente chamou assim) no sistema de segurança, que é desenvolvido pela Módulo. Achamos que aquilo era importante, e fizemos todo um estudo. Para que ele serve? O ministro [Toffoli] assina um programa, manda para os outros ministros, Ministério Público e OAB assinarem, envia esse programa para os estados, e só poderia funcionar nas urnas esses que vieram de Brasília, concorda? Só que usando o “Inserator” podem ser instalados programas na urna, assinados por esse artefato. Ele está apto a validar programas não oficiais. Foi uma descoberta muito importante. Isso foi agora, dia 4 de setembro.

Em 2013, eu não sabia como que eles faziam, quando eu fiz o estudo da licitação da Módulo, sabia que a empresa estava usando alguma coisa, mas não o que era. Neste ano, nas eleições 2014, eu descobri como o programa foi utilizado, lá em Londrina, em 2012: com o Inserator. A gente descobriu o nome dele e onde ele estava: dentro do sistema de segurança, é um subsistema.

E o resultado disso?

A partir daí, fiz uma petição com o ministro Dias Toffoli, explicando que, além disso, que é gravíssimo, tem outras vulnerabilidades. Descobrimos outra coisa muito, muito ruim: a Justiça Eleitoral não está usando mais aquela rede super-segura, que sempre disseram que nada tem conexão com a internet, não é?

Só que eu pedi para fazer um teste lá [no sistema de urnas do TSE] e eles toparam, mas não sabiam a minha intenção com esse teste, não sabiam que eu estava com um hacker. Eu pedi para fazer o teste questionando se um computador que gera mídia – a mídia é aquele pendrive que vai carregar a urna – pode estar conectado à internet. Pedi: quero que façam o teste, um computador conectado e um não conectado. Aí eles falaram: nós vamos fazer, mas não tem sinal nenhum, porque nós usamos a internet.

Então, os programas que estão vindo para os estados, que são assinados, criptografados, vêm via internet. Não tem mais a rede hiper super-segura. Eles próprios pagaram uma fortuna para abrir a rede, e abandonaram, porque ela não é segura de jeito nenhum.

Olha a situação: o Inserator existe, está dentro do SIS, o SIS é instalado no computador da Justiça Eleitoral, o computador da Justiça Eleitoral está conectado à internet. A pessoa que conhece o Inserator puxa um programa da Internet, as pessoas não sabem de onde veio aquele programa, assina no teclado e coloca na urna. Que dificuldades tem isso?

O partido político, o fiscal, o juiz que estiver lá não percebe. Não dá para perceber a diferença de colocar um programa original de um fraudado. Porque a justiça eleitoral confessou que precisa da Internet para gerar mídia.

Qual foi a consequência da petição?

Tudo que entra na Justiça vira processo. A minha petição foi para o juiz auxiliar secretário da presidência, julgada com um parecer da secretaria de informática, e mandada para o arquivo. Ela não tinha capa, não tinha número, só tinha número de protocolo, não virou processo. Eles tinham que, de qualquer maneira, desaparecer com isso, eles não podiam colocar como visível para outras pessoas. Tanto é que, você como jornalista, não encontra porque não fizeram número, não fizeram processo. É só um número de protocolo qualquer. Qual seria o trâmite, de acordo com a resolução: apresentada a impugnação, é escolhido um relator, o relator leva para a mesa, para julgar. E esse julgamento iria passar na televisão, ia ser público. Eles não podiam deixar isso acontecer, de jeito nenhum.

Então, foi grampeada a petição, com o parecer da secretaria de informática. O juiz indeferiu, mandou arquivar. Nós fomos atrás desse processo. O parecer tem nove páginas, mas só tem cinco lá, o resto está faltando. Ninguém sabe onde está esse parecer. A gente está aguardando, para ver se eles acham o resto.

Não consegui encontrar o contrato da Módulo, ela venceu a licitação para as eleições de 2014?

Venceu. Eles fizeram uma coisa totalmente direcionada. A Módulo participa do projeto base, então só ela ganha [a licitação].

Por que os outros concorrentes não teriam critérios técnicos?

São eles que criam os critérios técnicos. Para ganhar. Então, não tem chance, não tem como ganhar. A Módulo tem contrato com todos os órgãos do governo. Não é só um, são todos.

Como mandou para o TSE, você poderia mandar esses documentos ao MPF, à OAB, para articular melhor a sua petição?

Eu mandei para a OAB, porque ela poderia mexer com isso. Mas o presidente do Conselho Federal da OAB [Marcus Vinicius Furtado Coêlho] falou uma coisa que eu quase morri do coração. Falou que as urnas brasileiras são exportadas para o mundo inteiro. Primeiro, que não é “TSE Limitada” e muito menos “S.A.”. E outra, nenhum país do mundo aceita essas urnas. Então, eu fiz a petição, com a minha obrigação de ofício como advogada, entreguei para ele com as irregularidades. Mas ele não tomou conhecimento, não.

As auditorias podem ser feitas por qualquer órgão?

A lei 9.504 só permite que analisem os programas o Ministério Público, a OAB e Partidos Políticos. Então, embora eu faça parte do CMid, eu tenho que fazer parte de um partido político. Tanto que já sou filiada há muitos anos, mas não sou ligada ao PDT, não tenho nenhuma vinculação, a não ser esse trabalho de ir lá e fazer a análise de códigos.

A Justiça Eleitoral, de quando em quando, publica o edital de que vão existir testes. O Diego participou de um teste nas urnas de 2012, desembaralhou os votos e descobriu quem votava em quem. Também estávamos juntos, porque ele não poderia falar [por não ter a autorização do TSE]. Então eu fiquei do lado dele, escutei [as conclusões] e passei para frente. Teve que ter toda uma estratégia.

Este ano, o ministro Toffoli disse que não ia fazer teste. Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado.

Legalmente falando, é possível?

A lei fala que o TSE tem que apresentar os códigos fonte para mim. Eu fui com base na lei. Só que eles não sabiam da capacidade do menino, se eles soubessem teriam bloqueado. Porque é muito, muito restrito. O PDT tem outros técnicos, mas um ficou fora, e eu sou advogada, normalmente eu não sento nas máquinas. Só que este ano a gente mudou de estratégia. Eu fui sozinha e levei o menino, que eles nem sabiam quem era. Eles achavam que ele era do PDT, e não da UNB.

Essa sua petição não foi a público?

Foi, está dando uma repercussão boa, porque eu falei dela na Universidade Federal da Bahia. O Pedro fez um site, eu fiz o debate na Bahia. Não é a mesma divulgação que Justiça eleitoral dizendo que nada é conectado à internet.

Se não fosse verdade, eu já teria respondido a milhares de processos pela Polícia Federal. Não tem como dizer que não está lá dentro, o programa está lá dentro.

Robinson indica vice Fabio Dantas para coordenar a transição do novo governo

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O governador eleito do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), anunciará na próxima segunda-feira, provavelmente através de nota pública, a relação dos integrantes da equipe de transição do governo, que deverá ser coordenada, muito provavelmente, pelo vice-governador eleito, Fábio Dantas (PC do B – na foto), que já avisou que não será secretário de Estado para poder contribuir com o governo na condição de vice.

Será uma equipe reduzida, formada por quadros do PSD, PT e PC do B, além de membros do grupo responsável pela elaboração do plano de governo. Além de Fábio, a equipe de transição deverá ser integrada pela advogada Tatiana Mendes Cunha, que coordenou o plano de governo de Robinson, e indicados do PT.

ROSALBA

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) ainda não anunciou coordenador e integrantes da sua equipe de transição. Na transição do governo Iberê Ferreira (PSB) para o da governadora, a equipe de Rosalba foi coordenada pelo contador Obery Rodrigues, que veio a se efetivar como secretário de Planejamento e Finanças. As informações de bastidores dão conta de que ainda não há definição, da parte de Rosalba, sobre quem seria indicado para esta equipe. (JH)

Prefeitura de Natal confirma show de Tom Zé no dia 25 de dezembro

Apresentação do cantor acontecerá na Árvore de Mirassol.
O ‘Natal em Natal’ também receberá outras atrações nacionais.

Tom Zé se apresentou em palco montado na Rua Guaicurus (Foto: Maíra Cabral/Divulgação)Tom Zé se apresentou em palco montado na Rua Guaicurus (Foto: Maíra Cabral/Divulgação)

A Prefeitura de Natal confirmou que o cantor Tom Zé fará show no dia 25 de dezembro como parte das comemorações do “Natal em Natal”. A apresentação acontecerá na Árvore de Mirassol. Tom Zé estará lançando seu novo cd “Vira Lata na Via Láctea”.

Além de Tom Zé, o Natal em Natal também receberá apresentações de Fagner, Zé Ramalho, Paralamas do Sucesso, Zeca Baleiro e Monobloco.

O Natal em Natal terá início com o Encontro de Violeiros Repentistas, no dia 5 de novembro, no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, e encerrará no Carnaval Multicultural 2015, programado para o período de 14 a 17 de fevereiro de 2015.

Eventos vinculados ao esporte também ocorrerão no período natalino, como o Passeio Ciclístico, no dia 21 de dezembro; o Campeonato de Futebol Amador de Bairros e uma caminhada e uma corrida, tendo como local de saída a praça Pedro Velho.

PSDB quer auditoria no resultado da eleição presidencial

Partido quer que TSE crie comissão para avaliar sistema utilizado no pleito

Marcela Mattos, de Brasília
Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), durante entrevista em Brasília

Deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), durante entrevista em Brasília (Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)

Quatro dias depois das eleições, o PSDB ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira com um pedido de auditoria sobre o resultado das eleições presidenciais. O partido, derrotado pela presidente Dilma Rousseff por uma diferença de três pontos, quer que a corte crie uma comissão especial formada por representantes indicados pelos partidos políticos para avaliar a fiscalização dos sistemas utilizados no pleito.

Na ação, o coordenador Jurídico Nacional do PSDB, o deputado federal Carlos Sampaio, ressaltou que, passadas as eleições, surgiram uma série de denúncias e desconfianças por parte da população. “Nas redes sociais, os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infalibilidade da urna eletrônica, baseando-se em denúncias das mais variadas ordens, que se multiplicaram após o encerramento do processo de votação, colocando em dúvida desde o processo de votação até a totalização do resultado”, diz.

Tendo em vista “dissipar quaisquer dúvidas”, Sampaio pede uma auditoria nos sistemas de votação com base em diversos documentos, como as cópias de boletins de urnas de todas as sessões eleitorais do país e dos logs originais e completos das urnas, além de todas as ordens de serviços e registros técnicos sobre atualização e manutenção do sistema e acesso aos programas e todos os arquivos presentes nas urnas eletrônicas. O TSE ainda não se manifestou sobre o pedido.

PF suspeita que empresa usou Caixa para aplicar golpe no exterior

li na VEJA Economia: Operação Godfather, que investiga crimes contra o sistema financeiro no ramo imobiliário, apura se empresário forjou vínculo com o banco brasileiro para aplicar golpe em investidores do mercado imobiliário em outros países

Anthony Armstrong Emery segura as camisas do Alecrim FC e AC Monza

Anthony Armstrong Emery segura as camisas do Alecrim FC e AC Monza (Gabriel Peres/Divulgação)

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira a Operação Godfather, que investiga crimes financeiros no setor imobiliário, como sonegação fiscal, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. Uma das principais empresas investigadas, a EcoHouse, com sede em Londres, é suspeita de ter usado o nome da Caixa Econômica Federal para aplicar golpes no exterior.

De acordo com nota divulgada pela PF, as investigações estão sendo conduzidas há oito meses e foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas supostamente ligadas à organização criminosa. As buscas estão sendo realizadas em cidades do Rio Grande do Norte e do Ceará. A PF divulgou que a organização movimentou cerca de 150 milhões de reais nos últimos cinco anos, “tendo parte deste montante transitado por empresas sediadas em paraísos fiscais e por contas de instituições e de pessoas físicas consideradas ‘doleiras’”.

A suspeita é de que a quadrilha, que tem sede em Natal (RN), opere um esquema de lavagem de dinheiro com captação de recursos de particulares no exterior. Aos investidores, o grupo apresenta uma promessa de ganhos de 12 a 20% ao ano. Contudo, os investimentos jamais foram devolvidos aos investidores. A PF apurou que somente em Cingapura foram lesados pelo grupo cerca de dois mil investidores, e que cada cota vendida naquele país equivalia a 46 mil dólares.

Caixa — Na página da EcoHouse, há menções à Caixa Econômica Federal e ao programa Minha Casa Minha Vida, financiado pela instituição bancária. Em uma das notícias publicadas no site, o grupo se apresenta como um dos responsáveis por construir residências financiadas no âmbito do Minha Casa Minha Vida. Em notícia publicada pelo site de notícias de Cingapura Channel News Asia, em agosto, Armstrong é acusado de forjar documentos que mostrem seu vínculo com a Caixa. De acordo com a reportagem, uma carta de recomendação do grupo teve sua autenticidade contestada pelo embaixador brasileiro em Cingapura, Luis Fernando de Andrade Serra.

O nome da operação é uma alusão ao principal investigado, Anthony Armstrong, que é presidente do grupo e foi apelidado pela imprensa potiguar de O Poderoso Chefão. Armstrong, segundo a página de sua empresa, é casado com uma potiguar e é ex-presidente do Alecrim Futebol Clube e proprietário de um clube na cidade de Monza, na Itália.

Ao jornal Folha de S. Paulo, o banco afirmou que a EcoHouse não constrói moradias do Minha Casa Minha Vida. O site de VEJA não conseguiu contato com a Caixa até o fechamento da reportagem.

Governo do Estado RN começa a pagar servidores amanhã

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A folha salarial dos servidores públicos do Rio Grande do Norte começa a ser paga amanhã (31). De acordo com informações preliminares da Secretaria de Planejamento, a forma de pagamento será a mesma do mês anterior, com preferência para o pagamento dos servidores que recebem até R$ 2 mil e áreas essenciais.

Segundo o Governo do Estado, o pagamento começará a ser creditado ao meio dia. Serão pagos os salários de todos os servidores da Saúde, Educação (inclusive UERN), além de todos os servidores do DETRAN, IDEMA, DEI, JUCERN e IPEM, independente do valor do salário. Também na amanhã vão receber os servidores ativos e inativos das demais áreas que ganham até R$ 2 mil líquidos.

Ao todo, 93.464 servidores (91% do total) receberão amanhã. Os demais 9.377 servidores terão os valores creditados até o dia 10 de novembro.

A mudança na forma de pagamento da folha dos servidores ocorre desde agosto de 2013, quando o Executivo, devido à crise financeira, teve que mudar a forma de pagar os salários dos trabalhadores.

Roberto Carlos é atração de primeiro show dentro da Arena das Dunas

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A data não foi divulgada, mas, ainda este ano, o gramado da Arena das Dunas receberá seu primeiro grande show. A atração, pórem, está confirmada: o rei Roberto Carlos.

O show inaugura o conceito de arena multiuso, com o aproveitamento de todos os espaços do estádio e a utilização de tecnologia de última geração. O gramado receberá uma proteção especial.

Os organizadores estimam que o espetáculo deva atrair mais de 25 mil pessoas. Anteriormente, a Arena das Dunas, palco da Copa do Mundo de 2014, só havia recebido shows em sua área externa, na chamada praça de eventos.

 

A apoteose do amor, segundo Cândido das Neves

O instrumentista, cantor e compositor carioca Cândido das Neves (1899-1934), apelidado de Índio, na letra de “Apoteose do Amor”, invoca hipérboles e metáforas para explicar tudo o que sente por um amor não correspondido. Essa valsa foi gravada por Orlando Silva, em 1935, pela RCA Victor.

APOTEOSE DO AMOR

Cândido das Neves

Deus, só Deus
Sabe que os olhos teus
São para mim
Dois faróis clareando o mar
Na fúria do mar
Onde naufraga uma barca
Que o leme perdeu
Coitada, essa barca sou eu
A naufragar
Na existência que é o mar
Socorre-me com a luz desses faróis
Que são teus olhos azuis
São dois lírios os teus seios alabastrinos
Quase divinos
Parecem feitos para o meu beijo
Muito almejo dos lábios teus
Por um som
Pela glória do nosso amor
Musa dos versas meus
Inspira-me por quem és
Minha alma, bendito amor
Curvada aos teus pés
Rosa opulenta
Que o meu jardim ostenta
A queima em dor
Inspiração do meu amor
Eu nem sei por que foi que te amei
Pois tudo em ti é formosura e singular
Amei teu perfil
Amei teus olhos azuis
Eu amei teu olhar
Por fim nem tens pena de mim
Que sofro e choro
Na ânsia de te amar
Ah, triste de quem
Vive a chorar por alguém

site Poemas & Canções

Alckmin pedirá ajuda de Dilma para enfrentar crise da água

Alckmin pedirá ajuda de Dilma para enfrentar crise da água

Foto: Marcelo Camargo/ABr

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (29) que pedirá ajuda do governo federal para enfrentar a crise de desabastecimento de água. O tucano solicitou, além de recursos financeiros, a desoneração de impostos para empresas de saneamento básico e a realização de parceria para obras de interligação do Rio Jaguari com a represa do Atibainha do Sistema Cantareira.

A responsabilidade sobre a crise hídrica foi motivo de troca de acusações entre PT e PSDB durante as eleições, mas o governador evitou retomar as críticas feitas antes do pleito. “A eleição já acabou. Não deve haver um terceiro turno. Isso prejudica a população. A nossa disposição é a do diálogo e da cooperação”, disse. Ele reclamou da decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de ter priorizado a geração de energia elétrica, e não o abastecimento de água, em represas como a do Jaguari.

Segundo ele, o governo estadual avalia, inclusive, a possibilidade de encerrar a concessão da represa para geração de energia. “Nós estudamos retirar a represa do Jaguari, que é de São Paulo, como geradora de energia. Ela gera pouca energia elétrica. Vamos pedir para encerrar a concessão e manter a represa só para abastecimento humano”, antecipou. Informações da Folha de S. Paulo.

Garibaldi Filho descarta sair do Ministério para tentar presidência do Senado

Colunistas apontam a saída de Garibaldi da Previdência Social. Ele, porém, nega

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O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, do PMDB, deverá trocar o cargo no Governo Federal para voltar ao Senado. E mais: tentará, lá, reassumir a presidência da Casa, cargo que ele ocupou em 2007, substituindo coincidentemente, Renan Calheiros naquela época. Quem revelou essa “articulação” para a volta à Presidência do Congresso foi o colunista Bernardo Mello Franco, do Painel, da Folha de São Paulo. O ministro, no entanto, negou pouco depois, em contato com O Jornal de Hoje.

“O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, quer voltar à presidência do Senado. Ele manifestou o desejo a aliados depois que Renan Calheiros (PMDB/AL) declarou, ontem, que não pretende tentar a reeleição”, escreveu Mello Franco na edição de hoje da coluna Painel.

A saída do Ministério da Previdência Social já havia sido noticiada também pelo colunista Walter Gomes e outros veículos, como a própria Folha de São Paulo em matéria publicada sobre o “futuro” de Henrique Eduardo Alves, que foi derrotado na eleição para o Governo do RN e estaria sem cargo político a partir de fevereiro do próximo ano. Saindo do Ministério da Previdência Social, Garibaldi abriria espaço no Governo Federal para a nomeação de Henrique para algum ministério da próxima gestão Dilma Rousseff.

No entanto, na manhã de hoje, em contato com o JHG, o ministro Garibaldi Filho descartou a hipótese de deixar o Ministério da Previdência Social – pelo menos por vontade dele. Garibaldi negou, também, retornar ao Senado Federal neste momento – o que representaria a saída do senador Paulo Davim, do PV, suplente de Garibaldi.

O ex-governador Garibaldi Filho assumiu a presidência do Senado no final de 2007, com os desdobramentos do caso Renangate e a renúncia do então presidente da Casa, Renan Calheiros. O ex-governador do RN foi o único a se candidatar para o cargo e recebeu 68 votos a favor, 8 contra e 2 abstenções.

Ato que foi bastante discutido em sua gestão foi a devolução ao Poder Executivo, em novembro de 2008, da Medida Provisória da Filantropia, supostamente por não se enquadrar nos requisitos de urgência e relevância que a Constituição exige para as MPs. Contudo, esse não foi o único caso.

Garibaldi Filho também enfrentou, após deixar o Senado, o escândalo conhecido como “atos secretos”, que se constitui em uma série de denúncias sobre a não publicação de atos administrativos, tais como de nepotismo e medidas impopulares, por exemplo, a extensão da assistência odontológica e psicológica vitalícia a conjugês de ex-parlamentares.

Garibaldi negou ter assinado qualquer ato secreto, contudo, o Jornal Estado de São Paulo confirmou que o potiguar foi sim responsável por algumas das assinaturas. O senador potiguar deixou o cargo em 2009, sendo substituído pelo senador José Sarney. Presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado no biênio 2009/2010. (JH)

Deputado eleito é condenado na Câmara Criminal do TJ

O ex-prefeito de Goianinha Rudson Lisboa, o Disson (PSD), corre o risco de não ser diplomado como deputado estadual. Eleito no pleito de 5 de outubro, o político foi condenado ontem pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Ele responde a processo de improbidade administrativa por suposta dispensa irregular de licitação, durante o segundo mandato como prefeito de Goianinha (quando governou de 2005 a 2008).

Júnior SantosSe não reverter a decisão da Câmara Criminal, o Pleno, Disson não poderá exercer o mandatoSe não reverter a decisão da Câmara Criminal, o Pleno, Disson não poderá exercer o mandato

Na condenação imposta pela Câmara ainda cabe recurso ao plenário do Tribunal. No entanto, se a decisão for mantida, o deputado eleito terá a inelegibilidade decretada e poderá não ser diplomado.

Pela Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº. 135 de 2010), são considerados inelegíveis (ou fichas sujas) os candidatos que forem condenados, entre outras práticas, por crimes contra a administração pública e o patrimônio público, desde que a decisão tenha transitado em julgado (quando não cabe mais recurso) ou proferida por órgão colegiado. Na decisão contra Disson, ainda há a possibilidade de revisão pelo próprio Tribunal de Justiça.

Na decisão da Câmara Criminal que manteve a condenação de Disson, o desembargador Glauber Rêgo foi voto vencido. O prazo para o recurso é de 10 dias, contados de ontem.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou, durante toda a tarde de ontem, falar com o deputado eleito Disson Lisboa, mas ele não atendeu ao telefone celular.

VOTOS PARA COLIGAÇÃO
O advogado Paulo de Tarso Fernandes, especialista em Direito Eleitoral, analisou que, caso seja condenado e tornado inelegível, os votos de Disson Lisboa, que conseguiu 26.618 votos, permanecem na coligação. Caso essa hipótese seja concretizada, o novo deputado estadual seria o André Luís Fernandes da Fonseca, conhecido como Major Fernandes, que obteve 25.006 votos.

O advogado explicou que caso a inelegibilidade seja decretada, a partir dessa decisão do Tribunal de Justiça, ela já terá ocorrido após a eleição, por isso os votos são contados como sendo da coligação. “A legislação entende que o candidato concorreu com o registro deferido, por isso, os votos permanecem na coligação”, explicou o advogado.

Ele lembrou que recentemente, ao analisar os casos do ex-governador José Roberto Arruda e do ex-deputado federal Paulo Maluf o Tribunal Superior Eleitoral entendeu que mesmo a condenação tendo ocorrido após o registro da candidatura, a punição de inelegibilidade já atingiria o mandato a ser conquistado.

“Claro que depende de condicionantes, mas nesse caso (apresentado pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE) foi posterior a eleição e ele (Disson) concorreu com registro válido”, destacou. (TN)

A cassação de Rosalba por Agripino foi fatal para Henrique

Índice

Avaliações pós campanha chegam a conclusão que a derrota de Henrique Alves e João Maia é atribuída a um conjunto de fatores. Porém, há um ponto que pouco tem sido comentado: A cassação de Rosalba Ciarlini.

DESGASTE

Caso Rosalba tivesse sido candidata à reeleição, Henrique teria sido eleito governador. A justificativa para quem pensa dessa forma é que a rejeição altíssima derrotou Henrique; mas o desgaste da Rosa deixaria o marido de Laurita em melhores condições.

DECISÃO

Henrique quis vencer à sua maneira e até escolheu o adversário. Com Rosalba no páreo, Rosalba poderia ter ficado em terceiro lugar e a disputa no segundo turno seria entre o gêmeo de Ana Catarina e a mulher de Carlos Augusto. Mesmo com uma rejeição beirando os 50%, ainda seria mais leve que 90% de reprovação administrativa. Ou seja: Erraram o alvo.

ADVERSÁRIO

Henrique usou José Agripino para cassar Rosalba. O pai de Felipe sujou as mãos com a sujeira da traição a uma aliada fiel para agradar a um aliado momentâneo e conveniente, que o fez pedir votos para Wilma, a quem adjetiva com palavras impublicáveis. O que eles imaginavam ser visto somente nos gabinetes, já ganhava as ruas e a ojeriza do eleitorado ao acordão só aumentava.

RESPONSÁVEL

A derrota é órfã e ninguém pode ser responsabilizado sozinho pelo insucesso eleitoral de uma candidatura. Mas esse ponto da traição a Rosalba pode ter sido fundamental para a derrota de Henrique, já que a polarização aconteceria entre o candidato do PMDB e a governadora, com chances reais do marido de Laurita ser considerado ‘menos ruim’ do que a Rosa.

Por Túlio Lemos

Presidente da Câmara recebe o deputado federal eleito Rafael Motta

Fotos: J BatistaO presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, recebeu em seu gabinete, em Brasília, na tarde de hoje, o novo deputado federal pelo Rio Grande do Norte, Rafael Motta (Pros).

O deputado eleito, que é vereador de Natal e presidente do Pros-RN, está em Brasília tratando de assuntos de seu partido e aproveitou para fazer uma visita de cortesia ao presidente da Câmara.

 

Deputado do PR acredita que disputa pela Presidência ficará entre Ricardo Motta e candidato de Robinson Faria

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O deputado estadual George Soares (PR) acredita que a disputa pela Presidência da Assembleia Legisaltiva envolverá dois candidatos: o atual presidente Ricardo Motta (PROS) e o nome escolhido pelo governador eleito Robinson Faria (PSD).

“O próximo governador deve ter interesse de fazer um presidente vinculado a sua estrutura política. Não sei os compromissos, assumidos na eleição, para isso. Ricardo Motta deverá ser candidato a reeleição assim como o bloco de Robinson deverá ter um candidato”, avaliou.

Prefeito de Natal publica decreto e confirma feriado do dia 20 de novembro

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Publicado na edição de hoje do Diário Oficial do Município a lei número 6.428 instituindo 20 de novembro como feriado pela comemoração do Dia da Consciência Negra, em homenagem ao aniversário do líder negro Zumbi dos Palmares.

A lei já havia sido publicada, mas hoje foi novamente por incorreção. A criação de mais esse feriado gerou uma grande reação negativa dos órgãos representantes da classe empresarial da capital potiguar.

Maradona agride ex-mulher em vídeo; ex-atleta jura nunca ter agredido uma mulher

Maradona agride ex-mulher em vídeo; ex-atleta jura nunca ter agredido uma mulher

Diego Maradona aparece em um vídeo que foi amplamente compartilhado nas redes sociais nesta segunda-feira (27). O ex-jogador aparece nas imagens agredindo sua ex-mulher Rocio Oliva, na época em que os dois estavam juntos. No vídeo, gravado pela própria Rocio, ela pede que o ex-marido pare de agredi-la. Maradona procurou a jornalista Marina Calabró, do programa argentino Infama, para se pronunciar sobre o assunto. “Sim, joguei o telefone, mas juro que nunca levantei a mão para uma mulher.

O episódio começa e termina ali. Eu explodi com o telefone, mas não ocorreu nada mais. A situação não continuou nem seguiu com problemas maiores”, disse ele. Os dois se separaram em 2013.

Câmara derruba decreto de conselho popular de Dilma Rousseff

por Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso | Estadão Conteúdo

Câmara derruba decreto de conselho popular de Dilma Rousseff

Foto: Estadão Conteúdo

Apenas dois dias depois da vitória da presidente Dilma Rousseff, o PMDB da Câmara liderou uma nova rebelião da base aliada e, junto com a oposição, tentou provocar a primeira derrota do Palácio do Planalto após a reeleição da petista. Eles articularam a votação de um projeto que susta os efeitos de um decreto editado por Dilma que criou novas instâncias de participação popular. Até o início da noite desta terça-feira, a votação ainda não havia sido concluída. Editado no final de maio, o decreto de Dilma institui a Polícia Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação (SNPS).

O texto, apesar de não criar novos conselhos populares, estabelece que órgãos e entidades da administração pública federal, direta e indireta, deverão ouvir instâncias de participação social para a formulação de políticas públicas. O mesmo vale para agências reguladoras. Desde que foi publicada, a medida tem sido bombardeada pela oposição e por integrantes da própria base, que a acusam de ferir prerrogativas do Congresso Nacional e de ser “bolivarianista”. O líder do DEM, deputado Mendonça Filho, classificou a proposta da presidente de “autoritária” e disse que ela está “passando por cima do Parlamento”. “Ele é (um decreto) espelhado na Venezuela de Hugo Chávez. É um projeto que verdadeiramente afronta o Legislativo”, declarou. O deputado Afonso Florence (PT-BA), por sua vez, rebateu as críticas da oposição e alegou que o texto editado por Dilma apenas “organiza um sistema de conselhos que já existe”. “Não há uma linha que possa ser citada para dizer que este decreto subtrai prerrogativas do Legislativo”, disse o petista.

“Essa derrota é para mostrar que o diálogo não pode ficar na teoria”, disse Lucio Vieira Lima

Preocupados com a perspectiva de um revés pouco depois da reeleição de Dilma, o PT obstruiu a sessão. Entretanto, na primeira votação do tema na noite de hoje, de um requerimento que visava retirar o projeto de Mendonça Filho da pauta, o PT, PCdoB e PSOL ficaram isolados. Além do PMDB, siglas da base como PSD, PR e PDT foram contra a orientação do Palácio do Planalto. Se o projeto que susta o decreto de Dilma for aprovado pelos deputados, ele ainda precisará ser analisado pelo Senado para ter efeito. O confronto entre governo e oposição em torno da suspensão do decreto da presidente Dilma e o baixo quórum registrado nos meses que antecederam a eleição inviabilizaram a aprovação de qualquer matéria pela Câmara.

Mesmo com o impasse, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), bancou a votação. Ele se elegeu deputado pela primeira vez em 1971 e concorreu neste ano ao governo do Rio Grande do Norte, mas foi vencido pelo vice-governador Robinson Faria (PSD). O peemedebista credita sua derrota a um vídeo de apoio a seu adversário gravado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, Alves nega que esteja “retaliando” o Palácio do Planalto ao pautar um projeto que pode causar um revés ao Palácio do Planalto. De acordo com ele, o tema tem inviabilizado que as discussões na Casa avancem há pelo menos três meses. “É uma desinformação. Há três meses, no processo eleitoral, abria (a votação) no mesmo item. Como não havia entendimento, a sessão caia por falta de quórum e ficava por isso mesmo”, disse Alves. O peemedebista também anunciou quer votar nos próximos dias uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatório o pagamento de emendas parlamentares individuais. Chamada de PEC do Orçamento Impositivo, esse projeto é uma promessa de campanha de Henrique Alves, que quer vê-lo aprovado antes de deixar o Congresso.

Lula quer interferir mais no governo Dilma e admite candidatura em 2018, diz jornal

Lula quer interferir mais no governo Dilma e admite candidatura em 2018, diz jornal

Fotos: Elias Dantas / Ag. Haack / Bahia Notícias

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados, pela primeira vez, que será candidato ao Planalto em 2018, de acordo com reportagem da Folha. Ele também já anunciou que tentará interferir mais no governo Dilma Rousseff. Interlocutores afirmam que a declaração do ex-presidente foi feita no domingo (26), depois da vitória de Dilma Rousseff (PT). Internamente, o PT trataria da candidatura de Lula como algo oficial.

Por meio de sua assessoria, Lula fala: “No último domingo, dia da eleição, quando perguntado sobre 2018, declarei que, completando 69 anos, minha única expectativa para daqui a quatro anos é estar vivo”.

Improbidade: ex-prefeito de Jucurutu é condenado por fraude em concurso público; entenda

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O juiz José Herval Sampaio Júnior condenou o ex-prefeito de Jucurutu, Nelson Queiroz Filho, e as empresas Soluções – Sistemas, Métodos e Informática Ltda e a Concsel Concursos e Seleção de Pessoal Ltda, por terem praticados atos de improbidade administrativa, fraudando a realização de concurso público realizado em 2007 naquela municipalidade. O processo tramita na Comarca de Jucurutu.

Na Ação Civil de Improbidade Administrativa, Nelson Queiroz Filho foi condenado à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de quatro anos, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.  Já as empresas referidas foram condenadas à pena de proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

Denúncia do MP

O Ministério Público Estadual narrou nos autos que em razão da denúncia de dois candidatos instaurou Peça de Informação nº 015/2007 a fim de apurar a possível ocorrência de irregularidades no concurso público do Município de Jucurutu.

Afirmou que os candidatos denunciantes alegaram que a correção dos seus gabaritos, os quais foram anotados na ocasião da realização da prova, com o gabarito disponibilizado na Internet no dia 14 de maio de 2007, não correspondiam ao resultado oficial do concurso publicado em 31 de maio de 2007.

O órgão ministerial apontou que, no dia 5 de junho de 2007, uma das candidatas compareceu na Promotoria de Justiça, noticiando que uma outra candidata aprovada em primeiro lugar para o cargo de auxiliar de secretaria havia entregue o seu gabarito com aproximadamente cinco questões marcadas, bem como alegou que de acordo com a sua correção teria acertado 21 questões, mas com o resultado final somente havia feito 13 questões.

Segundo o MP, os candidatos, ao prestarem depoimento, informaram que o boato na cidade seria de que o presidente da Câmara Municipal de Jucurutu, Márcio Araújo Soares, influenciou no resultado do concurso, conseguindo ilicitamente aprovação de parentes e apadrinhados políticos; e que a formulação de um segundo gabarito foi feito única e exclusivamente para aprovar os apadrinhados do Presidente da Câmara.

Apontou ainda que, a partir do exame dos documentos do procedimento licitatório, foram identificados diversos ilícitos, tais como: a falta de determinação de preço no valor da licitação, impedindo a determinação da modalidade licitatória; a falta de habilitação jurídica dos licitantes e a falta de regularidade fiscal de um deles; a montagem do procedimento licitatório e o conluio de licitantes, quando se verificou que duas empresas das empresas que participaram do certame apresentavam no quadro societário o mesmo sócio.

O MP acentuou também que o concurso foi maculado de ilegalidades praticadas por Nelson Queiroz Filho em conluio com a empresa soluções realizadora do certame, quando utilizou artifícios para aprovar seus eleitores, bem como os parentes do presidente da Câmara, Márcio Araújo Soares, seu correligionário político, possivelmente em troca de favores entre o Executivo e o Legislativo municipal.

Decisão da Justiça

Quando analisou o caso, juiz José Herval Sampaio Júnior observou que ficou caracterizada a prática dos atos de improbidade administrativa tipificados na Lei nº 8.429/92, em seu artigo 11, caput, e inciso V, em relação aos demandados.

“Resta patente o conluio entre o ex-gestor e a empresa vencedora do certame licitatório, no sentido de ambos arquitetaram e puseram em operação um verdadeiro esquema destinado à aprovação de pessoas pré-determinadas no certame, objetivo, por exemplo, que se tornou possível através da estratégia de orientar o candidato a, comparecendo à prova, não responder o gabarito (ou responder parcialmente), possibilitando que, posteriormente, o mesmo fosse preenchido com base no gabarito oficial e na nota que se pretendia atribuir àquele candidato, manipulando o resultado e a ordem classificatória”, destaca a sentença.

O magistrado considerou a gravidade das condutas provadas; o alto grau de reprovabilidade da conduta, à medida em que, em relação aos fatos, houve burla aos princípios que regem os procedimentos licitatórios, e, em relação às condutas provadas, os réus se associaram para manipular fraudulentamente a máquina administrativa, com o objetivo de efetivar em cargo público pessoas pré-determinadas de acordo com interesses eleitoreiros, atentando contra a licitude do concurso.

TJRN

Recepcionista vai à Justiça contra Robinson Faria

Os apartamentos do vice-governador Robinson Faria, candidato do PSD ao Governo do Estado, no condomínio Jangadas, em Nova Parnamirim, estão à venda e pelo menos um deles é objeto de contenda judicial com o comprador. A recepcionista Suzanna Vidal Borba acertou, com uma imobiliária de Natal, a compra por  R$ 119.800,00 do apartamento 203 na torre 23 do residencial, um dos 96 listados como sendo de propriedade de Robinson Faria. A recepcionista pagou à Bezerra Imóveis R$ 15 mil de sinal pelo negócio, entre os dias 11 e 13 de setembro do ano passado, mas até agora não recebeu o apartamento.

ReproduçãoRecibos comprovam o pagamento de R$ 15 mil feito pela recepcionista para aquisição do imóvel do vice-governador Robinson FariaRecibos comprovam o pagamento de R$ 15 mil feito pela recepcionista para aquisição do imóvel do vice-governador Robinson Faria

Passado um ano do pagamento, no último dia 30 de setembro o caso foi parar na  Justiça. No Sétimo Juizado Especial Cível Central de Natal tramita o processo 0801505-96.2014.8.20.5004 que tem como réus Robinson Faria e a imobiliária responsável pela intermediação da venda. Os dois já foram citados e uma audiência de conciliação marcada para o dia 18 de novembro, às 08h40.

Suzanna Vidal comentou, no Instagram, uma reclamação sobre o negócio em que se sente frustrada. “Eu fiquei no prejuízo de R$ 15 mil. Este valor para vocês, riquinhos, provavelmente é insignificante. Mas para mim custou anos de trabalho”, lamentou. Segundo a advogada Emanuelly Sousa, não houve qualquer justificativa da parte de Robinson Faria e da imobiliária responsável acerca do atraso. “Mesmo após um ano do pagamento da entrada contratual ter sido efetivada, não houve qualquer manifestação quanto a entrega do bem objeto deste contrato. A negativa de ressarcimento pelos requeridos só demonstra a má-fé com que conduzem suas operações”, disse a advogada.

O pagamento do valor da entrada foi realizado em duas parcelas. A primeira, no dia 11 de setembro de 2013, foi de R$ 5 mil. A segunda, de R$ 10 mil, foi paga dois dias depois, de acordo com os recibos anexados no processo. Além disso, a recepcionista ganhou um subsídio de R$ 15.774 do Governo Federal através do Minha Casa, Minha Vida. Foram financiados R$ 89.026 e não houve dificuldades na aprovação do financiamento pela instituição financeira, ainda segundo com os termos da ação na Justiça.

A entrada em dinheiro foi fruto das economias de Suzanna. “O valor apresentado pela autora foi fruto de grande sacrifício, na qualidade de recepcionista, a renda da Sra. Suzanna é muito baixa, arcando essa com todas as despesas de seu lar, após anos economizando, na tentativa de adquirir um imóvel próprio, a autora encontra-se hoje morando na residência de amigos”, diz a advogada no processo.

Nas palavras da advogada Emanuelly Sousa, a recepcionista depende hoje da caridade de amigos para ter onde morar. “Enquanto os requeridos capitalizam e usufruem dos valores dados em garantia para um contrato que nunca se efetivou, a autora amarga a angústia e o desconforto de estar vivendo em casa de terceiros, dependendo exclusivamente da caridade de amigos, tendo as suas economias retidas por empresários de condições sociais infinitamente superiores”, argumenta a advogada.

Suzanna Vidal pede na ação a entrega imediata do apartamento ou a devolução do valor de R$ 15 mil, pago há mais de um ano, em dobro e com as respectivas correções monetárias. Além disso, pede indenização por danos materiais de R$ 30 mil e a condenação de Robinson Faria e da imobiliária por danos morais.

Outro lado
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Assessoria de Imprensa do candidato Robinson Faria e foi informada de que o candidato não irá se pronunciar sobre o assunto da venda do apartamento para a recepcionista Suzanna Vidal Borba. A reportagem também telefonou seguidamente para o empresário Valdemir Bezerra, proprietário da Bezerra Imóveis, mas ele não atendeu as chamadas.

Dataprev abre concurso com mais de 4 mil vagas

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A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) abriu, nesta segunda-feira (20), um novo concurso público que visa preencher 4.016 vagas de cadastro reserva. Do total de chances, 10% são reservadas a candidatos com deficiência e 20% a candidatos negros ou pardos. Os salários vão de R$ 3.129,73 a R$ 6.395,39.

Haverá provas objetivas e discursivas no dia 14 de dezembro. Aprovados serão lotados nas 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. Quem concluiu o nível médio pode disputar os postos de auxiliar de enfermagem do trabalho e técnico de segurança do trabalho. Graduados concorrerão aos cargos de engenheiro de segurança do trabalho, médico de segurança do trabalho, analista de processamento e analista de tecnologia da informação.

Este último contém chances para profissionais das áreas de administração, advocacia, análise de informações, arquitetura, comunicação social, contabilidade, engenharia civil, engenharia elétrica, engenharia mecânica, finanças, entre outros.

Interessados podem se inscrever até o dia 17 de novembro por meio do site (http://www.quadrix.org.br/concursodataprev2014.aspx) da banca organizadora, o Instituto Quadrix de Tecnologia e Responsabilidade Social. As taxas de participação são de R$ 50 e R$ 80, para os níveis médio e superior, respectivamente. Além das etapas citadas, candidatos de nível superior passarão por avaliação de títulos. A seleção é válida por dois anos, podendo ser prorrogada por igual período.

Correio Web

Datafolha: Dilma ultrapassa Aécio pela 1ª vez no segundo turno

Dilma Rousseff ultrapassa Aécio Neves pela primeira vez em nova pesquisa Datafolha para a eleição presidencial. A atual presidente tem 52% dos votos válidos, contra 48% do candidato tucano

dilma aécio pesquisa datafolha
Datafolha: Dilma está numericamente a frente de Aécio Neves, mas ainda há empate dentro da margem de erro

O instituto Datafolha divulgou nesta segunda-feira (20) a sua mais nova pesquisa para a disputa do segundo turno da eleição presidencial. De acordo com o levantamento, Dilma Rousseff (PT) aparece com 46% e Aécio Neves (PSDB) tem 43% dos votos totais. Brancos e nulos são %5 e 6% estão indecisos.

Em votos válidos, quando são descartados brancos, nulos e indecisos, Dilma está com 52% e Aécio soma 48%. Em relação ao levantamento anterior, a atual presidente cresceu três pontos percentuais, enquanto o candidato tucano oscilou dois pontos para baixo.

O procedimento dos votos válidos é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

REJEIÇÃO

Aécio Neves aparece pela primeira vez na condição de candidato mais rejeitado. O tucano tem 40% de rejeição, contra 39% da petista.

VOTO CERTO

45% afirmam que votariam com certeza em Dilma Rousseff; os eleitores que garantem voto certo em Aécio Neves são 41%

O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Fonte: Pragmatismo Político

Operação Samaumeira: Polícia Civil desarticula quadrilha comandada de dentro de cadeia

Foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pedro Velho, Montanhas, Canguaretama e Natal.

images.jpg111Imagem divulgação internet

 A equipe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Pedro Velho, sob o comando do delegado Francisco Quirino, deflagrou na manhã desta sexta-feira (17), com o apoio da equipe do 8º Batalhão de Polícia Militar, a Operação Samaumeira. O objetivo da ação foi desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e formação de quadrilha.

Na Operação foram cumpridos 9 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pedro Velho, Montanhas, Canguaretama e Natal. Durante as investigações, que duraram cerca de 4 meses, a equipe de policiais civis chegou à conclusão de que a quadrilha era comandada pelo detento Ronaldo Vicente, conhecido como “Nego Nau”, de dentro do CDP do Potengi, com a ajuda de sua companheira Iara Inácio. Ronaldo e Iara receberam voz de prisão preventiva quarta-feira, dia 15, no momento em que ela realizava visita ao detento.

Os demais membros da organização criminosa foram identificados como Carlos André Barbosa, vulgo “Deureia”, Carlos de Oliveira cruz, vulgo “Buga Buga”, Ivanilson dos Santos Freira, vulgo “Cabeção”, Luiz de França, Maria Piedade dos Santos, vulgo “Dadinha”, e Rivonaldo Soares Dias, vulgo “Louro”. Todos foram presos na manhã de hoje.

As prisões ocorreram nas cidades de Pedro Velho, Montanhas e Nova Cruz. Durante a ação também foram apreendidos objetos utilizados para consumo de drogas e cadernetas com informações financeiras da quadrilha e contatos.

*Fonte: Assessoria / Degepol

As trapaças da sorte e as graças da paixão, de Cacaso e Sueli Costa


O professor, poeta e letrista mineiro Antônio Carlos de Brito (1944-1987), conhecido como Cacaso, nos versos de “Face a Face”, em parceria com Sueli Costa, expõe condições para quem quiser combinar com ele. A música foi gravada pela Simone no LP Face a Face, em 1977, pela Emi/Odeon.

FACE A FACE

Sueli Costa e Cacaso

São as trapaças da sorte, são as graças da paixão

Pra se combinar comigo tem que ter opinião

São as desgraças da sorte, são as traças da paixão

Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
Morena quando repenso o nosso sonho fagueiro

O céu estava tão denso, o inverno tão passageiro

Uma certeza me nasce e abole todo o meu zelo

Quando me vi face a face fitava o meu pesadelo

Estava cego o apelo, estava solto o impasse

Sofrendo nosso desvelo, perdendo no desenlace

No rolo feito um novelo, até o fim do degelo

Até que a morte me abrace
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão

Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração

São as trapaças da sorte, são as graças da paixão

Pra se combinar comigo tem que ter opinião
Morena quando relembro aquele céu escarlate

Mal começava dezembro, já ia longe o combate

Uma lambada me bole, uma certeza me abate

A dor querendo que eu morra, o amor querendo que eu mate

Estava solta a cachorra que mete o dente e não late

No meio daquela zorra, perdendo no desempate

Girando feito piorra, até que a mágoa escorra

Até que a raiva desate
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão

Pra se combinar comigo tem que ter opinião

São as desgraças da sorte, são as traças da paixão

Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração

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